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LVMH vende Marc Jacobs para WHP Global em movimento de revisão no portfólio de luxo

Marca americana será integrada a plataforma que reúne Vera Wang, rag & bone e G-STAR; estilista Marc Jacobs permanece como diretor criativo

por Alice Nascimento - Repórter de Negócios
15/05/2026 às 17h25
em Empresas, Destaque, Notícias
Lvmh: Ações Caem 7% Com Resultados Do 4º Tri E Alerta De Arnault Para 2026 - Gazeta Mercantil

A LVMH, maior conglomerado de luxo do mundo, anunciou a venda da marca Marc Jacobs para a americana WHP Global, em uma transação que reforça o processo de revisão estratégica do portfólio do grupo francês. O acordo deve ser concluído até o fim de 2026, sujeito a aprovações regulatórias. Os valores da operação não foram divulgados.

A Marc Jacobs estava sob controle da LVMH desde 1997, quando o grupo francês passou a apoiar a expansão da marca criada pelo estilista americano. Apesar da relevância cultural conquistada no mercado de moda, especialmente no início dos anos 2000, a grife enfrentou dificuldades para sustentar crescimento consistente e passou por sucessivas mudanças de posicionamento, estrutura e estratégia comercial.

Marc Jacobs continuará como diretor criativo da marca. A permanência do estilista é considerada um ponto central para preservar a identidade criativa da grife durante a transição para a nova controladora.

A WHP Global afirmou que a Marc Jacobs passará a integrar uma parte essencial de seu portfólio de moda premium, que já inclui Vera Wang, rag & bone e G-STAR. Segundo a companhia americana, a incorporação da marca elevará suas vendas globais no varejo para mais de US$ 9,5 bilhões.

Marc Jacobs deixa a LVMH após quase três décadas

A saída da Marc Jacobs da LVMH encerra uma relação de quase 30 anos entre a marca americana e o conglomerado francês. A aquisição, em 1997, ocorreu em um momento de expansão internacional da LVMH, que buscava fortalecer sua presença em moda contemporânea e ampliar sua influência no mercado americano.

Durante parte dos anos 2000, Marc Jacobs ocupou posição de destaque no universo da moda. A marca tornou-se associada a uma estética jovem, urbana e sofisticada, com forte apelo entre consumidores de alto poder aquisitivo e grande visibilidade editorial.

Com o passar dos anos, porém, a operação perdeu tração. A grife enfrentou dificuldades para equilibrar criatividade, escala comercial, preço, distribuição e rentabilidade. A empresa também passou por mudanças em linhas de produto e reposicionamento, em tentativa de recuperar relevância no mercado global.

Para a LVMH, a venda indica uma decisão de concentrar recursos e foco em marcas com maior escala, rentabilidade e aderência ao núcleo de luxo do grupo. O conglomerado segue controlador de Louis Vuitton, Dior, Celine, Fendi, Givenchy, Loewe e Moët Hennessy, entre outras casas de alto prestígio.

WHP Global reforça portfólio de moda premium

A compra da Marc Jacobs fortalece a estratégia da WHP Global de adquirir, licenciar e expandir marcas conhecidas globalmente. A empresa americana opera com um modelo focado em gestão de propriedade intelectual, licenciamento, parcerias comerciais e expansão multicanal.

Com a Marc Jacobs, a WHP amplia sua presença em moda premium e adiciona ao portfólio uma marca com reconhecimento global, histórico criativo e potencial de crescimento em categorias como bolsas, acessórios, vestuário, fragrâncias e licenciamento.

A empresa já controla ou administra nomes como Vera Wang, rag & bone e G-STAR. A entrada da Marc Jacobs aumenta o peso da companhia no segmento de marcas de moda com apelo aspiracional, posicionadas entre o luxo tradicional e o consumo premium.

Esse espaço tem se tornado estratégico para grupos de moda. Consumidores buscam produtos com assinatura reconhecida, mas nem sempre estão dispostos a pagar os preços das casas mais exclusivas. Marcas como Marc Jacobs podem se beneficiar desse comportamento caso encontrem equilíbrio entre desejo, preço e distribuição.

G-III terá papel operacional na nova fase da marca

Paralelamente à venda, o grupo G-III anunciou que formará uma joint venture com a WHP Global. Essa nova entidade será a proprietária efetiva da Marc Jacobs.

A G-III ficará responsável pela administração das operações de venda direta ao consumidor e também do atacado da marca. A empresa tem experiência em licenciamento, distribuição e operação de marcas de moda, o que pode acelerar a reorganização comercial da Marc Jacobs.

A presença da G-III é relevante porque a marca precisa de escala e execução operacional para voltar a crescer de forma consistente. Isso inclui gestão de lojas, e-commerce, atacado, expansão internacional, controle de estoques e desenvolvimento de categorias de produto.

A mudança também pode indicar uma estratégia de tornar a Marc Jacobs mais acessível comercialmente, sem abandonar sua identidade de moda premium. Esse equilíbrio será decisivo para evitar perda de prestígio em um mercado no qual percepção de marca é tão importante quanto volume de vendas.

Valor da transação não foi divulgado

Os valores do negócio não foram informados pelas empresas. No ano passado, o Wall Street Journal havia reportado que conversas com potenciais compradores giravam em torno de US$ 1 bilhão.

A ausência de valor oficial impede uma avaliação precisa sobre o múltiplo pago pela Marc Jacobs. Ainda assim, o interesse de compradores reforça que a marca continua vista como um ativo relevante, apesar das dificuldades enfrentadas dentro da LVMH.

Para a WHP Global, o potencial da operação está na possibilidade de ampliar licenciamento, distribuição e presença internacional. Para a LVMH, a venda libera atenção gerencial e capital para marcas mais alinhadas ao luxo de alta margem.

O movimento ocorre em um momento em que grupos globais de luxo enfrentam ambiente mais desafiador. Após anos de forte expansão, o setor passou a lidar com desaceleração de consumo, maior seletividade de clientes, tensões geopolíticas e impacto de juros elevados sobre demanda discricionária.

LVMH concentra força em marcas de maior escala

A venda da Marc Jacobs não altera a posição da LVMH como líder global do luxo. O grupo francês continua dono de algumas das marcas mais valiosas do setor, incluindo Louis Vuitton, Dior, Celine, Fendi, Loewe, Bulgari, Sephora e Moët Hennessy.

O portfólio da LVMH combina moda, couro, relógios, joias, perfumes, cosméticos, vinhos, destilados e varejo seletivo. A escala e a diversificação do grupo são fatores centrais para sua resiliência em ciclos de desaceleração.

A Marc Jacobs, embora reconhecida, não ocupava o mesmo papel estratégico de casas como Louis Vuitton e Dior. Essas marcas concentram maior poder de preço, margens elevadas, presença global e capacidade de atrair consumidores ultraluxo.

Ao se desfazer da Marc Jacobs, a LVMH reduz exposição a uma operação que exigia reposicionamento contínuo e maior esforço para recuperar crescimento. A decisão também reforça uma tendência de maior disciplina no setor de luxo, com grupos revisando ativos que não entregam escala ou rentabilidade compatíveis com suas prioridades.

Venda ocorre em momento de pressão sobre o luxo global

A transação ocorre em um ambiente menos favorável para o mercado de luxo. O setor, que viveu forte expansão após a pandemia, passou a enfrentar desaceleração em mercados relevantes, especialmente com consumidores mais cautelosos e incertezas econômicas globais.

A LVMH já havia sentido pressão em suas receitas recentes, em parte por efeitos geopolíticos, câmbio, desaceleração do consumo aspiracional e maior seletividade dos clientes. Nesse contexto, marcas com posicionamento intermediário podem enfrentar desafio maior do que as casas de luxo mais consolidadas.

Marc Jacobs ocupa justamente esse espaço sensível. A marca tem prestígio, reconhecimento e força criativa, mas compete em um segmento no qual consumidores comparam preço, tendência, distribuição e desejo de marca de forma mais intensa.

Para a WHP Global e a G-III, a oportunidade está em transformar esse reconhecimento em crescimento comercial. O desafio será reposicionar a grife sem descaracterizá-la.

Marc Jacobs inicia nova fase fora do império LVMH

A venda da Marc Jacobs para a WHP Global marca uma nova fase para uma das marcas americanas mais conhecidas da moda contemporânea. Fora da estrutura da LVMH, a grife passa a integrar um modelo mais voltado a expansão comercial, licenciamento e gestão de portfólio premium.

A permanência de Marc Jacobs como diretor criativo preserva um elo essencial com a história da marca. Ao mesmo tempo, a entrada da WHP Global e da G-III sinaliza busca por maior escala, eficiência operacional e presença mais ampla no varejo global.

Para o mercado de luxo, a operação mostra que grandes conglomerados seguem revisando prioridades em um ambiente de crescimento mais seletivo. Para a Marc Jacobs, o desafio será recuperar força comercial sem perder identidade criativa.

A transação também reforça a disputa por marcas premium com reconhecimento global. Em um setor cada vez mais concentrado, ativos com história, visibilidade e potencial de licenciamento continuam atraentes, mesmo quando deixam de ser prioridade para os maiores grupos de luxo do mundo.

Tags: CélineDiorEmpresasG-IIIG-STARLouis VuittonluxoLVMHMarc Jacobsmercado de luxomodarag & boneVera WangWHP Global

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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

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