quinta-feira, 17 de setembro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Política

Câmara aprova fim da escala 6×1 e texto segue ao Senado após votação esmagadora

PEC reduz jornada para 40 horas semanais, institui escala 5x2 e amplia debate sobre impactos econômicos e trabalhistas.

por Júlia Campos
28/05/2026 às 00h18
em Política
Câmara Aprova Fim Da Escala 6X1 E Texto Segue Ao Senado Após Votação Esmagadora - Gazeta Mercantil

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 no Brasil, em uma votação que mobilizou governo, oposição, sindicatos e setores empresariais. O texto recebeu 461 votos favoráveis e apenas 19 contrários em segundo turno e agora segue para o Senado Federal, onde dependerá de nova aprovação para entrar em vigor.

A proposta altera de forma significativa a estrutura da jornada de trabalho no país ao estabelecer limite máximo de 40 horas semanais e adotar como modelo principal a escala 5×2, garantindo dois dias de descanso por semana aos trabalhadores.

A votação ocorre em um momento de forte debate sobre produtividade, qualidade de vida, saúde mental, relações de trabalho e custos operacionais para empresas. Nos bastidores de Brasília, o avanço da PEC já é tratado como uma das pautas trabalhistas de maior impacto político e econômico dos últimos anos.

De autoria dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG), Erika Hilton (Psol-SP) e Daiana Santos (PCdoB-RS), a proposta contou com apoio direto da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que atuou para acelerar a tramitação na Câmara.

PEC do fim da escala 6×1 avança com ampla margem na Câmara

A aprovação da PEC do fim da escala 6×1 ocorreu em dois turnos no plenário da Câmara durante a noite desta quarta-feira. A margem expressiva de votos favoráveis demonstrou forte convergência política em torno da proposta, inclusive com apoio de parlamentares de partidos de centro e setores da oposição.

O texto estabelece que a jornada máxima semanal passe a ser de 40 horas, substituindo o atual modelo que permite escalas mais extensas em diferentes atividades econômicas.

Além disso, a proposta prevê período de transição de até 14 meses para adaptação das empresas e contratos de trabalho às novas regras.

A deputada Erika Hilton afirmou durante a votação que a escala 6×1 “é desumana” e afeta especialmente mulheres, mães e jovens trabalhadores.

Já o deputado Reginaldo Lopes classificou a proposta como “a maior conquista trabalhista desde a criação da CLT”, argumentando que o país reúne condições econômicas para reduzir a jornada sem comprometer a atividade produtiva.

Mudança na jornada de trabalho preocupa setores empresariais

A aprovação da PEC do fim da escala 6×1 gerou reação imediata entre representantes do setor produtivo, que acompanham com preocupação os possíveis impactos da mudança sobre custos operacionais e estrutura de funcionamento das empresas.

Segmentos como varejo, supermercados, restaurantes, logística, teleatendimento, segurança privada e serviços hospitalares aparecem entre os mais sensíveis à eventual implementação das novas regras.

Empresários argumentam que a redução da jornada pode elevar despesas com contratação de funcionários adicionais, pressionar margens e gerar aumento de custos em operações que funcionam de forma contínua.

Por outro lado, entidades sindicais defendem que jornadas menores tendem a melhorar produtividade, reduzir afastamentos médicos e ampliar qualidade de vida dos trabalhadores.

Economistas observam que os efeitos podem variar de acordo com o nível de automação e intensidade de mão de obra de cada setor.

Empresas mais digitalizadas tendem a absorver mudanças com menor impacto financeiro, enquanto negócios dependentes de operação presencial podem enfrentar necessidade de reorganização estrutural.

Texto mantém possibilidade de acordos e jornadas especiais

Apesar da criação da escala 5×2 como referência constitucional, a proposta aprovada pela Câmara mantém espaço para acordos coletivos e regimes especiais de trabalho.

A PEC preserva formatos como a jornada 12×36, comum em áreas consideradas essenciais, incluindo saúde, transporte, segurança e determinados segmentos industriais.

Essa flexibilização foi considerada estratégica pelos articuladores da proposta para reduzir resistência política e empresarial durante a tramitação no Congresso.

Mesmo assim, representantes de associações empresariais defendem que o Senado promova discussões mais aprofundadas sobre os impactos econômicos da medida antes de uma eventual aprovação definitiva.

Senado vira novo foco da disputa política em Brasília

Com a aprovação na Câmara, a pressão política agora se concentra sobre o Senado Federal.

Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, o texto precisará ser aprovado em dois turnos pelos senadores, com apoio mínimo de três quintos da Casa — equivalente a 49 votos favoráveis.

Nos bastidores, lideranças governistas avaliam que o tema possui forte apelo popular e pode mobilizar trabalhadores urbanos em diferentes regiões do país.

Já parlamentares ligados ao setor empresarial indicam que pretendem ampliar o debate sobre impactos fiscais, produtividade e empregabilidade antes da votação no Senado.

A expectativa é de intensa articulação política nas próximas semanas, envolvendo governo, centrais sindicais, federações empresariais e representantes de diferentes setores econômicos.

Mercado de trabalho pode passar por transformação estrutural

Especialistas em relações trabalhistas afirmam que a eventual aprovação definitiva da PEC do fim da escala 6×1 poderá alterar de forma estrutural o funcionamento do mercado de trabalho brasileiro.

Além da redução da jornada, empresas podem acelerar investimentos em automação, inteligência artificial, digitalização de processos e reorganização operacional para compensar aumento de custos.

A discussão também recoloca em evidência o debate sobre produtividade no Brasil e o equilíbrio entre competitividade econômica e proteção social.

Defensores da proposta afirmam que economias desenvolvidas vêm reduzindo jornadas sem prejuízo ao crescimento econômico, enquanto críticos apontam diferenças estruturais entre o mercado brasileiro e países mais ricos.

No mercado financeiro, analistas acompanham potenciais impactos sobre empresas listadas na Bolsa que possuem grande dependência de mão de obra intensiva.

Setores de varejo, alimentação, serviços e logística aparecem entre os mais observados por investidores diante das discussões envolvendo custos trabalhistas e reorganização operacional.

Aprovação fortalece agenda social do governo Lula

A aprovação da PEC do fim da escala 6×1 representa também uma vitória política relevante para o governo Lula no Congresso Nacional.

A proposta se conecta diretamente ao discurso do Palácio do Planalto de fortalecimento de direitos trabalhistas, geração de renda e ampliação de proteção social.

Integrantes do governo avaliam que a pauta possui elevado potencial de mobilização popular e pode ampliar a aproximação da gestão federal com sindicatos e trabalhadores urbanos.

Ao mesmo tempo, o avanço da PEC tende a intensificar a disputa política entre setores favoráveis à ampliação de direitos trabalhistas e grupos empresariais preocupados com o impacto econômico da medida.

Com a chegada da proposta ao Senado, Brasília entra agora em uma nova fase de negociações políticas, pressão empresarial e mobilização sindical em torno de uma mudança que pode redefinir a jornada de trabalho no Brasil.

LEIA MAIS

Percepção De Envolvimento De Aliados De Bolsonaro No Caso Master Sobe 12,9 Pontos, Diz Atlas
Política

Percepção de envolvimento de aliados de Bolsonaro no caso Master sobe 12,9 pontos, diz Atlas

A parcela dos brasileiros que considera os aliados de Jair Bolsonaro mais envolvidos nas irregularidades investigadas no caso Banco Master aumentou 12,9 pontos percentuais em seis meses, segundo...

Leia MaisDetails
Flávio Bolsonaro Usou Recentemente Apartamento Que Pertenceu A Cunhado De Vorcaro
Política

Flávio Bolsonaro usou recentemente apartamento que pertenceu a cunhado de Vorcaro

Flávio Bolsonaro usou, em agosto, durante a campanha presidencial em São Paulo, um apartamento de alto padrão que meses antes havia pertencido a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel...

Leia MaisDetails
Lula - Gazeta Mercantil
Política

Lula diz que Flávio Bolsonaro participou da aprovação de Kassio e Mendonça no STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (16) que não pode ser responsabilizado pela presença de Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e André Mendonça...

Leia MaisDetails
Redução Da Selic 2026: Governo Confia Em Corte De Juros Na Próxima Reunião Do Copom - Gazeta Mercantil
Política

Alckmin participa de encontro com empresários na Faria Lima nesta sexta-feira

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) participará na sexta-feira, 18 de setembro, de um encontro com empresários e clientes da Genial Investimentos na região da Faria Lima, em São...

Leia MaisDetails
Lula Cobra Flávio Bolsonaro Por R$ 130 Milhões Ligados Ao Filme Sobre Jair Bolsonaro-Gazeta Mercantil
Política

Lula cobra Flávio Bolsonaro por R$ 130 milhões ligados ao filme sobre Jair Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a cobrar nesta quarta-feira (16) explicações do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, sobre recursos negociados...

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL MERCADO AGORA

12:01:42
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Tesouro Direto Tem Queda Nas Taxas Após Selic Cair Para 13,75% Ao Ano-Gazeta Mercantil
Mercados

Tesouro Direto tem queda nas taxas após Selic cair para 13,75% ao ano

Leia MaisDetails
Eua Podem Ter Déficit De Até 157 Mil Profissionais Para Fábricas De Chips Até 2030-Gazeta Mercantil
Tecnologia

EUA podem ter déficit de até 157 mil profissionais para fábricas de chips até 2030

Leia MaisDetails
Governo Volta A Discutir Tributação De Lci E Lca E Reacende Alerta Sobre Custo Do Crédito Imobiliário-Gazeta Mercantil
Economia

Selic a 13,75%: veja quanto rendem CDI, IPCA+, CDB, LCI e LCA

Leia MaisDetails
Percepção De Envolvimento De Aliados De Bolsonaro No Caso Master Sobe 12,9 Pontos, Diz Atlas
Política

Percepção de envolvimento de aliados de Bolsonaro no caso Master sobe 12,9 pontos, diz Atlas

Leia MaisDetails
Flávio Bolsonaro Usou Recentemente Apartamento Que Pertenceu A Cunhado De Vorcaro
Política

Flávio Bolsonaro usou recentemente apartamento que pertenceu a cunhado de Vorcaro

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Tesouro Direto tem queda nas taxas após Selic cair para 13,75% ao ano

EUA podem ter déficit de até 157 mil profissionais para fábricas de chips até 2030

Selic a 13,75%: veja quanto rendem CDI, IPCA+, CDB, LCI e LCA

Percepção de envolvimento de aliados de Bolsonaro no caso Master sobe 12,9 pontos, diz Atlas

Flávio Bolsonaro usou recentemente apartamento que pertenceu a cunhado de Vorcaro

Copom corta Selic para 13,75% no quinto recuo seguido dos juros

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP