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Alcolumbre e Motta têm pior avaliação entre políticos brasileiros, aponta AtlasIntel

Levantamento da AtlasIntel mostra baixa aprovação dos presidentes da Câmara e do Senado. Estudo também mediu a percepção dos brasileiros sobre escala 6×1, apostas esportivas e endividamento.

por Júlia Campos
01/05/2026 às 11h44
em Política
Alcolumbre E Motta Têm Pior Avaliação Entre Políticos Brasileiros, Aponta Atlasintel - Gazeta Mercantil - Política

 

A pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira (30) aponta que os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal estão entre os políticos com pior avaliação no país. Segundo o levantamento, Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, registra 2% de avaliação positiva, enquanto Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, aparece com 3%.

Os dois parlamentares também concentram os maiores índices de avaliação negativa entre os nomes analisados. De acordo com a pesquisa AtlasIntel, Motta tem 87% de rejeição, enquanto Alcolumbre registra 81%. O levantamento avaliou a imagem pública de 13 figuras políticas nacionais em um momento de maior atenção sobre a atuação do Congresso Nacional, a relação entre Legislativo e Executivo e a agenda econômica em discussão no país.

Leia também: Redução da maioridade penal tem apoio de 90% dos brasileiros, diz pesquisa.

A sondagem foi realizada entre os dias 22 e 27 de abril, por meio digital, com 5.008 entrevistados. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%, segundo os dados divulgados pelo instituto. As informações foram publicadas inicialmente por veículos como ICL Notícias, Poder360 e SBT News.

Lula, Bolsonaro e Michelle aparecem com 45% de avaliação positiva

A pesquisa AtlasIntel também mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aparecem empatados numericamente na liderança da avaliação positiva, com 45% cada.

Apesar do desempenho superior em relação aos demais nomes avaliados, os três também registram maioria de avaliações negativas. Segundo o levantamento, a avaliação desfavorável varia entre 51% e 53% nesse grupo, indicando um quadro de forte polarização política.

O resultado mostra que os principais nomes ligados ao campo governista e à oposição seguem com bases relevantes de apoio, mas também enfrentam rejeição elevada em parcela expressiva da população. Esse cenário reforça a tendência de disputa política marcada por alto grau de divisão entre os eleitores.

Haddad e Nikolas Ferreira aparecem com 44%

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, aparece com 44% de avaliação positiva na pesquisa AtlasIntel. O mesmo percentual foi registrado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Haddad deixou o Ministério da Fazenda em março de 2026 para disputar o governo paulista, sendo substituído por Dario Durigan no comando da pasta, conforme anúncio do governo federal e registros publicados pela imprensa internacional.

O desempenho de Haddad e Nikolas Ferreira mostra que nomes com forte presença no debate nacional mantêm níveis relevantes de reconhecimento público, mesmo em campos políticos distintos. O levantamento, no entanto, não mede intenção de voto direta para cargos específicos, mas a percepção positiva ou negativa dos entrevistados sobre cada figura pública analisada.

Flávio Bolsonaro, Zema e Alckmin aparecem em patamar próximo

A pesquisa AtlasIntel também avaliou outros nomes com presença no debate político nacional. Flávio Bolsonaro aparece com 42% de avaliação positiva, um ponto percentual abaixo do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ambos citados no levantamento em patamar próximo.

A atual primeira-dama, Janja da Silva, aparece na 10ª posição, com 33% de avaliação positiva. Ela fica à frente de Hugo Motta, Davi Alcolumbre e Renan Santos, pré-candidato à Presidência pelo Missão, que registra 17%.

Os números indicam que a percepção sobre lideranças políticas não se concentra apenas na disputa entre governo e oposição. A avaliação dos entrevistados também alcança integrantes do Legislativo, nomes ligados a possíveis candidaturas estaduais e figuras associadas ao núcleo político do governo federal.

Presidentes da Câmara e do Senado enfrentam rejeição elevada

O resultado de Hugo Motta e Davi Alcolumbre chama atenção por envolver os chefes das duas Casas do Congresso Nacional. A baixa avaliação positiva dos parlamentares ocorre em meio a debates sobre a agenda legislativa, disputas entre Executivo e Legislativo e votações de impacto econômico e social.

Na Câmara, Motta ocupa posição central na condução de propostas que dependem de articulação entre partidos, bancadas e governo. No Senado, Alcolumbre também exerce papel estratégico na tramitação de matérias de interesse nacional, além de influenciar a relação institucional entre o Congresso e o Palácio do Planalto.

A pesquisa AtlasIntel não aponta as razões individuais para a rejeição de cada político, mas o resultado revela um quadro de desgaste significativo para os presidentes das duas Casas legislativas. Em pesquisas de imagem pública, níveis elevados de avaliação negativa podem refletir desconhecimento, críticas à atuação institucional, insatisfação com o Congresso ou associação a temas impopulares em debate.

Escala 6×1 tem maioria favorável ao fim, diz levantamento

Além da avaliação de políticos, a pesquisa AtlasIntel abordou temas econômicos e sociais. Um dos pontos analisados foi a proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e folga um.

Segundo o levantamento, 55,7% dos entrevistados se dizem favoráveis ao fim da escala 6×1. Outros 39,5% são contrários à mudança, enquanto 4,8% não souberam responder.

O apoio à proposta é mais expressivo entre jovens de 16 a 24 anos. Nesse grupo, cerca de dois terços dos entrevistados se declararam favoráveis à alteração. Pessoas com ensino superior completo e renda mensal entre R$ 3.000 e R$ 5.000 também tendem a apoiar a mudança, de acordo com os dados divulgados.

O tema ganhou espaço no debate público por envolver jornada de trabalho, produtividade, qualidade de vida e custos para empresas. Defensores da medida argumentam que a revisão da escala pode melhorar as condições de trabalho. Críticos apontam possíveis impactos sobre setores que dependem de funcionamento contínuo e maior necessidade de contratação.

Apostas esportivas são vistas de forma negativa pela maioria

Outro tema analisado pela pesquisa AtlasIntel foi a percepção dos brasileiros sobre as apostas esportivas. A maioria dos entrevistados vê o setor de forma negativa. Segundo o levantamento, 63,2% afirmam que as apostas trazem apenas prejuízos. Outros 23,5% avaliam que os danos superam os benefícios.

Apenas 0,6% dos entrevistados enxergam impactos positivos no setor. O resultado mostra uma percepção amplamente desfavorável em relação às plataformas de apostas, que cresceram no país nos últimos anos com forte presença em publicidade, patrocínios esportivos e campanhas digitais.

A pesquisa também mediu a percepção sobre responsabilidade pela expansão das apostas no Brasil. Para 35,3% dos entrevistados, o governo Lula é o principal responsável pelo avanço do setor. Outros 26,2% atribuem essa responsabilidade ao governo Bolsonaro, enquanto 11,8% citam o Congresso Nacional.

Brasileiros defendem mais tributação e restrições à publicidade

De acordo com a pesquisa AtlasIntel, os entrevistados também demonstram apoio a medidas mais duras sobre o setor de apostas. Entre os pontos citados estão maior tributação sobre empresas do segmento e restrições à publicidade.

O levantamento ainda aponta críticas ao acesso facilitado de menores de idade às plataformas. A preocupação ocorre em meio ao debate sobre mecanismos de controle, fiscalização, prevenção ao vício e proteção de grupos vulneráveis.

Sete em cada dez brasileiros afirmam acreditar que o crescimento das apostas contribui para o endividamento da população. Oito em cada dez dizem que as apostas não devem ser vistas como alternativa de renda.

Esses dados reforçam a pressão sobre autoridades públicas para ampliar a regulação do setor. O debate envolve arrecadação, publicidade, responsabilidade social, proteção ao consumidor e efeitos econômicos sobre famílias endividadas.

Um terço dos entrevistados diz estar com nome negativado

A pesquisa AtlasIntel também abordou a situação financeira dos brasileiros. Segundo o levantamento, cerca de um terço dos entrevistados declarou estar com o nome negativado.

O dado aparece em um contexto de preocupação com endividamento das famílias, crédito ao consumidor e aumento de gastos com serviços digitais, incluindo plataformas de apostas. Embora a pesquisa não estabeleça uma relação direta entre negativação e apostas, os resultados mostram que os dois temas aparecem simultaneamente como preocupações relevantes entre os entrevistados.

A combinação entre rejeição às apostas, percepção de risco financeiro e relato de inadimplência ajuda a explicar por que o tema ganhou força no debate público. Para especialistas em economia doméstica, o avanço do endividamento pode limitar consumo, reduzir a capacidade de poupança e aumentar a vulnerabilidade financeira de famílias de baixa e média renda.

Levantamento amplia pressão sobre Congresso e governo

Os resultados da pesquisa AtlasIntel têm impacto político por reunir, em um mesmo levantamento, avaliação de lideranças nacionais e percepção sobre temas de forte apelo popular. A baixa aprovação dos presidentes da Câmara e do Senado ocorre justamente no momento em que o Congresso concentra decisões sobre trabalho, tributação, apostas e medidas econômicas.

Para o governo, os dados também indicam desafios. Lula aparece entre os nomes com maior avaliação positiva, mas mantém rejeição acima de 50%, segundo o levantamento. O mesmo ocorre com Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, o que sugere que a polarização segue como elemento central da política brasileira.

A sondagem ainda mostra que temas econômicos e sociais podem influenciar a percepção sobre lideranças públicas. A escala 6×1, as apostas esportivas e o endividamento aparecem como assuntos de grande sensibilidade para a população, especialmente entre jovens, trabalhadores e famílias com restrição de crédito.

Pesquisa mostra ambiente político fragmentado

A pesquisa AtlasIntel revela um ambiente político fragmentado, com lideranças conhecidas mantendo apoio relevante, mas também com rejeição elevada. No caso de Hugo Motta e Davi Alcolumbre, os índices de avaliação negativa colocam os presidentes da Câmara e do Senado na posição mais desfavorável entre os nomes analisados.

O levantamento também indica que a imagem pública de políticos nacionais segue diretamente relacionada à agenda institucional e aos temas econômicos em discussão. A avaliação sobre a escala de trabalho, a regulação das apostas e o endividamento reforça que o eleitorado acompanha pautas com impacto direto sobre renda, consumo e condições de vida.

Com margem de erro de um ponto percentual e 5.008 entrevistados, a pesquisa oferece um retrato do humor político e social no fim de abril. Os dados devem alimentar novas disputas de narrativa entre governo, oposição e Congresso nas próximas semanas.

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