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iFood sofre multa milionária por exigir valor mínimo de consumo

O Procon de Minas Gerais aplica multa de R$ 1,5 milhão ao iFood por prática de venda casada, gerando repercussão entre consumidores e restaurantes no Brasil

por Redação
06/10/2025 às 16h13 - Atualizado em 14/05/2026 às 17h15
em Negócios, Destaque, Notícias
O Procon De Minas Gerais Aplica Multa De R$ 1,5 Milhão Ao Ifood Por Prática De Venda Casada, Gerando Repercussão Entre Consumidores E Restaurantes No Brasil - Gazeta Mercantil

iFood sofre multa milionária por exigir valor mínimo de consumo: entenda o caso e os impactos

O iFood, maior plataforma de delivery do Brasil, enfrenta um grande revés jurídico. A empresa foi multada em R$ 1.505.000,00 pelo Procon do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) após impor um valor mínimo de consumo para pedidos no aplicativo. A decisão aponta a prática como venda casada, proibida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), abrindo um debate sobre os limites do modelo de negócios das plataformas digitais frente aos direitos dos consumidores.


O que levou à multa milionária do iFood

A ação tramita na 14ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Belo Horizonte. O MPMG entende que exigir um valor mínimo para pedidos transfere ao consumidor custos que deveriam ser de responsabilidade da plataforma e de seus parceiros comerciais. Segundo o órgão, essa prática cria barreiras artificiais ao exercício da liberdade de escolha, ferindo diretamente a legislação de defesa do consumidor.

A justificativa do iFood para o pedido mínimo — cobrir custos operacionais e equilibrar relações entre restaurantes e entregadores — não foi aceita pelo Procon. O entendimento é que custos operacionais são inerentes à atividade do fornecedor e não podem ser repassados como condição obrigatória de compra, caracterizando venda casada indireta.


Defesa do iFood e argumentos econômicos

Em sua defesa, o iFood afirmou que não determina os valores mínimos, sendo essa uma decisão dos restaurantes parceiros. A empresa destacou que a prática não é exclusiva de aplicativos digitais, sendo comum em pedidos feitos por telefone, WhatsApp ou nos aplicativos próprios dos estabelecimentos.

O iFood também alerta que a decisão pode criar precedentes negativos para todo o setor, impactando pequenos negócios. Segundo a empresa, a proibição poderia levar restaurantes a aumentar preços ou restringir a oferta de itens de menor valor, afetando principalmente consumidores com menor poder aquisitivo.

A plataforma pretende recorrer da multa, defendendo a necessidade de equilíbrio financeiro entre restaurantes, entregadores e consumidores no ecossistema do delivery.


Venda casada: o que é e por que é ilegal

A prática identificada no caso do iFood é conhecida como venda casada, caracterizada quando o consumidor é obrigado a adquirir um produto ou serviço como condição para ter acesso a outro.

No caso específico, o valor mínimo funciona como condicionamento indireto: para utilizar o serviço de entrega, o consumidor precisa gastar mais do que o desejado. O CDC, em seu artigo 39, proíbe explicitamente a venda casada, garantindo ao consumidor o direito de escolher livremente o que deseja adquirir, sem imposições abusivas.

Especialistas ressaltam que, embora o pedido mínimo possa parecer uma medida administrativa para cobrir custos, ele prejudica principalmente consumidores de baixa renda, que utilizam o delivery para pequenas compras emergenciais.


Impactos da multa para o iFood e o setor

A multa de R$ 1,5 milhão pode ser inscrita em dívida ativa caso não seja paga e pode incluir o iFood no Cadastro de Reclamações Fundamentadas, uma ferramenta pública que lista empresas condenadas por práticas abusivas.

Embora o valor seja relativamente pequeno para uma empresa do porte do iFood, a decisão tem forte potencial de repercussão, abrindo espaço para ações semelhantes em outros estados e estabelecendo um precedente regulatório importante para o mercado de delivery brasileiro.


Grandes plataformas digitais e desafios regulatórios

O caso evidencia um problema estrutural enfrentado por big techs e plataformas digitais. Muitas empresas de grande porte preferem arcar com multas financeiras como custo operacional, ao invés de alterar práticas que geram receita.

Isso se agrava devido ao desconhecimento dos direitos do consumidor. Muitos clientes não recorrem ou não questionam práticas abusivas, permitindo que plataformas mantenham políticas de consumo que favorecem economicamente os fornecedores em detrimento do usuário final.


Consequências para consumidores

Para os consumidores, a decisão do Procon representa uma vitória no direito de escolha. Aqueles que utilizam o delivery para compras pequenas poderão ter acesso ao serviço sem a imposição de gasto mínimo, garantindo maior liberdade e transparência no consumo.

A expectativa é que outras plataformas digitais, como Rappi e Uber Eats, fiquem atentas a práticas semelhantes, ajustando políticas para evitar multas e processos, especialmente em relação ao atendimento a consumidores de baixa renda.


Desafios para restaurantes e pequenos negócios

Por outro lado, os pequenos restaurantes enfrentam desafios significativos. Muitos dependem do delivery para viabilizar vendas e cobrir custos logísticos e de intermediação cobrados pelas plataformas digitais.

A proibição do valor mínimo pode gerar necessidade de ajustes financeiros ou redução de itens ofertados, afetando a operação e rentabilidade desses estabelecimentos. Especialistas apontam que encontrar um equilíbrio entre proteção ao consumidor e sustentabilidade do comércio local é o grande desafio do setor.


O precedente no mercado de delivery

A decisão contra o iFood pode se tornar um marco regulatório para o mercado de delivery no Brasil. Outras plataformas poderão enfrentar fiscalizações semelhantes, especialmente em relação a práticas de cobrança e imposição de pedidos mínimos.

Além disso, a discussão traz à tona a necessidade de modelos de cobrança mais transparentes, considerando a interdependência entre consumidores, restaurantes e entregadores. A evolução do setor depende de regras claras, respeitando direitos do consumidor sem prejudicar a viabilidade econômica dos pequenos negócios.


Repercussão e próximos passos

O caso seguirá acompanhamento judicial, com possibilidade de recursos por parte do iFood. Enquanto isso, órgãos de defesa do consumidor em outros estados podem usar o precedente para reforçar a fiscalização de plataformas digitais e exigir práticas mais justas.

O episódio também impulsiona o debate sobre a ética das grandes empresas em relação à legislação de proteção ao consumidor, mostrando que o equilíbrio entre lucro e responsabilidade social é cada vez mais necessário no ambiente digital.

A multa aplicada ao iFood por exigir valor mínimo de consumo evidencia a tensão entre práticas de mercado e direitos dos consumidores. Ao caracterizar venda casada, o caso reforça a importância da legislação de defesa do consumidor e serve de alerta para outras plataformas digitais.

Consumidores ganham liberdade e transparência, enquanto restaurantes e empresas do setor precisam ajustar modelos de cobrança para garantir sustentabilidade econômica e conformidade legal. O episódio marca um ponto de virada para o mercado de delivery no Brasil, incentivando práticas mais justas e equilibradas.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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