Flávio Bolsonaro favorito entre manifestantes da Paulista: levantamento aponta supremacia bolsonarista
O ato bolsonarista realizado na Avenida Paulista no domingo (1º) consolidou Flávio Bolsonaro favorito entre os apoiadores da direita que estiveram presentes. Segundo levantamento do Monitor do Debate Político (Cebrap/USP), em parceria com a ONG More in Common, o senador do PL-RJ recebeu 74% das menções como candidato preferido da direita à Presidência em 2026, superando outros concorrentes tradicionalmente citados em eventos anteriores.
Mudança no cenário da direita
A pesquisa destaca uma mudança significativa em relação a atos anteriores. O governador Tarcísio de Freitas, que costumava liderar como alternativa conservadora, obteve apenas 10% das menções. Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, apareceu com 4%, enquanto 9% dos presentes citaram outros nomes, 3% afirmaram não ter preferência e 1% disse não saber.
O resultado evidencia um deslocamento de foco entre manifestantes de direita, que agora parecem centralizar suas expectativas no senador Flávio Bolsonaro, reforçando seu status de pré-candidato com respaldo explícito do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Perfil do público na Paulista
O levantamento detalha ainda o perfil ideológico e demográfico do público presente no ato:
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Gênero: 62% masculino.
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Ideologia: 77% se declarou “muito de direita”.
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Conservadorismo: 67% mostrou opiniões conservadoras em temas de família e sexualidade.
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Religião: 49% se declarou católico.
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Apoio institucional: 95% favoráveis ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes e 93% a Dias Toffoli, indicando forte postura contrária ao STF.
Esses dados sugerem que o evento reuniu um público com perfil homogêneo e fortemente alinhado aos valores conservadores e bolsonaristas, reforçando a narrativa de Flávio Bolsonaro como o candidato preferido da direita organizada.
Presença expressiva e tecnologia de contagem
O Monitor do Debate Político estimou que 20,4 mil pessoas participaram do ato. A contagem foi realizada com fotos aéreas e software de inteligência artificial baseado no método P2PNet, capaz de identificar automaticamente indivíduos nas imagens. A margem de erro da pesquisa é de 12%, indicando que o público real pode variar dentro de um intervalo aproximado.
Ato “Acorda Brasil” e lideranças presentes
O protesto, batizado de “Acorda Brasil”, foi convocado nacionalmente pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e marcou a primeira grande manifestação na Paulista após Flávio Bolsonaro ser oficialmente tratado como pré-candidato à Presidência. Além do senador, estiveram no evento líderes políticos e religiosos:
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Silas Malafaia
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Valdemar Costa Neto
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Governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Tarcísio de Freitas, que havia liderado atos anteriores, não compareceu, cumprindo agenda internacional.
Implicações políticas do levantamento
O levantamento reforça a consolidação de Flávio Bolsonaro como referência central entre os manifestantes de direita, mostrando que o senador não apenas herdou a base de apoio do pai, mas também ampliou sua visibilidade política. Analistas apontam que essa supremacia nas menções sugere uma tendência de fortalecimento no cenário eleitoral de 2026, principalmente entre eleitores conservadores urbanos.
O alto apoio ao impeachment de ministros do STF também indica que a agenda política do bolsonarismo segue sendo pautada por uma forte oposição às instituições judiciais, fator que deve repercutir nos próximos meses em campanhas e discursos eleitorais.
Dinâmica dos atos bolsonaristas
O evento na Paulista confirma a relevância da capital paulista como palco simbólico da mobilização bolsonarista. A concentração de manifestantes, com predominância masculina e ideologia fortemente conservadora, sugere que Flávio Bolsonaro consegue mobilizar e consolidar uma base de apoio coesa.
Além disso, a participação de líderes religiosos e políticos reforça a união entre diferentes setores conservadores, criando sinergia entre pauta moral, econômica e institucional dentro do movimento.
Estratégia eleitoral de Flávio Bolsonaro
Com a supremacia nas menções, Flávio Bolsonaro emerge como protagonista da direita em 2026. A pesquisa indica que seu nome não apenas lidera nas preferências, mas também se beneficia do alinhamento com a base do ex-presidente, reforçando sua estratégia de continuidade do bolsonarismo.
A ausência de Tarcísio de Freitas no ato paulista evidencia uma divisão de cenários: enquanto Flávio concentra apoio interno e visibilidade midiática, outros nomes da direita ainda buscam consolidar espaço político.
Cenário futuro para a direita
Especialistas políticos apontam que a tendência observada na Paulista pode se refletir em futuras manifestações e pesquisas eleitorais. A homogeneidade do público — majoritariamente masculino, católico e conservador — pode indicar uma base sólida e mobilizável, capaz de impactar campanhas digitais, engajamento em redes sociais e presença em eventos públicos.
Além disso, o alinhamento institucional com pautas como impeachment de ministros do STF sugere que a agenda bolsonarista seguirá pautando debates e estratégias da direita nos próximos meses, aumentando a relevância de Flávio Bolsonaro no cenário nacional.
Influência de lideranças e mobilização
A participação de governadores e líderes religiosos mostra que Flávio Bolsonaro consegue atrair aliados estratégicos, fortalecendo sua posição e ampliando seu capital político. Esse tipo de mobilização sinaliza a capacidade de articular diversos setores conservadores em torno de uma narrativa única, centralizando a atenção em seu nome como candidato da direita.
O ato “Acorda Brasil” reforça essa tendência, indicando que a estratégia de comunicação e mobilização da base bolsonarista continua eficiente, mesmo com a presença de múltiplos atores políticos no cenário da direita.
Impacto na corrida presidencial
O levantamento evidencia que, dentro da base conservadora e bolsonarista, Flávio Bolsonaro detém liderança clara. Com 74% das menções, ele se posiciona como principal referência política, superando concorrentes que, até então, eram considerados alternativas viáveis para 2026.
Essa posição reforça seu protagonismo e a perspectiva de consolidar-se como o principal nome da direita nas próximas eleições presidenciais, além de destacar a importância da mobilização de base para construção de narrativa política.






