terça-feira, 13 de outubro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Mercados Dólar

Dólar hoje, 10/06, fecha perto da estabilidade a R$ 5,17 após CPI dos EUA

Moeda americana oscilou pouco ante o real nesta quarta-feira, com investidores avaliando inflação dos EUA, juros do Fed e riscos geopolíticos

por Camila Braga
10/06/2026 às 21h07
em Dólar
Dólar Hoje - Gazeta Mercantil

O dólar fechou perto da estabilidade nesta quarta-feira (10), cotado na casa de R$ 5,17, em uma sessão marcada pela repercussão da inflação ao consumidor dos Estados Unidos, pela expectativa de juros americanos elevados por mais tempo e pela tensão geopolítica no Oriente Médio. A moeda americana encerrou o pregão praticamente estável ante o real, enquanto investidores buscaram calibrar os efeitos do CPI dos EUA, do petróleo mais caro e da cautela global sobre ativos de países emergentes.

Leia também: Prio (PRIO3) deve ter queda de produção em maio, enquanto Brava (BRAV3) fica estável

Segundo dados de mercado, o dólar à vista terminou o dia próximo de R$ 5,17. A cotação refletiu um pregão sem direção única para o câmbio doméstico, apesar da piora do humor global. O exterior pressionou moedas emergentes, mas o real conseguiu limitar perdas em meio a ajustes técnicos, fluxo pontual e expectativa pela próxima decisão de juros do Banco Central brasileiro.

Leia também: Eduardo Saverin: Biografia, Fortuna, Facebook e Investimentos.

O principal vetor do dia foi a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos. O CPI subiu 0,5% em maio e acumulou alta de 4,2% em 12 meses, em linha com as projeções de economistas. Mesmo sem surpresa relevante, o dado manteve a leitura de que a inflação americana continua resistente e pode limitar o espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve.

Para o mercado de câmbio, juros altos nos Estados Unidos tendem a favorecer o dólar globalmente. Quando os títulos do Tesouro americano oferecem retornos mais elevados, investidores exigem maior prêmio para manter recursos em mercados emergentes. Esse movimento costuma pressionar moedas como o real, especialmente em dias de aversão a risco.

CPI dos EUA mantém mercado atento ao Federal Reserve

A inflação americana foi o principal indicador econômico da sessão. O avanço de 0,5% em maio confirmou que a trajetória de preços nos Estados Unidos ainda exige cautela. Em 12 meses, o CPI acumulou alta de 4,2%, patamar acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve.

Embora o número tenha vindo em linha com o esperado, a composição do indicador manteve preocupação. A pressão dos preços de energia, em meio à instabilidade no Oriente Médio, reforçou a possibilidade de que a inflação permaneça resistente por mais tempo.

O dólar costuma reagir diretamente às expectativas sobre os juros americanos. Se o mercado passa a considerar que o Fed manterá a política monetária restritiva, a moeda americana tende a ganhar sustentação. Se cresce a expectativa de corte de juros, o dólar pode perder força frente a outras moedas.

Nesta quarta-feira, a reação foi moderada. O dado não trouxe surpresa suficiente para provocar uma disparada da moeda, mas também não ofereceu alívio consistente para ativos de risco. Por isso, o dólar fechou perto da estabilidade, sem uma direção mais forte ante o real.

A leitura predominante foi de continuidade da cautela. O mercado seguirá acompanhando discursos de dirigentes do Fed, indicadores de atividade, emprego e inflação para recalibrar apostas sobre os próximos passos da política monetária americana.

Tensão entre EUA e Irã sustenta cautela global

Além da inflação, o mercado acompanhou a escalada de tensão no Oriente Médio. O noticiário envolvendo Estados Unidos e Irã aumentou a percepção de risco e manteve investidores atentos aos efeitos sobre o petróleo, o comércio internacional e a inflação global.

A região é estratégica para o fornecimento mundial de energia. Qualquer ameaça a rotas de transporte de petróleo, especialmente no entorno do Estreito de Ormuz, tende a elevar os prêmios de risco nos mercados globais.

O petróleo mais caro tem impacto direto sobre expectativas inflacionárias. Se a alta da commodity se prolonga, custos de energia, transporte e produção podem subir, pressionando preços ao consumidor em diferentes países.

Para o dólar, a tensão geopolítica costuma funcionar como fator de sustentação. Em momentos de incerteza, investidores buscam ativos considerados mais seguros e líquidos, entre eles a moeda americana e os títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

Mesmo assim, o real resistiu parcialmente nesta quarta-feira. A estabilidade do dólar no Brasil indica que fatores domésticos e ajustes de mercado ajudaram a conter uma pressão maior, apesar do ambiente externo desfavorável.

Real resiste apesar da queda da Bolsa

O dólar fechou perto da estabilidade em um dia negativo para a Bolsa brasileira. O Ibovespa encerrou o pregão em queda, pressionado por Wall Street, pela leitura de juros altos nos Estados Unidos e pela aversão global ao risco.

Normalmente, dias de queda forte em ativos de risco podem favorecer a alta do dólar contra moedas emergentes. Nesta sessão, porém, o câmbio doméstico mostrou comportamento mais contido.

A resistência do real pode estar ligada a fluxo pontual, ajustes após altas recentes e à percepção de que o diferencial de juros brasileiro ainda oferece algum suporte à moeda local. Com a Selic em patamar elevado, o Brasil mantém atratividade relativa para operações de carry trade, nas quais investidores buscam moedas com juros maiores.

Esse suporte, porém, não elimina riscos. O dólar continua em nível elevado e sensível ao exterior. Novas pressões sobre juros americanos, petróleo ou tensão geopolítica podem recolocar a moeda em trajetória de alta.

Para empresas e consumidores, o câmbio na casa de R$ 5,17 segue relevante. A cotação influencia importações, combustíveis, alimentos, insumos industriais, viagens internacionais, remessas e preços de produtos dolarizados.

Mercado aguarda decisão do Banco Central

No cenário doméstico, investidores também monitoram a próxima decisão de juros do Banco Central. A política monetária brasileira segue como um dos principais fatores para o comportamento do câmbio.

Se o Banco Central sinaliza manutenção de juros elevados por mais tempo, o real tende a ganhar algum suporte pelo diferencial de taxas em relação ao exterior. Por outro lado, qualquer indicação de alívio monetário mais rápido pode reduzir a atratividade da moeda brasileira.

A decisão ganha importância em um ambiente externo mais complexo. Com o Fed pressionado por inflação resistente, o Banco Central brasileiro precisa avaliar os riscos de cortar juros em ritmo incompatível com o cenário global.

O câmbio é uma variável importante nessa análise. Uma alta persistente do dólar pode pressionar preços de importados, combustíveis e alimentos, contaminando expectativas de inflação.

Por isso, o mercado acompanha não apenas a decisão sobre a Selic, mas também o comunicado e eventuais sinalizações sobre os próximos passos. A leitura sobre o balanço de riscos será decisiva para a curva de juros e para o comportamento do dólar nos próximos dias.

Dólar global ganha suporte com juros elevados

No mercado internacional, o dólar segue sustentado pela perspectiva de juros elevados nos Estados Unidos. A moeda americana se beneficia quando investidores avaliam que o Fed permanecerá restritivo para conter a inflação.

Essa dinâmica afeta diretamente países emergentes. Moedas como real, peso mexicano, rand sul-africano e peso chileno costumam oscilar conforme o apetite global por risco e o diferencial de juros frente aos Estados Unidos.

Quando o dólar se fortalece globalmente, empresas brasileiras com dívidas em moeda estrangeira podem enfrentar maior pressão financeira. Importadores também sofrem com custos mais altos, enquanto exportadores podem se beneficiar de receitas em dólar convertidas para reais.

No Brasil, a cotação também influencia expectativas de inflação. Produtos importados, componentes industriais, trigo, combustíveis e insumos agrícolas podem ficar mais caros quando o real se desvaloriza.

A estabilidade desta quarta-feira não elimina esse canal de transmissão. O câmbio permanece em patamar que exige acompanhamento, especialmente em um momento de petróleo elevado e ambiente externo incerto.

Petróleo caro amplia risco inflacionário

A valorização do petróleo Brent acima de US$ 90 por barril foi outro ponto de atenção para o mercado. A alta da commodity reflete o temor de interrupções no fornecimento global em meio à tensão no Oriente Médio.

Para o Brasil, o petróleo mais caro tem efeitos mistos. Pode favorecer ações de empresas produtoras, como Petrobras (PETR4), mas também aumenta o risco de pressão sobre combustíveis, fretes, custos industriais e inflação.

No câmbio, o petróleo atua de forma indireta. A alta da commodity pode fortalecer o dólar globalmente ao elevar aversão a risco e inflação esperada. Ao mesmo tempo, países exportadores de commodities podem se beneficiar de termos de troca melhores em determinados momentos.

No caso brasileiro, o efeito líquido depende de vários fatores: política de preços de combustíveis, comportamento da Petrobras (PETR4), fluxo estrangeiro para a Bolsa, expectativa de inflação e reação dos juros futuros.

Nesta quarta-feira, a alta do petróleo ajudou ações ligadas à commodity, mas não foi suficiente para melhorar o humor geral dos mercados. O dólar, por sua vez, ficou próximo da estabilidade, refletindo a combinação entre pressão externa e suporte doméstico.

Fechamento do dólar mantém mercado em compasso de espera

O fechamento do dólar perto de R$ 5,17 mostra um mercado em compasso de espera. A moeda americana não teve força para subir de forma expressiva, mas também não encontrou elementos suficientes para uma queda consistente.

O CPI dos EUA confirmou inflação resistente. A tensão no Oriente Médio manteve o petróleo no radar. O Banco Central brasileiro segue no centro das apostas domésticas. E o ambiente global continua marcado por cautela com ativos de risco.

Para os próximos pregões, investidores devem acompanhar a reação dos juros americanos, novas sinalizações do Federal Reserve, eventuais desdobramentos geopolíticos e a comunicação do Banco Central sobre a Selic.

A cotação de R$ 5,17 permanece como referência sensível para empresas, consumidores e investidores. Uma nova rodada de fortalecimento global do dólar pode levar a moeda a testar patamares mais altos. Já um alívio no exterior, combinado a fluxo positivo para emergentes, poderia abrir espaço para recuo do câmbio.

Por ora, o dólar encerra a quarta-feira sem direção forte, mas sustentado por um pano de fundo ainda cauteloso. O mercado segue dividido entre o suporte oferecido pelos juros brasileiros e a pressão gerada por inflação americana, petróleo caro e incertezas externas.

LEIA MAIS

Petróleo Hoje - Gazeta Mercantil
Mercados

Petróleo hoje: Brent cai a US$ 105,69 e WTI sobe com tensão no Oriente Médio

A commodity oscilou no pregão após ter subido nas três sessões anteriores

Leia MaisDetails
Taxa De Juros - Gazeta Mercantil
Mercados

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Nova pesquisa BTG/Nexus mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 48% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Leia MaisDetails
Dinheiro Esquecido - Gazeta Mercantil
Economia

Dinheiro esquecido em bancos chega a R$ 5,8 bilhões; veja como sacar

O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (13) que ainda há R$ 5,79 bilhões em dinheiro esquecido em bancos e outras

Leia MaisDetails
Dolar Hoje - Gazeta Mercantil
Dólar

Dólar hoje (13/10): moeda fecha a R$ 5,02, sobe 0,74% e contraria queda no exterior após pesquisas eleitorais

O dólar encerrou o pregão desta terça-feira (13) em alta de 0,74%, cotado a R$ 5,0227 no mercado à vista, recuperando parte das perdas acumuladas na semana anterior,...

Leia MaisDetails
Mercado Livre
Mercados

Mercado Livre (MELI): Citi corta preço-alvo para US$ 2.100 antes do balanço do 3T26

O Citi elevou a recomendação do Mercado Livre (MELI34) de Neutra/Alto Risco para Neutra e cortou o preço-alvo das ações. Saiba mais.

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

22:02:05
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Petróleo Hoje - Gazeta Mercantil
Mercados

Petróleo hoje: Brent cai a US$ 105,69 e WTI sobe com tensão no Oriente Médio

Leia MaisDetails
Agronegocio - Gazeta Mercantil
Empresas

Bimbo expande agricultura regenerativa no Brasil e supera 500 mil hectares no mundo

Leia MaisDetails
Taxa De Juros - Gazeta Mercantil
Mercados

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Leia MaisDetails
Nunes Marques - Gazeta Mercantil
Política

Advogados acusam Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro em decisões do TSE

Leia MaisDetails
Lula - Gazeta Mercantil
Política

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Petróleo hoje: Brent cai a US$ 105,69 e WTI sobe com tensão no Oriente Médio

Bimbo expande agricultura regenerativa no Brasil e supera 500 mil hectares no mundo

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Advogados acusam Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro em decisões do TSE

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Dinheiro esquecido em bancos chega a R$ 5,8 bilhões; veja como sacar

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP