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Pesquisa presidencial 2026: Lula lidera com até 38,5% e venceria todos no 2º turno

Levantamento Meio/Ideia mostra vantagem do presidente contra Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e outros nomes da direita.

por Júlia Campos - Repórter de Política
28/05/2026 às 10h27
em Política, Destaque, Notícias
Pesquisa Presidencial 2026: Lula Lidera Com Até 38,5% E Venceria Todos No 2º Turno - Gazeta Mercantil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera todos os cenários testados para a eleição presidencial de 2026 e venceria todos os adversários em uma eventual disputa de segundo turno se o pleito fosse realizado nesta semana, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026. O levantamento ouviu 1.500 eleitores entre os dias 23 e 27 de maio, tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02918/2026.

Na principal simulação de primeiro turno, Lula aparece com 38,5% das intenções de voto, contra 31,5% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O cenário indica vantagem de 7 pontos percentuais para o atual presidente diante do nome mais competitivo do Partido Liberal entre os testados pela pesquisa.

O levantamento também mediu o desempenho de Lula contra Michelle Bolsonaro (PL-DF), ex-primeira-dama, e contra Tereza Cristina (PP-MS), senadora e ex-ministra da Agricultura. Nos três cenários de primeiro turno, o petista mantém patamar próximo de 38%, enquanto os adversários de direita variam conforme o grau de associação com o bolsonarismo.

Em eventual segundo turno, Lula aparece numericamente à frente de todos os nomes testados. O confronto mais apertado é contra Flávio Bolsonaro, com 46,5% para o presidente e 41,4% para o senador. Contra Michelle Bolsonaro, Lula marca 46%, ante 40% da ex-primeira-dama.

Lula tem 38,5% contra Flávio Bolsonaro no principal cenário

No primeiro cenário de primeiro turno testado pela pesquisa Meio/Ideia, Lula lidera com 38,5% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 31,5%.

A distância entre os dois é de 7 pontos percentuais. Considerada a margem de erro de 2,5 pontos para mais ou para menos, o resultado indica vantagem numérica do presidente no cenário estimulado.

Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 5,5%; Romeu Zema (Novo), com 2,4%; e Renan Santos (Missão), com 2,1%. Outros candidatos somam 4,4%. Brancos e nulos representam 5,1%, enquanto 10,5% dos entrevistados não souberam responder.

O desempenho de Flávio Bolsonaro no levantamento reforça a força eleitoral do campo bolsonarista, mesmo diante de um cenário ainda em construção para 2026. O senador é tratado por aliados como um dos nomes possíveis para representar a direita em uma disputa nacional, embora a definição formal de candidaturas ainda dependa de articulações partidárias, composição de alianças e calendário eleitoral.

A presença de Lula em patamar próximo de 40% mostra manutenção de base eleitoral relevante para o atual presidente. Ao mesmo tempo, o índice de indecisos e a soma de votos em outros nomes indicam espaço de disputa até a consolidação do quadro eleitoral.

Michelle Bolsonaro aparece em segundo, mas atrás de Lula

A pesquisa Meio/Ideia também testou um cenário de primeiro turno com Michelle Bolsonaro no lugar de Flávio Bolsonaro. Nessa simulação, Lula aparece com 38% das intenções de voto, contra 29,6% da ex-primeira-dama.

A diferença entre os dois é de 8,4 pontos percentuais. Michelle aparece como nome competitivo dentro do campo da direita, mas com desempenho inferior ao de Flávio Bolsonaro no cenário principal.

Ronaldo Caiado soma 6,2%, Romeu Zema aparece com 3,8%, Renan Santos tem 2,1% e Augusto Cury (Avante) registra 1,8%. Outros candidatos somam 2,9%. Brancos e nulos chegam a 6,9%, enquanto 8,6% não souberam responder.

Nos bastidores políticos, Michelle Bolsonaro é vista por setores do Centrão e da direita como alternativa possível em caso de rearranjo no campo bolsonarista. O levantamento mostra que a ex-primeira-dama preserva capilaridade eleitoral, mas ainda aparece abaixo de Lula em uma disputa direta de primeiro turno.

O resultado também indica que a transferência de votos dentro do bolsonarismo não é automática em todos os cenários. Embora Michelle tenha forte identificação com a base conservadora, a pesquisa sugere diferença de desempenho em relação a Flávio Bolsonaro no momento do levantamento.

Sem PL, Tereza Cristina herda parte menor do voto de direita

O terceiro cenário de primeiro turno exclui candidatos do Partido Liberal e testa a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como representante da direita. Nesse caso, Lula lidera com 38,1%.

Tereza Cristina aparece em segundo lugar, com 15,9%. Ronaldo Caiado marca 9,2%, Renan Santos soma 4,5%, Romeu Zema tem 3,7% e Augusto Cury registra 1,6%. Outros candidatos somam 3,8%.

O dado mais relevante desse cenário é o aumento do percentual de eleitores que não souberam responder. Os indecisos chegam a 17,8%, quase o dobro dos índices registrados nas simulações com Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro.

O resultado indica que, sem um nome diretamente associado ao bolsonarismo na disputa, parte expressiva do eleitorado de direita não se acomoda automaticamente em torno de uma candidatura alternativa. Esse comportamento pode influenciar negociações partidárias para 2026, especialmente entre PL, PP, PSD, Novo e outras siglas do campo conservador.

Tereza Cristina é vista nos bastidores como uma liderança com trânsito no agronegócio e em setores do Congresso. Ainda assim, o levantamento sugere que seu desempenho nacional, sem apoio consolidado do bolsonarismo, parte de um patamar inferior ao dos nomes ligados diretamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Haddad empata tecnicamente com Flávio Bolsonaro

A pesquisa Meio/Ideia também avaliou um cenário em que Fernando Haddad (PT-SP) substitui Lula como candidato à Presidência. Nessa simulação, Haddad aparece com 36,5% das intenções de voto, contra 32,7% de Flávio Bolsonaro.

Considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais, o cenário configura empate técnico no limite. A diferença numérica é de 3,8 pontos percentuais.

Ronaldo Caiado soma 5,9%, Romeu Zema tem 2,4%, Renan Santos registra 2,1% e Augusto Cury aparece com 1,6%. Outros candidatos somam 4,1%. Brancos e nulos representam 5,7%, e 9,1% dos entrevistados não souberam responder.

O resultado mostra que Haddad mantém competitividade nacional como nome do PT, mas com desempenho inferior ao de Lula nas simulações de primeiro turno. A diferença entre os dois petistas sugere que o atual presidente conserva vantagem pessoal relevante dentro do eleitorado.

A simulação com Haddad também tem importância estratégica para o PT porque mede a força potencial de uma candidatura alternativa dentro do campo governista. Embora Lula lidere os cenários testados, partidos costumam monitorar nomes substitutos para avaliar riscos, sucessão e capacidade de manutenção da base eleitoral.

Lula venceria todos os adversários no segundo turno

Nos cenários de segundo turno, Lula aparece à frente de todos os possíveis adversários testados pela pesquisa Meio/Ideia. O confronto mais competitivo é contra Flávio Bolsonaro.

Nessa disputa, Lula teria 46,5% das intenções de voto, contra 41,4% do senador do PL. A diferença é de 5,1 pontos percentuais, acima da margem de erro considerada individualmente, mas ainda indica uma disputa polarizada.

Contra Michelle Bolsonaro, Lula aparece com 46%, ante 40% da ex-primeira-dama. O resultado mostra um cenário também competitivo, com diferença de 6 pontos percentuais.

Em disputa contra Ronaldo Caiado, Lula marca 46%, contra 40% do governador de Goiás. Contra Romeu Zema, o presidente tem 46%, ante 37% do governador de Minas Gerais.

A pesquisa também testou confrontos contra Joaquim Barbosa, Renan Santos, Aécio Neves e Tereza Cristina. Em todos os casos, Lula mantém vantagem numérica ampla.

Flávio e Michelle concentram maior competitividade contra Lula

Entre os adversários testados, Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro aparecem como os nomes mais competitivos contra Lula em eventual segundo turno.

Flávio registra 41,4% contra 46,5% do presidente. Michelle soma 40% contra 46% de Lula. Ronaldo Caiado também alcança 40%, mas parte de um desempenho inferior nas simulações de primeiro turno.

Esses números reforçam a centralidade do bolsonarismo na oposição ao PT. Mesmo com a presença de nomes de outros partidos da direita, como PSD, Novo e PP, os candidatos ligados diretamente à família Bolsonaro aparecem com maior capacidade de polarizar a disputa.

A pesquisa sugere que a eleição de 2026, caso o quadro se mantenha semelhante ao testado, pode repetir uma dinâmica de confronto entre lulismo e bolsonarismo, ainda que com novos personagens na linha de frente.

A definição do candidato da direita, porém, segue aberta. A escolha dependerá de fatores jurídicos, políticos, partidários e eleitorais, além da capacidade de construir alianças regionais e nacionais.

Disputa sem Lula reduz vantagem petista

A simulação de segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Fernando Haddad mostra um quadro mais apertado. Nesse cenário, Haddad aparece com 42%, contra 41,5% de Flávio Bolsonaro.

O resultado configura empate técnico. A diferença numérica é de apenas 0,5 ponto percentual, muito abaixo da margem de erro de 2,5 pontos.

O dado é relevante porque mostra que a vantagem do campo petista se reduz de forma significativa quando Lula não está no cenário. Enquanto o presidente lidera todos os confrontos de segundo turno com margem maior, Haddad aparece praticamente empatado com o principal nome testado do PL.

Para a oposição, o resultado indica que uma eventual eleição sem Lula poderia abrir uma disputa mais equilibrada. Para o PT, reforça o peso eleitoral do atual presidente e a dificuldade de transferência integral de votos para outro nome do partido.

Ainda assim, pesquisas eleitorais realizadas com grande antecedência devem ser interpretadas como retrato do momento, não como previsão do resultado final. Campanha, alianças, economia, avaliação de governo, debates, tempo de televisão, redes sociais e eventos políticos podem alterar o cenário até a eleição.

Pesquisa mostra polarização, mas quadro eleitoral ainda está aberto

A pesquisa Meio/Ideia indica vantagem de Lula no momento, mas também revela um ambiente eleitoral ainda em formação. A presença de percentuais relevantes de indecisos em alguns cenários, especialmente quando não há candidato do PL, mostra que parte do eleitorado ainda não está consolidada.

No primeiro turno, Lula mantém estabilidade em torno de 38% nos três cenários testados. Esse comportamento sugere uma base eleitoral mais definida para o presidente. Já o campo de oposição oscila conforme o nome apresentado.

Flávio Bolsonaro aparece como o adversário mais forte no primeiro turno, seguido por Michelle Bolsonaro. Tereza Cristina, quando testada sem concorrente do PL, fica abaixo dos dois nomes ligados ao bolsonarismo e vê o índice de indecisos crescer.

Essa configuração tem impacto direto sobre as articulações partidárias. Uma candidatura de direita sem apoio bolsonarista pode enfrentar dificuldade para herdar votos automaticamente. Por outro lado, uma candidatura do PL tende a consolidar parte maior do eleitorado oposicionista.

O levantamento também mostra espaço limitado, neste momento, para uma terceira via competitiva. Nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos, Aécio Neves, Joaquim Barbosa e Tereza Cristina aparecem atrás dos polos principais nas simulações testadas.

Eleição de 2026 entra no radar com força em Brasília

Os resultados da pesquisa Meio/Ideia devem intensificar a movimentação política em Brasília e nos partidos. A eleição presidencial de 2026 já influencia alianças, votações no Congresso, estratégias de comunicação e negociações regionais.

Para o governo, a liderança de Lula nos cenários testados oferece capital político, mas não elimina desafios. A disputa contra Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro aparece competitiva, principalmente em segundo turno, e deve manter a polarização no centro do debate eleitoral.

Para a oposição, o levantamento reforça a necessidade de definição de candidatura e de construção de unidade. A direita tem nomes competitivos, mas a pesquisa sugere que a associação direta ao bolsonarismo segue sendo um ativo eleitoral relevante.

O registro da pesquisa no TSE e a divulgação dos dados ainda no primeiro semestre de 2026 colocam a corrida presidencial em estágio mais visível. A partir de agora, novos levantamentos devem medir se a vantagem de Lula se mantém, se Flávio ou Michelle consolidam posição no campo oposicionista e se outros nomes conseguem romper a polarização.

Tags: Eleições 2026Fernando HaddadFlávio BolsonaroLulaMeio/IdeiaMichelle Bolsonaropesquisa eleitoralpesquisa presidencial 2026PLPolíticaPTsegundo turnoTSE

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