terça-feira, 13 de outubro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Política

Câmara aprova fim da escala 6×1 e texto segue ao Senado após votação esmagadora

PEC reduz jornada para 40 horas semanais, institui escala 5x2 e amplia debate sobre impactos econômicos e trabalhistas.

por Júlia Campos
28/05/2026 às 00h18
em Política
Câmara Aprova Fim Da Escala 6X1 E Texto Segue Ao Senado Após Votação Esmagadora - Gazeta Mercantil

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 no Brasil, em uma votação que mobilizou governo, oposição, sindicatos e setores empresariais. O texto recebeu 461 votos favoráveis e apenas 19 contrários em segundo turno e agora segue para o Senado Federal, onde dependerá de nova aprovação para entrar em vigor.

A proposta altera de forma significativa a estrutura da jornada de trabalho no país ao estabelecer limite máximo de 40 horas semanais e adotar como modelo principal a escala 5×2, garantindo dois dias de descanso por semana aos trabalhadores.

Leia também: Alcolumbre confirma votação do fim da escala 6×1 no Senado

Leia também: Fim da escala 6×1: veja quais setores poderão manter jornadas diferentes

A votação ocorre em um momento de forte debate sobre produtividade, qualidade de vida, saúde mental, relações de trabalho e custos operacionais para empresas. Nos bastidores de Brasília, o avanço da PEC já é tratado como uma das pautas trabalhistas de maior impacto político e econômico dos últimos anos.

De autoria dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG), Erika Hilton (Psol-SP) e Daiana Santos (PCdoB-RS), a proposta contou com apoio direto da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que atuou para acelerar a tramitação na Câmara.

PEC do fim da escala 6×1 avança com ampla margem na Câmara

A aprovação da PEC do fim da escala 6×1 ocorreu em dois turnos no plenário da Câmara durante a noite desta quarta-feira. A margem expressiva de votos favoráveis demonstrou forte convergência política em torno da proposta, inclusive com apoio de parlamentares de partidos de centro e setores da oposição.

O texto estabelece que a jornada máxima semanal passe a ser de 40 horas, substituindo o atual modelo que permite escalas mais extensas em diferentes atividades econômicas.

Além disso, a proposta prevê período de transição de até 14 meses para adaptação das empresas e contratos de trabalho às novas regras.

A deputada Erika Hilton afirmou durante a votação que a escala 6×1 “é desumana” e afeta especialmente mulheres, mães e jovens trabalhadores.

Já o deputado Reginaldo Lopes classificou a proposta como “a maior conquista trabalhista desde a criação da CLT”, argumentando que o país reúne condições econômicas para reduzir a jornada sem comprometer a atividade produtiva.

Mudança na jornada de trabalho preocupa setores empresariais

A aprovação da PEC do fim da escala 6×1 gerou reação imediata entre representantes do setor produtivo, que acompanham com preocupação os possíveis impactos da mudança sobre custos operacionais e estrutura de funcionamento das empresas.

Segmentos como varejo, supermercados, restaurantes, logística, teleatendimento, segurança privada e serviços hospitalares aparecem entre os mais sensíveis à eventual implementação das novas regras.

Empresários argumentam que a redução da jornada pode elevar despesas com contratação de funcionários adicionais, pressionar margens e gerar aumento de custos em operações que funcionam de forma contínua.

Por outro lado, entidades sindicais defendem que jornadas menores tendem a melhorar produtividade, reduzir afastamentos médicos e ampliar qualidade de vida dos trabalhadores.

Economistas observam que os efeitos podem variar de acordo com o nível de automação e intensidade de mão de obra de cada setor.

Empresas mais digitalizadas tendem a absorver mudanças com menor impacto financeiro, enquanto negócios dependentes de operação presencial podem enfrentar necessidade de reorganização estrutural.

Texto mantém possibilidade de acordos e jornadas especiais

Apesar da criação da escala 5×2 como referência constitucional, a proposta aprovada pela Câmara mantém espaço para acordos coletivos e regimes especiais de trabalho.

A PEC preserva formatos como a jornada 12×36, comum em áreas consideradas essenciais, incluindo saúde, transporte, segurança e determinados segmentos industriais.

Essa flexibilização foi considerada estratégica pelos articuladores da proposta para reduzir resistência política e empresarial durante a tramitação no Congresso.

Mesmo assim, representantes de associações empresariais defendem que o Senado promova discussões mais aprofundadas sobre os impactos econômicos da medida antes de uma eventual aprovação definitiva.

Senado vira novo foco da disputa política em Brasília

Com a aprovação na Câmara, a pressão política agora se concentra sobre o Senado Federal.

Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, o texto precisará ser aprovado em dois turnos pelos senadores, com apoio mínimo de três quintos da Casa — equivalente a 49 votos favoráveis.

Nos bastidores, lideranças governistas avaliam que o tema possui forte apelo popular e pode mobilizar trabalhadores urbanos em diferentes regiões do país.

Já parlamentares ligados ao setor empresarial indicam que pretendem ampliar o debate sobre impactos fiscais, produtividade e empregabilidade antes da votação no Senado.

A expectativa é de intensa articulação política nas próximas semanas, envolvendo governo, centrais sindicais, federações empresariais e representantes de diferentes setores econômicos.

Mercado de trabalho pode passar por transformação estrutural

Especialistas em relações trabalhistas afirmam que a eventual aprovação definitiva da PEC do fim da escala 6×1 poderá alterar de forma estrutural o funcionamento do mercado de trabalho brasileiro.

Além da redução da jornada, empresas podem acelerar investimentos em automação, inteligência artificial, digitalização de processos e reorganização operacional para compensar aumento de custos.

A discussão também recoloca em evidência o debate sobre produtividade no Brasil e o equilíbrio entre competitividade econômica e proteção social.

Defensores da proposta afirmam que economias desenvolvidas vêm reduzindo jornadas sem prejuízo ao crescimento econômico, enquanto críticos apontam diferenças estruturais entre o mercado brasileiro e países mais ricos.

No mercado financeiro, analistas acompanham potenciais impactos sobre empresas listadas na Bolsa que possuem grande dependência de mão de obra intensiva.

Setores de varejo, alimentação, serviços e logística aparecem entre os mais observados por investidores diante das discussões envolvendo custos trabalhistas e reorganização operacional.

Aprovação fortalece agenda social do governo Lula

A aprovação da PEC do fim da escala 6×1 representa também uma vitória política relevante para o governo Lula no Congresso Nacional.

A proposta se conecta diretamente ao discurso do Palácio do Planalto de fortalecimento de direitos trabalhistas, geração de renda e ampliação de proteção social.

Integrantes do governo avaliam que a pauta possui elevado potencial de mobilização popular e pode ampliar a aproximação da gestão federal com sindicatos e trabalhadores urbanos.

Ao mesmo tempo, o avanço da PEC tende a intensificar a disputa política entre setores favoráveis à ampliação de direitos trabalhistas e grupos empresariais preocupados com o impacto econômico da medida.

Com a chegada da proposta ao Senado, Brasília entra agora em uma nova fase de negociações políticas, pressão empresarial e mobilização sindical em torno de uma mudança que pode redefinir a jornada de trabalho no Brasil.

LEIA MAIS

Taxa De Juros - Gazeta Mercantil
Mercados

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Nova pesquisa BTG/Nexus mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 48% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Leia MaisDetails
Nunes Marques - Gazeta Mercantil
Política

Advogados acusam Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro em decisões do TSE

O grupo Prerrogativas acusa o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, de abuso de poder e de adotar decisões que, na avaliação do

Leia MaisDetails
Lula - Gazeta Mercantil
Política

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Os presidentes dos diretórios estaduais do MDB de dez estados das regiões Norte e Nordeste anunciaram, nesta terça-feira (13), apoio à candidatura do

Leia MaisDetails
Brasileiros Conservadores - Gazeta Mercantil
Política

Conservadorismo no Brasil atinge maior nível desde 2018, aponta Ipsos-Ipec

Pesquisa ouviu brasileiros sobre temas de costumes e valores, como aborto, casamento homoafetivo, pena de morte e redução da maioridade penal

Leia MaisDetails
Dolar Hoje - Gazeta Mercantil
Dólar

Dólar hoje (13/10): moeda fecha a R$ 5,02, sobe 0,74% e contraria queda no exterior após pesquisas eleitorais

O dólar encerrou o pregão desta terça-feira (13) em alta de 0,74%, cotado a R$ 5,0227 no mercado à vista, recuperando parte das perdas acumuladas na semana anterior,...

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

23:00:52
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Petróleo Hoje - Gazeta Mercantil
Mercados

Petróleo hoje: Brent cai a US$ 105,69 e WTI sobe com tensão no Oriente Médio

Leia MaisDetails
Agronegocio - Gazeta Mercantil
Empresas

Bimbo expande agricultura regenerativa no Brasil e supera 500 mil hectares no mundo

Leia MaisDetails
Taxa De Juros - Gazeta Mercantil
Mercados

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Leia MaisDetails
Nunes Marques - Gazeta Mercantil
Política

Advogados acusam Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro em decisões do TSE

Leia MaisDetails
Lula - Gazeta Mercantil
Política

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Petróleo hoje: Brent cai a US$ 105,69 e WTI sobe com tensão no Oriente Médio

Bimbo expande agricultura regenerativa no Brasil e supera 500 mil hectares no mundo

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Advogados acusam Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro em decisões do TSE

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Dinheiro esquecido em bancos chega a R$ 5,8 bilhões; veja como sacar

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP