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CSN Mineração tem ações rebaixadas: entenda os riscos que pressionam a mineradora

por Redação
19/09/2025
em Business, Destaque, News
Csn Mineração Tem Ações Rebaixadas: Entenda Os Riscos Que Pressionam A Mineradora - Gazeta Mercantil

CSN Mineração sofre rebaixamento e desvalorização: entenda os riscos por trás da queda nas ações

Um cenário desafiador para a CSN Mineração

Apesar do bom desempenho do Ibovespa nesta terça-feira (27), as ações da CSN Mineração (CMIN3) enfrentam uma forte desvalorização, liderando as quedas do dia com recuo superior a 5%. A principal razão está ligada ao rebaixamento da recomendação dos papéis por parte do banco norte-americano Morgan Stanley, que alterou sua avaliação de “neutra” para “venda”. O momento negativo é agravado por um cenário macroeconômico desfavorável, sobretudo no setor de commodities, além de dúvidas sobre a capacidade da empresa em executar seus planos de expansão.

Com isso, investidores e analistas voltam os olhos para os fundamentos da CSN Mineração, uma das maiores mineradoras do Brasil, para entender os motivos por trás da perda de confiança do mercado.


Rebaixamento de recomendação pressiona ações da CSN Mineração

Nesta terça-feira, a CSN Mineração viu suas ações caírem mais de 5%, cotadas a R$ 5,24 por volta das 14h30 (horário de Brasília). A principal motivação foi o rebaixamento na recomendação feito pelo Morgan Stanley, que agora sugere “venda” dos papéis, além de reduzir o preço-alvo de R$ 6,20 para R$ 5,30. Essa nova projeção indica um potencial de queda adicional de 4% em relação ao fechamento da véspera.

Essa decisão reflete uma avaliação mais cética sobre a capacidade de geração de valor da CSN Mineração no médio e longo prazo, especialmente diante do ambiente volátil para o minério de ferro e da execução incerta de seus principais projetos.


Minério de ferro em queda afeta perspectivas da CSN Mineração

O desempenho das ações da CSN Mineração também sofre com a tendência de queda no preço do minério de ferro no mercado internacional. O contrato mais líquido da commodity, com vencimento em setembro, caiu 1,76% na Bolsa de Dalian, na China, fechando a US$ 96,15 por tonelada. Essa foi a terceira baixa consecutiva, refletindo um enfraquecimento da demanda chinesa — o principal destino das exportações da mineradora brasileira.

Com isso, a expectativa de receita da CSN Mineração também é revisada para baixo, uma vez que o minério de ferro é o principal produto comercializado pela companhia. O impacto direto nos lucros, somado às incertezas de produção, pressiona ainda mais o desempenho das ações.


Plano de expansão em xeque: riscos de execução pesam sobre a CSN Mineração

Outro ponto crítico levantado pelo Morgan Stanley diz respeito ao plano de expansão da CSN Mineração, que tem se mostrado arriscado e pouco eficiente. A mina Itabirite P15, considerada essencial para o crescimento da companhia, está com sua operação atrasada em pelo menos quatro anos. Inicialmente prevista para 2023, a expectativa atual é que comece a operar apenas no quarto trimestre de 2027.

Essa mina teria capacidade para adicionar 16,5 milhões de toneladas anuais com teor de ferro de 67%, um diferencial competitivo relevante. No entanto, os sucessivos atrasos levantam sérias dúvidas sobre a capacidade de execução da empresa, tanto em termos de cronograma quanto de orçamento.

A postergação contínua aumenta a percepção de risco entre os investidores, que temem mais desvalorizações caso a produção da mina P15 continue fora do radar.


Pré-pagamentos comprometem fluxo de caixa da CSN Mineração

Além dos problemas operacionais e do cenário externo adverso, a CSN Mineração enfrenta desafios financeiros importantes. A empresa possui atualmente sete contratos de pré-pagamento ativos, totalizando quase 55,1 milhões de toneladas de minério de ferro a serem entregues até o quarto trimestre de 2029. O montante desses acordos gira em torno de US$ 2,4 bilhões.

Embora esse modelo proporcione liquidez imediata, ele compromete o fluxo de caixa futuro. Segundo o Morgan Stanley, a conversão do Ebitda em Fluxo de Caixa Livre (FCF) tende a ser prejudicada no médio prazo, levando a empresa a apresentar um rendimento de FCF médio negativo de 9% entre 2025 e 2027.

Essa realidade expõe um risco significativo: mesmo com receitas robustas no presente, o futuro financeiro da CSN Mineração pode estar comprometido, limitando investimentos, pagamento de dividendos e crescimento sustentável.


Impacto na credibilidade e no valor de mercado da CSN Mineração

As avaliações mais críticas do Morgan Stanley repercutem diretamente na credibilidade da CSN Mineração junto ao mercado. O rebaixamento da recomendação, somado à redução no preço-alvo e à análise negativa sobre os riscos de execução e liquidez, resulta em um ambiente hostil para investidores.

A combinação de atrasos em projetos-chave, contratos de pré-pagamento onerosos e queda no preço do minério de ferro criou uma tempestade perfeita para a mineradora. A desconfiança generalizada acaba por afetar o valor de mercado da companhia, dificultando a valorização de seus ativos na Bolsa.


A CSN Mineração pode se recuperar? Possibilidades futuras e desafios

Apesar do momento adverso, a CSN Mineração ainda possui potencial de recuperação, especialmente se conseguir acelerar a entrega da mina P15, reduzir o impacto dos contratos de pré-pagamento e se beneficiar de uma eventual retomada nos preços do minério de ferro.

Contudo, a recuperação depende de variáveis complexas e muitas vezes externas ao controle da empresa, como a demanda global por minério de ferro, especialmente na China, além da estabilidade cambial e da confiança dos investidores em sua capacidade de entrega.


Hora de cautela com os papéis da CSN Mineração

O atual cenário da CSN Mineração exige cautela por parte de investidores e stakeholders. As incertezas sobre os projetos de expansão, os impactos financeiros dos contratos de pré-pagamento e a pressão exercida pela queda do minério de ferro colocam a empresa em uma posição frágil no curto e médio prazo.

A reavaliação por grandes instituições financeiras, como o Morgan Stanley, serve como um alerta sobre os desafios estruturais enfrentados pela companhia. O momento é de atenção redobrada para quem investe ou pretende investir nas ações da CSN Mineração.

Tags: ações CMIN3CSN MineraçãoFluxo de Caixa LivreIbovespa hojeinvestimentos em mineraçãomercado de commoditiesmina P15Morgan Stanleypré-pagamentos CSNpreço do minério de ferro

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