Michelle Bolsonaro (PL) aparece na liderança da disputa pelas duas vagas do Distrito Federal no Senado, com 25% das intenções de voto, segundo pesquisa do Real Time Big Data divulgada nesta quarta-feira, 19 de agosto. Leila do Vôlei (PDT) ocupa a segunda posição, com 17%, enquanto Bia Kicis (PL) e Erika Kokay (PT) registram 15% cada. O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre 14 e 18 de agosto e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Sebastião Coelho (Novo) aparece com 8% no resultado consolidado, seguido por Cristian Viana (Podemos), com 2%, e Tiago Tarsis (Agir), com 1%. Zanata (PSTU) e Professor Guilherme Amorim (UP) não pontuaram nesse quadro. Votos brancos e nulos representam 8%, enquanto 9% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
A vantagem de Michelle sobre Leila é de oito pontos percentuais, superior à margem de erro informada pelo instituto. Já a situação entre Leila, Bia e Erika é mais estreita: quatro pontos separam a segunda colocada das duas concorrentes empatadas numericamente em terceiro. Os números representam o cenário medido entre os eleitores entrevistados no período de campo e não constituem avaliação dos candidatos nem previsão do resultado das urnas.
A pesquisa estadual está registrada na Justiça Eleitoral sob o número DF-07849/2026. O Real Time Big Data informa que a amostra é composta por eleitores do Distrito Federal e apresenta perfil distribuído por sexo, idade, renda e escolaridade. A coleta ocorreu durante cinco dias, encerrando-se em 18 de agosto, na véspera da divulgação.
Primeiro e segundo votos mostram configurações diferentes
A eleição para o Senado em 2026 tem uma particularidade importante para a leitura da pesquisa. Cada eleitor poderá escolher dois candidatos, porque dois terços das 81 cadeiras da Casa estarão em disputa. O Tribunal Superior Eleitoral informa que serão eleitos 54 senadores no país, dois em cada estado e no Distrito Federal. Na urna, o eleitor registrará separadamente o voto para a primeira e para a segunda vaga.
Por isso, o percentual consolidado divulgado pelo Real Time Big Data não corresponde simplesmente à pergunta tradicional utilizada em uma eleição de vaga única. O instituto perguntou separadamente quem receberia o primeiro e o segundo votos e depois consolidou as duas escolhas, reduzindo o conjunto para uma base de 100%.
Quando é considerado somente o primeiro voto, Michelle amplia sua vantagem e chega a 35%. Leila do Vôlei aparece com 21%, Erika Kokay com 14% e Bia Kicis com 12%. Sebastião Coelho tem 6% e Cristian Viana, 1%. Entre os entrevistados, 5% optaram por branco ou nulo e 6% não souberam ou não responderam.
No segundo voto, a configuração muda. Bia Kicis passa a ocupar numericamente a primeira posição, com 18%. Michelle Bolsonaro e Erika Kokay aparecem com 16% cada, enquanto Leila registra 14%. Sebastião Coelho alcança 10%, Cristian Viana fica com 2% e Tiago Tarsis tem 1%. Brancos e nulos somam 10%, e 13% não souberam ou não responderam.
A diferença entre os dois recortes explica por que a soma consolidada mantém Michelle na primeira posição com 25%, mas aproxima Leila, Bia e Erika. Michelle concentra uma proporção maior de eleitores que a indicam como primeira escolha, enquanto Bia obtém desempenho proporcionalmente mais alto quando o entrevistado aponta sua segunda opção.
O desenho da votação também significa que não haverá segundo turno para senador. Os dois candidatos mais votados no Distrito Federal em 4 de outubro serão eleitos para mandatos de oito anos, independentemente de atingirem ou não a maioria absoluta dos votos.
Celina Leão tem 34% na disputa pelo governo
O mesmo levantamento estadual mediu a corrida pelo Palácio do Buriti. No principal cenário estimulado, Celina Leão (PP) registra 34% das intenções de voto, seguida por José Roberto Arruda (PSD), com 22%, e Leandro Grass (PT), com 18%. Paula Belmonte (PSDB) aparece com 6% e Ricardo Cappelli (PSB), com 5%. Outros nomes somados representam 1%, enquanto brancos e nulos chegam a 6% e 8% não souberam ou não responderam.
Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados respondem sem receber previamente uma relação de nomes, Celina também aparece numericamente à frente, com 15%. Arruda tem 9% e Grass, 3%. Nesse tipo de levantamento, porém, o volume de indecisos é bem maior: 55% não souberam ou não responderam.
O instituto testou ainda um cenário estimulado sem José Roberto Arruda. Nessa hipótese, Celina sobe para 45%, seguida por Grass, com 20%. Paula Belmonte registra 10%, Ricardo Cappelli tem 6%, outros candidatos somam 1%, brancos e nulos representam 8% e 10% não souberam responder.
As simulações de segundo turno também colocam a governadora numericamente à frente nos dois confrontos em que seu nome foi apresentado. Contra Arruda, Celina aparece com 42% a 30%, com 15% de votos brancos ou nulos e 13% de indecisos. Diante de Leandro Grass, a diferença aumenta: 51% para Celina e 32% para o petista, enquanto 10% escolheriam branco ou nulo e 7% não responderam.
O instituto também simulou uma disputa de segundo turno entre Arruda e Grass. Nesse caso, Arruda aparece com 44%, contra 34% de Grass. Brancos e nulos somam 13%, enquanto 9% não souberam ou não responderam.
Aprovação do governo do DF chega a 60%
Além das intenções de voto, a pesquisa perguntou aos eleitores sobre a administração de Celina Leão. O levantamento mostra 60% de aprovação e 38% de desaprovação, enquanto 2% não souberam ou não responderam.
Quando a pergunta é formulada em categorias de avaliação, 34% classificam o trabalho da governadora como ótimo ou bom. Outros 40% consideram a gestão regular, 24% avaliam como ruim ou péssima e 2% não responderam.
A pesquisa também mediu a rejeição dos nomes apresentados para o governo. José Roberto Arruda registra o maior percentual no indicador, com 51% dos entrevistados afirmando que não votariam nele no cenário apresentado. Celina aparece com 38% de rejeição e Leandro Grass, com 36%. Paula Belmonte tem 34% e Ricardo Cappelli, 30%.
O levantamento separa rejeição de intenção de voto. Assim, o percentual de eleitores que afirma não votar em determinado nome não deve ser subtraído diretamente de sua intenção de voto, porque são perguntas diferentes e podem medir aspectos distintos do comportamento eleitoral.
Lula e Flávio Bolsonaro ficam separados por um ponto no primeiro turno
Uma pesquisa presidencial separada do Real Time Big Data, registrada sob o número BR-05423/2026, mostra disputa mais estreita entre os eleitores do Distrito Federal. No cenário estimulado de primeiro turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 36%, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 35%. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos informada pelo instituto.
Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem empatados numericamente com 8% cada. Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) registram 1% cada. Outros nomes testados, somados, também representam 1%. Votos brancos e nulos chegam a 4% e 6% não souberam ou não responderam.
Na pergunta espontânea, Lula é citado por 24% dos entrevistados e Flávio Bolsonaro por 21%. Caiado aparece com 3%, Renan Santos com 2% e Jair Bolsonaro é mencionado espontaneamente por 1%. Outros nomes somam 2%, brancos e nulos ficam em 11% e a parcela que não soube ou não respondeu alcança 36%.
O levantamento presidencial utilizou os mesmos parâmetros gerais da pesquisa estadual: foram 1.600 entrevistas com eleitores do Distrito Federal entre 14 e 18 de agosto, margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os dois estudos, porém, possuem registros distintos na Justiça Eleitoral.
Flávio marca 44% e Lula 39% em simulação de segundo turno
No cenário de segundo turno apresentado pelo instituto aos eleitores do Distrito Federal, Flávio Bolsonaro registra 44% das intenções de voto, contra 39% de Lula. A diferença numérica é de cinco pontos percentuais. Brancos e nulos representam 9%, enquanto 8% não souberam ou não responderam.
A pesquisa também perguntou em quais candidatos os entrevistados afirmam que não votariam. Lula aparece com 48% na rejeição múltipla, seguido por Flávio Bolsonaro, com 40%. Ronaldo Caiado registra 30%, e Renan Santos, 29%. Como a pergunta permite avaliar diferentes nomes, esses percentuais não representam distribuição de votos e não devem ser somados.
Na avaliação da administração federal, 54% dos entrevistados dizem aprovar o trabalho do presidente Lula e 45% desaprovam, enquanto 1% não respondeu. Em outra pergunta, 30% classificam o governo como ótimo ou bom, 39% como regular e 29% como ruim ou péssimo; 2% não souberam responder.
As Eleições Gerais de 2026 estão marcadas para 4 de outubro. O TSE estabelece que, além de presidente e governador, o eleitorado escolherá deputados federais, deputados estaduais ou distritais e dois senadores. Nos cargos de presidente e governador, caso nenhum concorrente alcance a maioria exigida no primeiro turno, a segunda votação ocorrerá em 25 de outubro.
Fontes:
Real Time Big Data — Pesquisa Distrito Federal: Governo e Senado — DF-07849/2026 — 19 de agosto de 2026
Real Time Big Data — Pesquisa Presidencial no Distrito Federal — BR-05423/2026 — 19 de agosto de 2026
Tribunal Superior Eleitoral — Eleições 2026: cargos em disputa — 7 de janeiro de 2026
Tribunal Superior Eleitoral — Resolução nº 23.760, de 2 de março de 2026 — Calendário Eleitoral








