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Fenicafé 2026 divulga programação oficial com foco no futuro da cafeicultura

por Daniel Wicker
09/04/2026 às 23h54
em Agronegócio
Fenicafé 2026 Divulga Programação Oficial Com Foco No Futuro Da Cafeicultura - Gazeta Mercantil

Reprodução

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Fenicafé 2026 anuncia programação oficial e reforça debate sobre irrigação, mercado e produtividade do café

A Fenicafé 2026 chega ao calendário do agronegócio brasileiro como um dos eventos mais estratégicos para a cafeicultura nacional em um momento de forte atenção do setor aos custos de produção, à gestão hídrica, à produtividade e às perspectivas de mercado. Considerada a maior feira de irrigação em cafeicultura do Brasil, a edição deste ano será realizada entre 13 e 16 de abril, em Araguari, reunindo especialistas, pesquisadores, produtores, instituições de pesquisa e lideranças do setor para discutir o presente e o futuro da produção de café no país.

A programação da Fenicafé 2026 foi estruturada para atender a uma demanda cada vez mais urgente do campo: transformar conhecimento técnico em decisão prática. Ao longo de quatro dias, o evento vai concentrar debates sobre fisiologia do cafeeiro, nutrição, excesso de adubação, irrigação, segurança hídrica, expansão do café canéfora, fertilidade do solo, fitossanidade, ambientômica e mercado global. O desenho do cronograma mostra que a feira pretende ir além da exposição de produtos e máquinas. O objetivo é se consolidar como espaço de formulação técnica, leitura de cenário e conexão entre ciência, tecnologia e produtividade.

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Em uma conjuntura em que a cafeicultura brasileira convive com desafios climáticos, pressão por eficiência e necessidade de ampliar competitividade, a Fenicafé 2026 ganha peso não apenas como encontro setorial, mas como termômetro do que hoje move as discussões mais relevantes do café no Brasil. A presença de instituições como UFV, ESALQ/USP, Embrapa Café, Incaper, UFU, UFES, Uniube e ABID ajuda a dar densidade à programação, reforçando o caráter técnico e institucional da feira.

A abertura oficial, marcada para segunda-feira, 13 de abril, contará com lideranças da cafeicultura e autoridades políticas, dando início a uma agenda que combina exposição de tecnologias, workshops, simpósio técnico e oportunidades de negócios. Mais do que uma cerimônia protocolar, esse momento tende a funcionar como sinalização do peso econômico e político da Fenicafé 2026 dentro de um setor que continua sendo um dos mais relevantes do agronegócio brasileiro.

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Fenicafé 2026 abre espaço para um debate mais técnico sobre o café brasileiro

A força da Fenicafé 2026 está na capacidade de reunir, em um mesmo ambiente, diferentes camadas da cadeia produtiva do café. De um lado, produtores em busca de soluções práticas para elevar eficiência e rentabilidade. De outro, pesquisadores e especialistas focados em traduzir ciência em aplicação no campo. Entre esses polos, estão empresas, consultorias, instituições e agentes de mercado que ajudam a desenhar o futuro da cafeicultura.

Essa característica faz da Fenicafé 2026 um evento especialmente relevante em um período de maior exigência sobre a produção. O cafeicultor de hoje precisa tomar decisões com base em clima, solo, água, custo, produtividade, sanidade, escolha varietal e mercado. Não há mais espaço para leitura fragmentada. A competitividade da lavoura depende cada vez mais da integração entre informação técnica e resposta operacional.

Por isso, a Fenicafé 2026 aparece como ponto de encontro entre problema e solução. O evento não se limita a apresentar tecnologias. Ele organiza uma agenda de conteúdo que tenta responder às questões mais sensíveis do setor: como produzir melhor, como usar água com mais inteligência, como interpretar o comportamento das safras diante das condições climáticas e como manter competitividade em um mercado global mais exigente.

Abertura oficial coloca a Fenicafé 2026 no centro da agenda do setor

A segunda-feira, 13 de abril, será marcada pela abertura oficial da Fenicafé 2026, com participação de lideranças da cafeicultura e autoridades políticas. Embora a cerimônia ocupe uma faixa mais curta da programação, seu peso simbólico é relevante. A presença institucional reforça a dimensão econômica da feira e sinaliza o interesse do setor em alinhar produção, pesquisa, política agrícola e desenvolvimento regional.

Eventos como a Fenicafé 2026 costumam ultrapassar o papel de vitrine técnica e se transformar também em espaços de articulação. Isso porque a cafeicultura, sobretudo quando associada à irrigação, à inovação e à sustentabilidade produtiva, demanda interação constante entre produtores, universidades, entidades e poder público. Nesse sentido, a abertura oficial tende a marcar o tom dos debates dos dias seguintes.

A escolha de Araguari como sede da Fenicafé 2026 também ajuda a reforçar a conexão entre a feira e uma região de forte relevância para o café irrigado. O evento, assim, não fala apenas ao Brasil em abstrato, mas a uma realidade concreta do campo, em que tecnologia, produtividade e gestão hídrica têm peso decisivo sobre o desempenho da lavoura.

Terça-feira concentra fisiologia, nutrição e mercado de café

A terça-feira, 14 de abril, será um dos dias mais densos da Fenicafé 2026, com uma programação que começa com credenciamento e entrega de materiais, avança para palestras técnicas e termina com leitura de mercado e panorama da cafeicultura nacional. É um desenho que combina base científica com interpretação econômica da atividade.

Entre os destaques da manhã da Fenicafé 2026 está a palestra do professor Cláudio Pagotto Ronchi, da UFV, sobre os limites fisiológicos do pegamento de frutos em café. O tema tem forte relevância para a produtividade, porque trata de um dos momentos mais sensíveis da formação da safra. Já o professor Tiago Tezotto, da ESALQ/USP, abordará a influência do excesso de adubação na nutrição do cafeeiro, discussão importante em uma época em que eficiência de insumos e manejo técnico ocupam posição central na rentabilidade da lavoura.

Na parte da tarde, a Fenicafé 2026 amplia o foco e entra em uma dimensão mais estratégica com o workshop sobre mercado e exportação de café, seguido do painel sobre panorama da cafeicultura nacional. Esse bloco reúne especialistas de diferentes regiões produtoras para discutir as perspectivas das safras 2025/2026 e 2026/2027 diante das condições climáticas. O formato regionalizado da discussão é relevante, porque reconhece que o comportamento do café no Brasil não é homogêneo e depende fortemente das características de cada polo produtor.

Mercado global entra na pauta da Fenicafé 2026 com protagonismo brasileiro

Encerrando a programação da terça-feira, a analista da Agroconsult, Heloisa Mara de Melo, fará uma apresentação sobre o mercado global de café, destacando o protagonismo do Brasil na produção e exportação. Esse ponto é particularmente importante dentro da Fenicafé 2026, porque conecta o debate agronômico da lavoura à lógica econômica mais ampla do setor.

Ao trazer o mercado global para o centro da programação, a Fenicafé 2026 reconhece que a competitividade do produtor não depende apenas de produtividade por hectare. Ela também depende da capacidade de interpretar demanda internacional, comportamento de preço, posicionamento do Brasil nas exportações e mudanças no ambiente global de oferta.

Esse cruzamento entre agronomia e mercado ajuda a dar à Fenicafé 2026 um perfil mais completo. A feira não trata o café apenas como cultura agrícola, mas como atividade econômica integrada a cadeias globais, em que decisões de campo e leitura de mercado estão cada vez mais interligadas.

Quarta-feira faz da irrigação o eixo central da Fenicafé 2026

A quarta-feira, 15 de abril, tende a ser um dos pontos altos da Fenicafé 2026 com a abertura do Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada. A participação de Uniube, ABID, ACA e Embrapa Café reforça o peso institucional do encontro e ajuda a posicionar o evento como uma das principais plataformas de debate sobre irrigação no país.

A programação da manhã da Fenicafé 2026 traz um workshop dedicado à gestão da irrigação na cafeicultura. Entre os temas previstos estão disponibilidade de água, segurança hídrica e a relação entre água, carbono e produção de café. Esse recorte é especialmente relevante porque a irrigação deixou de ser apenas instrumento de suporte e passou a ser componente estratégico da produtividade em diversas regiões produtoras.

Ao inserir segurança hídrica e gestão da irrigação como eixos centrais, a Fenicafé 2026 espelha uma preocupação cada vez mais forte do agronegócio: produzir mais com uso mais inteligente de recursos naturais. Em um cenário de variabilidade climática, esse debate não é acessório. Ele está no coração da sustentabilidade econômica da lavoura.

Pesquisa aplicada ganha espaço no campo da cafeicultura irrigada

Na tarde da quarta-feira, a Fenicafé 2026 aprofunda o diálogo entre pesquisa e prática de campo com um bloco voltado à aplicação direta da ciência na produção. O professor Eusímio Fraga, da UFU, apresentará estratégias de manejo da irrigação e tomada de decisão. Na sequência, Luan Peroni Venâncio tratará de irrigação de café arábica e canéfora, enquanto Inorbert de Melo Lima abordará a expansão do café canéfora.

Esse desenho tem grande valor para a Fenicafé 2026 porque evita o distanciamento entre teoria e prática. Em vez de uma programação exclusivamente acadêmica, o evento articula conhecimento técnico com aplicação real no campo, algo fundamental para um produtor que precisa tomar decisão rápida e economicamente eficiente.

A inclusão do café canéfora na agenda da Fenicafé 2026 também merece atenção. O tema indica ampliação do debate varietal e sinaliza a importância crescente dessa frente dentro da cafeicultura brasileira, sobretudo em contextos regionais específicos e em sistemas que exigem adaptação mais intensa às condições ambientais e produtivas.

Quinta-feira leva fitossanidade, solo e produtividade para o centro da feira

O último dia da Fenicafé 2026, em 16 de abril, será dedicado a temas diretamente ligados à base da produtividade: fertilidade do solo, fitossanidade, ambientômica, mineralogia e novos conceitos produtivos. É um fechamento coerente com a proposta da feira, porque retorna aos fundamentos da lavoura com olhar técnico e voltado a ganho de eficiência.

Entre os destaques da manhã da Fenicafé 2026 está a palestra do professor Willian Bucker Moraes, da UFES, sobre novas descobertas fitossanitárias. Em seguida, Henrique Junqueira Franco, da CROPMAN, abordará estratégias para produzir mais com menos, uma formulação que sintetiza boa parte do desafio atual da cafeicultura: elevar resultado sem ampliar proporcionalmente o custo. Guilherme Barbosa Abreu, da Embrapa Café, completa esse bloco com a discussão sobre ambientômica aplicada à recomendação de cultivares.

À tarde, a Fenicafé 2026 volta o foco ao solo, com a palestra de Diego Siqueira, da ESALQ/USP, sobre mineralogia e qualidade da argila, e a apresentação de Juliane Carneiro, da Nemasolum, sobre novos conceitos de produtividade. Esse recorte reforça uma compreensão cada vez mais presente no agronegócio: a produtividade do café não nasce apenas da genética ou da irrigação, mas da integração entre solo, ambiente, sanidade e manejo.

Fenicafé 2026 reforça a conexão entre ciência, tecnologia e negócios

Ao longo de toda a sua programação, a Fenicafé 2026 reforça um papel que vai além do debate técnico. O evento se consolida como espaço de difusão de conhecimento e também de geração de negócios. A presença de exposição de máquinas, equipamentos, serviços e ambientes voltados ao networking amplia a capacidade da feira de conectar pesquisa, comercialização e tomada de decisão.

Essa característica é central para entender o peso da Fenicafé 2026. O setor cafeeiro não demanda apenas informação. Ele demanda soluções aplicáveis, contatos estratégicos, leitura de tendências e acesso a novas tecnologias capazes de impactar produtividade, custo e sustentabilidade da produção.

Nesse sentido, a Fenicafé 2026 se apresenta como um ponto de convergência entre diferentes necessidades do agro: aprender, atualizar, comparar, negociar e planejar. E é justamente essa amplitude que ajuda a explicar por que a feira permanece relevante e cresce em interesse a cada edição.

Araguari vira vitrine nacional da nova agenda da cafeicultura

A edição deste ano confirma que a Fenicafé 2026 transforma Araguari em uma vitrine nacional da nova agenda da cafeicultura brasileira. Uma agenda em que irrigação, segurança hídrica, solo, mercado, sanidade e produtividade deixaram de ser assuntos isolados e passaram a compor um mesmo sistema de decisão.

Mais do que reunir palestras, a Fenicafé 2026 organiza uma narrativa técnica sobre o café no Brasil em 2026. Uma narrativa em que o produtor precisa ser cada vez mais gestor, o pesquisador precisa dialogar com o campo e a tecnologia precisa provar valor econômico real. Nesse contexto, a feira cumpre uma função estratégica: dar forma e conteúdo às perguntas mais urgentes do setor.

Se o café brasileiro quer manter protagonismo global, ganhar eficiência e responder aos desafios de clima, custo e produtividade, eventos como a Fenicafé 2026 deixam de ser apenas encontros setoriais e passam a ser espaços decisivos de formulação do futuro. É por isso que a programação anunciada para abril em Araguari vai além de um calendário técnico. Ela se apresenta como um retrato preciso das prioridades que hoje movem a cafeicultura nacional.

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