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Pesquisa revela aumento de estresse e esgotamento mental no ambiente de trabalho em 2023

por Gabriel Monteiro
17/11/2023 às 09h44
em Trabalho
Profissionais Estão Mais Estressados E Esgotados. Veja 3 Razões De Porque Isso É Relevante | Carreira

Uma pesquisa abrangente realizada pela FEEx (FIA Employee Experience) revelou que um número significativo de profissionais está enfrentando níveis mais altos de estresse excessivo e esgotamento mental no ambiente de trabalho em 2023 em comparação com o ano anterior. Os resultados, baseados em mais de 200 mil respostas de funcionários de 293 empresas, destacam a crescente preocupação com o bem-estar dos colaboradores.

De acordo com a pesquisa, a incidência de relatos de estresse e esgotamento mental aumentou de maneira notável em comparação com os dados de 2022. Essa análise profunda das experiências dos funcionários destaca a necessidade premente de uma abordagem mais focada na saúde mental no ambiente profissional.

Principais resultados da pesquisa:

1. Aumento do estresse excessivo: Um número significativo de profissionais relatou enfrentar níveis mais elevados de estresse excessivo em 2023. Fatores como carga de trabalho, pressão por resultados e ambiente competitivo foram apontados como principais impulsionadores desse aumento.

2. Esgotamento mental em alta: O esgotamento mental, caracterizado por sentimentos de exaustão emocional e mental, também apresentou um aumento preocupante. A pesquisa destaca a necessidade urgente de estratégias eficazes para lidar com esse fenômeno e apoiar os funcionários.

3.Análise setorial: A pesquisa analisou setores específicos, identificando aqueles em que o estresse e o esgotamento mental são mais prevalentes. Essa abordagem setorial permite que as empresas personalizem suas estratégias de apoio com base nas necessidades específicas de cada setor.

4. Impacto nas empresas: Além do impacto direto na saúde e bem-estar dos colaboradores, a pesquisa também destaca as ramificações desses problemas para as empresas. O aumento do estresse e do esgotamento mental pode resultar em queda de produtividade, aumento da rotatividade de funcionários e impactos negativos na cultura organizacional.

Implicações para empresas e gestores:

Diante desses resultados, especialistas em recursos humanos enfatizam a importância de uma abordagem proativa por parte das empresas e gestores. Estratégias que promovam um equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional, programas de apoio psicológico, e a criação de ambientes de trabalho mais inclusivos e flexíveis são recomendados para combater esse aumento preocupante de estresse e esgotamento mental.

A pesquisa FEEx destaca a necessidade urgente de as organizações repensarem suas práticas e políticas, priorizando o bem-estar dos colaboradores. O investimento em programas de saúde mental e a promoção de uma cultura organizacional que valorize o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal são passos cruciais para enfrentar esse desafio crescente no cenário profissional de 2023.

Tags: CarreiraEsgotadosestãoestressadosissomaisporqueProfissionaisrazõesrelevanteStress no trabalho

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O Levantamento Ouviu Jovens Em Todo O Brasil, Em Uma Faixa Etária Que Reúne Principalmente Integrantes Da Geração Z, Formada Por Nascidos Entre 1997 E 2009, E Parte Da Geração Alpha, Composta Por Nascidos A Partir De 2010. O Público Pesquisado Está Em Fase De Entrada No Mercado De Trabalho, Muitas Vezes Conciliando Emprego, Estágio Ou Aprendizagem Com Ensino Médio, Curso Técnico Ou Faculdade. Os Dados Indicam Que 98% Dos Jovens Sonham Em Trabalhar Em Empresas Que Valorizam O Desenvolvimento Profissional. A Pesquisa Também Mostra Que 54% Apontam A Oportunidade De Crescimento Como O Principal Critério Para Escolher Uma Vaga. A Boa Remuneração Aparece Em Segundo Lugar, Com 43% Das Respostas, Enquanto Um Ambiente De Trabalho Agradável Ocupa A Terceira Posição, Mencionado Por 31% Dos Participantes. A Flexibilidade De Trabalho, Frequentemente Associada Às Novas Gerações No Debate Corporativo, Aparece Apenas Em Quinto Lugar, Citada Por 20% Dos Jovens Como Fator Decisivo. Para O Ciee, O Resultado Relativiza A Ideia De Que Os Profissionais Mais Jovens Rejeitam Modelos Presenciais Ou Condicionam Sua Escolha Profissional Prioritariamente Ao Trabalho Remoto. Crescimento Profissional Supera Remuneração Na Decisão A Pesquisa Reforça Que A Entrada No Mercado De Trabalho Continua Sendo Vista Pelos Jovens Como Um Caminho De Construção De Carreira. Embora Salário E Benefícios Tenham Peso Relevante, A Possibilidade De Aprender, Evoluir E Ocupar Novas Posições Aparece Como Elemento Mais Determinante Na Escolha De Uma Empresa. Esse Dado Tem Impacto Direto Sobre Empregadores Que Disputam Talentos Em Início De Carreira. Empresas Que Oferecem Programas Estruturados De Estágio, Aprendizagem, Trilhas De Capacitação, Mentoria E Perspectiva Real De Progressão Tendem A Se Tornar Mais Competitivas Na Atração E Retenção Desse Público. A Remuneração Permanece Relevante. O Fato De 79% Dos Entrevistados Considerarem Salário E Benefícios Importantes Mostra Que A Geração Z Não Ignora Aspectos Financeiros. O Que O Levantamento Indica É Que A Compensação Econômica, Sozinha, Não Basta Para Definir A Empresa Ideal. Para Jovens Em Fase Inicial De Trajetória Profissional, O Primeiro Emprego, O Estágio Ou O Programa De Aprendizagem Costumam Ter Peso Estratégico Na Formação De Competências. A Escolha Da Empresa Pode Influenciar O Acesso A Novas Oportunidades, O Aprendizado Técnico, A Construção De Rede De Contatos E A Definição De Caminhos Profissionais. O Resultado Também Sugere Que Companhias Com Baixa Capacidade De Desenvolvimento Interno Podem Enfrentar Dificuldades Para Manter Jovens Talentos, Mesmo Oferecendo Remuneração Compatível Com O Mercado. Home Office Não Lidera Prioridades Dos Jovens Um Dos Pontos Centrais Do Levantamento É A Posição Da Flexibilidade Na Lista De Prioridades. 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Para Jovens Em Início De Carreira, A Convivência Presencial, A Troca Com Lideranças E O Aprendizado Prático Ainda Podem Ter Peso Relevante. Essa Constatação É Especialmente Importante Para Programas De Estágio E Aprendizagem. Nesses Formatos, O Desenvolvimento Profissional Depende Não Apenas Da Execução De Tarefas, Mas Também De Acompanhamento, Integração À Cultura Da Empresa, Feedbacks Frequentes E Exposição A Diferentes Áreas De Atuação. Ambiente Saudável Ganha Peso Na Retenção O Ambiente De Trabalho Aparece Entre Os Três Fatores Mais Citados Pelos Jovens. Para 31% Dos Entrevistados, Um Local Agradável É Decisivo Na Escolha De Uma Empresa. O Dado Reforça A Importância Do Clima Organizacional Na Atração De Profissionais Em Início De Carreira. Empresas Que Mantêm Ambientes Marcados Por Comunicação Ruim, Excesso De Pressão, Ausência De Feedback, Baixa Inclusão Ou Relações Hierárquicas Pouco Saudáveis Tendem A Enfrentar Maior Rotatividade Entre Jovens Trabalhadores. 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Saúde Mental Passa A Ser Critério De Escolha A Saúde Mental Aparece Como Um Tema Central Na Pesquisa. Segundo O Levantamento, 98% Dos Jovens Concordam Que É Muito Importante Trabalhar Em Uma Empresa Que Valoriza Esse Aspecto. O Dado Mostra Que O Bem-Estar Psicológico Deixou De Ser Assunto Periférico No Mercado De Trabalho. A Preocupação Acompanha Um Movimento Institucional Mais Amplo. A Atualização Da Norma Regulamentadora Nº 1 Passou A Incluir Riscos Psicossociais Entre As Avaliações De Saúde Trabalhista, Ampliando A Responsabilidade Das Empresas Sobre Fatores Que Podem Afetar A Saúde Dos Trabalhadores. Entre Jovens Profissionais, A Atenção À Saúde Mental Pode Ter Relação Com A Fase De Transição Para A Vida Adulta, A Pressão Por Qualificação, A Instabilidade Econômica, A Busca Pelo Primeiro Emprego E A Necessidade De Conciliar Estudo E Trabalho. Esse Conjunto Torna O Início Da Carreira Um Período Particularmente Sensível. Para As Empresas, O Dado Representa Um Alerta. Políticas De Saúde Mental Não Podem Se Limitar A Campanhas Internas Ou Ações Pontuais. A Percepção Dos Jovens Tende A Ser Moldada Por Práticas Concretas, Como Carga De Trabalho, Qualidade Da Liderança, Canais De Apoio, Prevenção Ao Assédio, Respeito À Diversidade E Equilíbrio Entre Cobrança E Desenvolvimento. Dib Afirma Que As Companhias Que Quiserem Desenvolver E Reter Bons Talentos Desde Cedo Precisam Se Afastar De Estereótipos. Segundo Ele, É Necessário Olhar Para Cada Colaborador Como Único, Entender Motivações Individuais E Combinar Esse Cuidado Com Remuneração Justa. Renome Da Empresa Ainda Influencia Escolha A Pesquisa Também Aponta Que 24% Dos Jovens Citam O Renome E A Tradição Da Empresa Como Fator Relevante Na Escolha De Um Emprego. O Dado Aparece Em Quarto Lugar Na Lista De Prioridades, À Frente Da Flexibilidade De Trabalho. Esse Resultado Contraria A Percepção De Que Os Jovens Teriam Abandonado O Interesse Por Empresas Tradicionais. Apesar Do Avanço De Novas Formas De Renda, Profissões Digitais E Atividades Informais Ligadas À Internet, Companhias Reconhecidas Continuam Exercendo Atração Sobre Quem Está Começando A Carreira. Para Muitos Jovens, Trabalhar Em Uma Empresa De Nome Conhecido Pode Representar Acesso A Melhor Formação Profissional, Reputação No Currículo, Rede De Contatos E Maior Segurança. A Marca Empregadora Continua Sendo Um Ativo Importante Na Disputa Por Talentos. O Ciee Avalia Que As Novas Possibilidades De Renda Na Internet Não Significam Rejeição Ao Trabalho Formal. Elas Ampliam O Repertório De Alternativas, Mas Não Substituem Necessariamente O Desejo De Ingressar Em Empresas Estruturadas. A Informalidade, Segundo Essa Leitura, Não É Um Fenômeno Novo Na Economia. O Que Mudou Foi A Visibilidade De Algumas Atividades Digitais, Que Passaram A Ganhar Mais Repercussão Pública E A Alimentar A Percepção De Que Jovens Preferem Caminhos Totalmente Independentes. Empresas Precisam Rever Estereótipos Sobre A Geração Z Os Resultados Da Pesquisa Indicam Que A Geração Z Busca Desenvolvimento, Remuneração Justa, Ambiente Saudável, Empresas Reconhecidas E Algum Grau De Flexibilidade. A Combinação Desses Fatores Mostra Um Perfil Mais Pragmático Do Que A Caricatura Frequentemente Associada Aos Jovens No Mercado De Trabalho. Para Empregadores, O Estudo Sugere Que A Atração E A Retenção Desse Público Dependem Menos De Fórmulas Simplificadas E Mais De Uma Estratégia Consistente De Gestão De Pessoas. Crescimento Profissional, Saúde Mental E Clima Organizacional Aparecem Como Temas Centrais. A Disputa Por Jovens Talentos Tende A Crescer Em Um Mercado Marcado Por Transformação Tecnológica, Novas Competências E Mudanças Nas Relações De Trabalho. Empresas Que Conseguirem Oferecer Trilhas Claras De Desenvolvimento Podem Formar Profissionais Alinhados À Sua Cultura E Reduzir Custos De Rotatividade. Ao Mesmo Tempo, Companhias Que Tratam Os Jovens Como Um Grupo Homogêneo Ou Que Ignoram Suas Expectativas Correm O Risco De Perder Engajamento. A Pesquisa Mostra Que Esse Público Valoriza Pertencimento, Perspectiva E Respeito, Mas Também Considera Remuneração E Reputação Da Empresa. O Desafio Está Em Equilibrar Demandas Econômicas E Humanas. Para A Geração Que Entra Agora No Mercado, A Empresa Ideal Não É Definida Apenas Pelo Salário, Pelo Home Office Ou Pelo Nome Da Marca, Mas Pela Capacidade De Oferecer Um Ambiente Em Que Seja Possível Crescer, Aprender E Permanecer Com Saúde. Pesquisa Amplia Debate Sobre O Futuro Do Trabalho O Levantamento Do Ciee E Do Instituto Locomotiva Adiciona Novos Elementos Ao Debate Sobre A Geração Z No Mercado De Trabalho. Em Vez De Confirmar Estereótipos Sobre Baixa Adesão A Empregos Tradicionais Ou Preferência Absoluta Por Flexibilidade, Os Dados Mostram Jovens Interessados Em Carreira, Desenvolvimento E Ambientes Profissionais Mais Saudáveis. A Prioridade Dada À Oportunidade De Crescimento Indica Que A Entrada No Mercado Formal Ainda Tem Valor Estratégico Para Essa Geração. A Remuneração Continua Relevante, Mas Aparece Acompanhada De Expectativas Relacionadas A Formação, Reconhecimento, Saúde Mental E Clima Organizacional. Para Empresas, O Recado É Direto: Programas Voltados A Jovens Precisam Ir Além Da Contratação. A Permanência Desse Público Depende De Acompanhamento, Aprendizado, Liderança Preparada E Perspectiva Concreta De Evolução. Em Um Mercado De Trabalho Em Transformação, A Geração Z Não Parece Rejeitar Empresas Tradicionais. O Que A Pesquisa Mostra É Uma Exigência Maior Por Coerência Entre Discurso E Prática, Especialmente Quando O Assunto Envolve Desenvolvimento Profissional E Bem-Estar. - Gazeta Mercantil
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