terça-feira, 3 de novembro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Tecnologia

China reduz distância dos EUA em IA e usa Bolsa para financiar corrida tecnológica

Stanford mede hiato técnico em apenas 2,7%, enquanto investimento privado americano ainda é 23 vezes maior; IPO bilionário da CXMT mostra como Pequim tenta transformar poupança doméstica em capital para chips e inteligência artificial

por Daniel Soto
19/08/2026 às 11h47
em Tecnologia
China Mobiliza Us$ 26 Trilhões Para Encurtar Corrida Da Ia Após Ipo Bilionário Da Cxmt-Gazeta Mercantil

A corrida entre Estados Unidos e China pela liderança em inteligência artificial chegou a um ponto que parecia improvável poucos anos atrás. A diferença de desempenho entre os melhores sistemas desenvolvidos nos dois países caiu para apenas 2,7% em março de 2026, segundo o AI Index, do Instituto de Inteligência Artificial Centrada no Humano da Universidade Stanford. O problema para Pequim é que a convergência tecnológica ainda não foi acompanhada pela convergência financeira: empresas americanas receberam US$ 285,9 bilhões em investimento privado em inteligência artificial em 2025, contra apenas US$ 12,4 bilhões direcionados às chinesas. A diferença é de aproximadamente 23 vezes.

É justamente essa assimetria que começa a provocar uma mudança estrutural na política econômica chinesa. Em vez de depender quase exclusivamente de subsídios, bancos públicos, fundos estatais e governos provinciais para financiar empresas consideradas estratégicas, Pequim está ampliando o papel da Bolsa, dos títulos corporativos e do capital privado. O objetivo é fazer com que parte da gigantesca poupança acumulada dentro da própria China financie fábricas de semicondutores, novos modelos de IA, robótica e outras tecnologias consideradas decisivas para a competição com Washington.

Leia também: Gigantes da tecnologia da China correm para adquirir chips da Nvidia antes de sanções Por Investing.com.

Distância entre modelos chineses e americanos praticamente desapareceu

O AI Index 2026 mostra como a disputa tecnológica mudou de escala. Desde o início de 2025, modelos americanos e chineses chegaram a trocar posições entre os sistemas mais avançados do mundo. Em fevereiro daquele ano, o DeepSeek-R1 chegou temporariamente ao mesmo nível do melhor modelo americano nas métricas utilizadas pelo levantamento. Em março de 2026, a vantagem dos Estados Unidos havia recuado para apenas 2,7%.

Isso não significa que a liderança americana tenha desaparecido. Os Estados Unidos produziram 59 modelos classificados como notáveis em 2025, contra 35 da China. Também concentram a maior infraestrutura de computação voltada à inteligência artificial. O país abriga 5.427 data centers, mais de dez vezes o número de qualquer outra economia, enquanto Nvidia, Google e Amazon respondem por grande parte da capacidade computacional global usada no setor. A TSMC, de Taiwan, continua fabricando praticamente todos os chips de fronteira, embora tenha iniciado produção nos Estados Unidos em 2025.

A China, porém, domina outros indicadores que ajudam a explicar a velocidade da aproximação. Stanford aponta liderança chinesa em volume de publicações científicas, citações acadêmicas e patentes relacionadas à inteligência artificial. O país também instalou mais robôs industriais do que todo o restante do mundo somado em 2024. A disputa, portanto, deixou de ser simplesmente uma comparação entre laboratórios americanos e chineses. Ela envolve infraestrutura, energia, semicondutores, universidades, mercado financeiro e capacidade de transformar pesquisa em produção industrial.

US$ 285,9 bilhões contra US$ 12,4 bilhões

O desequilíbrio financeiro continua sendo a maior vantagem americana. O investimento privado em IA nos Estados Unidos alcançou US$ 285,9 bilhões em 2025, mais de 23 vezes o volume registrado na China. Apenas naquele ano, 1.953 empresas americanas de inteligência artificial receberam financiamento pela primeira vez. Stanford ressalta, entretanto, que a comparação subestima o dinheiro disponível para empresas chinesas, porque parte relevante dos recursos circula por fundos de orientação governamental e outros instrumentos públicos que não aparecem nas estatísticas tradicionais de investimento privado.

Mesmo considerando essa ressalva, existe um problema de escala. Treinar modelos de fronteira, construir fábricas de semicondutores e financiar ciclos sucessivos de pesquisa exige capital por muitos anos. A resposta chinesa está sendo aumentar o peso do financiamento direto em um sistema financeiro historicamente dependente dos bancos.

Em junho, o presidente da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China, Wu Qing, anunciou que o chamado quinto padrão de listagem do STAR Market seria ampliado para o setor de inteligência artificial. O mecanismo permite a entrada no mercado de capitais de empresas tecnológicas que ainda não apresentam lucro, desde que atendam aos requisitos de inovação e desenvolvimento estabelecidos pelo regulador. A CSRC mencionou especificamente empresas de grandes modelos de inteligência artificial entre as beneficiadas pela reforma.

A mudança é importante porque permite que os custos de desenvolvimento tecnológico sejam compartilhados diretamente com investidores. Em vez de esperar que uma empresa de IA fique lucrativa para abrir seu capital, o mercado pode financiá-la enquanto ela ainda queima caixa para desenvolver modelos, contratar pesquisadores e comprar capacidade computacional.

O dinheiro que Pequim quer tirar dos bancos e levar para o mercado

A dimensão da reserva doméstica chinesa ajuda a explicar a estratégia. Famílias chinesas mantinham mais de 160 trilhões de yuans em depósitos bancários em 2025, o equivalente a cerca de US$ 22 trilhões na época. Parte dessa poupança cresceu durante os anos de crise imobiliária e baixo consumo, quando famílias passaram a privilegiar liquidez e segurança.

Do outro lado estão mercados financeiros de dimensão semelhante à de grandes economias inteiras. O valor das ações negociadas no mercado doméstico chinês já havia ultrapassado 110 trilhões de yuans no início de 2026. Separadamente, o estoque de títulos mantidos em custódia somava 187,2 trilhões de yuans em maio de 2025, último dado oficial comparável divulgado pelo governo chinês. Esses números mostram por que é impreciso tratar uma única cifra em dólares como se representasse todo o mercado de ações e títulos do país: são dois estoques diferentes e gigantescos.

A política de Pequim consiste em ampliar os canais entre essa massa de dinheiro e empresas de tecnologia. Em 2025, entidades chinesas emitiram cerca de 1,8 trilhão de yuans em títulos destinados à inovação científica e tecnológica. Paralelamente, reguladores vêm estimulando investidores institucionais, seguradoras e fundos de longo prazo a aumentar a exposição ao mercado acionário.

CXMT levantou US$ 8,6 bilhões e multiplicou seu valor quase seis vezes em um dia

Nenhuma operação ilustra melhor essa nova arquitetura do que a abertura de capital da ChangXin Memory Technologies, a CXMT (688825.SH), maior fabricante chinesa de memórias DRAM.

A companhia chegou ao STAR Market da Bolsa de Xangai em 27 de julho. O IPO colocou as ações a 8,66 yuans e levantou 57,92 bilhões de yuans, aproximadamente US$ 8,6 bilhões. Se a opção de lote suplementar for exercida integralmente, a captação pode alcançar cerca de 66,6 bilhões de yuans. Foi a maior oferta de uma fabricante chinesa de semicondutores e a maior abertura de capital realizada na Ásia em 2026 até então.

O que aconteceu depois foi ainda mais expressivo. As ações fecharam o primeiro pregão a 49 yuans, alta de aproximadamente 466%, depois de alcançarem 55,03 yuans durante a sessão. A capitalização da empresa chegou a aproximadamente 3,3 trilhões de yuans no fechamento, superando o Industrial and Commercial Bank of China e transformando a fabricante de chips na companhia mais valiosa entre as listadas na China continental naquele momento.

O preço da oferta atribuía à CXMT um valor de aproximadamente 579 bilhões de yuans. O valor alcançado ao final do primeiro pregão foi cerca de 5,7 vezes maior. Em termos absolutos, aproximadamente 2,7 trilhões de yuans foram adicionados à capitalização da empresa entre o preço definido no IPO e o fechamento da estreia.

A valorização não representa dinheiro novo entrando no caixa da companhia — o recurso efetivamente captado foi o da oferta —, mas revela quanto o mercado estava disposto a pagar por exposição a um ativo considerado estratégico. Também mostra o risco da operação: apenas uma parcela reduzida das ações estava disponível para negociação no início, fator que contribuiu para amplificar as oscilações.

IA transformou uma fabricante deficitária em máquina de lucro

A demanda por inteligência artificial também mudou radicalmente os números operacionais da CXMT. A companhia detinha aproximadamente 7,7% do mercado mundial de DRAM em 2025, ocupando a quarta posição global, atrás de Samsung Electronics, SK Hynix e Micron.

No primeiro trimestre de 2026, a receita saltou mais de 700% em relação ao mesmo período do ano anterior e atingiu 50,8 bilhões de yuans. O lucro líquido chegou a aproximadamente 25 bilhões de yuans, revertendo prejuízo de 1,6 bilhão de yuans registrado um ano antes. Para o primeiro semestre, documentos apresentados pela companhia indicavam receita entre 110 bilhões e 120 bilhões de yuans e lucro líquido entre 66 bilhões e 75 bilhões de yuans.

O salto está diretamente associado ao ciclo de alta das memórias. Servidores usados para treinamento e execução de modelos de inteligência artificial consomem volumes cada vez maiores de DRAM, enquanto grandes empresas de computação em nuvem tentam garantir fornecimento de longo prazo. A CXMT, embora ainda esteja tecnologicamente atrás das líderes globais nos produtos mais avançados, passou a ocupar posição estratégica dentro da cadeia chinesa.

O dinheiro do IPO será empregado justamente na expansão da capacidade produtiva, modernização das linhas e pesquisa. Essa é a ponte que Pequim tenta construir: transformar demanda dos investidores em capacidade industrial antes que subsídios públicos precisem financiar sozinhos todo o processo.

Unitree mostra que o movimento não terminou na CXMT

O fenômeno ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira, 19 de agosto. A Unitree Robotics, fabricante chinesa de robôs humanoides, iniciou a negociação de suas ações no STAR Market sob o código 688836. A Bolsa de Xangai registrou preço de IPO de 150,80 yuans e múltiplo preço/lucro de 219,23 vezes, nível que demonstra a disposição dos investidores em pagar antecipadamente pelo crescimento esperado de empresas ligadas à inteligência artificial e à robótica.

A multiplicação das ofertas cria para Pequim uma alternativa que os Estados Unidos utilizam há décadas: deixar que fundos, investidores institucionais e pessoas físicas assumam parte do risco financeiro de tecnologias ainda incertas. É uma mudança relevante em um país onde bancos estatais e governos locais tradicionalmente tiveram papel dominante na alocação de capital.

O limite permanece tecnológico. Dinheiro levantado na Bolsa pode construir fábricas, contratar engenheiros e sustentar anos de pesquisa, mas não elimina restrições americanas à compra de equipamentos avançados para fabricação de semicondutores. A CXMT ainda enfrenta dificuldades para alcançar Samsung, SK Hynix e Micron em tecnologias como memórias de alta largura de banda usadas nos aceleradores mais sofisticados de IA.

A diferença é que a China agora possui uma fonte adicional para pagar a conta dessa tentativa. Stanford mostra que o hiato técnico entre os melhores sistemas americanos e chineses caiu para 2,7%, enquanto a distância de investimento privado continua próxima de 23 vezes. O próximo estágio da corrida será definido pela capacidade chinesa de transformar poupança doméstica, Bolsa e mercado de títulos em fábricas, chips e modelos capazes de sustentar essa convergência.

Fontes: Stanford Institute for Human-Centered Artificial Intelligence, AI Index Report 2026; China Securities Regulatory Commission; Shanghai Stock Exchange; People’s Bank of China e informações oficiais do governo chinês; documentos e prospecto da CXMT; Reuters.

Leia também

  • EUA podem ter déficit de até 157 mil profissionais para fábricas de chips até 2030
  • Senior Inteligência Tributária apoia empresas na gestão fiscal

LEIA MAIS

Flávio Bolsonaro Diz Que Não Fugiu Do País E Se Declara 'O Verdadeiro Presidente' Do Brasil; Confira A Nota Completa – Money Times
Política

Fuga de Flávio Bolsonaro envolveu agência de turismo sob suspeita e ex-agente israelense, diz TV

Ao menos três registros migratórios de Flávio Bolsonaro na Argentina foram revelados, e apontam agência de turismo e ex-integrante da inteligência israelense na viagem.

Leia MaisDetails
Ibovespa - Gazeta Mercantil
Mercados

B3 muda horário nesta terça (3) e pregão de ações passa a terminar às 18h

B3 amplia horário de negociação nesta terça-feira (3). Veja os novos horários do pregão de ações, Ibovespa, mini-índice e contratos futuros.

Leia MaisDetails
Hortifrútis Caem 6,5% Nos Supermercados De São Paulo Em Agosto, Aponta Apas-Gazeta Mercantil
Tecnologia

Hackers atacam supermercados na Europa e elevam temperatura de freezers a 50°C

Hackers atacam supermercados europeus e elevam temperatura de freezers a 50°C. Invasões atingem lojas na Bélgica, Suécia, Luxemburgo e Estônia.

Leia MaisDetails
Imposto De 12% Sobre Exportação De Petróleo É Estendido Por 60 Dias
Mercados

Petróleo despenca mais de 8% com negociações entre Irã e EUA; Brent se aproxima de US$ 100

Petróleo despenca mais de 8% com negociações entre Irã e EUA. Brent cai a US$ 104,09 e mercado acompanha possível reabertura do Estreito de Ormuz.

Leia MaisDetails
Donald Trump - Gazeta Mercantil
Mundo

Eleições nos EUA 2026 serão nesta terça (3); entenda o que está em jogo para Trump

Eleições nos EUA 2026 acontecem nesta terça (3). Entenda as midterms, as 470 cadeiras em disputa e os impactos para Donald Trump.

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

21:47:22
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Serasa Registra 84,2 Milhões De Inadimplentes E Dívidas De R$ 597,4 Bilhões No Brasil-Gazeta Mercantil
Economia

Serasa registra 84,2 milhões de inadimplentes e dívidas de R$ 597,4 bilhões no Brasil

Leia MaisDetails
Mercados - Gzt - Gazeta Mercantil
Mercados

BTG Pactual muda carteira após eleições e projeta alta de até 83% para ações

Leia MaisDetails
Gado Leiteiro - Gzt - Gazeta Mercantil
Agronegócio

Paraná libera construção de centro de pecuária leiteira com investimento de R$ 36 milhões

Leia MaisDetails
Dólar Hoje - Gazeta Mercantil
Dólar

Dólar hoje fecha a R$ 5,4872, com alta de 0,79% e pressão fiscal

Leia MaisDetails
Tesouro Projeta Dívida Pública De 86,3% Do Pib Em 2036 E Identifica R$ 4,87 Trilhões Em Riscos Fiscais-Gazeta Mercantil
Economia

Dívida bruta do Brasil deve atingir 83,7% do PIB em 2026, projeta Tesouro

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Serasa registra 84,2 milhões de inadimplentes e dívidas de R$ 597,4 bilhões no Brasil

BTG Pactual muda carteira após eleições e projeta alta de até 83% para ações

Paraná libera construção de centro de pecuária leiteira com investimento de R$ 36 milhões

Dólar hoje fecha a R$ 5,4872, com alta de 0,79% e pressão fiscal

Dívida bruta do Brasil deve atingir 83,7% do PIB em 2026, projeta Tesouro

Lara Resende propõe limitar Selic enquanto juros da dívida superam R$ 1,2 trilhão

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

Últimas notícias da Gazeta Mercantil