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Contratos do Exército com empresas investigadas somam milhões e levantam suspeitas

por Redação
09/05/2025 às 16h14 - Atualizado em 07/10/2025 às 12h38
em Brasil, Destaque, Notícias
Contratos Do Exército Com Empresas Investigadas Somam Milhões E Levantam Suspeitas - Gazeta Mercantil -

Contratos do Exército com empresas investigadas somam milhões e levantam suspeitas


Empresa alvo de investigação por fraudes no INSS firmou 13 contratos com o Exército desde 2019; cinco ainda estão ativos, totalizando R$ 3,3 milhões

O Exército Brasileiro mantém cinco contratos em vigor com a Orleans Viagens e Turismo, empresa que está no centro de uma investigação da Polícia Federal (PF). O caso ganha destaque por envolver possível desvio de recursos públicos, fraudes contra beneficiários do INSS e a manutenção de contratos públicos mesmo com indícios de irregularidades.

Desde 2019, a Orleans Viagens e Turismo firmou 13 contratos com o Exército, abrangendo as gestões de Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os acordos foram viabilizados por licitações conduzidas pelo Ministério da Defesa e tinham como objeto a prestação de serviços de agenciamento de viagens, com compra de passagens aéreas e rodoviárias para servidores militares.

O que mais chama atenção é o fato de que, mesmo com a empresa sob suspeita, cinco desses contratos continuam ativos, somando um valor de R$ 3,3 milhões. O maior deles, ainda em vigência, está avaliado em R$ 2,2 milhões.


Contratos públicos com empresas sob suspeita: prática recorrente?

A manutenção de contratos do Exército com empresas investigadas levanta questionamentos sobre os critérios utilizados por órgãos públicos ao contratar prestadores de serviço. A legislação atual permite a participação de empresas em licitações mesmo que elas estejam sendo investigadas, desde que não haja condenação definitiva. No entanto, o contexto de uma apuração da PF pode gerar desgaste à imagem da administração pública e indicar falhas nos mecanismos de controle e compliance.

Especialistas em direito administrativo apontam que, embora juridicamente viável, a permanência de empresas sob investigação como fornecedoras do Estado pode comprometer a transparência e a integridade dos contratos públicos. Além disso, abre margem para questionamentos sociais e institucionais, especialmente quando há envolvimento de verbas que deveriam ser destinadas à população mais vulnerável, como aposentados e pensionistas.


Investigação aponta repasses de origem duvidosa

Segundo a Polícia Federal, a Orleans Viagens e Turismo está sendo investigada por receber R$ 5 milhões da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), entre março de 2020 e novembro de 2024. Os valores teriam sido destinados à aquisição de 16 salas comerciais em São Bernardo do Campo (SP).

O mais grave é que esses recursos podem ter origem em desvios de valores do INSS, segundo as autoridades. A PF apura se houve descontos irregulares nos benefícios de aposentados e pensionistas, configurando um esquema de fraude contra o sistema de seguridade social. A empresa, no entanto, nega qualquer envolvimento em irregularidades e afirma que todos os contratos foram legalmente firmados e estão sendo devidamente cumpridos.


Contratos do Exército com empresas investigadas: falha no controle ou escolha consciente?

A permanência de vínculos contratuais com empresas sob suspeita não é exclusividade do Exército. Órgãos públicos em diferentes esferas já foram alvos de críticas por manter relações comerciais com fornecedores problemáticos. O caso da Orleans Viagens e Turismo ganha destaque por envolver simultaneamente duas instituições públicas de grande alcance nacional: o Exército e o INSS.

A questão que se impõe é: os mecanismos de compliance e fiscalização do poder público são suficientes para evitar o uso indevido de recursos públicos? No caso em análise, o histórico da empresa e sua exposição em investigações deveriam ter acendido alertas nos setores responsáveis por auditorias e controle interno.


R$ 3,3 milhões em contratos em vigor: como esse valor é distribuído?

Dos cinco contratos ativos entre o Exército e a Orleans Viagens e Turismo, o de maior valor chega a R$ 2,2 milhões. Os demais, somados, completam os R$ 3,3 milhões em compromissos financeiros ainda vigentes com a empresa. Os serviços prestados envolvem principalmente intermediação na compra de passagens aéreas e rodoviárias, um setor altamente sensível a sobrepreços e fraudes quando não há controle rigoroso sobre notas fiscais, tarifas, comissões e justificativas de deslocamento.

A ausência de informações públicas detalhadas sobre a execução contratual — como relatórios de viagens, usuários dos serviços e comprovação das passagens emitidas — dificulta a fiscalização por parte da sociedade civil.


Impacto institucional: como esse caso afeta o Exército Brasileiro?

A associação entre o Exército e uma empresa sob investigação da PF tem implicações que vão além do aspecto financeiro. A imagem da instituição militar pode ser afetada negativamente, sobretudo em um contexto de polarização política e crescente cobrança por integridade na gestão pública.

Embora o Exército não esteja sendo investigado, o simples fato de manter contratos com uma empresa citada em operações policiais pode ser interpretado como descuido com a reputação institucional e com o zelo pelo dinheiro público. Em tempos de combate à corrupção, a percepção pública se torna tão relevante quanto a legalidade formal.


O que diz a empresa Orleans Viagens e Turismo?

A empresa investigada alega que atua há mais de uma década no setor de turismo, oferecendo serviços tanto para o setor público quanto privado. Em nota oficial, a Orleans Viagens afirma que todos os contratos foram firmados dentro da legalidade e que os serviços prestados seguem padrões de transparência, com envio de relatórios, faturas e prestações de contas exigidas por lei.

Ainda segundo a empresa, não há qualquer irregularidade nas contratações com o Exército Brasileiro, e os repasses de valores pela Contag teriam sido utilizados conforme o planejamento empresarial.


Contratos do Exército com empresas investigadas e o impacto na política nacional

A conexão entre órgãos federais e empresas citadas em investigações tende a ter repercussão política relevante, especialmente quando envolve temas como fraudes no INSS e possível apropriação indevida de recursos destinados a programas sociais. Deputados e senadores da oposição e da base governista já manifestaram interesse em acompanhar o desdobramento da apuração e pressionar por medidas corretivas, caso as suspeitas se confirmem.


O que esperar das próximas etapas da investigação?

A Polícia Federal segue colhendo depoimentos, analisando documentos e rastreando o destino dos recursos transferidos à Orleans Viagens e Turismo. Caso seja comprovada a origem ilícita dos valores utilizados na aquisição dos imóveis, e se confirmada a relação direta com contratos públicos, novas frentes de investigação podem se abrir.

O caso pode se transformar em um novo escândalo envolvendo o uso de empresas de fachada ou laranjas para esquentar recursos desviados de programas públicos, como já ocorreu em outras operações da PF. O acompanhamento de cada fase será essencial para avaliar os desdobramentos legais e políticos.


O caso envolvendo os contratos do Exército com empresas investigadas como a Orleans Viagens e Turismo expõe uma fragilidade estrutural nos sistemas de controle de contratações públicas. Embora juridicamente amparadas, as relações com empresas sob suspeita causam danos reputacionais, levantam dúvidas sobre a eficiência da gestão pública e revelam possíveis brechas que ainda permitem o uso indevido de verbas públicas em pleno 2025.

Tags: Brasilcontratos com empresas investigadascontratos públicos investigadosempresas investigadas por corrupçãoExército Brasileirofraudes no INSSinvestigação PF contratos públicoslicitações ExércitoOrleans Viagens e TurismoPolícia Federal

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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