Levar cachorros e gatos para outros países virou um negócio de escala para uma empresa brasileira.
Criada há apenas três anos, a Pet Viajante nasceu para resolver a burocracia enfrentada por famílias que precisam transportar seus animais para o exterior. O negócio ganhou tração rapidamente: já são mais de 15 mil pets atendidos, operações envolvendo mais de 70 países e cerca de 400 viagens acompanhadas todos os meses.
No último ano, a companhia dobrou de tamanho, registrando crescimento de aproximadamente 100%.
Agora, a empresa fundada pela advogada e empreendedora Luanna Lopes prepara uma nova etapa. A estratégia passa pela internacionalização da operação, ampliação dos investimentos em tecnologia e transformação de uma empresa criada no Brasil em uma plataforma global de mobilidade internacional para famílias com pets.
A meta estabelecida pela companhia é chegar a R$ 150 milhões de faturamento anual até 2030.
Da burocracia nasceu um negócio
A história da Pet Viajante começou a partir de um problema vivido pela própria fundadora.
Ao precisar organizar uma viagem internacional com seu animal, Luanna se deparou com um processo que envolvia legislação sanitária, documentação, vacinas, exames, certificados oficiais e regras diferentes de acordo com cada país e companhia aérea.
Advogada, começou a estudar o assunto.
O que inicialmente era uma necessidade pessoal revelou uma oportunidade de mercado.
Em 2023, nasceu a Pet Viajante.
A tese era relativamente simples: se cada vez mais brasileiros viajavam, estudavam ou mudavam de país levando seus animais como integrantes da família, existia espaço para uma empresa capaz de organizar toda a complexidade existente entre tutores, veterinários, órgãos governamentais e companhias aéreas.
A aposta funcionou.
Três anos depois, a companhia afirma ter se consolidado como a maior empresa brasileira especializada em transporte internacional de pets, reunindo uma equipe de aproximadamente 60 profissionais e uma estrutura preparada para atender famílias em dezenas de países.
De 15 mil pets para uma companhia de R$ 150 milhões
Os números ajudam a dimensionar a velocidade da expansão.
A Pet Viajante já participou da jornada internacional de mais de 15 mil animais e atualmente acompanha aproximadamente 400 viagens por mês.
Somente no último ano, a empresa dobrou de tamanho.
Agora, o plano é levar esse processo de escala para uma nova fase, com uma parcela cada vez maior do crescimento vindo da internacionalização da operação.
A companhia estabeleceu como objetivo alcançar R$ 150 milhões em faturamento anual até 2030, apoiada em tecnologia, expansão internacional e ampliação do portfólio de serviços.
A ambição é deixar de ser apenas uma empresa brasileira atendendo clientes que viajam para o exterior e construir uma operação capaz de conquistar consumidores diretamente em outros mercados.
Os dados por trás do mercado
O crescimento da companhia também permitiu à Pet Viajante acumular uma base relevante de informações sobre o comportamento dos brasileiros que viajam com seus animais.
A partir dos dados de mais de 15 mil pets atendidos, a empresa desenvolveu o Raio-X do Transporte Internacional de Pets 2026, levantamento que reúne informações sobre destinos, custos, prazos, documentação e comportamento das famílias que transportam seus animais para outros países.
Os dados mostram também por que esse mercado exige especialização.
Dependendo do destino, preparar um animal para uma viagem internacional pode levar meses e envolver microchipagem, vacinação, sorologias, certificados veterinários, documentação governamental e exigências específicas de entrada.
Cada país possui suas próprias regras e os procedimentos podem mudar também de acordo com a companhia aérea utilizada.
É justamente nessa complexidade que está o negócio construído pela Pet Viajante.
Muito além de “levar um cachorro para outro país”
Em vez de atuar apenas no transporte, a companhia estruturou uma operação para acompanhar praticamente toda a jornada necessária para que um animal deixe um país e entre regularmente em outro.
O modelo reúne assessoria documental, orientação veterinária, logística, emissão e acompanhamento de documentos sanitários, definição de rotas e suporte ao tutor durante o processo.
A ideia é retirar do cliente a necessidade de entender sozinho dezenas de procedimentos diferentes.
Para Luanna Lopes, porém, limitar a definição da empresa ao transporte de animais é enxergar apenas uma parte do negócio.
“Não queremos construir apenas uma empresa que leva pets de um país para outro. Estamos construindo uma empresa de mobilidade internacional para famílias com pets. É um mercado global, ainda muito fragmentado, e acreditamos que existe espaço para uma companhia brasileira se tornar uma das principais referências mundiais desse segmento”, afirma a fundadora.
A próxima fronteira é internacional
Depois de construir escala no Brasil, a Pet Viajante prepara uma expansão para mercados estratégicos no exterior.
A internacionalização deverá vir acompanhada de investimentos em tecnologia para automatizar partes de uma operação que ainda depende de grande quantidade de documentos, regras sanitárias e processos manuais.
A estratégia também passa por transformar o conhecimento acumulado em milhares de viagens em uma vantagem competitiva.
Quanto maior a operação, maior a quantidade de informações sobre rotas, destinos, exigências, prazos e dificuldades enfrentadas pelos tutores.
A companhia acredita que essa base de conhecimento poderá ajudar a sustentar sua expansão para outros mercados.
Um mercado que acompanha uma mudança nas famílias
Por trás dos números existe também uma transformação no comportamento dos consumidores.
Animais de estimação passaram a participar de decisões que antes envolviam apenas pessoas: onde morar, para onde viajar e até para qual país uma família pretende se mudar.
Com isso, surgiu uma cadeia de serviços relacionada à mobilidade internacional desses animais.
Para a Pet Viajante, essa mudança abre espaço para a construção de uma categoria muito maior do que a simples logística de pets.
A companhia quer ocupar justamente esse espaço.
Aos três anos, com mais de 15 mil animais atendidos, presença em viagens envolvendo mais de 70 países, aproximadamente 400 operações mensais, crescimento de 100% no último ano e uma meta de R$ 150 milhões de faturamento anual até 2030, a Pet Viajante entra em uma nova fase.
Uma empresa que começou tentando resolver uma pergunta aparentemente simples — como levar um cachorro para outro país? — agora tenta responder outra:
até onde pode chegar uma empresa brasileira criada para permitir que famílias atravessem fronteiras sem deixar seus pets para trás? deixar seus pets para trás?








