quarta-feira, 4 de novembro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Negócios

Leilão do pré-sal arrecada R$ 452 milhões e registra ágio recorde de 251% em rodada da ANP

Petrobras e Equinor lideram rodada histórica da ANP e reforçam confiança no potencial energético do Brasil

por Gabriel Monteiro
22/10/2025 às 23h32
em Negócios
Leilão Do Pré-Sal Arrecada R$ 452 Milhões E Registra Ágio Recorde De 251% - Gazeta Mercantil

Leilão do pré-sal arrecada R$ 452 milhões e registra ágio recorde de 251%

O leilão do pré-sal realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) movimentou o setor energético brasileiro nesta quarta-feira (22), consolidando o país entre os grandes polos de investimento em exploração de petróleo. O terceiro ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção (OPP) arrecadou R$ 452 milhões em investimentos contratados, com ágio recorde de 251,63%, um dos maiores já registrados em leilões da categoria.

O evento, ocorrido no Rio de Janeiro, contou com sete áreas ofertadas nas Bacias de Campos e Santos, as mais promissoras do país em reservas de óleo e gás. Destas, cinco blocos foram arrematados, garantindo R$ 103,7 milhões em bônus de assinatura e assegurando uma nova onda de investimentos em exploração, empregos e arrecadação para a União.

Leia também: Grupo Petz Cobasi paga R$ 320 Milhões a Acionistas e Consolida Fusão na B3.


Resultados do leilão do pré-sal: Petrobras, Equinor e companhias estrangeiras se destacam

Das 15 empresas habilitadas, oito apresentaram propostas e cinco saíram vencedoras. O destaque ficou por conta da Petrobras e da Equinor, que conquistaram duas áreas cada uma — em um dos casos, formando consórcio.

A Petrobras arrematou o bloco Citrino, localizado na Bacia de Campos, com 100% de participação e um percentual de óleo excedente à União de 31,19%, registrando o maior ágio do certame: 251,63%. A estatal também venceu o bloco Jaspe, em parceria com a Equinor, com 60% de participação e ágio de 96,47%, equivalente a 32,85% de excedente para a União.

Leia também: Aéreas lucram R$ 4,3 bi em 2025; ANAC registra recorde de 101 mi de passageiros.

A Equinor, por sua vez, arrematou o bloco Itaimbezinho, com excedente de 6,95% e o menor ágio da rodada, de 4,2%. Já as chinesas CNOOC Petroleum (70%) e Sinopec (30%) formaram consórcio e conquistaram o bloco Ametista, na Bacia de Santos, com 9% de óleo para a União e ágio de 40,41%.

A australiana Karoon, estreante no regime de partilha, levou o bloco Esmeralda, também em Santos, oferecendo 14,1% de excedente e ágio de 33,78%.

Leia também: Itaú Realiza Leilão de 57 Imóveis com Preços Entre R$ 29 mil e R$ 621 mil.


A importância estratégica da rodada do pré-sal

O terceiro ciclo da OPP reforçou o papel estratégico do pré-sal brasileiro na política energética global. Além da arrecadação imediata, o leilão garante bilhões em investimentos futuros, que serão revertidos em geração de empregos, desenvolvimento tecnológico e aumento da produção de petróleo e gás natural.

O diretor-geral da ANP, Artur Watt Neto, classificou a rodada como um “sucesso técnico e financeiro”. Para ele, o resultado demonstra o apetite das empresas em investir no Brasil, mesmo diante de um cenário de volatilidade internacional.

Segundo a ANP, o grande diferencial do modelo de partilha é que vence a empresa que oferece o maior percentual de óleo excedente à União, após o abatimento dos custos de produção. Essa fórmula busca maximizar o retorno para o Estado brasileiro, preservando a competitividade do setor.


Blocos sem propostas e o cenário do mercado internacional

Nem todos os blocos ofertados despertaram interesse. Larimar e Ônix, ambos na Bacia de Campos, ficaram sem propostas e deverão ser reofertados em nova rodada.

De acordo com a ANP, a ausência de propostas reflete o momento de baixa nos preços internacionais do petróleo, influenciado por fatores geopolíticos e macroeconômicos. Apesar disso, o ágio expressivo em outros blocos indica confiança no potencial geológico e regulatório do país.

Artur Watt Neto afirmou que “a atratividade do pré-sal permanece elevada, e os percentuais mínimos são definidos com base em análises técnicas e geológicas rigorosas”.


Petrobras e Equinor: liderança consolidada no pré-sal

A Petrobras segue como protagonista nas rodadas de partilha, fortalecendo sua presença nas Bacias de Campos e Santos, responsáveis por mais de 75% da produção nacional de petróleo.

A parceria com a Equinor, empresa norueguesa com vasta experiência em exploração offshore, reforça o compromisso de ambas em maximizar a eficiência e sustentabilidade das operações. A união estratégica das duas companhias é vista como fundamental para aumentar a produção de óleo e gás com menor impacto ambiental.


Investimentos e geração de empregos

Segundo estimativas do setor, os investimentos resultantes do leilão do pré-sal podem ultrapassar R$ 10 bilhões nos próximos anos, considerando exploração, infraestrutura, transporte e tecnologia.

Esses recursos deverão gerar milhares de empregos diretos e indiretos, impulsionando a economia de estados produtores como Rio de Janeiro e Espírito Santo. Além disso, o aumento de arrecadação de royalties e participações especiais deverá fortalecer as finanças da União e dos entes federativos.


O papel da ANP e a continuidade das ofertas

A ANP confirmou que os contratos da terceira rodada da OPP serão assinados até 29 de maio de 2026. A agência também já prepara o quarto ciclo da OPP, previsto para o próximo ano, que poderá incluir até 26 novos blocos do pré-sal.

De acordo com a diretora da ANP, Symone Araújo, a continuidade dos leilões é essencial para expandir as fronteiras exploratórias e garantir a autossuficiência energética. “A regularidade das ofertas é o que assegura previsibilidade ao mercado e mantém o Brasil competitivo no cenário global”, afirmou.


Perspectivas para o setor de petróleo e gás

O resultado do leilão ocorre em um contexto de retomada dos investimentos no setor energético brasileiro. Recentemente, a ANP concluiu também o quinto ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC), com 34 blocos arrematados, incluindo 19 na Foz do Amazonas, uma nova fronteira de exploração.

A Petrobras, que obteve licença ambiental do Ibama para iniciar perfuração na região, planeja intensificar as atividades exploratórias nos próximos anos, apostando em áreas de alto potencial produtivo.

Especialistas apontam que o Brasil deve continuar como líder latino-americano em produção de petróleo, com projeções que indicam crescimento de até 40% na próxima década, impulsionado principalmente pelas descobertas no pré-sal.


O pré-sal como motor da economia brasileira

Desde sua descoberta, o pré-sal se tornou o principal vetor de crescimento da indústria de petróleo nacional, representando cerca de 80% da produção atual.

O regime de partilha da produção foi criado justamente para assegurar que a União receba parcela significativa dos lucros, preservando o interesse público e fomentando o desenvolvimento tecnológico e social.

Com os novos contratos firmados, o Brasil reforça seu compromisso com uma exploração energética responsável, sustentável e economicamente viável, garantindo retorno à sociedade e ampliando a presença do país no cenário global.


Expectativas para o quarto ciclo da OPP

O próximo leilão do pré-sal, já em planejamento pela ANP, promete ampliar ainda mais as oportunidades de investimento. O quarto ciclo deverá incluir blocos com alto potencial geológico e menor risco exploratório, atraindo novas empresas e consolidando o ambiente competitivo.

A expectativa é que grupos internacionais intensifiquem sua presença, especialmente com o avanço da transição energética e o foco em eficiência e descarbonização das operações.

A ANP pretende manter a periodicidade anual dos leilões, garantindo estabilidade e previsibilidade regulatória — fatores essenciais para atrair capital estrangeiro e consolidar o Brasil como potência petrolífera sustentável.


O legado do leilão do pré-sal

O terceiro ciclo da OPP não apenas superou expectativas financeiras, como também demonstrou que o Brasil mantém uma posição estratégica no mercado global de energia.

Com ágio recorde de 251,63%, Petrobras e Equinor reafirmaram o protagonismo do país na exploração offshore e abriram caminho para novas descobertas e investimentos bilionários.

O sucesso do leilão reforça a importância da continuidade regulatória e da estabilidade jurídica, garantindo um ambiente seguro para investidores e consolidando o pré-sal como ativo essencial para o futuro energético do Brasil.

leilão do pré-sal, ANP, Petrobras, Equinor, OPP, Bacia de Campos, Bacia de Santos, exploração de petróleo, pré-sal Brasil, investimentos em energia, partilha da produção

Leia também

  • Petrobras assina contratos para oito blocos de petróleo na Costa do Marfim
  • Leilão inédito de gás da União reúne 36 empresas e oferece 1,1 milhão de m³ por dia

LEIA MAIS

Mercados - Gzt - Gazeta Mercantil
Mercados

BTG Pactual muda carteira após eleições e projeta alta de até 83% para ações

BTG Pactual altera carteira de ações para novembro após eleições, inclui Caixa Seguridade, Ultrapar e TIM e projeta valorização de até 83% para Rede D'Or.

Leia MaisDetails
Imposto De 12% Sobre Exportação De Petróleo É Estendido Por 60 Dias
Mercados

Petróleo despenca mais de 8% com negociações entre Irã e EUA; Brent se aproxima de US$ 100

Petróleo despenca mais de 8% com negociações entre Irã e EUA. Brent cai a US$ 104,09 e mercado acompanha possível reabertura do Estreito de Ormuz.

Leia MaisDetails
Petróleo Hoje - Gazeta Mercantil
Empresas

Petrobras (PETR4) confirma terceira descoberta de petróleo na Foz do Amazonas

Petrobras (PETR4) confirma terceira descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, no poço Morpho, na costa do Amapá. Entenda os resultados e próximos passos.

Leia MaisDetails
Petrobras (Petr3; Petr4) - Gazeta Mercantil
Empresas

Petrobras (PETR4) pode pagar até US$ 4,2 bilhões em dividendos no 3T26

Petrobras (PETR4) pode distribuir até US$ 4,2 bilhões em dividendos no 3T26. Produção recorde e exportações sustentam projeções, apesar da queda do petróleo.

Leia MaisDetails
Petroleo - Petrobras - Gazeta Mercantil
Economia

Produção de petróleo e gás no Brasil bate recorde e supera 6,1 milhões de barris por dia

Produção de petróleo e gás no Brasil bate recorde em setembro de 2026, com 6,116 milhões de barris de óleo equivalente por dia, segundo dados da ANP.

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

02:54:13
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Serasa Registra 84,2 Milhões De Inadimplentes E Dívidas De R$ 597,4 Bilhões No Brasil-Gazeta Mercantil
Economia

Serasa registra 84,2 milhões de inadimplentes e dívidas de R$ 597,4 bilhões no Brasil

Leia MaisDetails
Mercados - Gzt - Gazeta Mercantil
Mercados

BTG Pactual muda carteira após eleições e projeta alta de até 83% para ações

Leia MaisDetails
Gado Leiteiro - Gzt - Gazeta Mercantil
Agronegócio

Paraná libera construção de centro de pecuária leiteira com investimento de R$ 36 milhões

Leia MaisDetails
Dólar Hoje - Gazeta Mercantil
Dólar

Dólar hoje fecha a R$ 5,4872, com alta de 0,79% e pressão fiscal

Leia MaisDetails
Tesouro Projeta Dívida Pública De 86,3% Do Pib Em 2036 E Identifica R$ 4,87 Trilhões Em Riscos Fiscais-Gazeta Mercantil
Economia

Dívida bruta do Brasil deve atingir 83,7% do PIB em 2026, projeta Tesouro

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Serasa registra 84,2 milhões de inadimplentes e dívidas de R$ 597,4 bilhões no Brasil

BTG Pactual muda carteira após eleições e projeta alta de até 83% para ações

Paraná libera construção de centro de pecuária leiteira com investimento de R$ 36 milhões

Dólar hoje fecha a R$ 5,4872, com alta de 0,79% e pressão fiscal

Dívida bruta do Brasil deve atingir 83,7% do PIB em 2026, projeta Tesouro

Lara Resende propõe limitar Selic enquanto juros da dívida superam R$ 1,2 trilhão

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

Últimas notícias da Gazeta Mercantil