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Home Economia

Calote do Master no BRB chega a Davos e expõe risco ao FGC

Crise bancária brasileira volta ao radar global e expõe fragilidades no sistema de garantias

por Álvaro Lima - Repórter de Economia
22/01/2026
em Economia, Destaque, News
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Calote do Master no BRB acende alerta em Davos e reacende temor sobre o FGC

O calote do Master no BRB transformou um problema que inicialmente parecia restrito ao mercado financeiro doméstico em um tema de alcance global. O episódio passou a ser debatido nos corredores do Fórum Econômico Mundial, em Davos, e acendeu um sinal de alerta entre executivos, reguladores e investidores internacionais atentos à solidez do sistema bancário brasileiro. A exposição bilionária do Banco de Brasília (BRB) a ativos ligados ao Banco Master, que entrou em colapso, levantou dúvidas sobre a capacidade de absorção de perdas da instituição e trouxe à tona um temor ainda maior: a pressão potencial sobre o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

O assunto ganhou relevância não apenas pelo volume financeiro envolvido, mas também pelo simbolismo institucional. O BRB é um banco estatal, com forte presença no Distrito Federal e papel relevante no financiamento de pessoas físicas, empresas e entes públicos. Quando um banco com esse perfil entra no centro de uma crise, o impacto ultrapassa o balanço patrimonial e passa a ter efeitos reputacionais, políticos e sistêmicos. O calote do Master no BRB, portanto, tornou-se um teste de resiliência para o arcabouço financeiro brasileiro em um momento de maior escrutínio internacional.

Davos e o olhar externo sobre o sistema bancário brasileiro

A presença do calote do Master no BRB nas discussões de Davos não ocorreu por acaso. O Fórum Econômico Mundial funciona como um termômetro da confiança global nos mercados emergentes. Executivos de grandes bancos, gestores de fundos e autoridades monetárias utilizam o evento para mapear riscos e antecipar movimentos. Nesse ambiente, qualquer sinal de fragilidade estrutural tende a ser amplificado.

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Segundo interlocutores do setor financeiro, o caso do BRB passou a ser citado como exemplo de como exposições concentradas e operações mal precificadas podem gerar efeitos desproporcionais. A preocupação central não é apenas a solvência do banco, mas a possibilidade de um efeito dominó que atinja o FGC, considerado um dos pilares da confiança do investidor no Brasil. O calote do Master no BRB acabou se tornando uma lente pela qual investidores estrangeiros reavaliam o risco bancário local.

A origem da crise: a quebra do Banco Master

O ponto de partida do calote do Master no BRB está na insolvência do Banco Master, cuja carteira apresentava riscos elevados e operações sem cobertura adequada. O colapso expôs fragilidades na gestão de ativos e na avaliação de crédito, gerando perdas expressivas para instituições que mantinham relações financeiras com o banco.

O BRB figurava entre essas instituições, com participação relevante em ativos ligados ao Master. Quando o calote se concretizou, a exposição veio à tona de forma abrupta, surpreendendo parte do mercado. O problema deixou de ser apenas qualitativo e passou a ser quantitativo, com números que rapidamente chamaram atenção de analistas.

Exposição bilionária e o desequilíbrio patrimonial

Em setembro de 2025, o BRB apresentava um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 4,3 bilhões. Esse número, em condições normais, indicaria uma instituição com margem razoável de segurança. No entanto, o calote do Master no BRB revelou um potencial rombo estimado em R$ 12,2 bilhões, valor quase três vezes superior ao patrimônio disponível.

Esse descompasso gerou desconforto imediato. Na prática, significava que, mesmo com a utilização integral do capital próprio, o banco não conseguiria absorver totalmente as perdas. A diferença teria de ser coberta por alguma forma de capitalização externa, reorganização assistida ou, no cenário mais extremo, pelo acionamento do FGC.

Um problema matemático, segundo o mercado

Entre banqueiros e executivos do setor financeiro, a situação passou a ser descrita como um problema “matemático”. A expressão resume a percepção de que, diante dos números apresentados, o risco não é hipotético, mas concreto. O calote do Master no BRB evidenciou que o capital existente cobriria apenas cerca de um terço do prejuízo potencial.

Sem uma resposta rápida, o passivo residual poderia migrar para o sistema de garantias, pressionando o FGC. Essa possibilidade, embora ainda considerada extrema, foi suficiente para elevar o nível de cautela no mercado e justificar a atenção dedicada ao tema em Davos.

O FGC no centro das atenções

O Fundo Garantidor de Crédito é responsável por proteger investidores em casos de insolvência bancária, assegurando depósitos e aplicações até os limites estabelecidos. Tradicionalmente, o FGC é visto como robusto e bem estruturado. No entanto, o calote do Master no BRB surge em um momento particularmente sensível para o fundo.

Atualmente, o FGC administra um patrimônio em torno de R$ 125 bilhões. Embora expressivo, esse montante já está sendo testado pelo maior resgate de sua história, estimado em R$ 41 bilhões, relacionado a outras crises e reestruturações bancárias recentes. A eventual necessidade de socorrer o BRB adicionaria uma pressão adicional significativa.

Risco sistêmico e debates inéditos

A simples possibilidade de o calote do Master no BRB gerar impacto relevante sobre o FGC levou a debates inéditos no setor financeiro. Em discussões reservadas em Davos, começou-se a falar sobre eventuais mudanças no funcionamento do fundo, algo raramente ventilado de forma aberta.

Entre os temas mencionados estão limites de cobertura, critérios de elegibilidade e modelos de financiamento. Qualquer alteração nesse sentido teria implicações profundas para o mercado de crédito, especialmente para investidores de varejo que aplicam em CDBs, LCIs e LCAs confiando na proteção do FGC.

Estrutura de depósitos do BRB e o peso sistêmico

Para dimensionar o alcance do calote do Master no BRB, é essencial observar a estrutura de captação da instituição. Em setembro, o banco apresentava uma base de depósitos diversificada, mas fortemente concentrada em aplicações cobertas pelo FGC.

Os depósitos à vista somavam cerca de R$ 1,5 bilhão, caracterizados por alta liquidez. A poupança representava aproximadamente R$ 2,8 bilhões, com forte presença de investidores de varejo. Já os depósitos a prazo alcançavam R$ 47,6 bilhões, incluindo CDBs que compõem a maior parte da base de captação do banco.

Essa concentração explica por que o calote do Master no BRB acendeu um alerta tão intenso. Em caso de insolvência, o acionamento do FGC seria praticamente inevitável, ampliando o impacto sistêmico.

A posição oficial do BRB

Diante da repercussão, o BRB procurou adotar um discurso de tranquilização. Em comunicado, a instituição negou risco sistêmico e afastou a possibilidade de intervenção, classificando como especulativos os números que circulam no mercado. O banco afirmou operar com suficiência patrimonial e destacou que aguarda a conclusão de auditorias conduzidas pelo Banco Central e por escritório jurídico contratado.

A estratégia busca ganhar tempo e reduzir a volatilidade. Ainda assim, o calote do Master no BRB permanece como um fator de incerteza, uma vez que os resultados das auditorias ainda não foram divulgados.

O silêncio estratégico do FGC

Enquanto o BRB se manifesta, o FGC optou pelo silêncio. A ausência de comentários oficiais é interpretada como uma tentativa de evitar reações defensivas por parte de investidores, que poderiam antecipar resgates ou realocar recursos de forma abrupta.

Esse silêncio, porém, também alimenta especulações. Em um ambiente já sensível, o calote do Master no BRB ganha contornos ainda mais delicados quando as principais instituições envolvidas adotam posturas cautelosas.

Cenários possíveis para os próximos meses

Analistas trabalham com três cenários principais. O primeiro é a capitalização do BRB, com aporte de acionistas para absorver as perdas decorrentes do calote do Master no BRB. Essa solução é vista como a mais eficiente para preservar a confiança e afastar o risco sistêmico.

O segundo cenário envolve uma reorganização assistida pelo Banco Central, com medidas de contenção e ajustes estruturais. Essa alternativa permitiria diluir o impacto ao longo do tempo, evitando choques abruptos.

A intervenção formal é considerada o último recurso. Por se tratar de um banco estatal, essa hipótese carrega implicações políticas e reputacionais relevantes, além de potencial impacto direto sobre o FGC.

Implicações para a confiança no sistema financeiro

Independentemente do desfecho, o calote do Master no BRB já cumpre um papel importante ao expor fragilidades e estimular debates sobre governança, gestão de riscos e supervisão. Para investidores internacionais, o caso serve como lembrete de que mesmo sistemas considerados sólidos precisam de vigilância constante.

A forma como autoridades e instituições lidarão com a crise será determinante para preservar a credibilidade do mercado financeiro brasileiro. Em Davos, a mensagem é clara: transparência, rapidez e coordenação serão essenciais para evitar que um problema localizado se transforme em um abalo sistêmico.

Tags: Banco MasterBRB em Davoscrise bancária brasileiracrise do BRBFGC em riscofundo garantidor de créditoinsolvência bancáriarisco sistêmico bancário

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