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Copa do Mundo de 2026 pode movimentar R$ 244,9 milhões na economia do Rio se Brasil chegar à final

Levantamento da Prefeitura aponta impacto crescente a cada fase da competição, beneficiando bares, restaurantes, turismo, comércio e entretenimento.

por Henrique Valverde
11/06/2026 às 18h21
em Economia
Levantamento Da Prefeitura Aponta Impacto Crescente A Cada Fase Da Competição, Beneficiando Bares, Restaurantes, Turismo, Comércio E Entretenimento.-Gazeta Mercantil

A campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 poderá movimentar até R$ 244,9 milhões na economia do Rio de Janeiro, segundo estudo divulgado pela Prefeitura carioca por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) e da Riotur. A projeção considera o cenário mais favorável para o país na competição, com a disputa das oito partidas possíveis e a conquista do sexto título mundial.

O levantamento, publicado na segunda-feira (9), estima que cada avanço do Brasil no torneio amplia significativamente a circulação de recursos em diversos setores da economia da capital fluminense. Os cálculos levam em conta o aumento dos gastos dos torcedores durante os dias de jogo, incluindo consumo em bares e restaurantes, encontros em residências, compra de alimentos e bebidas, transporte, artigos esportivos e participação em eventos relacionados ao Mundial.

de acordo com a Prefeitura, o potencial impacto econômico da Copa do Mundo de 2026 reforça a importância do futebol como vetor de atividade econômica em uma das cidades mais ligadas ao esporte no país.

Fase de grupos pode gerar mais de R$ 90 milhões

As estimativas apontam que apenas os três jogos da fase de grupos têm potencial para movimentar R$ 91,8 milhões na economia carioca.

Caso a Seleção Brasileira avance às fases eliminatórias, os números aumentam progressivamente. Segundo o estudo, a movimentação financeira poderá atingir R$ 122,4 milhões após a disputa das oitavas de final, avançar para R$ 153 milhões nas quartas de final e alcançar R$ 183,6 milhões na sequência da competição.

Se o Brasil chegar às semifinais, o impacto econômico estimado sobe para R$ 214,2 milhões. Já a presença da equipe na decisão do torneio elevaria a movimentação para R$ 244,9 milhões.

O levantamento indica que cada partida adicional disputada pela Seleção Brasileira representa um incremento médio de aproximadamente R$ 30,6 milhões na economia da cidade.

A metodologia utilizada considera padrões históricos de consumo associados a grandes eventos esportivos, especialmente em datas de forte mobilização popular, quando há aumento expressivo da demanda por serviços de alimentação, lazer e entretenimento.

Consumo dos torcedores impulsiona diversos setores

Grande parte do impacto econômico projetado está relacionada ao comportamento dos torcedores durante os dias de jogos.

Segundo o estudo, a Copa do Mundo estimula gastos diretos com refeições, bebidas, deslocamentos urbanos e aquisição de produtos temáticos ligados à competição. O efeito também alcança estabelecimentos que promovem transmissões coletivas das partidas, eventos temáticos e ações comerciais voltadas ao público que acompanha a Seleção.

O setor de bares e restaurantes aparece entre os principais beneficiados. Tradicionalmente, partidas da equipe brasileira geram aumento no fluxo de consumidores em estabelecimentos comerciais, sobretudo em regiões turísticas e polos gastronômicos da cidade.

Além disso, a realização do torneio tende a favorecer empresas ligadas à organização de eventos, locação de equipamentos audiovisuais, produção de ativações promocionais, venda de artigos esportivos e serviços de transporte.

A expectativa é que a circulação de pessoas durante os jogos gere um efeito multiplicador na economia local, ampliando receitas de pequenos e médios negócios espalhados por diferentes regiões do município.

Estudo usa comportamento das torcidas cariocas como referência

Para estimar o potencial impacto da Copa do Mundo de 2026, os pesquisadores utilizaram como base o estudo “Economia do Futebol Carioca”, elaborado anteriormente pelo município.

O trabalho considera hábitos de consumo observados entre torcedores dos quatro principais clubes do Rio de Janeiro — Flamengo, Fluminense, Vasco da Gama e Botafogo — durante partidas de grande relevância esportiva.

Os dados mostram que o futebol possui forte capacidade de mobilização econômica na cidade, especialmente quando envolve eventos de grande audiência e apelo popular.

A análise levou em consideração gastos realizados em bares, restaurantes, estádios, reuniões familiares e encontros entre amigos para assistir às partidas.

Segundo a Prefeitura, esses padrões de comportamento oferecem uma referência consistente para avaliar os efeitos econômicos que os jogos da Seleção Brasileira podem provocar ao longo do Mundial.

Futebol amplia geração de renda e movimenta cadeias produtivas

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, os resultados confirmam o papel do futebol como atividade capaz de estimular diversos segmentos da economia urbana.

De acordo com o secretário, a intensa relação histórica entre a população carioca e o esporte cria condições favoráveis para que eventos de grande repercussão gerem aumento da renda e das oportunidades de negócios.

A avaliação da administração municipal é que a Copa do Mundo funciona como um catalisador do consumo, ampliando a demanda por serviços e produtos em diferentes áreas da economia.

Além dos gastos diretos dos torcedores, o estudo aponta efeitos indiretos relacionados à contratação de serviços temporários, reforço operacional de estabelecimentos comerciais e aumento das atividades ligadas ao turismo e ao entretenimento.

A expectativa é que a competição contribua para fortalecer a movimentação econômica em um período de elevada exposição internacional do futebol brasileiro.

Turismo e entretenimento aparecem entre os maiores beneficiados

Outro destaque do levantamento é o potencial impacto da Copa do Mundo sobre atividades ligadas ao turismo.

Mesmo sem sediar partidas do torneio, o Rio de Janeiro tende a registrar aumento na movimentação de visitantes e consumidores atraídos por eventos temáticos, transmissões públicas e programações especiais relacionadas aos jogos da Seleção Brasileira.

A Riotur avalia que a competição cria oportunidades para ampliar o fluxo de pessoas em áreas turísticas, centros gastronômicos e espaços de entretenimento espalhados pela cidade.

O estudo também destaca benefícios para segmentos como hotelaria, comércio varejista, serviços culturais e organização de eventos.

Segundo o presidente da Riotur, Bernardo Fellows, grandes eventos esportivos possuem capacidade comprovada de ativar diferentes cadeias produtivas simultaneamente, impulsionando o consumo e a circulação de recursos.

A avaliação é que o Mundial de 2026 poderá reproduzir, em escala relevante, os efeitos observados em outras competições internacionais acompanhadas massivamente pelos brasileiros.

Mundial reforça importância econômica dos grandes eventos esportivos

Os números divulgados pela Prefeitura reforçam uma tendência observada em diversos mercados ao redor do mundo: a crescente capacidade dos grandes eventos esportivos de gerar impactos econômicos além dos estádios e arenas.

No caso do Rio de Janeiro, a força cultural do futebol e a elevada participação dos torcedores em atividades relacionadas aos jogos ampliam o potencial de geração de receita para empresas dos setores de alimentação, lazer, turismo e comércio.

A projeção de até R$ 244,9 milhões em movimentação econômica mostra que a Copa do Mundo de 2026 poderá produzir efeitos relevantes sobre a atividade econômica local mesmo sem a realização de partidas na cidade.

O estudo também evidencia como eventos de grande audiência funcionam como mecanismos de estímulo ao consumo, fortalecendo negócios e ampliando a circulação de renda em diferentes regiões da capital fluminense.

Com a aproximação do torneio, o levantamento passa a servir como referência para o planejamento de ações públicas e privadas voltadas à captação das oportunidades econômicas associadas à participação da Seleção Brasileira na maior competição do futebol mundial.

Tags: bares e restaurantesCopa do Mundo 2026Economiaeconomia cariocaentretenimentofutebolRio de JaneiroRioturSeleção BrasileiraSMDETurismo

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