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PIB do G20 perde ritmo no fim de 2025 e acende alerta global

por Maria Helena Costa
17/03/2026 às 16h08
em Economia
Pib Do G20 Perde Ritmo No Fim De 2025 E Acende Alerta Global - Gazeta Mercantil

A desaceleração do PIB do G20 no quarto trimestre de 2025 reforça sinais de perda de fôlego da economia global, em um contexto marcado por incertezas políticas, juros elevados e ajustes fiscais nas principais economias do mundo. Dados preliminares divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico apontam que o crescimento agregado do grupo foi de 0,7% entre outubro e dezembro, abaixo dos 0,9% registrados no trimestre anterior.

O desempenho do PIB do G20 evidencia um cenário de desaceleração sincronizada em diversas economias centrais, com destaque para os Estados Unidos, cuja atividade perdeu intensidade de forma expressiva. Ao mesmo tempo, países emergentes e algumas economias desenvolvidas conseguiram apresentar recuperação pontual, ainda que insuficiente para compensar o arrefecimento global.

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Desaceleração dos EUA pesa sobre o PIB do G20

O principal fator por trás da perda de ritmo do PIB do G20 foi a desaceleração da economia norte-americana. Os Estados Unidos, maior economia do bloco, registraram crescimento de apenas 0,2% no quarto trimestre, uma queda significativa em relação aos 1,1% observados no período anterior.

A retração no ritmo de expansão foi influenciada por fatores internos, incluindo paralisações administrativas e incertezas fiscais. Esse movimento teve efeito direto sobre o PIB do G20, dado o peso da economia americana no agregado global.

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Além disso, o ambiente de juros elevados e menor dinamismo do consumo também contribuiu para a desaceleração, reduzindo a capacidade de tração da economia dos EUA sobre o restante do mundo.

Outras economias também perdem força

O enfraquecimento do PIB do G20 não se limitou aos Estados Unidos. Outras economias relevantes também apresentaram perda de dinamismo no período analisado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

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A Turquia desacelerou de 1% para 0,4%, refletindo ajustes macroeconômicos e condições financeiras mais restritivas. Na Europa, a França viu seu crescimento recuar de 0,5% para 0,2%, evidenciando os desafios enfrentados pela região diante de inflação persistente e política monetária apertada.

A Índia, uma das economias que mais crescem no mundo, também apresentou moderação, passando de 2,1% para 1,8%. Embora ainda robusto, o ritmo menor contribuiu para o arrefecimento geral do PIB do G20.

Japão e México surpreendem positivamente

Na contramão da tendência de desaceleração, algumas economias apresentaram recuperação no quarto trimestre, ajudando a sustentar o crescimento do PIB do G20.

O Japão saiu de uma contração de -0,7% no terceiro trimestre para uma expansão de 0,3%, impulsionado por estímulos internos e melhora na demanda externa. Já o México registrou avanço significativo, passando de 0,1% para 0,9%, beneficiado por maior atividade industrial e integração com a economia norte-americana.

Esses resultados positivos, no entanto, não foram suficientes para reverter o movimento de desaceleração do PIB do G20, que segue condicionado ao desempenho das maiores economias globais.

Brasil, China e Alemanha mostram melhora moderada

Entre as principais economias, o Brasil apresentou leve recuperação, com crescimento de 0,1% após estabilidade no trimestre anterior. Embora modesto, o avanço contribuiu marginalmente para o resultado do PIB do G20.

A China, por sua vez, manteve trajetória de expansão consistente, passando de 1,1% para 1,2%. O desempenho reforça o papel do país como um dos principais motores da economia global, ainda que enfrente desafios internos relacionados ao setor imobiliário e à demanda doméstica.

Na Europa, a Alemanha também apresentou melhora, com crescimento de 0,3% após estagnação. O resultado indica recuperação gradual da maior economia da zona do euro, embora ainda em ritmo moderado.

Crescimento anual do PIB do G20 mostra resiliência

Apesar da desaceleração trimestral, o PIB do G20 apresentou crescimento anual de 3,4% no quarto trimestre de 2025, acima dos 3,2% registrados no período anterior.

Esse resultado sugere que, embora haja perda de fôlego no curto prazo, a economia global mantém algum grau de resiliência. Ainda assim, analistas apontam que o ritmo de expansão pode continuar pressionado ao longo de 2026, especialmente diante de condições financeiras mais restritivas e tensões geopolíticas persistentes.

Juros elevados e incertezas pressionam o PIB do G20

O comportamento recente do PIB do G20 está diretamente relacionado ao ambiente de política monetária global. Com inflação ainda acima das metas em diversas economias, bancos centrais mantêm juros elevados, o que impacta o crédito, o consumo e os investimentos.

Esse cenário tende a limitar o crescimento econômico no curto prazo, reforçando o movimento de desaceleração observado nos dados mais recentes.

Além disso, fatores como tensões comerciais, conflitos geopolíticos e incertezas políticas continuam influenciando negativamente o desempenho do PIB do G20.

Impactos para mercados emergentes

A desaceleração do PIB do G20 também traz implicações relevantes para economias emergentes. Países como o Brasil, que dependem do comércio internacional e do fluxo de capitais, podem enfrentar desafios adicionais em um cenário de crescimento global mais fraco.

Por outro lado, há oportunidades para economias que conseguirem se posicionar de forma estratégica, atraindo investimentos e diversificando suas bases produtivas.

No caso brasileiro, o leve crescimento registrado no período indica estabilidade, mas reforça a necessidade de políticas que estimulem a produtividade e ampliem a competitividade.

Perspectivas para 2026 indicam cautela

As projeções para o desempenho do PIB do G20 em 2026 apontam para um cenário de crescimento moderado, com riscos tanto para cima quanto para baixo.

Entre os fatores que podem impulsionar a atividade estão a eventual redução dos juros e a recuperação do comércio global. Por outro lado, persistem riscos associados a:

  • Instabilidade geopolítica

  • Volatilidade nos preços de energia

  • Endividamento elevado

  • Desaceleração das principais economias

Diante desse contexto, o comportamento do PIB do G20 continuará sendo um dos principais termômetros da economia global.

OCDE reforça necessidade de reformas estruturais

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico destaca que o atual cenário exige avanços em reformas estruturais para sustentar o crescimento de longo prazo.

Entre as recomendações estão medidas para aumentar a produtividade, melhorar o ambiente de negócios e fortalecer a sustentabilidade fiscal. Essas ações são consideradas fundamentais para reverter a tendência de desaceleração do PIB do G20.

Desempenho do PIB do G20 redefine estratégias globais

O enfraquecimento do PIB do G20 no fim de 2025 reforça a necessidade de ajustes nas estratégias econômicas adotadas por governos e empresas ao redor do mundo.

A combinação de crescimento mais lento, juros elevados e incertezas geopolíticas cria um ambiente desafiador, que exige maior planejamento e resiliência.

Nesse contexto, o acompanhamento do PIB do G20 se torna essencial para entender os rumos da economia global e antecipar movimentos que podem impactar mercados, investimentos e políticas públicas nos próximos meses.

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