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Cosan (CSAN3) reduz prejuízo no 1T26, mas dívida e resultado financeiro seguem pressionando

Holding teve prejuízo líquido de R$ 1,58 bilhão no trimestre, enquanto Ebitda ajustado avançou 60%; custos de reestruturação da dívida pesaram no resultado.

por João Souza - Repórter de Negócios
14/05/2026 às 22h38 - Atualizado em 15/05/2026 às 21h23
em Empresas, Notícias
Cosan-Csan3 - Gazeta Mercantil

A Cosan (CSAN3) registrou prejuízo líquido de R$ 1,58 bilhão no primeiro trimestre de 2026, uma melhora de 11% em relação à perda de R$ 1,79 bilhão apurada no mesmo período do ano passado. O resultado refletiu avanço operacional nas principais investidas da holding, mas seguiu pressionado por despesas financeiras elevadas e custos associados à reestruturação da dívida.

A receita líquida consolidada caiu 7% na comparação anual, para R$ 9,03 bilhões. Já o Ebitda ajustado avançou 60%, para R$ 3,34 bilhões, indicando melhora operacional relevante apesar do prejuízo na última linha do balanço.

Segundo a Cosan (CSAN3), o trimestre foi impactado por cerca de R$ 1 bilhão em efeitos não recorrentes relacionados às liquidações antecipadas de bonds com vencimentos em 2029, 2030 e 2031. Esses efeitos foram registrados nas linhas de resultado financeiro e imposto diferido.

Resultado financeiro volta a pesar no balanço

O principal ponto de pressão no trimestre foi a estrutura financeira da holding. O resultado financeiro da Cosan (CSAN3) ficou negativo em R$ 1,09 bilhão, piora de 51% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

A companhia atribuiu o desempenho aos custos relacionados à pré-liquidação de bonds e debêntures, incluindo prêmios, aceleração de juros, marcação a mercado de hedge e variação cambial.

Esse efeito ajuda a explicar por que a melhora operacional não se traduziu em lucro líquido. A Cosan (CSAN3) conseguiu ampliar a geração operacional consolidada, mas a despesa financeira consumiu parte relevante do resultado.

Para investidores, a leitura central do balanço está justamente nessa diferença: as empresas investidas apresentaram sinais de recuperação, mas a holding ainda enfrenta pressão de dívida, custo de capital e ajustes ligados à gestão do passivo.

Dívida líquida expandida sobe no trimestre

A dívida líquida expandida da holding encerrou março em R$ 11,5 bilhões, alta de 18% em relação ao trimestre anterior.

Segundo a Cosan (CSAN3), o aumento refletiu a ausência de entrada relevante de dividendos e os desembolsos extraordinários ligados à gestão do passivo.

Na comparação anual, porém, a dívida caiu 34%, beneficiada pela capitalização realizada no fim de 2025. A companhia terminou o trimestre com caixa de R$ 7,7 bilhões, após desembolsos relevantes para amortização de principal e pagamento de despesas financeiras.

A posição de caixa ainda oferece liquidez para a holding, mas o aumento sequencial da dívida reforça a atenção do mercado sobre a velocidade de desalavancagem e a capacidade de geração de caixa das investidas.

Rumo (RAIL3) impulsiona resultado operacional

Entre as principais investidas, a Rumo (RAIL3) foi um dos destaques positivos do primeiro trimestre. O Ebitda ajustado da companhia ferroviária cresceu 7%, para R$ 1,74 bilhão.

O desempenho foi impulsionado pelo avanço de 25% no volume transportado, especialmente na operação Norte. A empresa foi beneficiada pelo escoamento de grãos e pela diluição de custos fixos.

A melhora da Rumo (RAIL3) é relevante para a Cosan (CSAN3) porque a companhia ferroviária representa uma das principais fontes de valor da holding. Em um grupo com forte exposição a infraestrutura, energia e logística, o desempenho da operação ferroviária tem peso importante na percepção dos investidores.

A expansão de volumes mostra maior utilização da malha e reforça o papel da Rumo na cadeia de escoamento agrícola, especialmente em períodos de safra forte.

Compass avança com gás natural e operações da Edge

A Compass também apresentou crescimento operacional no trimestre. O Ebitda subiu 2%, para R$ 1,33 bilhão, apoiado por maiores volumes distribuídos de gás natural, melhora de mix e expansão das operações da Edge.

A companhia destacou que, ajustando efeitos de timing em cargas de GNL, o crescimento do Ebitda teria sido de 12% na comparação anual.

O desempenho da Compass reforça a importância do negócio de gás e energia no portfólio da Cosan (CSAN3). A unidade combina distribuição de gás natural, infraestrutura energética e operações ligadas ao mercado livre e à comercialização de energia.

A conclusão do IPO da Compass também foi destacada entre os eventos relevantes do período. A operação gerou cerca de R$ 2,1 bilhões líquidos para a Cosan, contribuindo para a estratégia de gestão de capital da holding.

Moove tem volume maior, mas margem menor

A Moove registrou Ebitda praticamente estável no primeiro trimestre, em R$ 236 milhões, mesmo com avanço de 10% nos volumes vendidos de lubrificantes.

A margem Ebitda recuou para 9,6%, indicando pressão de rentabilidade no período. Ainda assim, a empresa destacou ganho de participação de mercado no Brasil e redução da alavancagem para 1,3 vez.

O resultado da Moove mostra crescimento de volume, mas também evidencia desafios de margem. Em negócios industriais e de distribuição, a rentabilidade pode ser afetada por custos de insumos, câmbio, concorrência e mix de produtos.

Para a Cosan (CSAN3), a unidade segue como ativo relevante de diversificação, mas o mercado tende a acompanhar a capacidade da Moove de transformar crescimento de vendas em expansão de margem.

Radar recua com preços agrícolas menores

A Radar foi o principal destaque negativo entre as investidas operacionais. O Ebitda caiu 27%, para R$ 103 milhões.

O resultado foi pressionado pela queda nos preços de açúcar recuperável total, o TRS, e da soja. A companhia também sentiu a ausência de ganhos com venda de ativos observados no primeiro trimestre de 2025.

A Radar atua na gestão e valorização de terras agrícolas, um negócio sensível ao ciclo de commodities, preços de terras, produtividade e condições do mercado agropecuário.

A queda do Ebitda no trimestre mostra que a unidade depende não apenas da performance operacional, mas também de eventos de monetização de ativos, que podem variar significativamente entre períodos.

Raízen segue como ponto de atenção

A Cosan (CSAN3) também citou o pedido de recuperação extrajudicial da Raízen, cuja participação contábil na holding já havia sido reduzida a zero no fim de 2025.

O caso continua relevante para a percepção de risco do grupo, mesmo sem impacto contábil adicional direto na participação já zerada. A Raízen é um ativo estratégico no setor de energia, açúcar, etanol e combustíveis, e sua situação financeira permanece no radar dos investidores.

A menção à recuperação extrajudicial reforça a complexidade do momento da Cosan, que tenta avançar na gestão de passivos e simplificação financeira enquanto lida com diferentes ciclos operacionais em suas investidas.

Melhora operacional ainda não resolve pressão financeira

O balanço do primeiro trimestre de 2026 mostrou uma Cosan (CSAN3) com melhora operacional relevante, especialmente pelo avanço do Ebitda ajustado consolidado e pelo desempenho de Rumo (RAIL3) e Compass.

Ainda assim, o prejuízo líquido de R$ 1,58 bilhão mostra que a recuperação das operações ainda não foi suficiente para neutralizar o peso financeiro da holding.

A queda anual da dívida, após a capitalização do fim de 2025, é um ponto positivo. Porém, o aumento da dívida líquida expandida no trimestre e o resultado financeiro negativo de R$ 1,09 bilhão mantêm a cautela do mercado.

Para investidores, o ponto central será a capacidade da Cosan (CSAN3) de reduzir despesas financeiras, preservar liquidez, receber dividendos das investidas e sustentar a melhora operacional ao longo de 2026.

Mercado acompanha desalavancagem da Cosan

A Cosan (CSAN3) entra nos próximos trimestres sob pressão para comprovar que a reestruturação financeira produzirá efeitos duradouros. O grupo já apresentou avanços operacionais, mas ainda precisa transformar essa melhora em geração de caixa suficiente para reduzir endividamento e diminuir a volatilidade do resultado líquido.

A evolução de Rumo (RAIL3), Compass, Moove e Radar será decisiva para a leitura do mercado. Ao mesmo tempo, a holding seguirá dependente da disciplina na gestão do passivo, da entrada de dividendos e da execução de operações de capital.

O primeiro trimestre trouxe melhora no prejuízo e forte alta do Ebitda, mas também reforçou que a dívida continua sendo o principal ponto de atenção da Cosan (CSAN3). Enquanto o resultado financeiro permanecer elevado, a recuperação operacional tende a ter impacto limitado sobre o lucro líquido da holding.

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A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

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