quarta-feira, 29 de julho de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Home Empresas

Toky (TOKY3) aprova novo grupamento de 20 para 1; veja o que muda para acionistas

Dona da Tok&Stok e da Mobly reduzirá número de ações para 2,7 milhões em meio à recuperação judicial; investidores têm até 27 de agosto para ajustar posições e evitar frações

por João Souza
27/07/2026 às 20h12
em Empresas,Destaque,Notícias
Toky (Toky3) Aprova Novo Grupamento De 20 Para 1; Veja O Que Muda Para Acionistas - Gazeta Mercantil

A Toky (TOKY3), controladora das redes Tok&Stok e Mobly, aprovou nesta segunda-feira, 27 de julho, um novo grupamento de ações na proporção de 20 para 1, em uma tentativa de elevar o preço unitário dos papéis e atender às regras da B3 para companhias com ações negociadas abaixo de R$ 1. A operação foi autorizada pelos acionistas em assembleia geral extraordinária e será efetivada no pregão de 28 de agosto, quando cada conjunto de 20 ações será convertido em uma única ação.

O grupamento ocorre enquanto a Toky atravessa uma recuperação judicial com dívidas superiores a R$ 1 bilhão e pouco mais de dois meses depois de ter realizado outra operação semelhante, na proporção de quatro ações para uma.

Com a nova mudança, a quantidade de ações ordinárias emitidas cairá de 54.196.740 para 2.709.837. O capital social permanecerá inalterado em R$ 1,278 bilhão.

Na prática, um investidor que possuir 2 mil ações de Toky (TOKY3) passará a deter 100 papéis após a operação. O preço de cada ação deverá ser multiplicado por 20 no ajuste inicial, sem alteração automática do valor financeiro total da posição.

A medida não injeta recursos na companhia, não reduz as dívidas e não altera a participação proporcional de cada acionista. Seu efeito é essencialmente societário e operacional: diminuir o número de papéis e elevar a cotação unitária na mesma proporção.

Investidor terá 30 dias para evitar frações

Os acionistas poderão ajustar voluntariamente suas posições entre 28 de julho e 27 de agosto.

Durante esse período, será possível comprar ou vender ações para formar posições divisíveis por 20. O ajuste poderá ser feito por meio de operações normais na B3 ou, quando aplicável, por negociações privadas.

Quem tiver 200, 400 ou 1.000 ações, por exemplo, receberá respectivamente 10, 20 ou 50 ações depois do grupamento, sem formação de frações.

Um investidor com 105 ações teria direito a 5,25 ações. As cinco unidades inteiras permaneceriam em sua carteira, enquanto a fração equivalente a 0,25 ação seria separada para o procedimento de leilão.

A partir de 28 de agosto, os papéis passarão a ser negociados exclusivamente na forma grupada. As frações individuais não permanecerão nas carteiras e não poderão ser negociadas diretamente pelos acionistas.

A companhia reunirá todas as frações em números inteiros e venderá os lotes em um ou mais leilões na B3. O dinheiro líquido obtido será distribuído proporcionalmente entre os titulares, conforme a fração pertencente a cada um.

O prazo e o procedimento de pagamento serão divulgados posteriormente pela Toky.

Grupamento não representa ganho para o acionista

O aumento do preço unitário produzido pelo grupamento não corresponde a uma valorização econômica.

Se 20 ações forem negociadas a R$ 0,20 cada antes da operação, o conjunto terá valor de R$ 4. Depois do grupamento, o acionista passará a ter uma ação com preço teórico de R$ 4.

A quantidade diminui na mesma proporção em que a cotação é ajustada. Por isso, o patrimônio do investidor permanece inicialmente igual, desconsideradas oscilações de mercado, custos de corretagem e o tratamento das frações.

O mesmo princípio vale para a capitalização da empresa. O valor de mercado não aumenta apenas porque existem menos ações com preço unitário maior.

Depois do início da negociação grupada, a cotação voltará a ser determinada pelas ordens de compra e venda. As ações poderão subir ou cair conforme as expectativas sobre a recuperação judicial, a liquidez da empresa, os resultados operacionais e a capacidade de reorganizar as dívidas.

O grupamento também não impede que o papel volte a ser negociado abaixo de R$ 1. Caso a desvalorização continue, a companhia poderá enfrentar novamente questionamentos da B3.

Toky realiza segundo grupamento em 2026

A nova operação chama atenção por ocorrer pouco depois de outro grupamento.

No fim de abril, os acionistas haviam aprovado a conversão de quatro ações em uma. A primeira mudança passou a produzir efeitos no início de junho e reduziu a quantidade de papéis em circulação.

Agora, a empresa aplicará um fator adicional de 20 para 1. Considerados os dois grupamentos sucessivos, o efeito acumulado equivale à conversão de 80 ações existentes antes da primeira operação em uma ação após a segunda.

Um investidor que detinha 8 mil papéis antes do grupamento de junho passou a ter 2 mil ações. Depois da operação de agosto, ficará com 100.

A repetição mostra que o primeiro ajuste não foi suficiente para manter a cotação acima do limite exigido pela Bolsa.

O preço das ações permaneceu pressionado pela situação financeira do grupo, pela entrada em recuperação judicial e pelas incertezas sobre a reestruturação de capital.

O número menor de papéis também pode influenciar a liquidez. Com menos ações disponíveis, determinados negócios poderão exigir maior diferença entre preços de compra e venda, sobretudo em um ativo já marcado por elevada volatilidade.

Regra da B3 mira ações abaixo de R$ 1

A B3 classifica como penny stocks as ações negociadas persistentemente abaixo de R$ 1.

Pelas regras de listagem, uma companhia não pode permanecer por 30 pregões consecutivos com cotação média inferior a esse patamar. Quando ocorre o desenquadramento, a Bolsa notifica a empresa e estabelece prazo para apresentação e execução de um plano de regularização.

A Toky informou ter recebido a notificação em fevereiro.

O grupamento é a solução mais utilizada nesses casos porque eleva mecanicamente o preço por ação. A operação também busca reduzir oscilações percentuais provocadas por pequenas variações em centavos.

Em uma ação cotada a R$ 0,20, uma mudança de apenas R$ 0,01 representa oscilação de 5%. Se o mesmo investimento estiver representado por um papel de R$ 4 após o grupamento, uma alteração de R$ 0,01 equivale a 0,25%.

A menor sensibilidade a variações mínimas pode reduzir parte da especulação intradiária. Não elimina, contudo, a volatilidade ligada aos fundamentos da companhia.

Papéis de empresas em recuperação judicial continuam sujeitos a movimentos intensos, baixa previsibilidade e risco de perda relevante do capital.

Bônus de subscrição também serão ajustados

O fator de 20 para 1 será aplicado aos bônus de subscrição TOKY11 e TOKY12.

Bônus de subscrição são títulos que dão ao investidor o direito de adquirir ações da companhia em condições e prazos previamente definidos.

Para preservar a equivalência econômica dos instrumentos, a quantidade de ações a que cada bônus dá direito será reduzida, enquanto o preço de exercício será aumentado proporcionalmente.

Sem esse ajuste, os titulares dos bônus poderiam receber uma participação diferente da prevista quando os títulos foram emitidos.

A alteração não representa uma nova emissão nem uma mudança deliberada no valor econômico do direito. É uma adequação matemática necessária diante da redução do número de ações.

Os investidores que possuem TOKY11 ou TOKY12 deverão acompanhar os comunicados da empresa e da B3 para verificar os novos fatores de exercício e eventuais mudanças operacionais.

Debêntures MBLY21 entram no ajuste

O grupamento também afetará as debêntures conversíveis MBLY21.

Debêntures conversíveis são títulos de dívida que podem ser transformados em ações de acordo com regras estabelecidas na escritura da emissão.

Como o número de ações será dividido por 20, a relação de conversão também precisará ser recalculada. O preço ou a quantidade aplicável será ajustado de modo a preservar, em tese, o equilíbrio econômico anterior.

A mudança é especialmente relevante no contexto da recuperação judicial, porque títulos de dívida, bônus de subscrição e ações ocupam posições diferentes na estrutura de capital.

Os acionistas assumem o risco residual da companhia. Os credores possuem direitos definidos pelos contratos e pelas regras do processo recuperacional, embora possam estar sujeitos a renegociação, prazos e condições aprovados no plano.

A conversão de dívida em ações pode aparecer como instrumento de reestruturação de capital, mas o grupamento aprovado não significa, por si só, que as debêntures serão convertidas.

Recuperação judicial envolve dívida bilionária

A Toky protocolou o pedido de recuperação judicial em maio, afirmando enfrentar uma crise financeira agravada por juros elevados, restrição de crédito e retração do consumo de móveis e artigos de decoração.

O processo abrange a holding e subsidiárias responsáveis pelas operações da Tok&Stok e da Mobly.

A dívida informada no pedido supera R$ 1,1 bilhão. A companhia também relatou prejuízos operacionais acumulados entre 2022 e 2025 e dificuldades para renegociar o endividamento.

Em junho, a 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Capital deferiu o processamento do pedido.

A decisão não significa que o plano de recuperação já tenha sido aprovado nem que as dívidas tenham sido perdoadas. O deferimento reconhece o preenchimento inicial dos requisitos para que o processo avance sob supervisão judicial.

A Justiça nomeou um administrador judicial e suspendeu por 180 dias as execuções e medidas de constrição relacionadas aos créditos sujeitos à recuperação.

A empresa também deve apresentar contas mensalmente, incluindo movimentações bancárias, recolhimento de tributos, encargos sociais e informações solicitadas pelo administrador.

Bloqueio de R$ 77 milhões agravou crise de caixa

No processo, o Grupo Toky apontou um bloqueio de aproximadamente R$ 77 milhões em recebíveis como um dos fatores que agravaram a falta de liquidez.

Segundo a companhia, a retenção seria superior ao valor vencido alegado pela instituição responsável e teria comprometido recursos necessários ao pagamento de salários, fornecedores e despesas operacionais.

A controvérsia integra o conjunto de disputas que serão analisadas durante a recuperação. As partes envolvidas têm direito à defesa, e as alegações da empresa ainda estão sujeitas à apreciação judicial.

Além do bloqueio, o grupo citou o impacto prolongado da pandemia, o custo elevado do crédito e a retração nas compras de bens duráveis.

Móveis e artigos de decoração dependem frequentemente de parcelamento. Quando os juros sobem e o crédito fica mais restrito, consumidores tendem a adiar compras de maior valor.

Essa dinâmica reduz vendas, aumenta estoques e pressiona o capital de giro, sobretudo em empresas com despesas elevadas de lojas físicas, centros de distribuição e logística.

Prejuízo aumentou no primeiro trimestre

O Grupo Toky registrou prejuízo líquido de R$ 75,5 milhões no primeiro trimestre de 2026, ante uma perda próxima de R$ 44 milhões no mesmo período do ano anterior.

A piora ocorreu enquanto a empresa tentava integrar as operações da Mobly e da Tok&Stok e reorganizar seu endividamento.

A união das duas marcas havia sido concluída no fim de 2024, em uma estratégia destinada a criar escala, combinar lojas físicas e comércio eletrônico e gerar sinergias de despesas.

A integração, porém, coincidiu com um ambiente desfavorável para o varejo de móveis. O grupo precisou administrar dívidas anteriores da Tok&Stok, custos de reestruturação e necessidade de recomposição de estoques.

A recuperação judicial deverá definir como o passivo será renegociado. O plano poderá prever alongamento de prazos, descontos, venda de ativos, conversão de créditos em participação acionária e novas fontes de financiamento.

Até que as condições sejam apresentadas e votadas pelos credores, permanece elevada a incerteza sobre a estrutura financeira que emergirá do processo.

Acionista continua exposto à reestruturação

O grupamento resolve uma exigência de cotação, mas não altera os principais riscos enfrentados por quem possui Toky (TOKY3).

O acionista continuará exposto à evolução das vendas, ao fluxo de caixa, à capacidade de manter estoques, às negociações com fornecedores e ao resultado da recuperação judicial.

Também existe risco de diluição. Caso o plano inclua aumento de capital ou conversão de dívidas em ações, a participação dos atuais investidores poderá ser reduzida se eles não acompanharem a emissão ou se a conversão ocorrer em condições previstas no processo.

O grupamento pode facilitar futuras operações societárias ao reduzir o número de ações e tornar a cotação nominal mais adequada. Isso não significa que uma emissão ou conversão esteja definida.

A empresa deverá divulgar ao mercado qualquer proposta capaz de alterar o capital, os direitos dos acionistas ou as condições dos títulos conversíveis.

A aprovação do grupamento, portanto, deve ser interpretada como uma providência de regularização perante a B3, e não como sinal de que a recuperação financeira foi concluída.

Prazo de agosto exige atenção dos investidores

Os acionistas precisam verificar a quantidade de ações mantida em carteira antes de 27 de agosto.

Posições que não forem múltiplas de 20 gerarão frações. Embora o titular receba sua parte do dinheiro obtido no leilão, o valor final dependerá do preço de venda e poderá ser pago somente depois da liquidação e dos procedimentos operacionais.

A formação voluntária de um lote múltiplo permite ao investidor permanecer integralmente posicionado após o grupamento, mas exige uma decisão própria de compra ou venda.

A operação não deve ser interpretada como recomendação para aumentar, reduzir ou manter exposição ao papel.

Em 28 de agosto, o mercado passará a negociar uma Toky com apenas 2.709.837 ações emitidas, preço unitário teoricamente 20 vezes maior e o mesmo capital social de R$ 1,278 bilhão.

A mudança atenderá formalmente ao objetivo de retirar o papel da faixa de centavos. A sustentação da cotação, contudo, dependerá da execução do plano de recuperação, da renegociação da dívida bilionária e da capacidade de Tok&Stok e Mobly voltarem a gerar caixa de maneira consistente.

Tags: açõesB3Empresasgrupamento de açõesMBLY21Moblypenny stocks.recuperação judicialTokStokTokyTOKY11TOKY12TOKY3

LEIA MAIS

Aegea Aprova Aporte De Até R$ 2,1 Bilhões; Itaúsa (Itsa4) Pode Elevar Participação - Gazeta Mercantil
Empresas

Aegea aprova aporte de até R$ 2,1 bilhões; Itaúsa (ITSA4) pode elevar participação

A Aegea Saneamento aprovou um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão a R$ 2,1 bilhões, por meio da emissão de novas ações ordinárias, em uma operação que...

Leia MaisDetails
3Tentos (Tten3) - Gazeta Mercantil
Empresas

3tentos (TTEN3) perde R$ 1,2 bi em valor de mercado e Citi corta preço-alvo antes do 2T26

A 3tentos (TTEN3) perdeu aproximadamente R$ 1,22 bilhão em valor de mercado em apenas um pregão, após suas ações recuarem 16,01% na terça-feira, 28 de julho, e encerrarem...

Leia MaisDetails
Day Trade - Gazeta Mercantil
Ibovespa

Day trade hoje: Ágora indica compra de Embraer (EMBJ3) e venda de Assaí (ASAI3)

A Ágora Investimentos indicou a compra das ações da Embraer (EMBJ3), da PRIO (PRIO3) e da Suzano (SUZB3) em operações de day trade para esta quarta-feira, 29 de...

Leia MaisDetails
Santander Brasil (Sanb11) Cai 21% No Ano E Desconto Para Matriz Reacende Debate Sobre Opa Units Do Banco Têm O Pior Desempenho Entre Os Grandes Bancos Listados Na B3 Em 2026; Diferença Recorde De Valuation Para O Grupo Santander Recoloca No Radar A Hipótese De Fechamento De Capital, Mas Operação Ainda Não Foi Anunciada As Units Do Santander Brasil (Sanb11) Voltaram Ao Centro Das Discussões Do Mercado Financeiro Após Acumularem Queda De Cerca De 21% Em 2026, Desempenho Inferior Ao Dos Principais Bancos Listados Na B3. No Mesmo Período, As Ações Do Grupo Santander Na Espanha Avançam Aproximadamente 24%, Ampliando A Diferença De Valuation Entre A Matriz E A Subsidiária Brasileira Para Um Nível Considerado Recorde Desde A Listagem Do Banco No Brasil, Em 2009. A Distância Entre Os Múltiplos Reacendeu Uma Tese Recorrente Entre Analistas: A Possibilidade De O Controlador Espanhol Lançar Uma Oferta Pública De Aquisição (Opa) Para Comprar A Fatia Restante Do Santander Brasil Em Circulação No Mercado. A Hipótese Ganhou Força Porque Apenas Cerca De 10% Das Ações Permanecem Em Free Float, O Que Reduziria O Custo Financeiro De Uma Eventual Operação Para A Matriz. Apesar Disso, Não Há Anúncio Formal De Opa. O Tema Segue No Campo Da Especulação De Mercado, Alimentado Pelo Desconto Das Units, Pela Baixa Liquidez Relativa E Pelo Histórico Do Próprio Santander Em Operações De Simplificação Societária. Em Fevereiro, O Então Presidente Do Santander Brasil, Mario Leão, Afirmou Que O Fechamento De Capital Não Estava No Foco Da Gestão. Por Que Sanb11 Ficou Para Trás Na Bolsa O Mau Desempenho De Santander Brasil (Sanb11) Não Reflete Apenas A Diferença Entre O Mercado Brasileiro E O Europeu. O Banco Também Enfrenta Pressão Operacional Em Um Ambiente De Crédito Mais Difícil, Competição Crescente Com Fintechs E Rentabilidade Abaixo Da Meta De Médio Prazo. No Primeiro Trimestre De 2026, O Santander Brasil Registrou Lucro Líquido Gerencial De R$ 3,788 Bilhões, Queda De 7,3% Ante O Quarto Trimestre De 2025 E Baixa De 1,9% Em Relação Ao Mesmo Período Do Ano Anterior. O Retorno Sobre O Patrimônio Médio, Medido Pelo Roae, Ficou Em 16%, Abaixo Do Objetivo De Médio Prazo De 20% Citado Pela Administração E Acompanhado De Perto Por Analistas. A Qualidade Da Carteira Também Pesa Sobre A Leitura Dos Investidores. O Índice De Inadimplência Acima De 90 Dias Subiu De 2,8% Em Março De 2025 Para 3,3% Em Março De 2026, Segundo A Apresentação De Resultados Do Banco. No Segmento De Pessoa Física, A Inadimplência Acima De 90 Dias Chegou A 4,9% No Fim Do Primeiro Trimestre. Desconto Para A Matriz Alimenta Tese De Opa A Principal Razão Para A Tese De Fechamento De Capital É A Combinação Entre Valuation Descontado E Baixa Fatia Em Circulação. Segundo Análise Da Genial Investimentos, O Free Float De Aproximadamente 10% Representaria Um Custo Relativamente Baixo Para O Grupo Santander Diante De Sua Geração De Capital E De Seu Histórico De Reorganização De Subsidiárias. O Próprio Histórico Brasileiro Reforça A Leitura. Em 2014, O Santander Espanha Realizou Uma Oferta Pública Voluntária De Permuta De Ações E Units Do Santander Brasil Por Bdrs Representativos De Ações Da Matriz. A Operação Elevou A Participação Do Grupo No Capital Da Subsidiária Brasileira Para 88,3%, Mas Não Retirou Integralmente O Banco Da Bolsa Brasileira. Desde Então, O Controlador Avançou Em Outros Movimentos De Simplificação. A Bloomberg Línea Informou Que A Matriz Também Fechou O Capital De Negócios Como A Operação De Financiamento Ao Consumidor Nos Estados Unidos, Em 2021, E A Unidade Mexicana, Em 2023, Além Da Getnet No Brasil. O Que Pesa Contra Uma Operação Agora Embora O Desconto De Sanb11 Torne A Discussão Mais Relevante, O Momento Do Grupo Santander Pode Reduzir A Probabilidade De Uma Opa No Curto Prazo. A Matriz Está Envolvida Em Uma Agenda Internacional Intensa, Com Aquisições Relevantes No Reino Unido E Nos Estados Unidos. Em 2025, O Santander Anunciou A Compra De 100% Do Tsb Banking Group, Do Banco Sabadell, Por 2,65 Bilhões De Libras. A Operação Fortalece A Posição Do Grupo No Reino Unido E Deve Tornar O Santander Uk O Terceiro Maior Banco Do País Em Saldos De Contas Correntes Pessoais. Em Fevereiro De 2026, O Grupo Também Anunciou A Aquisição Do Webster Financial, Nos Estados Unidos, Por Us$ 12,2 Bilhões. Segundo O Comunicado Oficial, A Transação Deve Criar Um Banco Entre Os Dez Maiores Do Varejo E Banco Comercial Americano Por Ativos, Além De Ampliar A Base De Depósitos No Nordeste Dos Eua. Essas Operações Exigem Integração, Capital E Atenção Da Administração. Por Isso, Parte Dos Analistas Avalia Que Uma Eventual Opa No Brasil Pode Fazer Sentido Estratégico, Mas Não Necessariamente Agora. Santander Brasil Tenta Recuperar Rentabilidade A Nova Fase Do Santander Brasil Envolve Uma Combinação De Controle De Custos, Seletividade No Crédito E Busca Por Clientes De Maior Renda. A Apresentação Do Primeiro Trimestre Mostrou Receita Total De R$ 21,248 Bilhões, Avanço De 0,9% Em Relação Ao Primeiro Trimestre De 2025, Enquanto As Despesas Gerais Ficaram Praticamente Estáveis Na Comparação Anual. O Banco Também Vem Tentando Melhorar A Eficiência Operacional. No Primeiro Trimestre, O Índice De Eficiência Ficou Em 37,7%, Melhora De 1,1 Ponto Percentual Ante O Trimestre Anterior, Embora Ainda 0,5 Ponto Acima Do Registrado Um Ano Antes. A Estratégia Passa Por Reduzir Exposição A Carteiras De Maior Risco, Priorizar Originação Mais Rentável E Ampliar A Participação De Segmentos Como Alta Renda, Pequenas E Médias Empresas E Atacado. Em Relatório, A Genial Apontou Que A Administração Segue Buscando Um Roe Sustentável De 20%, Mas Que Esse Patamar Pode Ficar Mais Factível Apenas Em 2027. Troca No Comando Aumenta Atenção Sobre O Banco A Mudança Na Liderança Também Entrou No Radar. Em Março, O Santander Brasil Anunciou A Saída De Mario Leão Da Presidência, Com Transição Prevista Até Julho De 2026. Para O Cargo, O Conselho Escolheu Gilson Finkelsztain, Então Presidente Da B3, Ainda Sujeito Às Aprovações Regulatórias Necessárias. A Chegada De Finkelsztain Ocorre Em Um Momento Sensível. O Banco Precisa Recuperar Confiança Do Mercado, Provar Que A Deterioração Da Inadimplência Está Sob Controle E Mostrar Que A Reestruturação Operacional Pode Gerar Rentabilidade Mais Próxima Da Meta. Para Investidores, A Troca De Comando Pode Ser Positiva Se Acelerar A Disciplina De Capital E A Simplificação Do Banco. Mas Também Adiciona Um Período De Transição Em Uma Fase Em Que Sanb11 Já Sofre Com Pressão De Resultados E Comparação Desfavorável Com Pares Locais. Fintechs Pressionam Bancos Tradicionais Outro Ponto Estrutural É A Competição Com Fintechs. O Avanço De Bancos Digitais, Especialmente Em Cartões, Conta Corrente E Crédito De Varejo, Reduziu Vantagens Históricas De Bancos Tradicionais E Pressionou Margens No Segmento Massificado. O Santander Brasil Tem Exposição Relevante Ao Financiamento Ao Consumo, O Que Torna Seus Resultados Mais Sensíveis Ao Ciclo De Juros, À Inflação E À Inadimplência. Em Períodos De Selic Elevada, O Custo De Funding E O Risco De Crédito Tendem A Pesar Mais Sobre Instituições Com Carteiras Voltadas Ao Consumo. Esse Cenário Ajuda A Explicar Por Que A Matriz Espanhola Valorizou Fortemente Enquanto A Operação Brasileira Perdeu Valor. O Grupo Global Se Beneficiou De Resultados Recordes E Expansão Internacional, Enquanto O Brasil Ainda Tenta Recompor Retorno Em Um Mercado Bancário Mais Competitivo. O Que Observar Em Sanb11 Daqui Para Frente A Tese De Investimento Em Santander Brasil (Sanb11) Passa Por Quatro Pontos Principais: Evolução Da Inadimplência, Recuperação Do Roe, Disciplina De Custos E Sinais Da Matriz Sobre Alocação De Capital. Se Os Indicadores De Crédito Estabilizarem E A Rentabilidade Caminhar Para A Meta De 20%, O Desconto Pode Diminuir Sem Necessidade De Opa. Por Outro Lado, Se Sanb11 Continuar Negociando Com Múltiplos Pressionados, A Discussão Sobre Fechamento De Capital Tende A Permanecer No Radar. Por Enquanto, A Conclusão Mais Prudente É Que Uma Opa É Uma Possibilidade Financeira E Estratégica, Mas Não Um Fato. O Desconto Recorde Para A Matriz Torna O Tema Inevitável, Mas A Agenda Global Do Santander E A Ausência De Manifestação Formal Impedem Tratar A Operação Como Iminente. Para O Investidor, O Ponto Central Não É Apenas Se O Santander Brasil Pode Sair Da Bolsa. É Se O Banco Conseguirá Recuperar Rentabilidade Em Um Ambiente No Qual Fintechs, Juros Altos E Inadimplência Ainda Limitam O Potencial De Valorização De Sanb11. - Gazeta Mercantil
Empresas

Santander Brasil (SANB11) lucra R$ 3,01 bi no 2T26, queda de 17,6%, abaixo do esperado

O Santander Brasil (SANB11) registrou lucro líquido gerencial recorrente de R$ 3,014 bilhões no segundo trimestre de 2026, queda de 17,6% em relação ao mesmo período do ano...

Leia MaisDetails
Johnson & Johnson Propõe Acordo De Us$ 5,5 Bi Para Encerrar 76 Mil Ações Sobre Talco
Empresas

Johnson & Johnson propõe acordo de US$ 5,5 bi para encerrar 76 mil ações sobre talco

A Johnson & Johnson (JNJ) anunciou na segunda-feira, 27 de julho, em New Brunswick, no Estado americano de Nova Jersey, um acordo estimado em US$ 5,5 bilhões com...

Leia MaisDetails

Veja Também

Moraes Dá 48 Horas Para Bolsonaro Explicar Vídeo De Ia E Admite Retorno Ao Regime Fechado - Gazeta Mercantil
Política

Moraes dá 48 horas para Bolsonaro explicar vídeo de IA e admite retorno ao regime fechado

Leia MaisDetails
Pix Virou Símbolo De Ameaça Ao Domínio Financeiro Dos Eua, Diz The Economist - Gazeta Mercantil
Economia

Pix deixa dinheiro vivo para trás e alcança 42% do e-commerce no Brasil

Leia MaisDetails
Governo Amplia Desenrola 2.0 Até 31 De Agosto E Mira 10 Milhões De Beneficiados - Gazeta Mercantil
Economia

Governo amplia Desenrola 2.0 até 31 de agosto e mira 10 milhões de beneficiados

Leia MaisDetails
Aegea Aprova Aporte De Até R$ 2,1 Bilhões; Itaúsa (Itsa4) Pode Elevar Participação - Gazeta Mercantil
Empresas

Aegea aprova aporte de até R$ 2,1 bilhões; Itaúsa (ITSA4) pode elevar participação

Leia MaisDetails
Eleições 2026 - Gazeta Mercantil
Política

TSE fecha acordo com 7 plataformas e cria rede de resposta rápida contra desinformação em 2026

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Moraes dá 48 horas para Bolsonaro explicar vídeo de IA e admite retorno ao regime fechado

Pix deixa dinheiro vivo para trás e alcança 42% do e-commerce no Brasil

Governo amplia Desenrola 2.0 até 31 de agosto e mira 10 milhões de beneficiados

Aegea aprova aporte de até R$ 2,1 bilhões; Itaúsa (ITSA4) pode elevar participação

TSE fecha acordo com 7 plataformas e cria rede de resposta rápida contra desinformação em 2026

Petrobras (PETR4) bate recorde no 2T26 e eleva expectativa de novos dividendos

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

Sem resultados
Todos os resultados
  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP