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Ações de dividendos recomendadas para fevereiro de 2026: Petrobras e elétricas lideram

por João Souza - Repórter de Negócios
05/02/2026 às 11h28 - Atualizado em 14/05/2026 às 11h56
em Negócios, Destaque, Notícias
Ações De Dividendos Recomendadas Para Fevereiro De 2026 Petrobras E Elétricas Lideram - Gazeta Mercantil

Foto: Carlos DIas / Modelo: Thales F. (Major Model)

O retorno das gigantes: Petrobras lidera as ações de dividendos recomendadas para fevereiro de 2026 em meio a cenário desafiador

O mês de fevereiro de 2026 marca uma reconfiguração estratégica nas carteiras dos principais bancos de investimento e corretoras do país. Após um breve período de ausência nas listas de preferências, a Petrobras (PETR4) retoma o protagonismo, consolidando-se como a líder absoluta entre as ações de dividendos recomendadas para o investidor que busca renda passiva. Este movimento ocorre em um cenário macroeconômico onde a seletividade se torna imperativa, e a busca por yields robustos e recorrentes guia a alocação de capital dos investidores institucionais e pessoas físicas.

O levantamento exclusivo, que compilou as carteiras de instituições de renome como BTG Pactual, Santander, Itaú BBA, XP e outras casas de análise, revela um empate técnico na quarta posição, ampliando o leque de oportunidades para sete ativos principais. Além da petroleira estatal, setores defensivos e estratégicos como telecomunicações, seguridade, holdings bancárias e energia elétrica compõem o mosaico das ações de dividendos recomendadas para este mês. A diversificação setorial sugere uma postura de cautela combinada com a busca por valorização de capital em ativos descontados.

Para o investidor atento, compreender as nuances por trás de cada indicação é vital. Não se trata apenas de observar o dividend yield projetado, mas de entender a sustentabilidade desses pagamentos em um horizonte de 2025 e 2026. A seguir, detalhamos a tese de investimento por trás de cada uma das companhias que formam a elite da renda variável neste início de ano.

A hegemonia da Petrobras (PETR4) na carteira de renda

Com um total de seis recomendações e um dividend yield projetado em 12 meses de 8,65%, a Petrobras volta a brilhar no topo das ações de dividendos recomendadas. A preferência majoritária dos analistas pela estatal reflete uma leitura pragmática do fluxo de caixa da companhia, mesmo diante de ruídos sobre seu plano de negócios.

O BTG Pactual, uma das casas que encabeça a recomendação, adota uma postura de “otimismo cauteloso”. Os analistas do banco reconhecem que o novo plano estratégico da companhia pode suscitar ceticismo entre os investidores mais conservadores. O documento evidencia uma situação financeira que se desenha mais desafiadora, especialmente quando inserida em um contexto global de preços do petróleo tipo Brent em patamares mais baixos do que os observados em ciclos anteriores.

No entanto, o diferencial que mantém a Petrobras como a rainha das ações de dividendos recomendadas reside na sua eficiência operacional. O banco destaca uma melhora substancial na produção prevista para 2026. As estimativas foram revisadas positivamente, passando de 2,4 milhões para 2,5 milhões de barris por dia. Esse incremento na produção atua como um colchão de liquidez, permitindo que a empresa mantenha sua política de remuneração aos acionistas atrativa, mesmo com margens potencialmente mais pressionadas pela cotação da commodity. Para o investidor de renda, a PETR4 continua sendo um ativo indispensável, equilibrando risco e retorno de forma singular no Ibovespa.

Defensividade e recorrência: O brilho da Caixa Seguridade (CXSE3)

No setor financeiro, a Caixa Seguridade (CXSE3) se destaca com quatro recomendações e um yield impressionante de 8,87%. A tese que coloca a seguradora entre as principais ações de dividendos recomendadas é a previsibilidade. Em momentos de volatilidade de mercado, ativos com receitas recorrentes e baixa necessidade de reinvestimento (CAPEX) tornam-se portos seguros.

A Terra Investimentos enfatiza o payout elevado da companhia, que gira em torno de 90%. Isso significa que a quase totalidade do lucro líquido gerado é distribuída aos acionistas, uma característica rara e cobiçada. Com um retorno com dividendos oscilando entre 8% e 9%, a companhia oferece um fluxo de caixa “atrativo” e constante.

Além do provento em si, há uma janela de oportunidade na valorização do papel. A análise sugere que a ação é negociada a múltiplos convidativos, entre 9 e 11 vezes o lucro, o que denota um potencial de upside (valorização) ainda não capturado pelo mercado. Para quem monta uma carteira focada em ações de dividendos recomendadas, a Caixa Seguridade funciona como um pilar de estabilidade, blindando o portfólio contra oscilações bruscas da economia real.

Telefônica Brasil (VIVT3): Conectividade e fluxo de caixa

O setor de telecomunicações marca presença com a Telefônica Brasil (VIVT3), dona da marca Vivo. Com quatro recomendações e um rendimento de 4,04% nos últimos 12 meses, a empresa é vista pelo Santander como uma aposta de visão construtiva. Embora o yield passado pareça modesto em comparação às elétricas, a projeção futura coloca a VIVT3 em destaque nas ações de dividendos recomendadas.

A expectativa é de resultados sólidos para o segundo semestre de 2025 e, principalmente, para o ano corrente de 2026. O banco projeta revisões altistas tanto no lucro por ação quanto nos dividendos a serem distribuídos ao longo de 2026. Mesmo com a forte performance das ações no acumulado do ano, o valuation permanece atraente.

A Vivo opera em um setor com barreiras de entrada altas e demanda inelástica — a conectividade é essencial. Isso garante uma geração de caixa robusta, permitindo que a empresa figure consistentemente nas listas de ações de dividendos recomendadas. A capacidade da companhia de repassar a inflação aos contratos e a maturação dos investimentos em fibra ótica sugerem um ciclo de “vacas gordas” para os acionistas que se posicionarem agora.

Itaúsa (ITSA4): Desconto excessivo gera oportunidade

A holding Itaúsa (ITSA4) aparece com três recomendações e um yield de 8,44%, consolidando-se como uma opção clássica para o longo prazo. A análise da Terra Investimentos aponta para um desconto “excessivo” nas ações, o que abre uma janela de compra clara para o investidor de valor.

Ao compor a lista de ações de dividendos recomendadas, a Itaúsa traz consigo a robustez do Itaú Unibanco, seu principal ativo, mas com um preço de entrada mais acessível devido ao desconto de holding. A reputação histórica da gestão e a diversificação do portfólio (que inclui empresas de outros setores) fortalecem a confiança do mercado.

A corretora destaca que a companhia oferece uma combinação de valorização de capital e retorno consistente. Diferente de empresas cíclicas, a Itaúsa oferece uma previsibilidade que agrada o investidor conservador. Estar posicionado em ITSA4 é, segundo os analistas, uma forma inteligente de capturar o crescimento do setor financeiro brasileiro através de uma das ações de dividendos recomendadas mais resilientes da bolsa.

O potencial elétrico: Copel (CPLE6) e a “Antiga Eletrobras”

O setor elétrico, tradicionalmente o favorito dos investidores de renda, está bem representado. A Copel (CPLE6) surge com três recomendações e o maior yield da lista: expressivos 14,10%. O Santander classifica a ação como uma opção “interessante”, citando a combinação perfeita de valuation descontado, ativos de alta qualidade e baixo perfil de risco. O fluxo de dividendos previsível da companhia paranaense a torna uma estrela entre as ações de dividendos recomendadas para quem busca maximizar o retorno imediato.

Paralelamente, o levantamento cita a “antiga Eletrobras” (que o mercado observa com atenção, embora a tabela de dados destaque a Axia – AXIA3 – com 12,59% de yield) como uma das preferências do Itaú BBA. O banco de investimento projeta um aumento nas curvas futuras de preço de energia. Esse movimento macroeconômico deve impulsionar os resultados de curto prazo das elétricas geradoras.

O BBA vê espaço para a distribuição de “montantes generosos” de dividendos neste segmento, estimando um yield médio acima de 10% ao ano pelos próximos cinco anos. Essa projeção de longo prazo reforça a tese de que o setor elétrico deve ser o “carro-chefe” de qualquer carteira focada em ações de dividendos recomendadas. A estabilidade regulatória e a demanda constante por energia sustentam essa visão otimista para a década.

Allos (ALOS3) e a retomada do varejo

O setor de shopping centers é representado pela Allos (ALOS3), com três recomendações e um rendimento de 9,40%. A presença de uma operadora de shoppings entre as ações de dividendos recomendadas sinaliza uma aposta na recuperação do consumo e na queda da taxa de juros.

O BTG Pactual avalia que a ação traz defensividade ao portfólio, ao mesmo tempo que oferece exposição a um ciclo de flexibilização monetária. “Acreditamos que o mercado ainda não precificou totalmente a nova política de payout da Allos”, afirmam os especialistas. A sustentabilidade dessa política nos próximos anos é a chave da tese.

Se a nova dinâmica de distribuição de proventos se confirmar, como acredita o banco, a ALOS3 pode sofrer uma reavaliação (re-rating) positiva, entregando ganhos de capital além dos dividendos. Para o investidor que monta sua estratégia de fevereiro, incluir Allos entre as ações de dividendos recomendadas é uma forma de diversificar o risco, apostando na economia real e no varejo físico de alta renda.

Análise comparativa dos yields e estratégias

Ao observar a tabela consolidada das recomendações, nota-se uma dispersão interessante de retornos. A Copel lidera com 14,10%, seguida pela Axia com 12,59% e Allos com 9,40%. A Petrobras e Itaúsa aparecem na faixa intermediária de 8%, enquanto a Vivo fecha a lista com 4%. No entanto, o investidor experiente sabe que o maior número percentual nem sempre indica a melhor das ações de dividendos recomendadas.

A Vivo, por exemplo, apesar do yield menor em 12 meses, possui um potencial de crescimento de proventos (dividend growth) que pode superar as elétricas no longo prazo, dependendo da execução do seu plano de digitalização. Já a Petrobras oferece um prêmio de risco maior devido à sua exposição política e à volatilidade do petróleo.

A estratégia vencedora para fevereiro de 2026 parece ser o equilíbrio. A carteira ideal, segundo o consenso das corretoras, não concentra tudo em um único papel. Ela mescla a potência de geração de caixa da Petrobras com a segurança da Caixa Seguridade e o potencial de valorização da Allos. Essa composição híbrida é o segredo para navegar 2026 com tranquilidade, usufruindo das melhores ações de dividendos recomendadas pelo mercado.

Perspectivas para a geração de renda passiva em 2026

O cenário desenhado para 2026 exige do investidor uma postura ativa na seleção de ativos, mesmo que o objetivo seja a renda passiva. A análise das carteiras recomendadas de fevereiro indica que o mercado está premiando a qualidade operacional e a clareza nas políticas de distribuição de lucros.

As ações de dividendos recomendadas não são estáticas; elas respondem aos ciclos de commodities (Petrobras), às curvas de juros (Allos e Itaúsa) e à regulação setorial (Copel e Vivo). O consenso entre as casas de análise — BTG, Santander, Terra, Itaú BBA, entre outras — é de que o Brasil continua sendo um celeiro de yields altos no cenário global, especialmente quando comparado aos mercados desenvolvidos.

Para o investidor, a mensagem final dos dados de fevereiro é clara: há oportunidades de “compra forte” em múltiplos setores. Seja através da recuperação do varejo, da solidez bancária ou da eficiência energética, as ações de dividendos recomendadas para este mês formam um portfólio robusto, capaz de entregar retornos reais acima da inflação e garantir a construção de patrimônio consistente no longo prazo.

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