A Caixa Econômica Federal inicia nesta segunda-feira, 20 de julho, o pagamento do Bolsa FamÃlia referente ao mês de julho de 2026. Os primeiros depósitos do calendário regular são destinados à s famÃlias cujo Número de Identificação Social termina em 1. Os repasses continuarão de forma escalonada até 31 de julho, quando recebem os beneficiários com NIS final zero.
O valor médio do Bolsa FamÃlia neste mês é de R$ 679,19, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, FamÃlia e Combate à Fome. O total recebido por cada famÃlia pode variar conforme o número de integrantes, a renda declarada e a presença de crianças, adolescentes, gestantes ou nutrizes.
O calendário utiliza o último algarismo do NIS do responsável familiar. O número pode ser consultado no cartão do programa, no aplicativo Bolsa FamÃlia, no Caixa Tem e nos canais vinculados ao Cadastro Único.
Beneficiários de municÃpios com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo governo federal poderão receber nesta segunda-feira, independentemente do final do NIS. Em julho, a antecipação alcança localidades de Amazonas, ParaÃba, Paraná, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe afetadas por eventos climáticos.
Nesses municÃpios, o pagamento é unificado no primeiro dia do calendário. A medida busca facilitar o acesso imediato aos recursos por famÃlias atingidas por enchentes, chuvas intensas, estiagens ou outras ocorrências que tenham motivado o reconhecimento oficial da situação de emergência.
Calendário do Bolsa FamÃlia de julho de 2026
O calendário regular é dividido entre os dez últimos dias úteis do mês. A ordem começa pelos beneficiários com NIS final 1 e termina com aqueles cujo número termina em zero.
Confira as datas:
- NIS final 1: 20 de julho;
- NIS final 2: 21 de julho;
- NIS final 3: 22 de julho;
- NIS final 4: 23 de julho;
- NIS final 5: 24 de julho;
- NIS final 6: 27 de julho;
- NIS final 7: 28 de julho;
- NIS final 8: 29 de julho;
- NIS final 9: 30 de julho;
- NIS final 0: 31 de julho.
O escalonamento tem como objetivo distribuir o atendimento ao longo do mês e reduzir a concentração de pessoas em agências bancárias, lotéricas e correspondentes.
A data indicada no calendário corresponde ao dia a partir do qual o dinheiro fica disponÃvel. O beneficiário não é obrigado a sacar o valor exatamente nessa data e pode movimentar os recursos digitalmente.
Cada parcela deve ser movimentada ou sacada dentro do prazo permitido pelo programa. As regras oficiais estabelecem um perÃodo máximo de 120 dias para o saque do benefÃcio mensal.
Valor mÃnimo continua em R$ 600 por famÃlia
O desenho do Bolsa FamÃlia prevê um conjunto de benefÃcios calculados conforme a composição de cada núcleo familiar. O valor mÃnimo assegurado é de R$ 600, mas os adicionais podem elevar o pagamento mensal.
O BenefÃcio de Renda de Cidadania corresponde a R$ 142 por integrante da famÃlia. Caso a soma desses valores fique abaixo de R$ 600, o BenefÃcio Complementar cobre a diferença necessária para alcançar o piso.
Uma famÃlia com três integrantes, por exemplo, teria inicialmente R$ 426 pelo BenefÃcio de Renda de Cidadania. Nesse caso, o complemento seria utilizado para assegurar o pagamento mÃnimo.
Além do piso, o programa concede R$ 150 por criança com idade entre zero e sete anos incompletos. O adicional é denominado BenefÃcio Primeira Infância e é pago individualmente para cada criança que se enquadre nessa faixa etária.
FamÃlias com gestantes, nutrizes, crianças de sete anos ou mais e adolescentes de até 18 anos incompletos podem receber um acréscimo de R$ 50 por integrante elegÃvel.
Por essa razão, famÃlias com a mesma renda podem receber valores diferentes. O cálculo considera a quantidade de pessoas e as caracterÃsticas registradas no Cadastro Único.
O valor médio de R$ 679,19 divulgado para julho representa a média nacional e não deve ser interpretado como uma parcela fixa para todos os beneficiários.
Como consultar o valor e a data de pagamento
A consulta pode ser feita pelo aplicativo Bolsa FamÃlia, que apresenta o valor da parcela, a situação do benefÃcio e a data de liberação de acordo com o NIS.
O Caixa Tem também permite conferir o depósito, consultar o saldo, pagar contas, realizar transferências, utilizar o Pix e movimentar a Poupança Social Digital.
No aplicativo do Cadastro Único, o usuário pode verificar informações relacionadas à composição familiar, à situação cadastral e ao Número de Identificação Social.
O beneficiário deve utilizar apenas aplicativos oficiais e evitar fornecer senhas, códigos de acesso ou dados pessoais em páginas enviadas por mensagens ou redes sociais.
A Caixa e o Ministério do Desenvolvimento Social não solicitam o pagamento de taxas para liberar o Bolsa FamÃlia. Também não é necessário contratar intermediários para atualizar o cadastro ou receber as parcelas.
Em caso de dúvidas, as famÃlias podem procurar o Centro de Referência de Assistência Social, o setor do Cadastro Único de seu municÃpio, uma agência da Caixa ou os canais oficiais de atendimento.
BenefÃcio pode ser movimentado sem saque
Os recursos podem ser movimentados diretamente pelo Caixa Tem, sem necessidade de comparecimento a uma agência. O aplicativo permite pagar boletos, fazer compras, transferir dinheiro e utilizar o Pix.
O cartão do Bolsa FamÃlia pode ser usado na função débito em estabelecimentos comerciais. Essa alternativa permite realizar compras diretamente com o saldo da conta.
Os saques continuam disponÃveis em casas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui, terminais de autoatendimento e agências da Caixa Econômica Federal.
Nos caixas eletrônicos, o beneficiário que tenha identificação biométrica previamente cadastrada pode realizar o saque sem utilizar o cartão fÃsico.
A possibilidade de movimentação digital reduz filas e custos de deslocamento, principalmente para moradores de cidades sem agência bancária próxima.
Antes de efetuar uma operação, o titular deve conferir o valor, o destinatário e os dados apresentados na tela. Transferências realizadas por Pix ou outros meios eletrônicos podem ser difÃceis de reverter em caso de fraude ou erro.
Cadastro Único precisa estar atualizado
A inscrição no Cadastro Único é uma condição necessária para a seleção de famÃlias, mas não garante entrada automática no Bolsa FamÃlia.
O governo utiliza as informações cadastrais para verificar renda, composição familiar e cumprimento dos critérios estabelecidos. A inclusão também depende do orçamento disponÃvel e do processamento mensal realizado pelo programa.
A principal regra de entrada é a renda mensal de até R$ 218 por pessoa. O cálculo considera a soma dos rendimentos da famÃlia dividida pela quantidade de integrantes.
Uma famÃlia de quatro pessoas com renda total mensal de R$ 800, por exemplo, possui renda per capita de R$ 200 e pode se enquadrar no limite de entrada, desde que cumpra as demais regras.
Ter emprego formal, atuar como microempreendedor individual ou possuir outra fonte de renda não impede automaticamente o recebimento. O fator determinante é a renda por pessoa registrada e confirmada no cadastro.
As informações devem ser atualizadas sempre que houver mudança de endereço, renda, escola das crianças, composição familiar, nascimento, morte, casamento ou separação.
Mesmo quando não ocorre nenhuma alteração, o cadastro precisa ser revisado dentro do prazo exigido. A falta de atualização pode levar a bloqueio e, posteriormente, ao cancelamento do benefÃcio.
Saúde e educação fazem parte das regras
O recebimento do Bolsa FamÃlia está associado a compromissos nas áreas de saúde e educação. As chamadas condicionalidades procuram ampliar o acesso das famÃlias a serviços públicos básicos.
Crianças de quatro e cinco anos devem apresentar frequência escolar mÃnima de 60%. Para crianças e adolescentes de seis a 18 anos incompletos, a exigência é de pelo menos 75%.
Crianças menores de sete anos precisam cumprir o calendário nacional de vacinação e realizar o acompanhamento nutricional, que inclui a medição de peso e altura.
Gestantes devem fazer o acompanhamento pré-natal. As informações são registradas pelas redes municipais de saúde e educação e encaminhadas aos sistemas utilizados pelo governo federal.
O descumprimento das condicionalidades pode provocar advertências e outros efeitos sobre o benefÃcio. Antes da aplicação de medidas mais severas, a famÃlia deve ser orientada e acompanhada pela rede de assistência social.
Quando existe uma justificativa para a ausência escolar ou para a impossibilidade de comparecimento a uma unidade de saúde, o responsável pode procurar o municÃpio para receber orientação sobre a apresentação de recurso.
Antecipação alcança municÃpios em emergência
Além do calendário regular, o governo autoriza o pagamento unificado em localidades afetadas por situações excepcionais.
Em julho, beneficiários de determinados municÃpios de seis estados poderão acessar a parcela no primeiro dia do cronograma, sem esperar a data correspondente ao final do NIS.
A antecipação alcança localidades de Amazonas, ParaÃba, Paraná, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe com situação de emergência ou calamidade reconhecida pelo governo federal.
A liberação não significa pagamento de uma parcela adicional. Trata-se da antecipação da mesma parcela mensal, que fica disponÃvel antes da data prevista no calendário regular.
A medida é aplicada apenas aos municÃpios incluÃdos oficialmente na relação do governo. Moradores de outras cidades dos mesmos estados continuam seguindo as datas determinadas pelo NIS.
O responsável familiar pode consultar o aplicativo Bolsa FamÃlia ou o Caixa Tem para verificar se o pagamento já está disponÃvel.
Próximos pagamentos seguem até dezembro
Depois da folha de julho, o calendário do Bolsa FamÃlia continuará em agosto, com depósitos entre os dias 18 e 31.
Em setembro, os pagamentos serão realizados de 17 a 30. O calendário de outubro começará no dia 19 e terminará no dia 30.
As parcelas de novembro serão liberadas entre os dias 16 e 30. Em dezembro, o calendário será antecipado para permitir que todas as famÃlias recebam antes do Natal, com pagamentos entre os dias 10 e 23.
As datas podem variar conforme o final do NIS e eventuais antecipações autorizadas para municÃpios em emergência.
O governo recomenda que os beneficiários acompanhem mensalmente os aplicativos oficiais, uma vez que mensagens sobre atualização cadastral, revisão de benefÃcio ou cumprimento de condições também podem ser exibidas nesses canais.
Pagamento injeta renda no comércio dos municÃpios
O Bolsa FamÃlia possui impacto direto no orçamento das famÃlias e na atividade econômica local, sobretudo em cidades onde os benefÃcios sociais representam parcela relevante da renda disponÃvel.
Os recursos são usados principalmente na compra de alimentos, medicamentos, material escolar, gás de cozinha, roupas e serviços essenciais.
Como o consumo ocorre majoritariamente no próprio municÃpio, o pagamento movimenta supermercados, farmácias, pequenos comércios, feiras e prestadores de serviços.
O valor médio de R$ 679,19 em julho ajuda a preservar o consumo de famÃlias de baixa renda, grupo no qual uma parcela maior dos recursos recebidos costuma ser destinada imediatamente a despesas básicas.
O inÃcio do calendário nesta segunda-feira concentra os primeiros depósitos nos beneficiários com NIS final 1. Os demais grupos receberão gradualmente até 31 de julho, salvo nas localidades autorizadas a fazer o pagamento unificado.










