quarta-feira, 29 de julho de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Home Mercados

Lojas Renner (LREN3): Itaú BBA eleva ação para compra e vê alta de 21%

Banco revisou lucro da varejista, elevou preço-alvo para R$ 18 e estima retorno total ao acionista de 16% ao ano nos próximos três anos.

por Camila Braga
01/06/2026 às 14h27 - Atualizado em 17/07/2026 às 12h04
em Mercados,Destaque,Notícias
Lojas Renner (Lren3): Itaú Bba Eleva Ação Para Compra E Vê Alta De 21% - Gazeta Mercantil

O Itaú BBA elevou a recomendação para Lojas Renner (LREN3) de neutro para compra, após revisar os resultados do primeiro trimestre de 2026 e atualizar as projeções para os próximos anos da companhia. O banco também aumentou o preço-alvo para o fim de 2026, de R$ 16 para R$ 18 por ação, o que representa potencial de valorização de aproximadamente 21% em relação ao patamar considerado no relatório.

A mudança de recomendação ocorre em meio a sinais de melhora operacional da varejista, avanço da margem bruta, redução de descontos para desova de estoques e expectativa de contribuição positiva do câmbio para os custos da companhia. Segundo o Itaú BBA, a Lojas Renner (LREN3) pode entregar retorno total ao acionista, conhecido pela sigla TSR, de cerca de 16% ao ano nos próximos três anos.

Caso a ação seja negociada ao múltiplo-alvo de 11 vezes lucro, o retorno total poderia chegar a 22% ao ano, de acordo com os analistas. O banco também estima dividend yield de aproximadamente 10% para 2026, assumindo payout de 100%.

Preço-alvo sobe para R$ 18 por ação

A elevação do preço-alvo da Lojas Renner (LREN3) reflete uma combinação de revisão de lucro, melhora de margem e avaliação de que a ação oferece relação mais favorável entre risco e retorno.

O Itaú BBA elevou em 4% as estimativas de lucro líquido da companhia para 2026 e 2027. A revisão foi baseada no desempenho do IDAT-Apparel, indicador interno de vendas da divisão de vestuário acompanhado pelo banco.

Segundo os analistas, o comportamento recente desse indicador reduz o risco de revisões negativas de curto prazo, especialmente em um trimestre considerado difícil para comparação anual. A melhora nas projeções também reforça a percepção de que a companhia vem conseguindo preservar rentabilidade mesmo em um ambiente competitivo para o varejo de moda.

A recomendação de compra indica que o banco passou a enxergar assimetria mais favorável para as ações da Lojas Renner (LREN3), embora ainda veja desafios relevantes para o crescimento das vendas ao longo do ano.

Margem bruta melhora com menos liquidações

Um dos principais pontos destacados pelo Itaú BBA foi a melhora da margem bruta da Lojas Renner (LREN3). A varejista registrou margem de 56,7% no primeiro trimestre, patamar considerado recorde na comparação anual.

Para o banco, esse desempenho foi impulsionado pela redução de markdowns, termo usado para descontos e liquidações aplicados para acelerar a venda de estoques. Menos necessidade de promoções indica melhor gestão de mercadorias, maior aderência entre oferta e demanda e preservação de preços.

A Renner vem avançando em novos modelos de abastecimento por loja, estratégia que busca ajustar melhor o mix de produtos às características de cada região e unidade. Na avaliação do Itaú BBA, esse processo pode reduzir ainda mais a necessidade de liquidações e contribuir para a sustentação das margens.

No varejo de moda, a gestão de estoques é um fator decisivo para rentabilidade. Estoques excessivos ou mal distribuídos pressionam margens porque obrigam a empresa a conceder descontos. Quando a companhia consegue alinhar compra, produção, distribuição e venda, há maior chance de preservar preço cheio e melhorar resultado operacional.

Câmbio pode ajudar custos da varejista

Outro fator considerado positivo pelo Itaú BBA é o comportamento do câmbio. Segundo o banco, as importações representam entre 40% e 45% do custo dos produtos vendidos da divisão de vestuário da Lojas Renner (LREN3) no segundo trimestre.

Com o real mais forte frente ao dólar, os analistas avaliam que a companhia pode ter alívio nos custos de produtos importados. Esse efeito tende a favorecer margens, especialmente em um setor no qual parte relevante da cadeia de suprimentos depende de fornecedores internacionais.

A dinâmica cambial é importante para varejistas de moda porque influencia diretamente o custo de mercadorias compradas no exterior ou produzidas com insumos dolarizados. Quando o dólar recua ou o real se valoriza, empresas com exposição a importações podem melhorar rentabilidade, desde que consigam manter preços ao consumidor.

Esse benefício, porém, não elimina os desafios do setor. O varejo de vestuário segue dependente de renda disponível, crédito, confiança do consumidor e competição com plataformas digitais, especialmente as asiáticas.

Crescimento de vendas ainda é desafio

Apesar da melhora na recomendação, o Itaú BBA aponta que o ritmo de vendas continua sendo o principal ponto de atenção para a Lojas Renner (LREN3).

A companhia projeta crescimento do varejo entre 9% e 13% em 2026. Para os analistas, essa meta é ambiciosa diante do avanço de 4% registrado no primeiro trimestre e de expectativa semelhante para o segundo trimestre.

Pelas estimativas do banco, a Renner precisaria entregar crescimento de dois dígitos no segundo semestre para alcançar ao menos o limite inferior do guidance. Esse ponto mantém parte da cautela em relação à tese de investimento.

O desafio é relevante porque a expansão de vendas é necessária para diluir despesas, sustentar margens e justificar múltiplos mais elevados. Sem aceleração do faturamento, parte da melhora operacional pode ter impacto limitado sobre o lucro.

A leitura do Itaú BBA sugere que a tese positiva para a ação depende não apenas de margem e câmbio, mas também de uma reação mais forte da demanda ao longo dos próximos trimestres.

C&A (CEAB3) continua como favorita do banco

Mesmo com a elevação da recomendação para Lojas Renner (LREN3), o Itaú BBA manteve a preferência pela C&A (CEAB3) no setor de varejo de vestuário.

Segundo o banco, a escolha pela C&A (CEAB3) se apoia no entendimento de que a companhia tem demonstrado maior controle sobre o risco representado pelas plataformas asiáticas. Esse fator ganhou peso nos últimos anos, com o avanço de competidores internacionais de baixo custo no mercado brasileiro.

O Itaú BBA também destaca que a ação da C&A (CEAB3) negocia a menos de 6 vezes o lucro projetado para 2026, com desconto superior a 30% em relação à Renner. Segundo o relatório, esse é o maior desconto observado nos últimos seis meses.

A avaliação indica que, embora a Renner tenha melhorado sua atratividade, a C&A ainda oferece uma combinação mais interessante de valuation, crescimento e capacidade de enfrentar a concorrência digital.

Concorrência asiática segue no radar do varejo

A menção às plataformas asiáticas reforça um dos principais temas estruturais para o varejo brasileiro de moda. Empresas como Renner, C&A, Riachuelo e outras redes locais enfrentam um ambiente mais competitivo com a expansão de marketplaces internacionais, produtos de baixo preço e prazos de entrega cada vez mais curtos.

Esse movimento pressiona margens, desafia estratégias de precificação e obriga varejistas tradicionais a aprimorar sortimento, logística, experiência de compra e canais digitais.

Para a Lojas Renner (LREN3), a força da marca, a capilaridade da rede física, o conhecimento do consumidor brasileiro e a integração entre lojas e canais digitais são ativos relevantes. Ainda assim, a companhia precisa equilibrar preço, moda, velocidade de resposta e rentabilidade.

O Itaú BBA reconhece a melhora operacional da Renner, mas a comparação com C&A (CEAB3) mostra que o banco ainda vê diferenças importantes na forma como cada empresa lida com a concorrência de plataformas internacionais.

Ação ganha nova tese, mas depende de aceleração no segundo semestre

A elevação da recomendação para compra coloca a Lojas Renner (LREN3) novamente no radar de investidores que acompanham varejo, consumo e ações de empresas ligadas à renda doméstica.

A melhora de margem bruta, o câmbio mais favorável e a revisão positiva de lucro indicam avanço na qualidade operacional da companhia. O potencial de valorização de 21% e a estimativa de dividend yield de 10% para 2026 reforçam a atratividade da tese no relatório do Itaú BBA.

O ponto de atenção permanece no crescimento das vendas. Para cumprir o guidance de 9% a 13% no varejo, a empresa terá de acelerar de forma relevante no segundo semestre. Caso isso não ocorra, o mercado pode voltar a questionar a sustentabilidade das projeções.

A nova recomendação do Itaú BBA mostra que a percepção sobre a Lojas Renner (LREN3) melhorou, mas a execução comercial nos próximos trimestres será decisiva para confirmar se a ação tem espaço para entregar o retorno esperado pelo banco.

Tags: açõesBolsacácâmbioCEAB3dividendosIbovespaItaú BBALojas RennerLREN3margem brutamercadospreço-alvo.varejovarejo de moda

LEIA MAIS

Petrobras (Petr3; Petr4) - Gazeta Mercantil
Ibovespa

Petrobras (PETR4) bate recorde no 2T26 e eleva expectativa de novos dividendos

A Petrobras (PETR3; PETR4) encerrou o segundo trimestre de 2026 com produção própria recorde de 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia, crescimento de 14% em...

Leia MaisDetails
Magazine Luiza (Mglu3) -Gazeta Mercantil
Ibovespa

Magazine Luiza (MGLU3): Citi corta preço-alvo para R$ 6 e vê e-commerce frear recuperação no 2T26

O Citi reduziu nesta quarta-feira (29) o preço-alvo das ações do Magazine Luiza (MGLU3) de R$ 6,50 para R$ 6 e manteve a recomendação neutra, com classificação de...

Leia MaisDetails
Mercados - Gazeta Mercantil
Ibovespa

Fed, petróleo e tarifaço: 5 acontecimentos que podem virar Bolsa e dólar nesta semana

A decisão de juros do Federal Reserve, a aceleração da temporada de balanços do segundo trimestre, a retomada dos ataques americanos contra o Irã, as novas tarifas impostas...

Leia MaisDetails
Cogna (Cogn3) - Gazeta Mercantil
Ibovespa

Cogna (COGN3) vira favorita do Bradesco BBI, que vê potencial de alta de 82%

O Bradesco BBI elevou nesta quarta-feira (29) a recomendação para as ações da Cogna Educação (COGN3) de neutra para compra, escolheu a companhia como sua nova favorita no...

Leia MaisDetails
3Tentos (Tten3) - Gazeta Mercantil
Empresas

3tentos (TTEN3) perde R$ 1,2 bi em valor de mercado e Citi corta preço-alvo antes do 2T26

A 3tentos (TTEN3) perdeu aproximadamente R$ 1,22 bilhão em valor de mercado em apenas um pregão, após suas ações recuarem 16,01% na terça-feira, 28 de julho, e encerrarem...

Leia MaisDetails

Veja Também

Pix Virou Símbolo De Ameaça Ao Domínio Financeiro Dos Eua, Diz The Economist - Gazeta Mercantil
Economia

Pix deixa dinheiro vivo para trás e alcança 42% do e-commerce no Brasil

Leia MaisDetails
Governo Amplia Desenrola 2.0 Até 31 De Agosto E Mira 10 Milhões De Beneficiados - Gazeta Mercantil
Economia

Governo amplia Desenrola 2.0 até 31 de agosto e mira 10 milhões de beneficiados

Leia MaisDetails
Aegea Aprova Aporte De Até R$ 2,1 Bilhões; Itaúsa (Itsa4) Pode Elevar Participação - Gazeta Mercantil
Empresas

Aegea aprova aporte de até R$ 2,1 bilhões; Itaúsa (ITSA4) pode elevar participação

Leia MaisDetails
Eleições 2026 - Gazeta Mercantil
Política

TSE fecha acordo com 7 plataformas e cria rede de resposta rápida contra desinformação em 2026

Leia MaisDetails
Petrobras (Petr3; Petr4) - Gazeta Mercantil
Ibovespa

Petrobras (PETR4) bate recorde no 2T26 e eleva expectativa de novos dividendos

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Pix deixa dinheiro vivo para trás e alcança 42% do e-commerce no Brasil

Governo amplia Desenrola 2.0 até 31 de agosto e mira 10 milhões de beneficiados

Aegea aprova aporte de até R$ 2,1 bilhões; Itaúsa (ITSA4) pode elevar participação

TSE fecha acordo com 7 plataformas e cria rede de resposta rápida contra desinformação em 2026

Petrobras (PETR4) bate recorde no 2T26 e eleva expectativa de novos dividendos

Tesouro Direto volta a pagar mais de 8% acima da inflação; veja as taxas desta quarta

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

Sem resultados
Todos os resultados
  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP