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Prazo do IRPF 2026 entra na reta final com mais da metade sem declarar

Receita Federal informa que 56,21% dos contribuintes ainda não entregaram a declaração; atraso pode gerar multa mínima de R$ 165,74, CPF pendente e cobrança de juros

por Maria Helena Costa - Repórter de Economia
08/05/2026 às 15h27 - Atualizado em 14/05/2026 às 12h28
em Economia, Destaque, Notícias
Imposto De Renda 2026 - Gzt - Gazeta Mercantil

O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 entrou na reta final com mais da metade dos contribuintes ainda sem prestar contas à Receita Federal. Segundo dados do Fisco, 56,21% dos obrigados a declarar ainda não haviam enviado o IRPF 2026, cujo prazo termina em 29 de maio. Quem perder a data estará sujeito à multa mínima de R$ 165,74, além de poder ficar com o CPF pendente de regularização e enfrentar juros, cobrança automática e, em casos de irregularidades fiscais, autuações mais pesadas.

A declaração do IRPF 2026 é obrigatória para contribuintes que se enquadram nos critérios definidos pela Receita, como aqueles que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025, tiveram bens acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro ou obtiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil. Também devem declarar pessoas que realizaram operações em Bolsa acima de R$ 40 mil, tiveram ganho de capital sujeito à tributação, receita rural acima do limite previsto ou rendimentos e aplicações no exterior.

A penalidade por atraso varia conforme a situação do contribuinte. Para quem não tem imposto devido, a multa é fixa em R$ 165,74. Para quem possui imposto a pagar, a cobrança corresponde a 1% ao mês sobre o valor devido, limitada a 20%. A Receita informa ainda que cerca de 60% das declarações resultam em restituição, o que significa que o atraso pode reduzir parte do valor a ser recebido, já que a multa pode ser descontada da quantia devolvida ao contribuinte.

Além da multa por entrega fora do prazo, a falta de envio pode deixar o CPF como “pendente de regularização”. Essa situação não equivale a crime, mas pode gerar restrições práticas na vida financeira e documental do contribuinte, como dificuldades para obter financiamento, emitir passaporte, contratar determinados serviços ou participar de programas sociais do governo.

Multa por atraso começa após o fim do prazo

A Multa por Atraso na Entrega da Declaração, conhecida como MAED, passa a ser aplicada a partir do primeiro dia seguinte ao fim do prazo. No caso do IRPF 2026, a cobrança começa para quem enviar a declaração depois de 29 de maio.

A multa é calculada em 1% ao mês ou fração de mês sobre o imposto devido, respeitado o valor mínimo de R$ 165,74 e o limite máximo de 20% do imposto. Mesmo contribuintes com restituição a receber estão sujeitos à penalidade se forem obrigados a declarar e não cumprirem o prazo.

A notificação da multa e o Documento de Arrecadação de Receitas Federais, o Darf, são emitidos automaticamente no momento em que a declaração em atraso é transmitida. O pagamento deve ser feito em até 20 dias.

Após esse prazo, incidem juros de mora com base na taxa Selic. Como a Selic está em patamar elevado, o atraso no pagamento da multa pode aumentar o custo final para o contribuinte, especialmente nos casos em que há imposto devido.

CPF pendente pode restringir serviços financeiros e documentos

Quem é obrigado a declarar e não entrega a documentação dentro do prazo pode ficar com o CPF pendente de regularização. Essa condição indica que há uma obrigação fiscal não cumprida junto à Receita Federal.

Na prática, o CPF pendente pode dificultar operações do cotidiano. O contribuinte pode enfrentar problemas para contratar crédito, obter financiamentos, abrir ou movimentar determinados serviços financeiros, emitir passaporte ou comprovar regularidade em cadastros exigidos por órgãos públicos.

A pendência permanece até que a declaração seja transmitida e a situação seja regularizada. O envio em atraso não elimina a multa, mas permite que o contribuinte resolva a pendência cadastral após o processamento pela Receita.

A regularização é importante porque o CPF funciona como identificador central para relações fiscais, bancárias, trabalhistas e previdenciárias. Quando há pendência, a inconsistência pode aparecer em consultas feitas por instituições públicas e privadas.

Multa de ofício pode chegar a 150% em casos específicos

Além da multa por atraso, o contribuinte pode ser alvo de multa de ofício se a Receita Federal identificar irregularidades na declaração ou ausência de pagamento do imposto devido. Essa cobrança ocorre após procedimento de fiscalização, especialmente em situações de malha fina.

A multa de ofício pode ser aplicada em casos de omissão de rendimentos, informações incorretas, deduções indevidas, despesas médicas inexistentes ou superfaturadas, inclusão irregular de dependentes, depósitos bancários sem comprovação de origem e patrimônio incompatível com a renda declarada.

Os percentuais variam de 75% a 150% do imposto devido, conforme a gravidade do caso. Quando a Receita entende que houve intenção de fraude, a multa pode ser qualificada. Desde a Lei 14.689/2023, o percentual de 150% deixou de ser aplicado como regra e passou a ficar restrito a casos de reincidência em até dois anos após autuação anterior por sonegação, fraude ou conluio.

Esse tipo de penalidade é diferente da multa simples por atraso. A MAED decorre apenas da entrega fora do prazo. Já a multa de ofício depende de fiscalização e identificação de inconsistências ou irregularidades tributárias.

Restituição pode ser reduzida pelo valor da multa

A Receita Federal informa que cerca de 60% das declarações resultam em restituição. Isso significa que grande parte dos contribuintes tem valores a receber, especialmente quando houve retenção de imposto na fonte acima do devido ao longo do ano-base.

Mesmo nesses casos, o atraso pode gerar perda financeira. Se o contribuinte tiver multa pendente e também direito à restituição, o valor da penalidade pode ser descontado automaticamente da quantia a ser devolvida.

O contribuinte também perde prioridade na fila de restituição ao entregar a declaração mais tarde, salvo nos casos de grupos com prioridade legal. Em geral, quem entrega antes, sem erros ou pendências, tende a receber nos primeiros lotes, desde que não caia na malha fina.

Por isso, a recomendação é não deixar o envio para os últimos dias. A proximidade do prazo costuma aumentar o risco de congestionamento, erros no preenchimento, ausência de documentos e inconsistências que podem retardar o processamento.

Quem deve declarar o IRPF 2026

A declaração do IRPF 2026 é obrigatória para contribuintes que se enquadram nos critérios definidos pela Receita Federal. Devem declarar aqueles que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025.

Também entram na obrigatoriedade os contribuintes que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil. Esse grupo inclui, por exemplo, determinadas indenizações, rendimentos de aplicações isentas e outros valores não submetidos à tributação tradicional na declaração.

Outra regra alcança quem teve ganho de capital sujeito ao imposto ou realizou vendas acima de R$ 40 mil em bolsas de valores. Também devem declarar contribuintes com receita bruta de atividade rural superior a R$ 177.920.

A Receita exige ainda declaração de quem possuía bens ou direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025, passou à condição de residente no Brasil ou teve rendimentos, aplicações financeiras, lucros ou bens no exterior.

Documentos devem ser reunidos antes do envio

Para evitar erros, o contribuinte deve reunir informes de rendimentos, comprovantes de despesas dedutíveis, dados de dependentes, informes bancários, documentos de compra e venda de bens, recibos médicos e comprovantes de previdência privada, quando houver.

Informações incompletas ou divergentes podem levar a declaração à malha fina. Isso ocorre quando os dados informados pelo contribuinte não coincidem com informações prestadas por empregadores, bancos, planos de saúde, imobiliárias, cartórios, corretoras ou outras fontes pagadoras.

A malha fina não significa automaticamente fraude. Em muitos casos, a inconsistência decorre de erro de digitação, omissão involuntária ou documento informado em campo incorreto. Ainda assim, a pendência impede o processamento normal da declaração e pode atrasar a restituição.

Nos casos mais complexos, especialmente quando há investimentos, atividade rural, rendimentos no exterior, ganho de capital, aluguel, dependentes ou despesas médicas elevadas, a orientação é buscar auxílio de contador ou profissional especializado.

Como consultar e recorrer da multa

A notificação da multa por atraso é emitida automaticamente quando o contribuinte transmite a declaração fora do prazo. O Darf para pagamento também fica disponível no momento da entrega em atraso.

O documento pode ser consultado pelo programa do Imposto de Renda, pelo portal Meu Imposto de Renda e pelo aplicativo da Receita Federal. O pagamento deve ocorrer em até 20 dias para evitar cobrança de juros.

Caso discorde da cobrança, o contribuinte pode apresentar defesa por meio da plataforma GOV.BR. O prazo informado é de até 20 dias úteis após o vencimento da multa.

A contestação deve ser fundamentada e acompanhada de documentos que comprovem eventual erro ou situação específica. Se o recurso for negado, a cobrança permanece e pode ser acrescida de encargos.

Falta de declaração não leva à prisão, mas mantém pendência fiscal

Deixar de entregar a declaração do IRPF 2026, por si só, não configura crime e não leva à prisão. A Receita Federal também não bloqueia contas bancárias simplesmente pela ausência da declaração.

O problema imediato é fiscal e cadastral. O contribuinte obrigado a declarar fica em situação irregular até transmitir a documentação e regularizar o CPF. Também fica sujeito à multa por atraso e pode enfrentar dificuldades administrativas enquanto a pendência estiver aberta.

Situações mais graves surgem quando há fraude, omissão deliberada de rendimentos, uso de documentos falsos, sonegação ou reincidência em irregularidades tributárias. Nesses casos, a Receita pode aplicar multas de ofício e encaminhar informações para outras autoridades, dependendo da apuração.

A reta final do prazo exige atenção porque o contribuinte ainda pode corrigir informações antes do envio e evitar penalidades. Com 56,21% dos obrigados ainda sem declarar, a Receita deve registrar aumento no volume de transmissões nos próximos dias.

Reta final aumenta risco de erro e atraso

A proximidade do fim do prazo do IRPF 2026 aumenta a pressão sobre contribuintes que ainda não reuniram documentos ou não iniciaram o preenchimento. O risco não está apenas na multa, mas também na possibilidade de enviar dados incompletos ou inconsistentes.

Declarações feitas com pressa tendem a concentrar erros em rendimentos omitidos, dependentes informados incorretamente, despesas médicas sem comprovação, saldos bancários divergentes e bens declarados de forma incompleta.

Para quem tem restituição a receber, o atraso também pode significar demora maior no pagamento. Para quem tem imposto a pagar, deixar para a última hora pode dificultar o planejamento financeiro e elevar o risco de encargos.

A orientação mais segura é transmitir a declaração dentro do prazo, revisar os dados antes do envio e guardar os comprovantes por pelo menos o período em que a Receita pode solicitar esclarecimentos. Em caso de erro identificado depois da entrega, é possível enviar declaração retificadora.

Tags: CPF pendenteDarfdeclaração do Imposto de RendaEconomiaImposto de Renda 2026IRPF 2026MAEDmalha finamulta do Imposto de RendaReceita federalRestituição do Imposto de Renda

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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