quarta-feira, 4 de novembro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Política

Lula afirma que transição energética depende de minerais críticos e defende protagonismo do Brasil na COP30

por Gabriel Monteiro
07/11/2025 às 15h29
em Política
Lula Afirma Que Transição Energética Depende De Minerais Críticos E Defende Protagonismo Do Brasil Na Cop30 - Gazeta Mercantil

Lula defende que transição energética depende da exploração sustentável de minerais críticos

Durante a sessão plenária da Cúpula de Líderes da COP30, realizada nesta sexta-feira (7/11) em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o debate sobre transição energética precisa incluir de forma central a discussão sobre o papel dos minerais críticos. Segundo ele, esses insumos são essenciais para o desenvolvimento de tecnologias limpas e para garantir que países em desenvolvimento participem ativamente da nova economia verde.

O discurso do presidente reforçou a posição do Brasil como protagonista nas negociações climáticas globais e destacou o desafio de equilibrar crescimento econômico, sustentabilidade ambiental e soberania sobre recursos naturais.

Leia também: Pesquisa BTG/Nexus: Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro, 34%; veja os cenários de 2º turno.


Lula: “É impossível discutir transição energética sem minerais críticos”

No início de sua fala, Lula destacou que minerais críticos, como lítio, nióbio, cobre, níquel e grafite, são a base para a fabricação de baterias elétricas, painéis solares e sistemas de energia renovável. Ele ressaltou que não há transição energética possível sem o domínio tecnológico e produtivo desses elementos, considerados estratégicos para o futuro da matriz energética global.

A fala foi uma resposta direta à crescente preocupação internacional com a dependência de poucos países produtores desses insumos, especialmente em meio à disputa tecnológica entre Estados Unidos, China e União Europeia. Lula afirmou que as nações em desenvolvimento precisam ser incluídas de forma justa na cadeia de valor global da energia limpa, com direito à industrialização local e compartilhamento de tecnologia.

Leia também: Lojas Renner (LREN3) e Telefônica Brasil (VIVT3) pagam R$ 4,22 bilhões nesta terça-feira.


O papel do Brasil na nova geopolítica dos minerais críticos

O Brasil é hoje um dos países com maior potencial de exploração sustentável de minerais críticos. Estados como Minas Gerais, Bahia e Piauí concentram jazidas estratégicas de lítio e grafite, enquanto a Amazônia possui reservas expressivas de cobre e níquel.

Lula defendeu que o país deve aproveitar essa vantagem comparativa para se tornar líder global em mineração verde, com foco em baixo impacto ambiental e maior valor agregado. “Não basta extrair e exportar. É preciso transformar”, tem repetido em diversos fóruns econômicos.

O presidente reforçou que a transição energética global não pode reproduzir os erros históricos da dependência colonial, em que os países do Sul apenas forneciam matérias-primas enquanto as nações desenvolvidas capturavam o valor industrial. A inclusão produtiva e tecnológica é, segundo ele, o caminho para um modelo de crescimento mais justo e sustentável.


COP30: o debate sobre justiça climática e soberania mineral

A fala de Lula ocorre num contexto em que o Brasil se prepara para sediar a COP30 em 2025, consolidando Belém como símbolo da agenda ambiental global. O presidente vem defendendo que o evento vá além dos compromissos de redução de carbono e incorpore discussões estruturais sobre financiamento climático e uso responsável dos recursos naturais.

Na sessão plenária da Cúpula de Líderes, o tema dos minerais críticos foi central. Para o governo brasileiro, o desafio é encontrar um equilíbrio entre preservação ambiental e aproveitamento econômico. A estratégia nacional prevê o uso de tecnologias de rastreamento, reciclagem e reindustrialização verde, garantindo que o país atue não apenas como fornecedor de insumos, mas como ator estratégico da economia descarbonizada.


Minerais críticos e segurança energética global

No cenário internacional, o domínio sobre os minerais críticos é visto como fator de poder geopolítico. A eletrificação da frota global, o avanço das energias renováveis e a digitalização da economia criam uma nova corrida global por esses insumos.

Atualmente, China e República Democrática do Congo concentram grande parte da produção de minerais como cobalto, lítio e terras raras. Essa concentração gera riscos para a segurança energética mundial e pressiona outros países a diversificar suas fontes de suprimento.

Lula alertou que os países latino-americanos e africanos, detentores de vastas reservas, não podem ser reduzidos à condição de fornecedores brutos. Segundo ele, é fundamental criar políticas multilaterais de governança mineral, que assegurem transparência, regulação e repartição justa dos benefícios.


Industrialização verde e financiamento climático

Durante o discurso, Lula também defendeu a criação de novos mecanismos de financiamento climático voltados ao Sul Global, especialmente para projetos de industrialização verde.

Para o presidente, é necessário que bancos multilaterais e fundos de investimento ofereçam linhas de crédito acessíveis a países que queiram desenvolver cadeias industriais baseadas em energia limpa e minerais críticos.

O objetivo é romper o ciclo de dependência financeira e permitir que nações emergentes, como o Brasil, possam gerar empregos qualificados, transferir tecnologia e construir autonomia produtiva.

Essa visão dialoga com a proposta de integração sul-americana defendida por Lula desde o início do terceiro mandato, que busca fortalecer alianças regionais em torno de uma política comum de transição energética e sustentabilidade.


Brasil quer liderar a mineração verde e responsável

O governo federal vem estruturando uma estratégia nacional para minerais críticos, liderada pelos ministérios de Minas e Energia (MME) e Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Entre as medidas em estudo estão:

  • Certificação ambiental de minas com padrões internacionais de ESG;

  • Incentivo fiscal para indústrias de baterias e semicondutores;

  • Parcerias público-privadas para desenvolvimento tecnológico;

  • Investimentos em reciclagem e reaproveitamento de metais raros;

  • Cooperação com universidades e centros de pesquisa para inovação na extração e processamento sustentável.

A meta é posicionar o Brasil como referência mundial em mineração de baixo carbono, ampliando a competitividade internacional e fortalecendo a imagem do país como potência verde.


Da Amazônia ao Cerrado: onde estão os minerais críticos do Brasil

Estudos recentes do Serviço Geológico do Brasil (SGB) indicam que o território nacional concentra mais de 15 tipos de minerais críticos com alto potencial econômico. Entre eles, destacam-se:

  • Lítio e nióbio (Minas Gerais, Bahia e Paraíba);

  • Grafite e terras raras (Piauí e Goiás);

  • Cobre e níquel (Pará e Amapá);

  • Fósforo e potássio, importantes para a agricultura sustentável (Mato Grosso e Tocantins).

A expectativa é que o setor mineral brasileiro movimente mais de US$ 30 bilhões em investimentos até 2030, com foco na exportação de baterias, componentes para veículos elétricos e painéis fotovoltaicos.


Transição energética e o futuro da economia verde

Para Lula, o debate sobre minerais críticos está no centro da transição energética justa. O presidente argumenta que a economia do futuro deve ser baseada em energia limpa, inovação tecnológica e responsabilidade social.

Isso significa investir em pesquisa, educação técnica e infraestrutura industrial, garantindo que o Brasil não apenas exporte recursos, mas também fabrique tecnologias sustentáveis.

Em seu discurso na COP30, Lula reafirmou que o planeta não suporta mais um modelo de crescimento baseado em combustíveis fósseis. O Brasil, segundo ele, tem a oportunidade de liderar um novo paradigma econômico que una desenvolvimento, inclusão social e preservação ambiental.


Minerais críticos como vetor estratégico do século XXI

O posicionamento de Lula coloca os minerais críticos no centro da agenda econômica e ambiental brasileira. Ao defender o protagonismo dos países do Sul Global, o presidente propõe uma nova ordem econômica sustentável, capaz de reduzir desigualdades e construir um modelo de desenvolvimento que combine transição energética, soberania mineral e justiça climática.

A estratégia do governo aponta para uma integração entre mineração responsável, inovação tecnológica e industrialização verde — pilares de um Brasil que busca se consolidar como liderança global na economia de baixo carbono.

Leia também

  • Cúpula dos Líderes em Belém: agenda do primeiro dia e protagonismo brasileiro na era COP30

LEIA MAIS

Flávio Bolsonaro Diz Que Não Fugiu Do País E Se Declara 'O Verdadeiro Presidente' Do Brasil; Confira A Nota Completa – Money Times
Política

Fuga de Flávio Bolsonaro envolveu agência de turismo sob suspeita e ex-agente israelense, diz TV

Ao menos três registros migratórios de Flávio Bolsonaro na Argentina foram revelados, e apontam agência de turismo e ex-integrante da inteligência israelense na viagem.

Leia MaisDetails
Redução Da Maioridade Penal Tem Apoio De 90% Dos Brasileiros, Diz Pesquisa - Gazeta Mercantil
Política

PEC da Segurança volta ao Senado com impasse sobre redução da maioridade penal

PEC da Segurança Pública volta ao Senado com impasse sobre redução da maioridade penal para 14 e 16 anos. Veja o que está em discussão.

Leia MaisDetails
Alexandre De Moraes - Gazeta Mercantil
Política

Flávio Bolsonaro pede suspeição de Moraes e cita jatinho ligado a Willer Tomaz

Defesa de Flávio Bolsonaro pede suspeição de Alexandre de Moraes ao STF e cita uso de jatinho ligado a Willer Tomaz e proposta envolvendo o Banco Master.

Leia MaisDetails
Alcolumbre Marca Votação Da Pec Da Segurança Para Terça (3) E Maioridade Penal Divide Senado - Gazeta Mercantil - Política
Política

Alcolumbre marca votação da PEC da Segurança para terça (3) e maioridade penal divide Senado

Alcolumbre marca votação da PEC da Segurança Pública para terça (3). Proposta enfrenta impasse sobre redução da maioridade penal no Senado.

Leia MaisDetails
Willer Tomaz E Flavio Bolsonaro - Gazeta Mercantil
Política

Disputa entre Richarlison e Willer Tomaz em Angra expõe debate sobre terrenos de marinha

Disputa entre Richarlison e Willer Tomaz em Angra dos Reis expõe regras sobre terrenos de marinha e propostas de Flávio Bolsonaro no Senado.

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

03:34:40
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Serasa Registra 84,2 Milhões De Inadimplentes E Dívidas De R$ 597,4 Bilhões No Brasil-Gazeta Mercantil
Economia

Serasa registra 84,2 milhões de inadimplentes e dívidas de R$ 597,4 bilhões no Brasil

Leia MaisDetails
Mercados - Gzt - Gazeta Mercantil
Mercados

BTG Pactual muda carteira após eleições e projeta alta de até 83% para ações

Leia MaisDetails
Gado Leiteiro - Gzt - Gazeta Mercantil
Agronegócio

Paraná libera construção de centro de pecuária leiteira com investimento de R$ 36 milhões

Leia MaisDetails
Dólar Hoje - Gazeta Mercantil
Dólar

Dólar hoje fecha a R$ 5,4872, com alta de 0,79% e pressão fiscal

Leia MaisDetails
Tesouro Projeta Dívida Pública De 86,3% Do Pib Em 2036 E Identifica R$ 4,87 Trilhões Em Riscos Fiscais-Gazeta Mercantil
Economia

Dívida bruta do Brasil deve atingir 83,7% do PIB em 2026, projeta Tesouro

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Serasa registra 84,2 milhões de inadimplentes e dívidas de R$ 597,4 bilhões no Brasil

BTG Pactual muda carteira após eleições e projeta alta de até 83% para ações

Paraná libera construção de centro de pecuária leiteira com investimento de R$ 36 milhões

Dólar hoje fecha a R$ 5,4872, com alta de 0,79% e pressão fiscal

Dívida bruta do Brasil deve atingir 83,7% do PIB em 2026, projeta Tesouro

Lara Resende propõe limitar Selic enquanto juros da dívida superam R$ 1,2 trilhão

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

Últimas notícias da Gazeta Mercantil