A Polícia Federal afirma que o Banco Digimais, conhecido como o banco de Edir Macedo, teria utilizado uma estrutura de fundos de investimento e reavaliações contábeis para transformar ativos adquiridos por aproximadamente R$ 71 milhões em um patrimônio registrado de R$ 741,3 milhões. A suspeita integra a Operação Miragem, deflagrada nesta terça-feira, 23 de junho, para investigar possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Segundo os investigadores, o modelo adotado pelo banco de Edir Macedo guardaria semelhanças com práticas atribuídas ao extinto Banco Master: captação de recursos com títulos de rentabilidade elevada, uso da confiança dos depositantes na cobertura do Fundo Garantidor de Créditos e manutenção, nos balanços, de ativos cujo valor e qualidade seriam incompatíveis com a situação econômica real.
A operação cumpre nove mandados de busca e apreensão em São Paulo e mobiliza mais de 50 policiais federais. A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e o bloqueio de até R$ 670,3 milhões em bens e valores.
Edir Macedo foi incluído nas medidas patrimoniais e de afastamento de sigilo por ser apontado como controlador da instituição. Ele não foi alvo de busca nesta etapa porque reside no exterior.
O Banco Digimais não havia apresentado resposta pública detalhada às novas acusações até a última atualização desta matéria. As suspeitas estão em fase de investigação, e a operação não representa condenação dos envolvidos.
Ativos de R$ 71 milhões teriam virado R$ 741 milhões
O núcleo da investigação está em cotas do Hermon Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados, mantidas pelo Banco Digimais.
Os ativos do fundo estavam ligados a direitos de crédito originados em uma ação de indenização iniciada em 1967 por herdeiros da família Villela contra a União.
De acordo com os documentos analisados pela Polícia Federal, uma primeira parcela equivalente a 7,7% desses direitos foi adquirida em fevereiro de 2023 por R$ 9 milhões.
Após passar por diferentes veículos de investimento e ser submetido a uma reavaliação baseada em pareceres jurídicos, o ativo passou a ser registrado por R$ 100 milhões.
Em junho daquele ano, outra parcela, equivalente a 9,25% dos direitos, foi comprada por R$ 22 milhões e posteriormente reavaliada para R$ 130 milhões.
As duas aquisições custaram, portanto, R$ 31 milhões, mas passaram a figurar nos registros por R$ 230 milhões.
A valorização produziu o reconhecimento contábil de aproximadamente R$ 199 milhões em receitas no banco de Edir Macedo, por meio do aumento do valor das cotas dos fundos.
Novas compras elevaram fundo a R$ 741,3 milhões
A estrutura foi ampliada em setembro de 2023, segundo a investigação.
O Hermon FIDC teria adquirido outras duas parcelas dos mesmos direitos de crédito, pagando R$ 20 milhões por cada uma.
Após novas avaliações, cada parcela passou a ser contabilizada por aproximadamente R$ 174,6 milhões.
Com isso, ativos comprados por um custo acumulado de R$ 71 milhões passaram a sustentar um valor patrimonial de R$ 741.348.945,70.
A diferença entre o custo de aquisição e o valor contabilizado alcançou cerca de R$ 670 milhões.
Esse montante corresponde aproximadamente ao limite de bloqueio determinado pela Justiça Federal na Operação Miragem.
Para a PF, a sucessão de fundos, transferências e pareceres teria servido para mascarar o baixo custo original dos direitos e justificar uma valorização muito superior ao valor efetivamente pago.
Os investigadores apuram se a estrutura foi montada deliberadamente para elevar artificialmente o patrimônio do Banco Digimais e gerar receitas sem entrada equivalente de recursos.
Banco Central determinou reversão das receitas
O Banco Central identificou irregularidades nas reavaliações durante uma fiscalização das contas da instituição.
Em 26 de outubro de 2023, a autoridade monetária teria determinado que o Banco Digimais revertesse as receitas reconhecidas e restabelecesse o valor das cotas ao custo original de R$ 71 milhões.
A correção teria impacto significativo sobre o patrimônio e os resultados do banco de Edir Macedo.
A instituição solicitou autorização para diluir o efeito contábil ao longo de cinco anos, em vez de reconhecer imediatamente toda a perda.
O ponto central da investigação é o que teria ocorrido posteriormente.
Segundo a PF, em dezembro de 2025, o Banco Digimais celebrou um contrato para vender as cotas dos fundos à própria empresa controladora, a B.A. Empreendimentos e Participações.
O valor da operação foi fixado em R$ 741.348.945,70, exatamente o montante registrado antes da correção exigida pelo Banco Central.
Venda à controladora não teria gerado entrada de caixa
A alienação das cotas à controladora teria sido realizada a prazo, sem o ingresso imediato de recursos no caixa do Banco Digimais.
O contrato estabeleceu vencimento para 2032 e remuneração calculada pelo IPCA acrescido de 0,5% ao ano.
Em vez de receber dinheiro, o banco passou a registrar um valor a receber de sua própria controladora.
Para o Banco Central e a Polícia Federal, essa estrutura teria permitido manter no balanço os R$ 741,3 milhões originados das reavaliações, apesar da determinação anterior de correção.
A rubrica deixou de representar cotas do fundo e passou a aparecer como crédito contra a empresa controladora.
Na avaliação dos investigadores, a operação teria funcionado como uma forma de contornar a decisão do Banco Central e preservar artificialmente o patrimônio da instituição.
A PF classificou o negócio como uma operação na qual o banco teria, na prática, financiado sua própria controladora.
Operação teria ultrapassado limite de crédito em R$ 699 milhões
O Banco Central também teria identificado que a venda a prazo superou os limites prudenciais aplicáveis a operações com partes relacionadas.
Segundo os documentos citados pela investigação, a exposição excedeu em cerca de R$ 699,6 milhões o limite calculado com base no patrimônio líquido ajustado do Banco Digimais.
A regulamentação restringe operações de crédito entre instituições financeiras e seus controladores para evitar que os recursos de depositantes sejam usados em benefício dos proprietários do banco.
Para os investigadores, a previsão de correção pelo IPCA e juros reais caracterizaria remuneração de capital ao longo do tempo, elemento típico de uma operação de financiamento.
A controladora teria se tornado devedora do banco, assumindo compromisso de pagar o valor apenas anos depois.
A PF apura se a transação configura operação de crédito vedada, prevista na legislação sobre crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Estrutura é comparada a operação entre partes do mesmo grupo
A investigação descreve a transação como uma negociação realizada entre empresas submetidas ao mesmo controle econômico.
Em operações desse tipo, chamadas informalmente de negócios entre partes relacionadas, o risco é que o preço, o prazo e as garantias não sejam definidos de maneira independente.
A empresa controladora teria comprado do banco cotas registradas por R$ 741,3 milhões, mas sem realizar pagamento imediato.
O banco, por sua vez, teria mantido no ativo o mesmo valor, agora sob a forma de um crédito a receber da própria controladora.
Na prática, o ativo considerado irregular pelo Banco Central não teria desaparecido do balanço.
Apenas teria mudado de classificação.
Para a PF, esse mecanismo teria mantido uma aparência de solvência e impedido que a deterioração patrimonial fosse integralmente reconhecida.
Banco de Edir Macedo teria captado com taxas elevadas
A Polícia Federal também examina a forma como o Banco Digimais captou recursos de investidores.
Instituições menores costumam oferecer CDBs com remuneração acima da média para atrair depósitos.
O problema, segundo a linha de investigação, surge quando o banco utiliza a confiança dos investidores na cobertura do FGC para captar a taxas elevadas e aplicar os recursos em ativos de qualidade ou valor questionáveis.
A PF afirma que o banco de Edir Macedo teria emitido títulos com rentabilidade desproporcional aos indicadores de mercado.
Taxas maiores não são, por si só, ilegais. Elas normalmente refletem maior risco de crédito, necessidade de liquidez ou estratégia comercial.
Os investigadores procuram determinar, porém, se os administradores continuaram captando dinheiro enquanto já conheciam a deterioração da carteira e a fragilidade de determinados ativos.
Caso isso seja comprovado, a conduta poderá ser analisada sob a perspectiva de gestão fraudulenta e indução de investidores a erro.
PF vê semelhança com modelo atribuído ao Banco Master
A comparação com o Banco Master aparece porque as duas instituições teriam adotado estratégias baseadas em captação agressiva, ativos de difícil avaliação e dependência indireta da proteção oferecida pelo FGC.
O Banco Master foi liquidado após uma crise envolvendo qualidade de ativos, falta de liquidez e questionamentos sobre suas operações.
Segundo a investigação, o Digimais também acumulou exposição de aproximadamente R$ 600 milhões a carteiras relacionadas ao Master.
Após a liquidação da instituição, esses créditos teriam passado a ser questionados quanto à qualidade, ao lastro e à documentação.
Essa exposição teria agravado a situação financeira do banco de Edir Macedo e ampliado a necessidade de capital.
A PF não afirma que os dois casos sejam idênticos, mas considera que existem semelhanças na transferência dos riscos para o sistema de garantia de depósitos.
Banco teria patrimônio líquido negativo de bilhões
Documentos citados pela Polícia Federal indicariam que o Banco Digimais chegou ao início de 2026 com patrimônio líquido a descoberto na ordem de bilhões de reais.
Patrimônio líquido negativo ocorre quando o valor das obrigações supera o valor econômico dos ativos reconhecidos pela instituição.
Essa situação indica que o banco não possui recursos próprios suficientes para absorver suas perdas.
O déficit explicaria a necessidade de buscar um comprador e negociar uma solução com o Fundo Garantidor de Créditos.
A extensão exata do desequilíbrio depende da avaliação das carteiras, dos fundos e dos créditos contabilizados.
Caso os ativos sejam considerados superavaliados ou sem liquidez, o patrimônio pode ser muito menor do que o informado originalmente.
Venda ao BTG dependeria de aporte de R$ 7 bilhões
Em abril, o BTG Pactual anunciou a assinatura de documentos para uma possível aquisição do Banco Digimais.
A operação ainda depende de processo competitivo, aprovações regulatórias e mecanismos de suporte financeiro.
Segundo a PF, a concretização do negócio estaria condicionada a uma injeção estrutural de aproximadamente R$ 7 bilhões por parte do FGC.
Os recursos seriam utilizados para cobrir o déficit patrimonial e viabilizar a transferência da instituição ao novo controlador.
Para os investigadores, a estrutura poderia resultar na transferência de grande parte do prejuízo para o fundo mantido pelas instituições financeiras.
O FGC existe para proteger depositantes e contribuir para a estabilidade do sistema, mas a PF questiona sua utilização quando a insolvência pode ter origem em crimes praticados por controladores ou administradores.
O acordo com o BTG ainda não foi concluído, e as condições finais não foram publicamente detalhadas.
PF questiona transferência de perdas para o FGC
A principal crítica apresentada pelos investigadores é que os responsáveis pela eventual deterioração do banco poderiam deixar a operação sem assumir integralmente os prejuízos.
O déficit seria absorvido, em grande parte, por uma estrutura de apoio do FGC.
Enquanto isso, o patrimônio pessoal dos controladores e administradores permaneceria protegido.
Na avaliação da PF, esse resultado poderia representar um desvio da finalidade do fundo garantidor.
O FGC foi criado para resguardar depositantes e preservar a confiança no sistema financeiro, não para blindar gestores suspeitos de provocar a insolvência de uma instituição.
Os investigadores defendem que os patrimônios dos responsáveis sejam preservados para eventual ressarcimento antes que o prejuízo seja transferido ao sistema.
Essa preocupação ajuda a explicar o bloqueio judicial de até R$ 670,3 milhões.
FGC protege depositantes, mas recursos vêm do sistema bancário
O Fundo Garantidor de Créditos é uma associação privada financiada por contribuições das instituições financeiras participantes.
O mecanismo cobre determinados depósitos e investimentos até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado, respeitado o teto global de R$ 1 milhão em quatro anos.
Em caso de liquidação de um banco, o FGC pode pagar os investidores dentro desses limites.
O fundo também pode participar de operações de assistência destinadas a evitar uma liquidação mais cara e desorganizada.
Segundo dados divulgados anteriormente, o Banco Digimais possuía até R$ 9,1 bilhões em depósitos que poderiam gerar obrigações para o FGC em caso de encerramento.
Nesse cenário, apoiar a venda para outro banco pode custar menos do que ressarcir todos os depositantes cobertos.
A discussão levantada pela PF é se esse mecanismo deve ser utilizado sem que os possíveis responsáveis pela crise sejam chamados a suportar parte relevante das perdas.
Liquidação seria alternativa caso venda fracasse
A Polícia Federal afirma que, caso a aquisição pelo BTG ou outra solução de mercado não seja concluída, o Banco Central poderá considerar a liquidação do Banco Digimais.
A liquidação extrajudicial encerra as operações ordinárias da instituição e inicia um processo de apuração de ativos, passivos e responsabilidades.
Nesse cenário, o FGC seria acionado para pagar os produtos cobertos dentro dos limites aplicáveis.
Valores superiores à garantia dependeriam da recuperação de recursos durante a liquidação.
A decisão de liquidar, intervir ou exigir capital adicional pertence ao Banco Central e não à Polícia Federal.
Até o momento, não houve anúncio oficial de liquidação do banco de Edir Macedo.
Crédito de R$ 660 milhões também é questionado
A investigação cita ainda uma cessão de créditos de aproximadamente R$ 660 milhões para o fundo EXP 1, realizada em março de 2025.
A operação teria provocado disputa judicial após alegações de que os títulos cedidos apresentavam inconsistências e ausência de documentação suficiente.
Os investigadores procuram determinar a qualidade desses créditos e a forma como foram avaliados.
Carteiras sem documentação adequada podem não permitir a cobrança dos devedores e, portanto, possuir valor muito inferior ao registrado.
A operação reforçaria, segundo a PF, um padrão de utilização de fundos para retirar ou reorganizar ativos problemáticos do balanço do Banco Digimais.
O banco já havia afirmado anteriormente que suas operações seguiam práticas usuais de mercado.
Tentativa anterior de venda não avançou
Antes do acordo com o BTG, o Banco Digimais tentou transferir seu controle para um grupo ligado ao empresário Maurício Quadrado.
A negociação ocorreu em 2025 e envolvia o BlueBank.
Embora a operação tenha recebido aprovação concorrencial, ela não foi concluída pelo Banco Central.
Maurício Quadrado havia sido sócio e executivo do Banco Master, onde atuou em operações de banco de investimento.
A tentativa de venda foi abandonada em meio à deterioração do mercado e ao agravamento das dificuldades financeiras de instituições menores.
A fracassada transferência manteve Edir Macedo e sua estrutura empresarial no controle do Digimais.
Banco passou ao controle de Edir Macedo em etapas
O Banco Digimais foi fundado em 1981, em Porto Alegre, com o nome Banco Renner.
A instituição concentrava sua atuação em crédito consignado e financiamento de veículos.
Em 2009, o grupo ligado a Edir Macedo iniciou a aquisição de participação no banco.
A formalização perante o Banco Central ocorreu posteriormente, com Edir Macedo e sua mulher, Ester Bezerra, passando a deter 49% da instituição.
Em 2020, o casal adquiriu o restante das ações e assumiu o controle integral.
O banco adotou o nome Digimais e passou a se apresentar como instituição digital.
A operação continuou concentrada em crédito, financiamento de veículos, cartões e captação por meio de produtos de renda fixa.
Crimes investigados podem atingir diretores e controlador
A Polícia Federal apura possíveis crimes de gestão fraudulenta, inserção de informações falsas em demonstrativos contábeis e operações de crédito vedadas.
A gestão fraudulenta está prevista no artigo 4º da Lei nº 7.492 de 1986.
A inserção ou manutenção de informações que não correspondam à realidade patrimonial pode ser enquadrada no artigo 10 da mesma norma.
Já a concessão de crédito ou adiantamento a controladores e partes relacionadas pode configurar o delito previsto no artigo 17.
A responsabilidade será analisada individualmente.
A investigação precisa estabelecer quem idealizou as operações, quem aprovou as avaliações, quem assinou os contratos e quem tinha conhecimento dos riscos.
A condição de controlador, diretor ou contador não produz culpa automática.
Investigação deve analisar documentos apreendidos
A próxima fase da Operação Miragem envolverá a análise de computadores, celulares, contratos, mensagens e registros contábeis recolhidos durante as buscas.
A PF deverá confrontar as informações internas com os dados enviados ao Banco Central.
Também serão analisados pareceres jurídicos e financeiros usados para justificar a valorização dos direitos de crédito.
Os investigadores procurarão identificar como foram escolhidos os avaliadores, quais premissas foram utilizadas e se havia possibilidade real de recebimento dos valores.
Outro ponto será a origem dos recursos usados nas aquisições e a relação entre os fundos, a controladora e os administradores do banco.
Depoimentos de executivos, auditores e gestores poderão esclarecer a cronologia das decisões.
Caso testa limites da proteção do sistema bancário
A investigação do banco de Edir Macedo ultrapassa os limites de uma instituição isolada.
O caso coloca em debate a utilização do FGC em operações de salvamento de bancos cujos administradores são suspeitos de gestão fraudulenta.
O mecanismo de garantia é essencial para impedir corridas bancárias e proteger pequenos investidores.
Ao mesmo tempo, a certeza de que os depósitos serão cobertos pode incentivar estratégias excessivamente arriscadas caso controladores não sejam responsabilizados pelas perdas.
Esse problema é conhecido como risco moral: a proteção reduz o incentivo para que investidores e gestores avaliem adequadamente os riscos.
A resposta das autoridades deverá equilibrar a preservação dos depositantes com a necessidade de impedir que o sistema absorva prejuízos originados por eventuais crimes.
Futuro do banco de Edir Macedo permanece indefinido
O Banco Digimais continua diante de três caminhos possíveis: venda para o BTG ou outro interessado, recapitalização pelos controladores ou adoção de uma medida mais severa pelo Banco Central.
A Operação Miragem adiciona incertezas ao processo de venda e pode alterar a avaliação dos ativos, do déficit e das responsabilidades.
O BTG precisará considerar os riscos contábeis, jurídicos e regulatórios antes de concluir qualquer aquisição.
O FGC também deverá avaliar o custo de uma solução assistida em comparação com uma eventual liquidação.
Para Edir Macedo e os demais investigados, o bloqueio de bens busca preservar recursos enquanto as suspeitas são apuradas.
A questão central será determinar se o banco de Edir Macedo apenas cometeu erros de avaliação e gestão ou se estruturou deliberadamente operações para esconder sua deterioração financeira.
A resposta dependerá das perícias, dos depoimentos e da análise dos documentos apreendidos pela Polícia Federal.







