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Rumo (RAIL3) e Olfar movimentam 42 mil toneladas em novo terminal de Porangatu

Primeiros embarques de farelo de soja reforçam corredor ferroviário entre o norte de Goiás, o sul do Tocantins e o Porto de Santos

por João Souza
19/05/2026 às 21h03
em Empresas
Rumo (Rail3) E Olfar Movimentam 42 Mil Toneladas Em Novo Terminal De Porangatu - Gazeta Mercantil

A Rumo (RAIL3) e a Olfar iniciaram a operação do novo terminal rodoferroviário de Porangatu, em Goiás, com a movimentação de aproximadamente 42 mil toneladas de farelo de soja em um mês. Os embarques, ainda em fase de comissionamento, somaram seis carregamentos e marcam a entrada da nova estrutura logística na rota de escoamento da produção agroindustrial do norte goiano e do sul do Tocantins até o Porto de Santos, em São Paulo.

A operação deve ganhar novo volume nesta quarta-feira (20), quando está previsto mais um carregamento de 7 mil toneladas de farelo de soja. O terminal tem capacidade de transbordo de 1,5 milhão de toneladas de grãos por ano e pode operar até 1 mil toneladas por hora, segundo as empresas.

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A nova estrutura tem acesso à BR-153 e ligação direta à Malha Central, corredor ferroviário operado pela Rumo (RAIL3). O projeto amplia a integração entre transporte rodoviário e ferroviário em uma região estratégica para o agronegócio, especialmente para a cadeia da soja e seus derivados.

Para a Rumo (RAIL3), o terminal reforça a expansão da companhia em Goiás. Para a Olfar, a estrutura dá escala logística ao complexo industrial de soja instalado em Porangatu e fortalece a conexão com mercados consumidores e exportadores.

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Terminal reforça ligação de Goiás ao Porto de Santos

O início dos embarques pelo terminal de Porangatu amplia as alternativas de escoamento para produtores e indústrias do norte de Goiás e do sul do Tocantins. A região é atendida pela BR-153, uma das principais rodovias de integração nacional, e passa a contar com uma conexão ferroviária direta por meio da Malha Central.

Essa combinação é relevante para cargas agrícolas de grande volume. No modelo rodoferroviário, caminhões fazem o transporte inicial até o terminal, onde os produtos são transferidos para vagões e seguem em escala ferroviária até os corredores de exportação.

O Porto de Santos é um dos principais destinos da produção agroindustrial brasileira. A conexão com o terminal goiano amplia a capacidade de levar farelo de soja e outros grãos ao mercado externo com maior previsibilidade logística.

Diogo Velloso, diretor Comercial da Rumo, afirmou que a conexão com Santos amplia as alternativas de escoamento e fortalece a integração da produção regional aos principais mercados do país. A avaliação reflete o papel do terminal como elo entre áreas produtoras, indústria e exportação.

Farelo de soja concentra primeiros embarques

Os primeiros carregamentos do terminal foram concentrados em farelo de soja. Em um mês, seis embarques somaram cerca de 42 mil toneladas. O novo carregamento previsto, de 7 mil toneladas, indica continuidade da operação durante a fase inicial de testes e ajustes.

O farelo de soja é um dos principais derivados do processamento do grão e tem forte presença na cadeia de proteína animal. O produto é usado na fabricação de rações e atende tanto ao mercado interno quanto à exportação.

A logística é um fator decisivo para a competitividade dessa cadeia. Como o farelo é movimentado em grandes volumes, a disponibilidade de estrutura ferroviária pode reduzir gargalos, melhorar o planejamento das cargas e ampliar a eficiência do escoamento.

O terminal de Porangatu possui volume contratado de 3 mil toneladas por dia de farelo de soja. Esse fluxo recorrente ajuda a dar previsibilidade à operação e pode sustentar a ocupação da nova estrutura ao longo do ano.

Olfar amplia presença em Porangatu

A Olfar vem ampliando sua atuação em Porangatu desde 2021, quando reativou a usina de biodiesel no município. A empresa também avançou na implantação de um complexo industrial de soja, concluído neste ano.

Com a nova operação ferroviária, a companhia passa a contar com uma estrutura logística capaz de dar escala ao processamento local. A integração entre indústria, terminal e ferrovia tende a fortalecer a presença da empresa na cadeia da soja.

José Carlos Weschenfelder, presidente do Grupo Olfar, afirmou que o projeto impulsiona a integração da cadeia produtiva e cria novas condições para o desenvolvimento regional, contribuindo para o crescimento do agronegócio.

A presença da Olfar em Porangatu também reforça o papel do município como polo agroindustrial. A combinação entre processamento de soja, produção de biodiesel e acesso ferroviário pode ampliar a geração de atividade econômica local e atrair novos fluxos de carga.

Rumo (RAIL3) expande operação em Goiás

A Rumo (RAIL3) tem ampliado sua presença em Goiás, estado estratégico para o transporte de grãos, farelo e outros produtos do agronegócio. Em 2025, a companhia registrou movimentação em torno de 5,7 milhões de toneladas no estado.

A participação da Rumo (RAIL3) nas exportações goianas também avançou. A companhia respondeu por 28% da exportação estadual, ante 25% em 2024. O aumento mostra a ampliação do papel da ferrovia no escoamento de produtos da região.

O terminal de Porangatu se insere nessa estratégia. A estrutura amplia a capilaridade da companhia em uma área com potencial de crescimento logístico e aproxima novas cargas da Malha Central.

Para a Rumo (RAIL3), terminais rodoferroviários são importantes porque funcionam como pontos de captação de carga. Eles conectam produtores, indústrias e transportadores à ferrovia, permitindo que volumes antes dependentes de longas rotas rodoviárias passem a acessar corredores ferroviários.

Estrutura tem capacidade para 1,5 milhão de toneladas

O terminal de Porangatu foi projetado com capacidade de transbordo de 1,5 milhão de toneladas de grãos por ano. A operação pode atingir até 1 mil toneladas por hora, volume relevante para atender cargas agrícolas em períodos de maior demanda.

A capacidade instalada permite que o terminal atue não apenas no escoamento de farelo de soja, mas também em outras cargas ligadas ao agronegócio, a depender da demanda regional e dos contratos firmados pelas empresas.

A localização é um dos principais ativos do projeto. Porangatu está em uma área de conexão entre Goiás e Tocantins, dois estados com forte presença de produção agropecuária e potencial de expansão em logística.

A ligação à BR-153 facilita o recebimento de cargas por caminhão. A conexão ferroviária com a Malha Central permite o transporte em maior escala até Santos, reduzindo a dependência de trajetos rodoviários longos até o porto.

Ferrovia ganha peso na competitividade do agro

A expansão da infraestrutura ferroviária é um dos pontos centrais da competitividade do agronegócio brasileiro. O país é grande produtor e exportador de grãos, mas ainda enfrenta custos logísticos elevados, especialmente em regiões distantes dos portos.

A integração entre rodovia e ferrovia pode reduzir gargalos, aumentar a previsibilidade e melhorar o aproveitamento das rotas de exportação. Em cadeias de grande volume, como soja, milho e farelo, ganhos logísticos podem ter impacto direto sobre margens e competitividade.

O transporte ferroviário também oferece maior capacidade de escala. Um único trem pode substituir dezenas de caminhões em longas distâncias, o que melhora a eficiência operacional e reduz a pressão sobre rodovias.

No caso de Porangatu, o terminal pode se tornar uma alternativa relevante para indústrias e produtores que precisam escoar volumes regulares de derivados da soja. A existência de contrato diário de movimentação reforça a perspectiva de uso contínuo da estrutura.

Projeto integra indústria, logística e exportação

A operação entre Rumo (RAIL3) e Olfar mostra uma tendência de maior integração entre agroindústria e infraestrutura logística. O processamento local da soja ganha eficiência quando está conectado a um corredor de escoamento capaz de levar a produção aos grandes mercados.

Para a Olfar, a ferrovia pode ampliar a competitividade do complexo industrial de Porangatu. Para a Rumo (RAIL3), o projeto adiciona volume à malha e fortalece sua presença em uma região de crescimento.

Essa integração é especialmente relevante em um setor marcado por margens sensíveis a frete, câmbio, preços internacionais e disponibilidade de infraestrutura. Quando a logística melhora, a indústria tende a ganhar previsibilidade para contratar, processar e distribuir sua produção.

A movimentação inicial de 42 mil toneladas indica que o terminal começou a operar com demanda concreta. A evolução dos próximos carregamentos deve mostrar o ritmo de maturação da estrutura e sua capacidade de ampliar volumes.

Porangatu entra no mapa logístico da soja

O início dos embarques pelo terminal rodoferroviário coloca Porangatu em posição mais relevante na logística do agronegócio. A cidade passa a integrar de forma mais direta o corredor que conecta o norte de Goiás e o sul do Tocantins ao Porto de Santos.

A fase de comissionamento ainda envolve ajustes operacionais, mas os primeiros volumes mostram que a estrutura já tem papel definido no escoamento de farelo de soja. Com capacidade anual de 1,5 milhão de toneladas e operação de até 1 mil toneladas por hora, o terminal tem potencial para ampliar sua relevância na região.

Para a Rumo (RAIL3), a operação reforça a estratégia de crescimento em Goiás. Para a Olfar, o terminal dá suporte à expansão industrial e melhora a conexão com mercados consumidores e exportadores.

A movimentação de 42 mil toneladas no primeiro mês marca o início de uma nova etapa logística para a região. Em um setor no qual infraestrutura define competitividade, o terminal de Porangatu passa a ser um ativo estratégico para a cadeia da soja e para o avanço da ferrovia no agronegócio brasileiro.

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