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Ouro fecha em baixa com Fed mais restritivo e impacto do conflito no Oriente Médio

por Camila Braga - Repórter de Economia
09/03/2026 às 18h17 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h10
em Economia, Destaque, Notícias
Guerra No Oriente Médio Dispara Ouro A Us$ 5.360 Por Onça

Ouro/ Foto: Freepik

Ouro fecha em baixa com perspectiva de Fed mais restritivo e conflito no Oriente Médio

O mercado de metais preciosos registrou movimentações expressivas nesta segunda-feira (9), com o ouro encerrando em baixa, pressionado pela combinação de tensões geopolíticas no Oriente Médio e expectativas de uma política monetária mais restritiva pelo Federal Reserve (Fed). A valorização do petróleo e o risco crescente de inflação nos Estados Unidos reforçam a percepção de que o Fed manterá a postura agressiva em relação à taxa de juros, o que afeta diretamente o desempenho do metal, que não oferece rendimento financeiro adicional.

Mercado internacional de metais

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para entrega em abril caiu 1,07%, cotado a US$ 5.103,7 por onça-troy. Por outro lado, a prata para março apresentou ligeira alta de 0,29%, alcançando US$ 84,52 por onça-troy, refletindo uma movimentação seletiva entre metais preciosos.

Analistas do TD Securities destacam que os mercados de ouro estão refletindo três fatores principais: a exclusão de cortes na taxa de juros pelo Fed, a redução das compras do metal por países do Oriente Médio e a transformação do ativo em uma opção consolidada para investidores institucionais. O banco canadense ainda ressalta que a ampla diversificação de participações no metal resulta de estratégias de proteção contra desvalorização cambial, que podem ser pressionadas pelo aperto monetário esperado.

Impactos do conflito no Oriente Médio

O conflito em andamento na região do Oriente Médio afetou diretamente a logística e o comércio de ouro. Em Dubai, um dos maiores centros de negociação do metal no mundo, embarques foram interrompidos devido ao fechamento parcial do espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos, gerando atrasos e gargalos significativos. Como consequência, negociadores foram obrigados a vender o metal com grandes descontos para liberar estoques retidos, o que pressionou os preços globais do ouro.

Apesar de algumas remessas conseguirem sair de Dubai desde meados da semana, diversas cargas permanecem atrasadas, criando incerteza para investidores e traders que dependem do fluxo contínuo de metal físico para suas operações.

Influência da política monetária do Fed

A expectativa de que o Fed manterá uma política monetária restritiva é um fator crítico para o ouro, que historicamente se beneficia de taxas de juros baixas ou cortes na taxa básica. Com a perspectiva de manutenção de juros mais altos, o metal torna-se menos atraente frente a outros investimentos que oferecem rendimento, contribuindo para a queda registrada na Comex.

Especialistas destacam que a ausência de cortes nas taxas reflete também o impacto atípico de eventos geopolíticos sobre a política monetária, diferente do comportamento histórico em períodos de tensão internacional, quando o ouro tende a subir como ativo de proteção.

Operações logísticas e movimentos estratégicos

Além da interrupção em Dubai, a movimentação de ouro da Venezuela para os Estados Unidos também chamou atenção. Na sexta-feira, 6, um carregamento avaliado em US$ 100 milhões chegou aos EUA, depois de negociações entre autoridades venezuelanas e o secretário do Interior norte-americano, Doug Burgum. O episódio ilustra a complexidade das operações internacionais de metais preciosos, onde fatores políticos, logísticos e econômicos se combinam para impactar os preços do mercado.

A dinâmica logística, combinada com a política monetária e os preços do petróleo, contribui para uma volatilidade elevada no mercado de ouro, exigindo atenção constante de investidores institucionais e individuais que buscam proteção contra riscos globais.

Perspectivas para investidores

O cenário atual do ouro indica que o metal continuará sensível a movimentos geopolíticos e monetários. Analistas recomendam monitorar atentamente a evolução do conflito no Oriente Médio e as decisões do Fed, pois ambos os fatores têm impacto direto na liquidez e na valorização do ativo. A diversificação de carteiras e o acompanhamento de tendências internacionais são fundamentais para quem investe em ouro como proteção contra inflação e turbulências globais.

Especialistas do setor ressaltam que, apesar da queda recente, o ouro mantém seu papel histórico como refúgio em períodos de incerteza econômica. A participação crescente de investidores institucionais demonstra que o ativo não é mais marginal, sendo parte integrante de estratégias de preservação de patrimônio em mercados voláteis.

Interdependência entre petróleo e ouro

O aumento nos preços do petróleo intensifica a pressão inflacionária global, criando um efeito indireto sobre o ouro. Como ativo sem rendimento, o metal tende a ser afetado negativamente quando expectativas de juros mais altos se consolidam, reduzindo seu apelo em comparação a instrumentos financeiros que geram retorno periódico.

Por outro lado, a percepção de risco geopolítico aumenta a demanda por ativos tangíveis, como o ouro, reforçando seu papel como seguro contra crises financeiras e instabilidades internacionais.

Cenário internacional e próximos movimentos

Investidores globais permanecem atentos ao desenrolar das tensões no Oriente Médio e às próximas decisões do Fed. A combinação de conflito, interrupções logísticas e política monetária restritiva cria um ambiente de elevada volatilidade para o ouro, exigindo estratégias de hedge e monitoramento constante de fluxos de commodities.

O mercado de metais preciosos continuará a ser impactado por fatores externos, incluindo conflitos regionais, movimentos cambiais e decisões de grandes bancos centrais, consolidando o ouro como um ativo de referência para avaliação de risco global.

Tags: comexconflito Oriente MédioEconomiaFedinflaçãoinvestimento em ouromercado de metais preciososOuroPetróleopolítica monetáriapreço do ouroproteção de patrimônio

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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