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Guerra no Oriente Médio: 1.250 alvos atingidos, ameaça ao Estreito de Ormuz e escalada global no 3º dia

por Eduardo Toscano
02/03/2026 às 20h16
em Política
Guerra No Oriente Médio: 1.250 Alvos Atingidos, Ameaça Ao Estreito De Ormuz E Escalada Global No 3º Dia - Gazeta Mercantil

Guerra no Oriente Médio entra no 3º dia com 1.250 alvos atingidos, ameaça ao Estreito de Ormuz e escalada global

A guerra no Oriente Médio entrou no terceiro dia nesta segunda-feira (2) com intensificação dos ataques entre Estados Unidos, Israel e Irã, ampliação do número de mortos e uma retórica cada vez mais agressiva das lideranças envolvidas. O conflito, que já atinge múltiplos países da região, ganhou novos contornos geopolíticos e econômicos, elevando a tensão internacional e acendendo alertas nos mercados globais.

Nas primeiras horas desta terça-feira (3), no horário local, Israel voltou a lançar ofensivas contra Teerã, capital iraniana, ampliando a dimensão estratégica da guerra no Oriente Médio e reforçando a percepção de que o confronto pode se prolongar por semanas.

Leia também: Bolsas sobem com expectativa de fim do shutdown nos EUA e retomada da confiança global.

De acordo com balanço divulgado pelo Centcom (Comando Central dos Estados Unidos), as forças americanas atacaram ao menos 1.250 alvos nas primeiras 48 horas da guerra no Oriente Médio, número que evidencia a escala da operação militar.


Ofensivas em Teerã e ampliação da crise

Os bombardeios em território iraniano atingiram áreas estratégicas, mas também provocaram vítimas civis. Entre os mortos está Mansoureh Khojasteh, viúva do líder supremo Ali Khamenei, que não resistiu aos ferimentos sofridos em ataque anterior atribuído aos Estados Unidos e a Israel. Ela havia sido ferida na mesma ofensiva que matou Khamenei.

Leia também: Panorama econômico global: Brasil, China, EUA e Reino Unido apresentam indicadores Chave”.

A morte reforça o peso simbólico da guerra no Oriente Médio, ampliando o impacto político interno no Irã e elevando o discurso de retaliação por parte das autoridades iranianas.

A escalada militar demonstra que a guerra no Oriente Médio ultrapassou a fase inicial de ataques pontuais e entrou em um estágio de confrontos sistemáticos, com uso intensivo de poder aéreo e ofensivas coordenadas.


Balanço de mortos e vítimas civis

O número de mortos cresce rapidamente à medida que a guerra no Oriente Médio avança.

O governo iraniano afirmou que pelo menos 168 pessoas morreram após um ataque a uma escola primária feminina no sul do país. A maioria das vítimas seriam crianças. O episódio elevou a pressão internacional por cessar-fogo e reacendeu o debate sobre danos colaterais em conflitos de alta intensidade.

No Líbano, bombardeios israelenses mataram ao menos 52 pessoas e deixaram 154 feridos. Israel declarou ter eliminado o líder do Hezbollah, grupo xiita libanês apoiado pelo Irã e considerado peça-chave na engrenagem regional da guerra no Oriente Médio.

Em Israel, 19 pessoas ficaram feridas após um ataque iraniano no sul do país. Já os Estados Unidos confirmaram a morte de seis militares americanos em ataques contra bases no Oriente Médio.

O saldo humanitário da guerra no Oriente Médio indica uma ampliação do teatro de operações e reforça o temor de que novos países possam ser arrastados para o conflito.


Trump fala em “grande ofensiva” e não descarta tropas terrestres

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou sua primeira coletiva de imprensa após o início da guerra no Oriente Médio. Ele afirmou que os EUA ainda não utilizaram todo o seu poder militar.

“A grande ofensiva ainda não veio. A grande onda está chegando em breve”, declarou.

Trump não descartou o envio de tropas terrestres. “Eu digo que provavelmente não precisamos delas, mas usaremos, se for necessário.”

Sobre a duração da guerra no Oriente Médio, o presidente indicou que imagina um conflito de cerca de quatro semanas, embora tenha afirmado que os Estados Unidos possuem capacidade para sustentar operações por período mais prolongado.

Na mesma linha, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que o confronto não será uma guerra sem fim e diferenciou a atual ofensiva da intervenção no Iraque.

As declarações reforçam a percepção de que a guerra no Oriente Médio entrou em fase estratégica, com planejamento de médio prazo e possibilidade de novas ondas de ataques.


Irã reage e ameaça fechar o Estreito de Ormuz

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que o país não ficará em silêncio diante dos ataques. “O Irã não permanecerá em silêncio nem cederá diante desses crimes”, afirmou.

A Guarda Revolucionária iraniana elevou o tom ao declarar que Estados Unidos e Israel “não estarão seguros em nenhum lugar do mundo”. Em seguida, ameaçou incendiar navios que tentarem cruzar o Estreito de Ormuz.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas globais de transporte de petróleo. Uma eventual interrupção na região poderia provocar choque imediato nos preços da commodity e ampliar os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio.

Para analistas do mercado internacional, a ameaça ao Estreito de Ormuz representa um divisor de águas. O bloqueio da via marítima poderia afetar cadeias globais de energia e pressionar índices inflacionários em diversas economias.


Brasil monitora situação e não registra pedidos de retirada

O embaixador do Brasil no Irã, André Veras Guimarães, informou que, até o momento, nenhum cidadão brasileiro solicitou ajuda para deixar o país.

A posição brasileira tem sido de cautela diplomática diante da guerra no Oriente Médio. O embaixador iraniano no Brasil agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelas críticas aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, classificando a postura como alinhada à defesa da soberania e da integridade territorial.

A atuação do Brasil ocorre em meio a um ambiente diplomático sensível, no qual países buscam evitar alinhamentos automáticos que possam comprometer interesses estratégicos.


Reações internacionais ampliam dimensão geopolítica

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ofereceu utilizar os laços de Moscou com Teerã para ajudar a restaurar a estabilidade no Oriente Médio. A proposta foi apresentada em conversas com líderes dos Emirados Árabes Unidos, Barein e Catar.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu máxima moderação e respeito ao cessar-fogo, alertando que a situação evolui rapidamente.

Já o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, elogiou a ação dos Estados Unidos e de Israel, mas afastou a possibilidade de participação direta da aliança militar.

O conjunto de reações demonstra que a guerra no Oriente Médio deixou de ser um confronto bilateral e passou a integrar o tabuleiro geopolítico global, com repercussões diplomáticas de alta complexidade.


Impactos econômicos e risco sistêmico

Embora os dados consolidados de mercado ainda estejam sendo atualizados, analistas internacionais já indicam que a guerra no Oriente Médio pode gerar volatilidade significativa nos preços do petróleo e nas bolsas globais.

A retomada limitada de voos no aeroporto de Dubai após cancelamentos provocados por ataques iranianos mostra como a guerra no Oriente Médio já afeta infraestrutura estratégica regional.

O risco de escalada envolvendo o Estreito de Ormuz é considerado o principal fator de atenção para investidores. Qualquer bloqueio efetivo pode desencadear reação imediata no mercado de energia.

Além disso, o aumento das tensões militares pode pressionar ativos considerados de proteção, como ouro e dólar, além de impactar moedas de países emergentes.


Conflito entra em fase decisiva com alerta máximo global

A guerra no Oriente Médio avança para uma fase crítica, marcada por ofensivas intensificadas, ameaça a rotas estratégicas e declarações que indicam disposição de prolongamento do confronto.

Com 1.250 alvos já atingidos pelos Estados Unidos, centenas de mortos confirmados e ameaças envolvendo o Estreito de Ormuz, o conflito assume dimensão estrutural no cenário geopolítico internacional.

As próximas semanas serão determinantes para avaliar se a guerra no Oriente Médio caminhará para um cessar-fogo negociado ou para uma ampliação regional com consequências econômicas e políticas de longo alcance.

A escalada militar, aliada à retórica contundente das lideranças, reforça que o mundo acompanha um dos episódios mais delicados das últimas décadas no tabuleiro estratégico global.

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