Seis fundos imobiliários realizam nesta terça-feira, 21 de julho de 2026, o pagamento de rendimentos aos cotistas. A lista confirmada pela B3 inclui CPTS11, CPSH11, RZAK11, RZAT11, AFHI11 e MANA11, com distribuições que variam de R$ 0,09 a R$ 1,70 por cota.
O maior valor nominal será pago pelo Riza Arctium Real Estate (RZAT11), que distribuirá R$ 1,70 por cota. Na sequência aparecem o Riza Akin (RZAK11), com R$ 1,05, e o AF Invest CRI (AFHI11), com R$ 1,03.
O Capitânia Securities II (CPTS11), um dos fundos imobiliários com maior número de investidores na Bolsa brasileira, depositará R$ 0,09 por cota. O Capitânia Shoppings (CPSH11) pagará R$ 0,11, enquanto o Manati Capital Hedge Fund (MANA11) distribuirá R$ 0,125 por cota.
Os recursos são depositados automaticamente na conta mantida pelo investidor na corretora ou instituição em que as cotas estavam custodiadas. Não é necessário fazer solicitação ou preencher cadastro específico para receber o pagamento.
O direito aos rendimentos, entretanto, não pertence a todos que possuem as cotas nesta terça-feira. Para participar da distribuição, era necessário manter posição no fundo até a data-base definida pelo administrador.
Dividendos dos FIIs pagos nesta terça-feira
Os valores e as respectivas datas de corte são os seguintes:
| Fundo | Rendimento por cota | Data-base |
|---|---|---|
| RZAT11 | R$ 1,70 | 14 de julho |
| RZAK11 | R$ 1,05 | 14 de julho |
| AFHI11 | R$ 1,03 | 14 de julho |
| MANA11 | R$ 0,125 | 30 de junho |
| CPSH11 | R$ 0,11 | 14 de julho |
| CPTS11 | R$ 0,09 | 14 de julho |
Com exceção do MANA11, todos os fundos da relação utilizaram 14 de julho como data-base. No caso do MANA11, foram considerados os investidores que possuíam cotas no encerramento de 30 de junho.
Quem comprou os papéis depois dessas datas não participa do pagamento desta terça-feira. Já o investidor que vendeu as cotas após a data-base mantém o direito ao rendimento, uma vez que a posição já havia sido registrada.
RZAT11 lidera pagamento por cota
O RZAT11 distribuirá R$ 1,70 por cota, o maior valor nominal entre os fundos com pagamentos confirmados para esta terça-feira.
Um investidor que possuía 100 cotas na data-base receberá R$ 170. Para uma posição de mil cotas, o crédito será de R$ 1.700.
O fundo investe predominantemente em ativos imobiliários industriais e logísticos, utilizando contratos de locação e outras estruturas imobiliárias para gerar receita aos cotistas.
O pagamento de R$ 1,70 não significa, isoladamente, que o RZAT11 apresenta o maior retorno percentual da relação. Para comparar os rendimentos, é necessário dividir o valor distribuído pelo preço de mercado da cota.
Uma distribuição nominal elevada pode representar um percentual menor do que um pagamento aparentemente mais baixo, caso a cotação do fundo também seja superior.
O investidor também precisa verificar a origem do resultado. Os rendimentos podem ser gerados por aluguéis recorrentes, correções contratuais, vendas de imóveis, resultados financeiros ou recursos acumulados em períodos anteriores.
RZAK11 paga R$ 1,05 por cota
O RZAK11 realizará pagamento de R$ 1,05 por cota aos investidores posicionados em 14 de julho.
Quem possuía 100 cotas terá direito a R$ 105. Uma carteira com mil cotas receberá R$ 1.050.
O fundo possui estratégia concentrada em crédito estruturado e títulos ligados ao mercado imobiliário, incluindo Certificados de Recebíveis Imobiliários.
Os resultados desse tipo de carteira podem acompanhar índices como CDI e inflação, conforme as condições estabelecidas em cada operação. Juros elevados podem aumentar as receitas dos títulos pós-fixados, embora também possam ampliar os riscos financeiros dos devedores.
O valor distribuído em um mês não representa garantia para os períodos seguintes. Amortizações, correção monetária, inadimplência, renegociações e movimentações na carteira podem alterar o resultado disponível.
AFHI11 distribuirá R$ 1,03
O AFHI11 pagará R$ 1,03 por cota, considerando a posição dos investidores registrada em 14 de julho.
O cotista que possuía 100 unidades receberá R$ 103. Para mil cotas, o pagamento será de R$ 1.030.
Assim como o RZAK11, o AFHI11 é classificado como fundo de papel. Sua carteira é formada principalmente por instrumentos de crédito relacionados ao setor imobiliário.
A análise desses fundos exige atenção aos indexadores dos títulos, às taxas contratadas, à qualidade dos devedores e às garantias vinculadas às operações.
O retorno elevado pode refletir uma carteira com taxas mais altas, mas também pode estar associado a maior risco de crédito. Por essa razão, o dividend yield não deve ser utilizado como único critério de seleção.
CPTS11 mantém rendimento de R$ 0,09
O CPTS11 pagará R$ 0,09 por cota nesta terça-feira. O direito foi atribuído aos investidores que possuíam cotas ao final do pregão de 14 de julho.
Uma posição de 100 cotas dará direito a R$ 9. Quem mantinha mil cotas receberá R$ 90, enquanto uma carteira com 10 mil cotas terá crédito de R$ 900.
O fundo possui uma estratégia multiestratégia, com investimentos em crédito imobiliário, cotas de outros fundos e diferentes operações do mercado de capitais.
O pagamento de R$ 0,09 vem sendo mantido em distribuições recentes, mas essa estabilidade não constitui compromisso para os próximos meses.
O resultado futuro dependerá das receitas dos ativos, das taxas de juros, da inflação, das despesas do fundo e das decisões da gestão sobre compras, vendas e manutenção de reservas.
CPSH11 paga R$ 0,11
O Capitânia Shoppings (CPSH11) distribuirá R$ 0,11 por cota aos investidores posicionados em 14 de julho.
Para cada 100 cotas, o pagamento será de R$ 11. Uma posição de mil cotas receberá R$ 110.
O fundo tem exposição ao segmento de shopping centers. Nesse tipo de ativo, as receitas podem envolver aluguel mínimo, percentual sobre as vendas dos lojistas, estacionamento e outras operações comerciais.
O desempenho é influenciado pela ocupação dos empreendimentos, pelo volume de vendas, pela inadimplência dos lojistas e pelas despesas de manutenção.
Períodos de expansão do consumo podem melhorar os resultados dos shopping centers. Em contrapartida, juros altos, inflação e enfraquecimento da atividade econômica podem afetar o fluxo de consumidores e a capacidade financeira dos ocupantes.
MANA11 tem data-base diferente
O MANA11 pagará R$ 0,125 por cota. Diferentemente dos demais fundos da relação, a data-base foi 30 de junho.
Um investidor com 100 cotas receberá R$ 12,50. Para mil cotas, o depósito será de R$ 125.
O valor de R$ 0,125 foi confirmado no registro de proventos da B3. O fundo passou a ser negociado sem direito a esse pagamento a partir da sessão seguinte à data-base.
A diferença de calendário ocorre porque cada administrador define as datas de apuração, anúncio e depósito dos rendimentos, respeitando o regulamento do fundo e os procedimentos operacionais do mercado.
Por isso, o investidor não deve assumir que todos os FIIs utilizam o mesmo dia para determinar quem terá direito à distribuição.
Quanto cada investidor receberá
O valor do crédito pode ser calculado pela multiplicação do número de cotas pelo rendimento anunciado.
Um cotista com mil unidades de cada fundo receberia:
- RZAT11: R$ 1.700;
- RZAK11: R$ 1.050;
- AFHI11: R$ 1.030;
- MANA11: R$ 125;
- CPSH11: R$ 110;
- CPTS11: R$ 90.
Os números não consideram eventuais condições tributárias específicas do investidor.
O pagamento aparece normalmente como saldo disponível na conta de investimentos. O horário do crédito pode variar de acordo com os processos internos de cada corretora.
Caso o valor não seja identificado até o fim do dia, o cotista deve consultar o extrato da conta e verificar se possuía as cotas na data-base correspondente.
Rendimentos não são dividendos empresariais
Embora o mercado utilize com frequência a expressão “dividendos de fundos imobiliários”, tecnicamente os pagamentos correspondem à distribuição dos resultados gerados pelo patrimônio do fundo.
Os FIIs não possuem a mesma estrutura societária de uma empresa listada. Os investidores são titulares de cotas de um condomínio de natureza especial, administrado e gerido segundo seu regulamento.
A legislação estabelece que os fundos imobiliários devem distribuir aos cotistas pelo menos 95% dos lucros apurados pelo regime de caixa, com base em balanços ou balancetes encerrados em 30 de junho e 31 de dezembro.
A norma não obriga o pagamento mensal. A distribuição todos os meses tornou-se uma prática comum entre os fundos negociados na Bolsa, especialmente devido à preferência dos investidores por renda periódica.
A quantia mensal pode ser diferente do resultado produzido naquele mesmo período. Alguns fundos utilizam reservas para reduzir oscilações, enquanto outros distribuem valores mais próximos do caixa gerado.
Isenção de Imposto de Renda possui requisitos
Os rendimentos distribuídos por FIIs podem ser isentos de Imposto de Renda para investidores pessoas físicas, desde que sejam atendidas as exigências legais.
Entre os requisitos estão a admissão das cotas à negociação em Bolsa ou mercado organizado, um número mínimo de cotistas e limites de concentração por investidor.
A isenção dos rendimentos não se estende ao ganho obtido com a venda das cotas.
Quando o investidor vende um FII por valor superior ao custo de aquisição, o lucro está sujeito ao Imposto de Renda, conforme as regras aplicáveis. A apuração e o recolhimento são responsabilidade do próprio investidor.
Também não existe a isenção mensal aplicada às vendas de ações até determinado limite. O ganho com a alienação de cotas de fundos imobiliários é tributável independentemente do volume negociado.
Data-base define quem recebe
A data-base é o principal ponto a ser observado no calendário de rendimentos.
O investidor precisa possuir as cotas ao final do pregão indicado pelo fundo. A partir da sessão seguinte, os papéis passam a ser negociados na condição ex-rendimento.
Quem compra depois desse momento adquire a cota sem direito à distribuição já anunciada. Em compensação, o preço teórico de referência é ajustado pelo valor do rendimento.
O ajuste não garante que a cotação cairá exatamente o mesmo montante. Depois da abertura, o preço passa a responder à oferta, à demanda e às expectativas do mercado.
A distribuição, portanto, não representa dinheiro criado sem impacto sobre o patrimônio. Parte do caixa pertencente ao fundo é transferida para as contas dos cotistas.
Rendimentos elevados exigem análise
O maior pagamento da relação pertence ao RZAT11, mas o valor nominal não basta para avaliar a qualidade do fundo.
O investidor deve examinar o rendimento em relação à cotação, a regularidade das receitas e os riscos assumidos pela carteira.
Nos fundos de papel, os principais pontos incluem qualidade de crédito, indexadores, garantias e concentração por devedor.
Nos fundos de imóveis, devem ser avaliados ocupação, localização, contratos, qualidade dos locatários, necessidade de reformas e prazo médio das locações.
Também é importante comparar a evolução patrimonial. Um fundo pode distribuir valores elevados durante determinado período e, ao mesmo tempo, enfrentar perda de patrimônio ou deterioração de seus ativos.
O pagamento desta terça-feira remunera os investidores elegíveis, mas não representa garantia de retorno futuro nem recomendação de compra.
CPTS11, RZAK11, RZAT11, AFHI11, CPSH11 e MANA11 possuem estratégias diferentes e não devem ser comparados apenas pelo rendimento que será depositado nesta terça-feira.










