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Haddad tenta acordo para aprovar MP do IOF e evitar perda de R$ 20 bilhões no Orçamento de 2026

por Redação
07/10/2025 às 18h35 - Atualizado em 14/05/2026 às 17h15
em Economia, Destaque, Notícias
Haddad Tenta Acordo Para Aprovar Mp Do Iof E Evitar Perda De R$ 20 Bilhões No Orçamento De 2026 - Gazeta Mercantil - Economia

MP do IOF: Haddad corre contra o tempo para evitar perda de R$ 20 bilhões e manter equilíbrio fiscal

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, intensificou as negociações com o Congresso Nacional nesta terça-feira (7) em busca de um acordo de última hora para aprovar a MP do IOF (Medida Provisória 1.303). A proposta redefine regras tributárias e substitui o decreto anterior sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), e é considerada essencial para o fechamento do Orçamento de 2026.

A medida expira nesta quarta-feira (8) e, se não for votada a tempo, o governo federal pode perder até R$ 20 bilhões em receitas, comprometendo a execução do arcabouço fiscal e obrigando o Ministério da Fazenda a realizar novos cortes em despesas obrigatórias e emendas parlamentares — o que ampliaria as tensões políticas às vésperas da votação do Orçamento.


O que está em jogo com a MP do IOF

A MP do IOF é um dos pilares da estratégia fiscal do governo para 2026. O texto estabelece novas bases de tributação sobre investimentos, operações financeiras e ganhos de capital, com o objetivo de reduzir distorções e ampliar a arrecadação sem comprometer o ambiente de negócios.

A medida também busca compensar o impacto da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, aprovada recentemente pela Câmara dos Deputados. Segundo Haddad, sem a aprovação da MP, o governo seria obrigado a adotar contingenciamentos severos, afetando políticas públicas e compromissos constitucionais.

“Temos espaço para negociar e ajustar o texto, mas a aprovação é essencial para garantir segurança fiscal e previsibilidade”, afirmou o ministro em entrevista recente.


As mudanças propostas pela MP do IOF

O texto da MP 1.303 traz uma série de alterações em diferentes tributos, com destaque para:

  • Elevação do IR sobre JCP (juros sobre capital próprio): a alíquota passa de 15% para 20%, aumentando a arrecadação de empresas que distribuem lucros aos acionistas.

  • Aumento da CSLL para fintechs: a contribuição sobe de 9% para 15%, equiparando o setor às instituições financeiras tradicionais.

  • Fim das isenções para títulos incentivados, como LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures, que antes contavam com benefícios fiscais significativos.

  • Regras mais rígidas para compensações tributárias, reduzindo brechas que vinham sendo usadas por empresas para abater valores devidos.

Essas medidas fazem parte do esforço do governo para cumprir a meta de resultado primário zero em 2026, dentro dos limites estabelecidos pelo novo arcabouço fiscal.


O impacto da revisão no parecer de Zarattini

O relator da MP, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), apresentou um novo parecer nesta terça-feira, reduzindo em R$ 4,3 bilhões a projeção de arrecadação. O valor total cairia de R$ 20,87 bilhões para R$ 16,57 bilhões.

Entre as alterações, Zarattini decidiu manter a isenção de LCAs e LCIs, cuja tributação de 5% renderia R$ 2,6 bilhões, e retirar o aumento do imposto sobre as bets, que passaria de 12% para 18%, e geraria R$ 1,7 bilhão adicionais.

Por outro lado, o parlamentar incluiu o Regime Virtual de Regularização de Ativos Virtuais (RVRAV), uma espécie de “refis digital” que permitirá que plataformas de apostas e ativos virtuais regularizem tributos de 2014 a 2024. O objetivo é compensar parte da perda de arrecadação e trazer o setor para a formalidade tributária.


Negociações com o Senado e o desafio político

As negociações entre o Ministério da Fazenda e o Congresso entraram em fase decisiva. A reunião da comissão mista, que estava marcada para as 9h, foi adiada para as 15h30, a pedido do líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), com o objetivo de garantir articulação com os senadores.

Segundo interlocutores do Planalto, o principal desafio agora é aprovar o texto sem que o Senado imponha mudanças substanciais que atrasem sua tramitação. Randolfe tem trabalhado para alinhar a proposta com líderes das duas Casas, de modo a evitar um impasse que possa inviabilizar a aprovação antes do prazo final.

“Não se trata apenas de votar, mas de garantir segurança jurídica e política à medida”, destacou o senador.


A importância fiscal da MP do IOF

A aprovação da MP do IOF é vista como crucial para o equilíbrio das contas públicas e a credibilidade do governo junto ao mercado. Desde maio, o Ministério da Fazenda vem executando um bloqueio orçamentário de R$ 30 bilhões, medida que só se sustentará caso novas fontes de receita sejam confirmadas.

O risco de perda de R$ 20 bilhões em arrecadação geraria pressão sobre o câmbio, os juros e a dívida pública, num momento em que o país tenta manter o compromisso com o arcabouço fiscal e evitar o rebaixamento de sua nota de crédito.

A equipe econômica também teme que a não aprovação da MP provoque revisões negativas nas projeções de crescimento e inflação, uma vez que a incerteza fiscal costuma impactar diretamente a confiança de investidores.


O embate político sobre cortes e privilégios

O ministro Fernando Haddad tem enfatizado que a proposta não busca aumentar impostos de forma indiscriminada, mas eliminar privilégios tributários que perderam sentido ao longo dos anos.

Entre os principais focos estão benefícios concentrados em setores de alta renda, como fundos exclusivos e aplicações financeiras com isenções desproporcionais. Segundo o ministro, essas distorções comprometem a progressividade do sistema tributário e reduzem o espaço fiscal para políticas sociais.

“Quando um privilégio tributário não faz mais sentido, ele precisa ser cortado — porque está fazendo falta para alguém que precisa mais do que aquele empresário”, afirmou Haddad em coletiva.


Reforma Tributária e o novo modelo de arrecadação

A MP do IOF também se conecta à segunda fase da Reforma Tributária, que prevê a simplificação e modernização do sistema brasileiro. O Ministério da Fazenda aposta na medida como ponte entre o atual regime e o modelo definitivo de impostos sobre renda e consumo.

Com o avanço do Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) e a implementação da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), o governo pretende reduzir a dependência de tributos sobre operações financeiras, tornando o sistema mais transparente e equilibrado.

Nesse contexto, a MP do IOF representa um ajuste de transição, essencial para preservar a arrecadação enquanto o novo modelo não entra em vigor.


A isenção do IR e o equilíbrio fiscal

Durante a entrevista, Haddad comemorou a aprovação, pela Câmara, da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o desconto para rendas de até R$ 7.350.

A medida, aprovada por unanimidade (493 votos favoráveis), é considerada uma das principais promessas do governo Lula para fortalecer o poder de compra da classe média e baixa.

No entanto, o ministro foi claro: qualquer nova ampliação da faixa de isenção, como a proposta para rendimentos até R$ 10 mil, só poderá ocorrer se houver compensação fiscal.

“O Brasil está cansado de populismo. Qualquer ampliação precisa vir com responsabilidade fiscal”, destacou o ministro, reforçando a necessidade de manter o equilíbrio entre arrecadação e gasto público.


O que acontece se a MP do IOF não for aprovada

Caso a MP do IOF expire sem votação, o governo terá de reavaliar todo o planejamento orçamentário de 2026. A perda de R$ 20 bilhões em receitas poderá resultar em:

  • Novos bloqueios orçamentários para recompor o equilíbrio fiscal;

  • Cortes em emendas parlamentares, o que tende a gerar atritos com a base aliada;

  • Atrasos em programas sociais e investimentos estratégicos;

  • Aumento da desconfiança dos investidores, pressionando juros e câmbio;

  • Risco de descumprimento do arcabouço fiscal, comprometendo metas de resultado primário.

Para o Ministério da Fazenda, a aprovação da medida é urgente e estratégica para consolidar o discurso de responsabilidade fiscal que vem sendo defendido desde o início do governo.


Corrida contra o relógio para garantir a estabilidade fiscal

Com a expiração da MP do IOF marcada para esta quarta-feira, Fernando Haddad enfrenta um dos testes mais desafiadores de sua gestão. Entre negociações políticas e pressões do mercado, o ministro aposta na articulação com o Congresso para assegurar o equilíbrio das contas públicas e a confiança dos agentes econômicos.

A votação da medida não é apenas uma questão técnica, mas um sinal de credibilidade. A capacidade do governo de preservar o arcabouço fiscal, sustentar o crescimento e evitar o descontrole das contas dependerá diretamente do desfecho dessa votação.

Tags: arcabouço fiscalarrecadação federalCarlos ZarattiniCongresso NacionalEconomiaeconomia 2026Fernando Haddadimposto sobre operações financeirasisenção do IRMedida Provisória 1303MP do IOF

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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