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IPCA-15 abaixo do esperado reforça previsão de inflação dentro da meta em 2025

Resultado de outubro sinaliza cenário benigno para a inflação e abre caminho para corte da Selic em janeiro de 2026

por Redação
24/10/2025 às 16h00 - Atualizado em 14/05/2026 às 17h17
em Economia, Destaque, Notícias
Ipca-15 Abaixo Do Esperado Reforça Previsão De Inflação Dentro Da Meta Em 2025 - Gazeta Mercantil Digital

IPCA-15 abaixo do esperado reforça chance de inflação encerrar 2025 dentro da meta

O IPCA-15 de outubro registrou alta de 0,18%, abaixo das expectativas do mercado financeiro, e trouxe um sinal positivo para o controle inflacionário no Brasil. No acumulado de 12 meses, o índice atingiu 4,94%, permanecendo dentro do intervalo da meta de inflação de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

O resultado reforça a perspectiva de que a inflação deve encerrar 2025 dentro da meta, segundo avaliação da economista-chefe da Mirae Asset, Marianna Costa. A composição do índice mostrou um quadro mais benigno, com redução do índice de difusão (que mede o quanto os aumentos de preços se espalham entre os produtos e serviços), caindo de 53% para 50%.

Com a inflação sob controle, cresce também a expectativa de corte da taxa Selic no início de 2026, especialmente se o cenário de estabilidade se mantiver nos próximos meses.


IPCA-15: resultado abaixo das projeções indica arrefecimento da inflação

A leitura do IPCA-15 de outubro surpreendeu positivamente os analistas. O mercado esperava avanço de 0,24%, mas o resultado foi menor, refletindo o arrefecimento de pressões inflacionárias em vários segmentos.

O comportamento do índice foi influenciado por dois fatores:

  • Itens voláteis, como energia elétrica e passagens aéreas, registraram variações pontuais, sem impacto estrutural.

  • Os núcleos de inflação, que medem a tendência de longo prazo, apresentaram melhora significativa.

Entre os grupos que mais contribuíram para a alta do índice estão transportes, impulsionados por gasolina, ônibus urbano e metrô. No entanto, a maior parte da cesta de consumo apresentou estabilidade, mostrando que o avanço dos preços está menos disseminado.


IPCA-15 e a trajetória da inflação até o fim de 2025

A Mirae Asset projeta que, se a tendência observada em outubro continuar, o IPCA encerrará 2025 dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Isso reforça o cenário de estabilidade de preços e de maior previsibilidade econômica.

Nos últimos meses, o Brasil vem registrando desaceleração consistente da inflação, com alívio em bens industriais, alimentação no domicílio e serviços subjacentes.

Os principais fatores que sustentam essa trajetória são:

  1. Estabilidade cambial, que reduz pressões sobre produtos importados;

  2. Melhora nas cadeias de suprimentos globais, que diminui custos de produção;

  3. Expectativas ancoradas, com o mercado projetando inflação controlada para 2026;

  4. Política monetária ainda restritiva, mantendo o crédito sob moderação.

Essa combinação tem contribuído para a convergência da inflação para o centro da meta.


Núcleos de inflação mostram melhora qualitativa

O IPCA-15 também revelou uma melhora qualitativa importante: os núcleos de inflação — que excluem itens de forte volatilidade — seguem em trajetória de desaceleração.

O núcleo de serviços subjacentes, considerado o mais sensível à demanda doméstica, subiu de 0,04% para 0,24%, mas ainda está em níveis muito inferiores aos registrados no primeiro semestre. Essa variação indica que o consumo vem se expandindo de forma gradual, sem gerar pressões de preços relevantes.

Outro ponto positivo é a queda do índice de difusão, que recuou para 50%, demonstrando que menos itens estão registrando aumento de preços. Isso reforça a leitura de que a inflação está menos disseminada e mais concentrada em choques pontuais.


IPCA-15 e a política monetária: foco no corte da Selic

Com a inflação controlada e a expectativa de que o IPCA-15 siga em patamar moderado, o mercado financeiro passou a precificar um corte de juros já em janeiro de 2026.

Atualmente, a taxa Selic está em 10,75% ao ano, após uma série de reduções graduais promovidas pelo Banco Central (BC) ao longo de 2024 e 2025. A leitura mais branda do IPCA-15 reforça a possibilidade de continuidade desse ciclo.

A economista Marianna Costa avalia que, se a tendência positiva persistir, o Comitê de Política Monetária (Copom) poderá reduzir a Selic em 0,50 ponto percentual, antecipando o início de um novo ciclo de estímulos à economia.

Essa expectativa já se reflete na curva de juros futura, que projeta cortes entre janeiro e março de 2026.


Impactos do IPCA-15 sobre a economia real

A queda do IPCA-15 tem reflexos diretos sobre o consumo e o crédito. Com a inflação mais baixa, o poder de compra das famílias aumenta, impulsionando o comércio e o setor de serviços.

Além disso, a estabilidade de preços reduz incertezas e melhora a confiança dos investidores, criando um ambiente mais favorável para o crescimento do PIB em 2026.

Os segmentos mais beneficiados por uma inflação controlada são:

  • Varejo: com preços mais previsíveis e crédito mais acessível, o consumo tende a crescer;

  • Imobiliário: juros menores favorecem financiamentos e lançamentos;

  • Serviços: com a retomada gradual do emprego e renda, o setor volta a acelerar;

  • Investimentos produtivos: custos de capital mais baixos aumentam a atratividade do investimento privado.


IPCA-15 e o comportamento dos preços por grupo

O resultado de outubro mostrou estabilidade nos grupos mais sensíveis à renda das famílias:

  • Alimentação e bebidas: registraram leve alta, mas abaixo da média histórica;

  • Habitação: variações pontuais em energia elétrica e gás;

  • Transportes: impacto maior do reajuste da gasolina e passagens;

  • Saúde e cuidados pessoais: comportamento moderado;

  • Educação e comunicação: sem grandes alterações.

A leitura indica que, mesmo com pressões localizadas, o IPCA-15 mantém trajetória de convergência.


Expectativas para o IPCA-15 dos próximos meses

O cenário de inflação controlada tende a se manter nos próximos meses, segundo economistas de mercado. A expectativa é que o IPCA-15 avance entre 0,20% e 0,25% em novembro e dezembro, mantendo o acumulado de 12 meses abaixo de 5%.

Com isso, o Banco Central ganha espaço para flexibilizar a política monetária sem comprometer o processo de desinflação. O risco principal segue sendo eventuais choques de preços em energia e combustíveis, que podem alterar a dinâmica de curto prazo.

Ainda assim, o consenso é de que a inflação de 2025 deverá encerrar em torno de 4,5%, dentro do intervalo da meta estabelecido pelo CMN.


Perspectiva para o corte da Selic em 2026

O comportamento do IPCA-15 também reforça o otimismo quanto ao início do ciclo de afrouxamento monetário em 2026. Com inflação sob controle e expectativas ancoradas, o Banco Central poderá adotar cortes graduais na taxa de juros para estimular a economia sem gerar novos desequilíbrios.

A projeção da Mirae Asset é que a Selic possa encerrar 2026 em 9% ao ano, o que representaria um impulso relevante ao crédito e à atividade produtiva.

O resultado do IPCA-15 de outubro confirma que a inflação brasileira caminha para encerrar 2025 dentro da meta, apoiada por uma composição favorável e pela queda da difusão entre os grupos de consumo.

Com isso, o Banco Central ganha margem para reduzir a taxa Selic no início de 2026, abrindo espaço para uma retomada mais forte da economia. A convergência da inflação para níveis sustentáveis reforça a credibilidade da política monetária e consolida o Brasil em uma trajetória de estabilidade macroeconômica.

Tags: Banco Centralcorte de jurosEconomiaeconomia brasileirainflação 2025inflação controladaIPCA outubroIPCA-15meta de inflaçãoMirae AssetSelic 2026

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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