terça-feira, 18 de agosto de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Política

Caiado lidera aprovação de gestões estaduais, e Cláudio Castro tem pior índice

Quaest ouviu 11.646 eleitores em dez Estados; Goiás marcou 87% de aprovação, enquanto o Rio de Janeiro registrou 28%.

por Carlos Menezes
30/07/2026 às 12h56
em Política
Caiado Lidera Aprovação De Gestões Estaduais, E Cláudio Castro Tem Pior Índice - Gazeta Mercantil

Os relatórios estaduais da Genial/Quaest concluídos em julho colocaram a gestão de Ronaldo Caiado, em Goiás, no patamar mais alto de aprovação entre os dez Estados pesquisados e a de Cláudio Castro, no Rio de Janeiro, na posição oposta. Caiado alcançou 87% de aprovação, ante 7% de desaprovação e 6% de entrevistados sem resposta; Castro registrou 28%, 54% e 18%, respectivamente. A rodada reuniu 11.646 entrevistas presenciais e domiciliares realizadas entre 21 e 28 de julho de 2026. O conjunto retrata o prestígio das administrações estaduais às vésperas da campanha, mas não constitui uma pesquisa nacional única.

A comparação exige uma ressalva metodológica. Cada levantamento possui amostra própria, representativa do eleitorado estadual, e margem de erro calculada separadamente: dois pontos percentuais em São Paulo e três pontos nos demais locais, com nível de confiança de 95%. Diferenças pequenas no centro da tabela podem ser apenas numéricas, sem permitir afirmar superioridade estatística entre duas gestões. A distância de 59 pontos entre Goiás e Rio de Janeiro, por outro lado, é ampla demais para ser explicada pelas margens estimadas.

Goiás e Paraná preservam patamares excepcionalmente altos

A ordenação nominal mostra Caiado com 87%, Ratinho Júnior, no Paraná, com 81%, Raquel Lyra, em Pernambuco, com 68%, Helder Barbalho, no Pará, com 66%, e Jerônimo Rodrigues, na Bahia, com 57%. Na sequência aparecem Tarcísio de Freitas, em São Paulo, com 55%, Romeu Zema, em Minas Gerais, e Elmano de Freitas, no Ceará, ambos com 52%, Eduardo Leite, no Rio Grande do Sul, com 48%, e Cláudio Castro, no Rio, com 28%. Minas e Ceará estão empatados, e vários resultados próximos se encontram dentro das margens; o quadro forma três blocos: aprovação elevada, faixa intermediária e rejeição predominante no Rio.

A série histórica de Goiás indica que o resultado não é um pico isolado. A aprovação de Caiado marcou 86% em abril de 2024, alcançou 88% em dezembro, permaneceu entre 84% e 88% nas rodadas seguintes e chegou a 87% em julho. Em mais de dois anos, portanto, a oscilação ocorreu dentro de uma banda estreita de quatro pontos, enquanto a desaprovação ficou em um dígito na medição atual. Esse grau de estabilidade reduz a hipótese de que o índice decorra apenas de um evento recente. O levantamento revela uma base de apoio consolidada, capaz de atravessar mudanças de conjuntura e o início do calendário eleitoral.

O Paraná apresenta desenho semelhante, embora em patamar inferior. Ratinho Júnior passou de 79% em abril de 2024 para 81% em dezembro, chegou a 84% em agosto de 2025, marcou 80% em abril de 2026 e voltou a 81% em julho. A desaprovação ficou em 13%, enquanto 6% não responderam. A permanência acima de 79% durante toda a série diferencia o caso paranaense das oscilações observadas em outros Estados. A continuidade estatística deixa pouco espaço, no momento da coleta, para uma oposição majoritária à gestão.

Pernambuco avança, enquanto Pará mantém maioria confortável

O movimento mais expressivo entre as administrações bem avaliadas ocorreu em Pernambuco. Raquel Lyra tinha 53% de aprovação em abril de 2024, oscilou perto de 51% a 54% até agosto de 2025, subiu para 62% em abril de 2026 e alcançou 68% em julho, enquanto a desaprovação caiu para 23%. A variação de 15 pontos desde o início da série supera a margem de erro e indica melhora efetiva na percepção do eleitorado. O avanço reposiciona Pernambuco acima de Estados cujos governos permaneceram estáveis ou perderam apoio no mesmo período. Ainda assim, aprovação administrativa não permite, isoladamente, antecipar o comportamento do voto.

No Pará, Helder Barbalho obteve 66% de aprovação, 25% de desaprovação e 9% de respostas indefinidas. A série mostra 63% em abril de 2026, de modo que a variação de três pontos coincide com a margem de erro e deve ser lida como estabilidade. Na Bahia, Jerônimo Rodrigues registrou 57% de aprovação e 34% de desaprovação, praticamente o mesmo patamar dos 56% de abril. O índice baiano já havia alcançado 59% em agosto de 2025, sem mudança estrutural nas rodadas recentes.

São Paulo também ficou estável na comparação mais recente, porém abaixo do início da série. Tarcísio de Freitas marcou 55% de aprovação em julho, ante 54% em abril, com desaprovação de 29%. Em abril de 2024, a aprovação era de 63%; depois passou a 62% em dezembro, 61% em fevereiro de 2025 e 60% em agosto. A queda acumulada de oito pontos até julho de 2026 supera a margem paulista de dois pontos e caracteriza desgaste real, embora a maioria ainda aprove a administração. Os 16% de respostas indefinidas recomendam cautela em projeções eleitorais.

Minas, Ceará e Rio Grande do Sul formam zona de atenção

Romeu Zema e Elmano de Freitas aparecem empatados, com 52% de aprovação, mas chegaram ao resultado por trajetórias distintas. Em Minas Gerais, Zema tinha 62% em abril de 2024, subiu a 64% em dezembro e caiu gradualmente até 52% em abril de 2026, nível mantido em julho; a desaprovação chegou a 41%. No Ceará, a série mais curta mostra 53% em abril e 52% em julho, com desaprovação passando de 30% para 33%. Minas evidencia perda acumulada superior à margem de erro, enquanto o Ceará permanece estável. O empate atual, portanto, encobre dinâmicas políticas diferentes.

O caso gaúcho é mais sensível porque a aprovação ficou abaixo da maioria absoluta. Eduardo Leite registrou 48% de aprovação, 42% de desaprovação e 10% de respostas indefinidas. Em fevereiro de 2025, a aprovação era de 62%; caiu para 58% em agosto, 51% em abril de 2026 e 48% em julho. A diferença de 14 pontos entre o início e o fim da série supera com folga a margem de erro, enquanto aprovação e desaprovação agora estão separadas por seis pontos. A vantagem numérica da aprovação permanece, mas com menor potencial aparente de continuidade política.

No Rio de Janeiro, a mudança foi mais abrupta. A aprovação de Cláudio Castro passou de 42% em fevereiro de 2025 para 53% em novembro, quando superou a desaprovação, então em 40%. Em abril de 2026, entretanto, a aprovação caiu para 35% e a desaprovação subiu para 47%; em julho, os indicadores foram a 28% e 54%. A queda de 25 pontos desde novembro, acompanhada pelo avanço da rejeição, não se confunde com oscilação amostral. Além disso, 18% não souberam responder, a maior proporção entre os resultados destacados, o que amplia a incerteza sobre a parcela menos engajada do eleitorado.

Aprovação não é automaticamente transferida a sucessores

A rodada também perguntou se determinadas lideranças merecem eleger um sucessor por elas indicado. Em Goiás, 71% responderam “sim”, 19% disseram “não” e 10% não opinaram. No Paraná, 63% reconheceram esse direito político a Ratinho Júnior, ante 25% contrários e 12% sem resposta. Os percentuais acompanham a elevada aprovação das duas gestões, mas são inferiores aos índices de aprovação, mostrando que parte do eleitorado separa a avaliação administrativa da disposição de seguir uma indicação. Apoio ao governo constitui capital político, mas não equivale a transferência automática de votos.

Nos Estados onde houve desgaste, a pergunta sobre sucessão aprofundou o alerta. No Rio Grande do Sul, 51% afirmaram que Eduardo Leite não merece eleger o sucessor indicado, enquanto 38% responderam que merece e 11% não opinaram. No Rio de Janeiro, 64% disseram que Cláudio Castro não merece fazer o sucessor, contra 25% favoráveis e 11% sem resposta. A comparação mostra que a desaprovação pode contaminar a percepção sobre continuidade, mas também evidencia que as medidas não são idênticas. O eleitor pode aprovar políticas específicas e, mesmo assim, desejar alternância de poder.

Como a pesquisa foi construída

A Quaest realizou entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais, com questionários estruturados aplicados a eleitores de 16 anos ou mais. O desenho amostral combinou sorteio probabilístico de municípios e setores censitários com seleção de respondentes por cotas de sexo, idade, renda familiar e escolaridade. São Paulo teve 1.650 entrevistas; Minas, 1.482; Rio de Janeiro e Bahia, 1.200 cada; Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás, 1.104 cada; Ceará, 1.002; Pernambuco e Pará, 900 cada. As coletas ocorreram em blocos sucessivos de 21 a 28 de julho, permitindo reunir os dez retratos estaduais em uma mesma rodada editorial.

O retrato político deixado pela rodada

Os dados sustentam três conclusões objetivas. Goiás e Paraná mantêm níveis de aprovação excepcionalmente altos e estáveis, acompanhados por maioria favorável à continuidade política. Pernambuco apresentou a melhora mais clara da série recente, enquanto Pará, Bahia, São Paulo e Ceará ficaram essencialmente estáveis na última comparação, embora em patamares diferentes. Minas Gerais, Rio Grande do Sul e, sobretudo, Rio de Janeiro registram trajetórias de desgaste, com intensidade muito maior no caso fluminense. Qualquer previsão eleitoral, porém, exige pesquisas específicas de intenção de voto, porque aprovação de governo, preferência partidária e decisão eleitoral medem fenômenos relacionados, mas não equivalentes.

Tags: aprovação dos governadoresCláudio CastroEleições 2026governos estaduaispesquisa eleitoralpesquisa Quaest.PolíticaRatinho JuniorRonaldo Caiado

LEIA MAIS

Renan Santos - Gazeta Mercantil
Política

Renan Santos defende fim da Justiça do Trabalho e diz que CLT ‘já era’

O candidato do Partido Missão à Presidência da República, Renan Santos, colocou a legislação trabalhista no centro de seu discurso nesta terça-feira (18) ao defender o fim da...

Leia MaisDetails
Deputado Gilvan Da Federal - Gazeta Mercantil
Política

STF torna Gilvan da Federal réu por injúria contra Lula

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (18) receber denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) pelo...

Leia MaisDetails
Pablo Marçal - Gazeta Mercantil
Política

Pablo Marçal corrige patrimônio no TSE: R$ 7,4 bilhões viram R$ 149,9 milhões

Pablo Marçal (PRTB) apresentou nesta terça-feira, 18 de agosto, uma nova declaração de bens à Justiça Eleitoral e reduziu de aproximadamente R$ 7,4 bilhões para R$ 149,9 milhões...

Leia MaisDetails
Michelle Pede Voto Para Flávio Em Palanque De Arruda E Embaralha Alianças No Df - Gazeta Mercantil
Política

Michelle pede voto para Flávio em palanque de Arruda e embaralha alianças no DF

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro transformou nesta terça-feira, 18 de agosto, o lançamento de um comitê eleitoral em Brasília em um retrato das alianças cruzadas que marcam o início...

Leia MaisDetails
Eleições 2026: Lula E Flávio Bolsonaro Somam 77% E Deixam Rivais Distantes - Gazeta Mercantil
Política

Eleições 2026: Lula e Flávio concentram 77% das intenções de voto entre 13 candidatos

A eleição presidencial de 2026 começou oficialmente com 13 pedidos de candidatura, mas a multiplicidade de nomes na disputa ainda não se traduziu em fragmentação significativa das intenções...

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

21:14:15
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DOLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado

Veja Também

Renan Santos - Gazeta Mercantil
Política

Renan Santos defende fim da Justiça do Trabalho e diz que CLT ‘já era’

Leia MaisDetails
Valuation: O Que É, Como Calcular E Quais Métodos Definem O Valor De Uma Empresa - Gazeta Mercantil
Negócios

Valuation: o que é, como calcular e quais métodos definem o valor de uma empresa

Leia MaisDetails
Dólar Hoje Fecha A R$ 5,22 Com Tensão No Oriente Médio E Ata Do Fed No Radar - Gazeta Mercantil - Dólar
Dólar

Dólar hoje fecha a R$ 5,22 com tensão no Oriente Médio e ata do Fed no radar

Leia MaisDetails
Deputado Gilvan Da Federal - Gazeta Mercantil
Política

STF torna Gilvan da Federal réu por injúria contra Lula

Leia MaisDetails
Ibovespa Hoje - B3 - Gazeta Mercantil
Ibovespa

Ibovespa hoje cai pela 11ª sessão seguida e fecha aos 166 mil pontos; dólar sobe a R$ 5,22

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Renan Santos defende fim da Justiça do Trabalho e diz que CLT ‘já era’

Valuation: o que é, como calcular e quais métodos definem o valor de uma empresa

Dólar hoje fecha a R$ 5,22 com tensão no Oriente Médio e ata do Fed no radar

STF torna Gilvan da Federal réu por injúria contra Lula

Ibovespa hoje cai pela 11ª sessão seguida e fecha aos 166 mil pontos; dólar sobe a R$ 5,22

FIDCs já respondem por 37% das operações do mercado de capitais em 2026

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP