A Azzas 2154 (AZZA3), maior grupo de moda da América Latina, elegeu Sylvia de Souza Leão Wanderley como nova presidente do conselho de administração. A mudança foi aprovada em reunião realizada no último dia 18 e divulgada ao mercado nesta terça-feira (26), marcando uma nova etapa na governança da companhia criada a partir da fusão entre Arezzo&Co e Grupo Soma.
Sylvia assume o cargo anteriormente ocupado por Nicola Calicchio Neto, que presidia o colegiado desde junho de 2025. A executiva traz mais de três décadas de experiência nos setores de varejo, consumo e bens de consumo, com passagens por algumas das maiores empresas do país.
Além da mudança na presidência do conselho, a companhia anunciou a ampliação do colegiado, que passa de sete para oito integrantes, com a entrada de Lucas Fox, integrante da equipe fundadora da fintech Brex.
A reorganização reforça o processo de fortalecimento da estrutura de governança da Azzas 2154 (AZZA3), em um momento em que o mercado acompanha os desafios de integração das operações e as estratégias de crescimento da companhia no setor de moda e varejo.
Sylvia Leão acumula mais de 30 anos de experiência no varejo
A nova chairman da Azzas 2154 (AZZA3) construiu sua carreira em grandes grupos do varejo nacional e internacional.
Sua trajetória começou no Walmart, onde ocupou o cargo de diretora comercial. Posteriormente, ingressou no Grupo Pão de Açúcar, empresa na qual permaneceu por quase 13 anos e participou de diferentes frentes estratégicas da operação.
Ao longo da carreira, Sylvia também passou pela BRF e pelo Carrefour Brasil, ampliando sua experiência em segmentos ligados ao consumo, distribuição e varejo de grande escala.
No mercado de capitais, a executiva possui histórico relevante em conselhos de administração de companhias abertas.
Ela integrou os conselhos da TOTVS (TOTS3) e da Vivara (VIVA3), onde chegou a exercer a função de vice-presidente do colegiado. Também acumulou passagens por empresas como JSL (JSLG3), Simpar (SIMH3), Petz (PETZ3) e Espaçolaser (ESPA3).
A nomeação é vista pelo mercado como um movimento alinhado às práticas de governança corporativa adotadas por grandes companhias listadas na B3, ampliando a presença de conselheiros independentes com experiência operacional e estratégica.
André de Vivo assume vice-presidência do conselho
A ata da reunião também confirmou a eleição de André Alicke de Vivo para o cargo de vice-presidente do conselho de administração.
O executivo passa a integrar a liderança do colegiado ao lado de Sylvia Leão, participando das discussões estratégicas relacionadas ao direcionamento da companhia e às decisões de longo prazo.
A composição reforça a presença de profissionais com experiência em gestão empresarial, finanças e governança corporativa, áreas consideradas fundamentais para a evolução da empresa após a fusão que deu origem à Azzas 2154 (AZZA3).
Conselho ganha reforço com executivo ligado à Brex
Outra novidade anunciada pela companhia foi a entrada de Lucas Fox no conselho de administração.
Fox é reconhecido por integrar o grupo fundador da Brex, fintech criada por empreendedores brasileiros no Vale do Silício e que se tornou uma das empresas mais relevantes do setor financeiro voltado para startups e empresas de tecnologia.
Com sua chegada, o número de integrantes do conselho sobe de sete para oito membros.
A presença de um executivo com experiência em inovação, tecnologia e expansão internacional pode contribuir para as discussões estratégicas da companhia, especialmente em temas ligados à transformação digital, crescimento de marcas e novos modelos de negócios.
Governança ganha protagonismo após fusão entre Arezzo e Soma
As mudanças acontecem em meio ao processo de consolidação da estrutura corporativa da Azzas 2154 (AZZA3), criada a partir da combinação dos negócios da Arezzo&Co e do Grupo Soma.
A operação deu origem a um dos maiores grupos de moda da América Latina, reunindo marcas relevantes dos segmentos de vestuário, calçados, acessórios e lifestyle.
Entre os integrantes do conselho permanecem nomes ligados aos grupos que deram origem à companhia, incluindo Alexandre Birman, Roberto Jatahy, Edison Ticle, Marcel Sapir e André de Vivo, além dos demais conselheiros já existentes.
Para investidores, alterações na composição do conselho costumam ser acompanhadas de perto por representarem possíveis mudanças na condução estratégica, nas prioridades de gestão e nas diretrizes de governança corporativa.
Embora a empresa não tenha anunciado mudanças operacionais associadas às nomeações, o reforço do colegiado ocorre em um momento relevante para o setor de varejo, marcado por desafios relacionados ao consumo, aos juros e à busca por eficiência operacional.








