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Mario Frias e o uso de verba pública em filme sobre Jair Bolsonaro

por Carlos Menezes - Repórter de Política
19/12/2025 às 13h22
em Política, Destaque, Notícias
Mario Frias E O Uso De Verba Pública Em Filme Sobre Jair Bolsonaro - Gazeta Mercantil

Mario Frias e o uso de verba pública em filme sobre Jair Bolsonaro acendem alerta político e institucional

A destinação de verba pública para iniciativas culturais e projetos ligados a figuras políticas sempre desperta debate no Brasil. Nos últimos dias, esse debate ganhou novos contornos com a revelação de que recursos públicos foram direcionados à produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro. No centro da controvérsia está o deputado federal Mario Frias, ex-secretário especial de Cultura durante o governo Bolsonaro, cujo nome aparece associado tanto ao roteiro da obra quanto à liberação de recursos por meio de emendas parlamentares.

O episódio lança luz sobre a relação entre política, cultura, uso de dinheiro público e possíveis conflitos de interesse, temas sensíveis em um país marcado por frequentes denúncias envolvendo a aplicação de recursos do Estado. A discussão ultrapassa o campo cinematográfico e se insere no debate mais amplo sobre transparência, governança e responsabilidade no uso de verbas públicas.

A produtora e os recursos públicos envolvidos

A produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, que no Brasil recebeu o título “Azarão”, obteve aproximadamente R$ 2 milhões em recursos públicos provenientes de três CNPJs ligados às áreas de tecnologia e esportes. Além desses valores, a mesma estrutura institucional firmou um contrato de grande porte com a Prefeitura de São Paulo para a instalação de pontos de wi-fi em espaços públicos, em um acordo que soma R$ 108 milhões.

Esses números chamam atenção não apenas pelo montante financeiro, mas também pela diversidade de áreas envolvidas. Recursos originalmente destinados a projetos de inclusão digital, esporte e tecnologia acabaram associados, de forma indireta, a uma produção cinematográfica de forte conteúdo político, o que levanta questionamentos sobre a finalidade original dessas verbas e os critérios adotados para sua liberação.

O papel de Mario Frias na liberação das verbas

O deputado Mario Frias surge como figura central no caso. Ex-secretário especial de Cultura, ele foi responsável pela aprovação de duas emendas parlamentares destinadas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), uma organização não governamental presidida por Karina Ferreira da Gama. A mesma dirigente é proprietária da GoUP Entertainment, produtora do filme “Dark Horse”.

Segundo documentos acessados pela reportagem, o roteiro do longa-metragem indica que a obra é baseada em uma história real escrita por Mario Frias, intitulada “Capitão do Povo”. Esse detalhe reforça o debate sobre possíveis conflitos de interesse, já que o parlamentar teria participado da concepção narrativa da obra ao mesmo tempo em que autorizava a destinação de recursos públicos a entidades ligadas à produção.

Procurados, tanto Mario Frias quanto o Instituto Conhecer Brasil não se manifestaram até o fechamento das informações, o que contribuiu para ampliar o questionamento público sobre a transparência do processo.

Emendas parlamentares e projetos financiados

Os repasses ao Instituto Conhecer Brasil totalizaram R$ 2 milhões. Parte desses recursos, cerca de R$ 1 milhão, foi transferida por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, dentro de uma ação de letramento digital. Outro R$ 1 milhão veio do Ministério dos Esportes, para a implementação do projeto “Lutando Pela Vida”, voltado às artes marciais.

Embora os projetos tenham, em tese, objetivos sociais e educacionais, a conexão institucional entre a ONG beneficiada e a produtora do filme gerou questionamentos sobre a real destinação dos recursos e sobre a separação entre iniciativas de interesse público e projetos de natureza política ou ideológica.

No passado, o Instituto Conhecer Brasil também foi autorizado a captar recursos para iniciativas ligadas ao segmento evangélico, como espetáculos teatrais e festivais religiosos, mas não conseguiu levantar os valores necessários. Esse histórico contribui para o debate sobre o perfil da instituição e sua capacidade de execução de projetos financiados pelo poder público.

Contrato milionário com a Prefeitura de São Paulo

Além das emendas parlamentares, o Instituto Conhecer Brasil firmou um contrato expressivo com a Prefeitura de São Paulo para a instalação de 5.000 pontos de wi-fi na capital paulista. O valor total da parceria é de R$ 108 milhões, dos quais aproximadamente R$ 86 milhões já foram repassados, correspondentes aos serviços executados até o momento.

Segundo a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia, a contratação ocorreu por meio de chamamento público considerado transparente, sem contestações, e a organização social teria cumprido todas as exigências previstas no edital. Atualmente, mais de 3.200 pontos de wi-fi já teriam sido instalados, com previsão de conclusão dos demais até 2026.

Apesar da explicação oficial, a coincidência entre a execução de um contrato dessa magnitude e a participação indireta da instituição em uma produção cinematográfica de cunho político alimenta suspeitas e amplia a pressão por esclarecimentos mais detalhados.

O conteúdo do filme “Dark Horse”

O filme “Dark Horse” retrata os momentos vividos por Jair Bolsonaro após o atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora, Minas Gerais. A narrativa acompanha o período de internação, recuperação e o impacto do episódio na trajetória política do então candidato.

A primeira locação de filmagem ocorreu em um hospital da zona sul de São Paulo, recriando o ambiente hospitalar vivido por Bolsonaro após o atentado. A escolha do tema e o momento histórico retratado reforçam o caráter político da produção, o que intensifica o debate sobre a origem dos recursos associados, ainda que de forma indireta, ao projeto.

Direção e elenco internacional

A direção do longa-metragem está a cargo de Cyrus Nowrasteh, cineasta americano de origem iraniana, conhecido por obras de temática religiosa e política. Em seu currículo estão filmes que abordam conflitos ideológicos, fé e perseguição religiosa, o que dialoga com a proposta narrativa de “Dark Horse”.

No papel de Jair Bolsonaro, o ator Jim Caviezel foi escalado para interpretar o ex-presidente. Caviezel é conhecido internacionalmente por viver Jesus Cristo em “A Paixão de Cristo” e por protagonizar produções de forte apelo conservador nos últimos anos. A escolha do ator reforça o posicionamento ideológico da obra e amplia sua repercussão internacional.

Repercussão política e institucional

A revelação do direcionamento de verba pública para entidades ligadas à produção do filme gerou reações no meio político. Parlamentares de oposição passaram a questionar a legalidade e a moralidade do uso de emendas parlamentares em contextos que podem beneficiar projetos de interesse pessoal ou político.

O caso também se soma a outras investigações que envolvem aliados de Jair Bolsonaro e o uso de recursos públicos provenientes de cotas parlamentares. Embora não haja, até o momento, uma condenação ou decisão judicial específica relacionada ao filme, o episódio amplia o escrutínio sobre práticas adotadas durante e após o governo Bolsonaro.

Debate sobre transparência e governança

Especialistas em administração pública destacam que o caso evidencia fragilidades no sistema de fiscalização das emendas parlamentares. Embora o mecanismo seja legal e previsto na Constituição, sua utilização exige critérios rigorosos de transparência, especialmente quando há vínculos pessoais ou ideológicos entre o parlamentar e a entidade beneficiada.

A associação entre cultura, política e dinheiro público não é inédita no Brasil, mas episódios como este reforçam a necessidade de aprimorar mecanismos de controle, prestação de contas e fiscalização social. O debate vai além de um filme específico e alcança o modelo de financiamento público de projetos culturais e sociais no país.

Impacto na imagem institucional

Para Mario Frias, o episódio representa um desgaste político em um momento de forte polarização nacional. A associação de seu nome à liberação de recursos e à autoria da história que inspira o filme sobre Jair Bolsonaro coloca o parlamentar no centro de críticas e questionamentos sobre ética pública.

Já para as instituições envolvidas, o desafio passa a ser demonstrar, de forma clara e documentada, que os recursos públicos foram aplicados estritamente conforme os objetivos previstos nos contratos e convênios firmados, sem desvio de finalidade ou favorecimento indevido.

Um caso que ultrapassa o cinema

Mais do que uma produção cinematográfica, “Dark Horse” se tornou símbolo de um debate mais amplo sobre o uso de verba pública, a atuação de parlamentares e os limites entre interesse público e projetos de cunho político. A repercussão do caso indica que a sociedade segue atenta à forma como recursos do Estado são utilizados e à necessidade de responsabilização quando surgem indícios de irregularidades.

Independentemente dos desdobramentos jurídicos, o episódio reforça a importância do jornalismo investigativo e do controle social como instrumentos fundamentais para a preservação da democracia e da transparência na gestão pública.

Tags: Dark Horse Bolsonaroemendas parlamentaresfilme Azarãofilme BolsonaroInstituto Conhecer BrasilMario FriasMario Frias Bolsonarorecursos públicos culturaverba pública

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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