terça-feira, 19 de maio de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
PUBLICIDADE
Home Política

Haddad confirma empréstimo aos Correios de até R$ 12 bilhões em análise final

por Henrique Valverde - Repórter de Política e Economia
16/12/2025 às 21h49
em Destaque, Notícias, Política
Haddad Confirma Empréstimo Aos Correios De Até R$ 12 Bilhões Em Análise Final - Gazeta Mercantil - Fundada Em 1920

Haddad confirma que empréstimo aos Correios pode chegar a R$ 12 bilhões e Fazenda acelera análise

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que o governo federal avalia um empréstimo aos Correios que pode alcançar até R$ 12 bilhões, em uma tentativa de conter o agravamento da crise financeira enfrentada pela estatal. A análise do plano de reestruturação apresentado pela empresa está em fase final e deve ser concluída até sexta-feira, dentro de um cronograma considerado apertado, mas tratado como prioritário pela equipe econômica.

A sinalização de Haddad ocorre em um momento crítico para os Correios, que acumulam prejuízos bilionários consecutivos e enfrentam dificuldades para honrar compromissos básicos, como o pagamento de funcionários e fornecedores. O empréstimo aos Correios surge, assim, como a alternativa considerada mais viável no curto prazo, diante da decisão do governo de descartar, por ora, um aporte direto da União.

O plano já está na Fazenda e passa pelo crivo do Tesouro

Segundo Haddad, a proposta de empréstimo aos Correios já foi formalmente encaminhada ao Ministério da Fazenda e acompanha um plano de reestruturação considerado mais robusto do que versões anteriores. A análise está concentrada no Tesouro Nacional, responsável por verificar a consistência técnica, fiscal e financeira do projeto.

O foco principal da avaliação é assegurar que a operação esteja em conformidade com as regras fiscais vigentes e que não represente risco excessivo para os cofres públicos. O Tesouro deixou claro que não concederá garantias para empréstimos com taxas de juros superiores a 120% do CDI, um limite que passou a balizar todas as negociações envolvendo o financiamento da estatal.

Negociação com bancos respeita limite de juros

Além da análise interna, a Fazenda conduziu negociações com um pool de bancos interessados em participar do empréstimo aos Correios. O objetivo foi estruturar uma operação que respeite os parâmetros definidos pelo Tesouro e evite repetir impasses recentes.

Em tentativas anteriores, as negociações fracassaram justamente por causa do custo do crédito. Em novembro, os Correios chegaram a discutir um financiamento da ordem de R$ 20 bilhões, mas a taxa proposta, de cerca de 136% do CDI, foi considerada excessiva. Diante disso, o Tesouro se recusou a oferecer garantias, inviabilizando a operação.

Agora, segundo Haddad, a taxa máxima já está negociada e limitada ao teto de 120% do CDI, o que permitiria enquadrar o empréstimo dentro de parâmetros considerados razoáveis pela equipe econômica.

Aporte direto da União está descartado

Um ponto enfatizado pelo ministro é que o empréstimo aos Correios não deve ser confundido com um socorro via aporte direto de recursos públicos. Haddad afirmou de forma categórica que a transferência direta de recursos da União está descartada neste momento.

Essa decisão reflete a preocupação do governo em evitar impactos diretos sobre o resultado fiscal e em preservar a credibilidade da política econômica. Ao optar por um empréstimo estruturado com bancos, ainda que com garantia do Tesouro, o governo busca uma solução intermediária entre o socorro total e a inação.

Prazo curto aumenta a pressão sobre a decisão

O cronograma para a aprovação do empréstimo aos Correios é apertado. A estatal trabalha com a expectativa de que os recursos sejam liberados ainda nesta semana, condição considerada essencial para manter o funcionamento básico da empresa.

Haddad reconheceu que o prazo é curto, mas destacou que a análise não começou agora. Segundo ele, técnicos da Fazenda e do Tesouro trabalham há semanas no exame do plano apresentado pela estatal, o que permite acelerar a decisão final.

A urgência decorre da situação financeira crítica dos Correios, que enfrentam dificuldades crescentes de caixa. Sem a liberação do empréstimo, a empresa corre o risco de atrasar pagamentos, o que poderia agravar ainda mais a crise operacional e institucional.

Uma crise que se aprofundou ano após ano

Os números ajudam a dimensionar a gravidade do cenário que levou à discussão do empréstimo aos Correios. Em 2023, a estatal registrou prejuízo de R$ 633 milhões. Em 2024, o rombo saltou para R$ 2,6 bilhões. Já em 2025, no acumulado de janeiro a setembro, o déficit alcançou R$ 6 bilhões, com projeções que indicam a possibilidade de fechar o ano com resultado negativo próximo de R$ 10 bilhões.

Essa trajetória de deterioração financeira reflete uma combinação de fatores, incluindo aumento de custos operacionais, queda de receitas em alguns segmentos, concorrência acirrada no mercado de encomendas e dificuldades estruturais herdadas de modelos de gestão defasados.

O plano de reestruturação como contrapartida

O empréstimo aos Correios está condicionado à implementação de um plano de reestruturação considerado mais profundo. Apresentado inicialmente em novembro, o plano prevê medidas de ajuste que incluem a adesão de até 15 mil funcionários a programas de demissão voluntária, a venda de imóveis e a revisão de processos internos.

A ideia é que o crédito não sirva apenas para cobrir déficits imediatos, mas funcione como uma ponte para uma reorganização estrutural da empresa. A Fazenda e o Tesouro buscam garantias de que o empréstimo não será apenas um paliativo, mas parte de uma estratégia de médio prazo para restaurar a sustentabilidade financeira da estatal.

Por que o valor caiu de R$ 20 bilhões para R$ 12 bilhões

Inicialmente, os Correios defendiam a necessidade de um financiamento de até R$ 20 bilhões. No entanto, após as restrições impostas pelo Tesouro e a revisão do plano de reestruturação, o valor do empréstimo aos Correios passou a ser revisto para baixo.

A estimativa atual gira em torno de R$ 12 bilhões, montante considerado suficiente para cobrir obrigações imediatas e dar fôlego à empresa enquanto as medidas de ajuste começam a produzir efeitos. A redução do valor também diminui o risco fiscal da operação e facilita a adesão dos bancos ao financiamento.

Impactos políticos e econômicos da decisão

A discussão sobre o empréstimo aos Correios tem repercussões que vão além da esfera técnica. Politicamente, o governo enfrenta o desafio de justificar o apoio a uma estatal deficitária em um contexto de cobrança por responsabilidade fiscal. Ao mesmo tempo, a eventual paralisação ou colapso dos Correios teria custos sociais e econômicos elevados, dada a importância da empresa para a logística nacional e para a prestação de serviços em regiões remotas.

Economicamente, a decisão sinaliza como o governo pretende lidar com estatais em dificuldade: evitando aportes diretos, exigindo contrapartidas estruturais e buscando soluções que preservem o arcabouço fiscal.

O papel estratégico dos Correios

Apesar da crise, os Correios continuam sendo uma empresa estratégica para o país. A estatal desempenha papel central na integração logística nacional, especialmente em municípios onde operadores privados não têm interesse comercial. O debate sobre o empréstimo aos Correios também envolve a preservação desse papel público, mesmo em um ambiente de crescente concorrência no setor de entregas.

Para o governo, permitir que a empresa entre em colapso teria efeitos em cadeia sobre o comércio eletrônico, a prestação de serviços públicos e a economia local de milhares de cidades.

Decisão até sexta pode definir o futuro imediato da estatal

A expectativa é que a Fazenda conclua a análise do empréstimo aos Correios até sexta-feira. Caso o plano seja validado pelo Tesouro e a taxa de juros confirmada dentro do limite estabelecido, o financiamento poderá ser formalizado rapidamente.

Essa decisão tende a definir o futuro imediato da estatal, ao menos no curto prazo. A liberação dos recursos permitiria estabilizar a operação, enquanto a implementação das medidas de reestruturação será decisiva para determinar se os Correios conseguirão sair do ciclo de prejuízos recorrentes.

O desfecho do processo será acompanhado de perto por mercados, servidores, fornecedores e pelo próprio governo, que vê no empréstimo uma solução emergencial, mas também um teste para sua estratégia de gestão das estatais em crise.

Tags: crise dos Correiosempréstimo aos Correiosfinanciamento dos CorreiosHaddad Correiosplano de reestruturação dos Correiosprejuízo dos CorreiosTesouro e Correios

LEIA MAIS

Correios - Gazeta Mercantil
Empresas

Correios negociam empréstimo de R$ 7 bilhões com garantia da União após prejuízo triplicar

Os Correios negociam com bancos a contratação de um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com garantia da União ainda em 2026, em meio à deterioração financeira da...

Leia Maisdetalhes
Situação Dos Correios Pressiona Contas Públicas E Acende Alerta Fiscal - Gazeta Mercantil - Dario Durigan Na Fazenda: Perfil, Sucessão De Haddad E Impactos No Mercado
Negócios

Situação dos Correios pressiona contas públicas e acende alerta fiscal

Situação dos Correios agrava pressão fiscal e obriga governo a rever projeções para 2026 A situação dos Correios tornou-se um dos principais fatores de preocupação da equipe econômica...

Leia Maisdetalhes
Correios Anuncia Primeira Fase Do Plano De Reestruturação Para Garantir Sustentabilidade E Modernização Da Empresa - Gazeta Mercantil
Negócios

Correios anuncia primeira fase do plano de reestruturação para garantir sustentabilidade e modernização da empresa

Brasília, 15/10/2025 – Nesta quarta-feira (15), a direção dos Correios apresentou, em coletiva de imprensa, a primeira fase do plano de reestruturação operacional e financeira da empresa. As medidas...

Leia Maisdetalhes

Veja Também

Imposto De Renda 2026 - Gzt - Gazeta Mercantil
Economia

Imposto de Renda 2026: contribuinte precisa pagar DARF menor que R$ 10?

Leia Maisdetalhes
Bolsa Família De Maio Começa A Ser Pago Para 19 Milhões De Famílias - Gazeta Mercantil
Brasil

Bolsa Família de maio começa a ser pago para 19 milhões de famílias

Leia Maisdetalhes
Fiis Fundos Imobiliários (Imagem: Jabkitticha/ Istockphoto)
Fundos Imobiliários

IBBP11 amplia portfólio com ativos do XPIN11 e entrega yield anualizado de 11,3%

Leia Maisdetalhes
Galípolo Vai Ao Senado Nesta Terça Para Falar Sobre Juros, Autonomia Do Bc E Banco Master - Gazeta Mercantil
Política

Galípolo vai ao Senado nesta terça para falar sobre juros, autonomia do BC e Banco Master

Leia Maisdetalhes
Empresa Que Teria Comprado Naskar Tem Perfil Recente E Não Informa Executivos No Site Azara Capital Afirma Que Assumiu A Fintech Para Ressarcir Investidores, Mas Apresenta Poucas Informações Públicas, Endereço Associado A Outro Banco E Ausência De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Dos Eua A Azara Capital Llc, Empresa Que Teria Comprado A Naskar Gestão De Ativos Em Uma Operação Estimada Em R$ 1,2 Bilhão Para Tentar Sanar A Crise Da Fintech Brasileira, Reúne Poucas Informações Públicas, Não Informa Executivos Em Seu Site E Apresenta Inconsistências Em Dados De Endereço E Presença Digital. A Instituição Ganhou Visibilidade Nesta Quinta-Feira (14) Após Ser Apontada Como Compradora Da Naskar, Que Deixou De Pagar Rendimentos A Cerca De 3 Mil Investidores E Interrompeu O Funcionamento Do Aplicativo Usado Por Clientes Para Acompanhar Seus Recursos. A Suposta Aquisição Foi Anunciada Em Meio À Pressão De Investidores Que Cobram A Devolução De Valores Aplicados Na Naskar. Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
Empresas

Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

Leia Maisdetalhes

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Imposto de Renda 2026: contribuinte precisa pagar DARF menor que R$ 10?

Bolsa Família de maio começa a ser pago para 19 milhões de famílias

IBBP11 amplia portfólio com ativos do XPIN11 e entrega yield anualizado de 11,3%

UFG recebe Drone Day com palestras e demonstrações de drones em Goiânia

Galípolo vai ao Senado nesta terça para falar sobre juros, autonomia do BC e Banco Master

Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com

Sem resultados
Todos os resultados
  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com