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Home Política

Base de Lula no Senado diz que, ‘hoje’, Messias não tem votos para ir ao STF

por Redação
13/11/2025 às 12h36 - Atualizado em 13/01/2026 às 14h16
em Política, Destaque, Notícias
Lula Deve Oficializar Nomeação De Jorge Messias Ao Stf E Boulos Antes De Viagem À Ásia - Gazeta Mercantil

Base de apoio de Lula admite dificuldades para aprovar Messias ao STF e vê cenário político mais complexo no Senado

A indicação de um novo ministro ao STF tornou-se um dos temas centrais da articulação política em Brasília. A movimentação envolve diretamente o Palácio do Planalto, senadores governistas, líderes partidários e figuras influentes no tabuleiro institucional do país. Apesar da expectativa inicial de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminharia rapidamente o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar a vaga aberta na Corte, a base aliada no Senado avalia que o cenário, hoje, não lhe é favorável.

A leitura entre governistas é de que Messias ainda não reúne os 41 votos necessários para ser aprovado no plenário, número mínimo exigido para uma indicação ao STF. Essa percepção ganhou força logo após a votação que reconduziu Paulo Gonet ao comando da Procuradoria-Geral da República, um teste preliminar considerado relevante pelo governo.

Embora a recondução tenha sido aprovada por ampla margem, o movimento para levar Messias ao Supremo exige costuras mais complexas. O processo depende de acordos multilaterais, concessões políticas e, sobretudo, da influência de personagens estratégicos no Senado, como Davi Alcolumbre, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e principal articulador nas sabatinas que antecedem as indicações ao STF.

A seguir, uma análise aprofundada do contexto político, das resistências, das negociações em curso e dos cálculos internos que moldam a disputa pela próxima cadeira do Supremo Tribunal Federal.


Avanços e travas após a recondução de Paulo Gonet

A aprovação de Paulo Gonet para mais dois anos à frente da PGR é vista dentro da base governista como um alívio momentâneo. Por um lado, demonstrou que a articulação entre Palácio do Planalto e Senado permanece operante. Por outro, expôs fragilidades importantes.

A avaliação recorrente entre parlamentares aliados é que Gonet representava uma candidatura menos controvertida do que a indicação ao STF. Seu nome enfrentava resistências menores e teve apoio firme de Alcolumbre desde o início. Esse apoio foi decisivo para consolidar o placar final.

Mas, para o caso de Jorge Messias, o cenário se complica. Apesar de ser bem avaliado dentro do governo e considerado um quadro técnico de confiança do presidente Lula, Messias não é unanimidade entre senadores – inclusive entre aqueles que compõem formalmente a base de apoio do governo.

Segundo integrantes do bloco governista, há divergências internas sobre o perfil considerado ideal para ocupar uma vaga no STF. Parte dos parlamentares defende que, em meio a um ambiente político polarizado e com temas sensíveis tramitando na Corte, é necessário um indicado de perfil mais político, com histórico de articulação e trânsito mais fluido nas forças do Congresso. Outros entendem que Messias é justamente o nome capaz de recompor a interlocução entre governo e Judiciário.

A falta de consenso dentro da própria base é o primeiro entrave relevante.


Dependência do acordo com Davi Alcolumbre

Entre todos os fatores que pesam na indicação, nenhum é tão determinante quanto a posição de Davi Alcolumbre.

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça, o senador transformou a CCJ em um dos principais centros de poder do Congresso. Sua influência sobre sabatinas, articulações internas e votação de autoridades é notória. Por isso, a aprovação de qualquer indicado ao STF passa por ele.

Interlocutores do governo reconhecem que, sem o apoio explícito de Alcolumbre, dificilmente Messias terá condições de avançar. Isso porque o parlamentar é o principal entusiasta da candidatura de Rodrigo Pacheco ao Supremo. O grupo político que orbita em torno de Alcolumbre vem trabalhando nos bastidores para viabilizar o nome do presidente do Senado.

Essa disputa interna tem travado a definição. Para consolidar Messias, o Planalto precisará oferecer mais do que discursos: cargos, verbas, apoio político e compromissos com projetos específicos. A negociação é extensa e sensível, pois envolve equilíbrios delicados entre governo e Senado.

Alcolumbre não se opõe frontalmente a Messias, mas deixa claro que só apoiará o nome caso haja compensações robustas ou um acordo mais amplo que garanta espaço para sua influência na sucessão da Corte.


A oposição vê oportunidade em manter o impasse

No campo oposicionista, o clima é de observação estratégica. Para esse grupo, adiar ao máximo o anúncio oficial da indicação seria vantajoso. Argumentam que Lula não teria interesse em tensionar o ambiente político enquanto tramita no Congresso uma série de propostas essenciais ao governo.

A oposição aposta que o presidente adia o envio do nome ao STF justamente para evitar reações negativas dentro do Parlamento, especialmente diante de votações apertadas e projetos sensíveis que precisam de apoio amplo. Alguns opositores avaliam que, se Messias for anunciado antes do tempo, uma parcela de senadores pode retaliar, travando outras pautas importantes.

Além disso, oposicionistas afirmam que o ambiente político dentro do Senado não favorece Messias. Eles destacam a influência crescente de lideranças que não integram o campo governista e que podem articular votos contrários, encurtando as opções do Planalto.


A variável Kassab e o impacto em Minas Gerais

Outro elemento que complexifica o cenário é o movimento do PSD, partido de Rodrigo Pacheco. A filiação do vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, ao PSD é vista por governistas como um gesto que atrapalha os planos de Lula para apoiar Pacheco em uma eventual candidatura ao governo do estado em 2026.

Esse gesto interno dentro do PSD confundiu o tabuleiro político. A expectativa de parte do governo era transformar o apoio a Pacheco em moeda de troca para negociações futuras, incluindo a vaga no STF. Entretanto, o novo quadro em Minas Gerais abre outras possibilidades e reduz o espaço para acordos diretos.

Esse rearranjo interno torna ainda mais desafiadora a tentativa de convencer Pacheco e Alcolumbre a abrirem mão da articulação por uma vaga na Corte.


A estratégia do Planalto: tempo como ativo político

Apesar das dificuldades, Lula não descarta Messias. Pelo contrário. A leitura feita por figuras próximas ao presidente é que ele já teria tomado a decisão interna sobre quem deseja ver no STF, restando apenas alinhar as condições políticas externas necessárias para garantir a aprovação no Senado.

Isso inclui um processo amplo de conversas que envolve:

  • líderes partidários,

  • presidentes de comissões,

  • ministros com trânsito no Congresso,

  • e atores centrais na formação de maiorias.

Interferências externas, como a grande operação policial no Rio de Janeiro durante viagem presidencial e a abertura da COP30 em Belém, retardaram esse processo. Mas o governo segue trabalhando nos bastidores para consolidar votos.


Messias hoje não tem votos suficientes – e essa é a maior preocupação do governo

A leitura mais sincera entre governistas é que, hoje, Messias não teria os 41 votos necessários. Essa é a conclusão quase unânime do bloco aliado.

A base admite que, se Lula estivesse confiante de que Messias teria aprovação tranquila, já teria encaminhado o nome ao Senado. O fato de o presidente não ter anunciado a indicação é visto como um sinal claro de que o clima não está maduro.

No mapa atual de votos, Messias apresenta dificuldades em conquistar apoio entre independentes e parte do centrão. Não é rejeitado, mas não é consenso. Em um ambiente político fragmentado, isso faz diferença.

Senadores experientes dizem que ninguém pretende desrespeitar o AGU, mas que uma indicação ao STF exige força política, influência e equilíbrio interno — e, neste momento, faltariam alguns desses elementos.


O papel do STF e a necessidade de recompor a relação institucional

A indicação ao Supremo não é apenas uma escolha jurídica, mas também política. O STF ocupa espaço central na vida institucional do país e, nos últimos anos, ampliou sua influência sobre temas que vão de políticas públicas a conflitos federativos.

Para o governo, é importante que o próximo ministro seja alguém capaz de:

  • dialogar com diferentes correntes internas da Corte,

  • compreender o impacto das decisões no ambiente político,

  • e contribuir para a estabilidade institucional.

Messias, para o Planalto, é esse nome. Para parte do Senado, ainda é preciso convencimento adicional.


A disputa segue aberta — e o desfecho dependerá da articulação nas próximas semanas

Os próximos passos serão decisivos. O governo trabalha para construir uma base sólida capaz de aprovar o nome sem ruídos excessivos. A oposição seguirá monitorando o clima e buscando oportunidades de dificultar o processo.

O Senado, por sua vez, continuará sendo o principal campo de batalha.

A vaga no STF é estratégica, e o desfecho da disputa trará efeitos diretos sobre o futuro do governo Lula, sobre a dinâmica do Congresso e sobre o próprio equilíbrio institucional no país.

Tags: articulação políticabase do governoDavi Alcolumbreindicação ao STFJorge MessiasLulaRodrigo PachecoSenado FederalSTFsucessão no Supremo

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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