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Cotação do Dólar Fecha a R$ 5,37 com IBC-Br Forte e Incertezas sobre o Fed

por Camila Braga - Repórter de Economia
16/01/2026 às 17h52
em Dólar, Destaque, Economia, Notícias
Cotação Do Dólar Fecha A R$ 5,37 Com Ibc-Br Forte E Incertezas Sobre O Fed - Gazeta Mercantil

Análise de Fechamento: Cotação do Dólar Encerra a Semana a R$ 5,37 com Foco no IBC-Br e Sucessão no Fed

O mercado cambial brasileiro encerrou as negociações desta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, com um leve movimento de valorização da moeda norte-americana frente ao real. A cotação do dólar à vista (USDBRL) finalizou a sessão cotada a R$ 5,3726, registrando um avanço marginal de 0,08%. Este comportamento reflete um “cabo de guerra” macroeconômico: de um lado, dados surpreendentemente positivos da atividade econômica doméstica; do outro, as incertezas políticas e monetárias emanadas de Washington, especificamente sobre quem comandará o banco central mais poderoso do mundo.

Ao longo da semana, a cotação do dólar acumulou uma leve valorização de 0,13%, demonstrando uma estabilidade tensa. O investidor operou com cautela, ponderando os riscos geopolíticos, que arrefeceram levemente no Oriente Médio, contra as novas diretrizes da política econômica dos Estados Unidos sob a administração de Donald Trump. Para compreender a dinâmica do dia, é necessário dissecar os dois principais vetores de influência: o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) e a corrida pela cadeira do Federal Reserve (Fed).

O Impacto do IBC-Br na Cotação do Dólar

No cenário doméstico, o protagonista do dia foi, sem dúvida, o IBC-Br. Considerado pelo mercado como uma “prévia do PIB” (Produto Interno Bruto), o indicador referente a novembro trouxe um alento aos analistas que temiam uma desaceleração abrupta da economia brasileira no último trimestre de 2025. O índice registrou uma alta de 0,70%, um número robusto que superou largamente as expectativas de consenso, que, segundo pesquisa da Reuters, giravam em torno de um avanço modesto de 0,30%.

Teoricamente, um dado de atividade econômica forte tende a pressionar a cotação do dólar para baixo. Isso ocorre porque uma economia aquecida atrai fluxo de capital estrangeiro, seja para investimento produtivo ou para o mercado de capitais, aumentando a oferta de dólares no país. No entanto, o movimento observado hoje foi de alta, ainda que leve. Isso sugere que a aversão ao risco externo falou mais alto do que os fundamentos domésticos no curto prazo.

Na comparação interanual, o IBC-Br acumulou uma alta de 1,2% em relação ao mês anterior e um ganho de 2,4% no acumulado de 12 meses. Esses números são vitais para a calibração das expectativas de juros. Matheus Pizzani, economista do PicPay, avalia que esse desempenho forte afasta o fantasma da estagnação econômica no quarto trimestre.

Para o mercado de câmbio, a leitura é complexa. Se a economia está forte, o Banco Central do Brasil pode ter menos espaço — ou menos pressa — para cortar a taxa Selic. Pizzani sugere que os dados sólidos do mercado de trabalho, somados a este IBC-Br, indicam um hiato do produto no campo positivo por mais tempo. Isso cria um ambiente propício para que o ciclo de queda dos juros inicie apenas em março. Juros domésticos mais altos por mais tempo tendem a manter o carry trade atrativo, o que, em tese, deveria segurar a cotação do dólar. Contudo, a variável externa hoje se mostrou preponderante.

O Fator Trump e a Sucessão no Fed

Se internamente o Brasil mostrou resiliência, externamente a volatilidade foi ditada pelas especulações sobre o futuro da política monetária dos Estados Unidos. A cotação do dólar globalmente é sensível a qualquer ruído vindo da Casa Branca, e nesta sexta-feira não foi diferente. O foco total dos investidores se voltou para a sucessão de Jerome Powell, que deixará a presidência do Federal Reserve em maio deste ano.

O mercado monitora de perto os nomes cotados por Donald Trump. A incerteza sobre o perfil do próximo “chairman” do Fed gera volatilidade no índice DXY (que mede o dólar contra uma cesta de moedas fortes) e respinga diretamente na cotação do dólar frente a moedas emergentes como o real.

Hoje, Trump elogiou publicamente Kevin Hassett, seu conselheiro econômico, durante um evento na Casa Branca. Contudo, a fala do presidente introduziu uma ambiguidade estratégica. Ao dizer que Hassett é “muito bom” mas que talvez prefira mantê-lo em sua função atual na Casa Branca — citando que os membros do Fed “não falam muito” e que ele “perderia” a interlocução direta com Hassett —, Trump alterou as probabilidades nas casas de apostas.

Plataformas de predição de mercado, como a Polymarket, reagiram instantaneamente. A probabilidade de Hassett assumir o Fed caiu para cerca de 17%, enquanto o favoritismo de Kevin Warsh, ex-membro do Conselho de Administração do Fed, consolidou-se em 61%. Para a cotação do dólar, isso é relevante porque Warsh é visto por parte do mercado como um nome mais ortodoxo, o que poderia significar uma política de juros mais rígida nos EUA, fortalecendo a moeda americana globalmente e pressionando o real.

Geopolítica: Groelândia e Oriente Médio

Além das questões monetárias, o cenário geopolítico continua a exercer pressão sobre a aversão ao risco, influenciando a busca por ativos de refúgio e sustentando a cotação do dólar em patamares elevados. Embora tenha havido um alívio momentâneo nas tensões diretas entre Estados Unidos e Irã, novos focos de atrito surgiram no radar.

Surpreendendo parte dos analistas internacionais, a questão da Groelândia voltou à mesa. O presidente Trump reiterou seu interesse no território dinamarquês e elevou o tom, ameaçando impor tarifas comerciais a países que não apoiarem seu plano de controle sobre a ilha ártica. Embora possa parecer uma questão lateral, em um mundo globalizado, qualquer ameaça de guerra tarifária ou sanções econômicas gera uma fuga para a qualidade (fly-to-quality).

Nesse movimento, os investidores vendem posições em moedas de países emergentes (como o Brasil) e compram títulos do Tesouro americano. Esse fluxo de saída de capitais é um dos vetores que impediu o real de se valorizar hoje, mesmo com o IBC-Br positivo, mantendo a cotação do dólar acima dos R$ 5,37.

Análise Técnica e Tendências do Câmbio

Do ponto de vista técnico, a cotação do dólar a R$ 5,3726 coloca a moeda em uma zona de resistência importante. O mercado observa atentamente se a divisa terá força para romper o teto de R$ 5,40 ou se retornará para testar suportes mais baixos.

O índice DXY operava, por volta das 17h, em leve alta de 0,06%, aos 99,383 pontos. Essa correlação positiva entre o DXY e o câmbio interno mostra que o real não destoou de seus pares. O dia foi de dólar forte no mundo, e o Brasil apenas seguiu o fluxo.

Para o importador e para o investidor que possui dívidas em moeda estrangeira, a estabilidade da cotação do dólar neste patamar exige cautela. A volatilidade implícita nas opções de câmbio sugere que o mercado ainda não precificou totalmente a transição de comando no Fed. Se o escolhido for um nome que defenda juros mais altos nos EUA para combater a inflação ou para atrair capital, a pressão sobre o real continuará.

Por outro lado, o IBC-Br acima do esperado oferece um “colchão” de segurança. Ele sinaliza que a economia real do Brasil não está derretendo, o que garante um fluxo mínimo de dólares comerciais via exportações. O superávit comercial brasileiro continua sendo um dos principais âncoras que impedem a cotação do dólar de disparar para níveis próximos a R$ 5,50 ou R$ 5,60 neste momento.

O Papel das Commodities e Expectativas Futuras

Não se pode analisar a cotação do dólar sem olhar para as commodities. O Brasil, como grande exportador de matérias-primas, depende dos preços internacionais para manter seu fluxo de entrada de divisas. A instabilidade global e as ameaças tarifárias de Trump podem afetar a demanda chinesa e europeia, impactando os preços de soja, minério de ferro e petróleo.

Se as commodities caem, entram menos dólares no Brasil, e a cotação do dólar tende a subir pela lei da oferta e da procura. A semana encerra com esse sinal de alerta ligado. O mercado aguarda os próximos passos da Casa Branca não apenas sobre o Fed, mas sobre a política comercial externa.

Para a próxima semana, a agenda econômica reserva novos indicadores que podem mexer com o câmbio. Contudo, a narrativa política nos EUA deve continuar dominando as manchetes. A definição do nome para substituir Powell é o evento binário mais aguardado do semestre. Até lá, a cotação do dólar deve continuar oscilando ao sabor das declarações de Trump e das probabilidades das casas de apostas.

Considerações Finais sobre o Mercado

O fechamento desta sexta-feira deixa uma mensagem clara: os fundamentos domésticos importam, mas não operam no vácuo. O Brasil fez sua lição de casa com um IBC-Br positivo, mostrando resiliência econômica. Isso evitou uma alta mais expressiva da moeda americana. No entanto, a força gravitacional da economia dos Estados Unidos é inegável.

Enquanto a sucessão do Fed não for resolvida e enquanto a retórica protecionista de Washington continuar escalando (agora envolvendo até a Groelândia), é difícil imaginar um cenário de alívio consistente para a cotação do dólar. A moeda americana continua sendo o porto seguro global em tempos de incerteza.

Para o investidor brasileiro, o momento pede diversificação e proteção. A aposta em uma queda rápida do câmbio baseada apenas na Selic alta pode ser arriscada diante de um cenário externo tão volátil. A cotação do dólar a R$ 5,37 reflete um preço de equilíbrio momentâneo entre uma economia brasileira que tenta crescer e um cenário externo que impõe cautela máxima.

a atenção agora se volta para a abertura dos mercados na segunda-feira, onde a digestão dos dados do IBC-Br será confrontada com as novas notícias do fim de semana sobre a geopolítica e a economia americana. A única certeza é que a volatilidade da cotação do dólar continuará sendo a companheira inseparável de quem opera no mercado financeiro nacional neste início de 2026.

Tags: cotação do dólarDólardólar comercialdolar hojeDonald Trump FedEconomiaeconomia brasileira 2026IBC-Br novembroKevin HassettKevin Warshmercado financeiro hojesucessão Fedtaxa de câmbio USDBRL

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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