A Ágora Investimentos colocou a Cemig (CMIG4) no topo de sua carteira de day trade para o pregão desta sexta-feira, 24 de julho de 2026, na B3. A estratégia elaborada por análise gráfica também indica a compra de B3 (B3SA3) e Caixa Seguridade (CXSE3), além da venda de Allos (ALOS3), Cyrela (CYRE3) e Petrobras (PETR4), com ganhos brutos projetados entre 1,38% e 1,43%.
A maior valorização esperada na ponta compradora está em Cemig (CMIG4). A corretora estabeleceu entrada em R$ 11,22, objetivo em R$ 11,38 e stop loss em R$ 11,13. A diferença entre o gatilho e o alvo representa retorno potencial de 1,43%, enquanto a perda estimada no stop é de 0,80%.
Na ponta vendida, a principal aposta do day trade é Allos (ALOS3). A operação prevê venda a R$ 26,58 e recompra a R$ 26,20, com ganho potencial de 1,43%. O stop foi definido em R$ 26,78, o equivalente a uma perda de 0,75% caso a ação avance depois da abertura da posição.
Todas as operações têm validade restrita ao pregão desta sexta-feira. Os pontos indicados não devem ser automaticamente transportados para a sessão seguinte, pois a leitura técnica considera o comportamento recente dos preços, o fluxo de ordens e os níveis gráficos identificados antes da abertura do mercado.
Cemig exige rompimento de R$ 11,22 para acionar compra
A estratégia com Cemig (CMIG4) não pressupõe uma compra imediata da ação. O investidor precisa aguardar o papel atingir R$ 11,22, nível definido como gatilho para a entrada. Somente depois desse movimento a recomendação de day trade passa a ser considerada ativa.
As ações preferenciais da companhia haviam encerrado o pregão de quinta-feira cotadas a R$ 11,19. O ponto de entrada está, portanto, três centavos acima do fechamento anterior, sinalizando que a operação depende de uma confirmação de força compradora.
Se o papel alcançar R$ 11,22 e avançar até R$ 11,38, a diferença será de R$ 0,16 por ação. Em uma posição de mil papéis, por exemplo, o ganho bruto corresponderia a R$ 160, antes de custos operacionais e tributação.
O risco calculado entre a entrada e o stop é de R$ 0,09 por ação. Na mesma posição hipotética de mil papéis, uma saída exatamente em R$ 11,13 produziria perda bruta de R$ 90.
O desenho oferece uma relação entre ganho e risco superior a 1,7 vez. Essa proporção, porém, não garante que a ordem será executada exatamente nos níveis projetados. Em momentos de volatilidade, o preço pode atravessar rapidamente o stop ou o objetivo.
A Cemig (CMIG4) atua em geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia. Embora informações corporativas, decisões regulatórias e perspectivas para o setor elétrico possam influenciar as ações, a recomendação desta sexta-feira é estritamente técnica e não representa uma avaliação sobre o valor de longo prazo da companhia.
B3 e Caixa Seguridade completam as compras
A segunda indicação de compra da carteira de day trade é B3 (B3SA3). O ponto de entrada foi estabelecido em R$ 15,69, com objetivo em R$ 15,91 e stop em R$ 15,57.
Caso o papel percorra todo o intervalo entre o gatilho e o alvo, o ganho bruto será de 1,40%. A perda potencial no stop corresponde a 0,76%.
B3 (B3SA3) é a companhia responsável pela principal infraestrutura do mercado brasileiro de capitais. Sua operação reúne negociação, pós-negociação, registro de ativos, serviços de dados e outras atividades ligadas ao funcionamento do sistema financeiro.
O desempenho de B3 (B3SA3) costuma ser acompanhado pelo mercado porque pode refletir expectativas sobre volumes negociados, captação de empresas, emissão de ativos e participação de investidores. Na carteira de day trade, no entanto, o foco está exclusivamente no movimento intradiário do preço.
Caixa Seguridade (CXSE3) fecha o grupo das compras. A entrada está projetada em R$ 22,49 e o objetivo em R$ 22,80, o que corresponde a uma valorização potencial de 1,38%.
O stop loss foi fixado em R$ 22,33, com perda estimada de 0,71%. Entre as seis operações apresentadas, trata-se do menor risco percentual até o stop e também do menor retorno projetado.
A Caixa Seguridade (CXSE3) concentra participações e atividades ligadas aos segmentos de seguros, previdência, capitalização, consórcios e corretagem relacionados ao ecossistema da Caixa Econômica Federal. A companhia passou a ser negociada na B3 em 2021.
Recomendações de compra no day trade
| Empresa | Ticker | Entrada | Objetivo | Ganho potencial | Stop | Perda no stop |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Cemig | CMIG4 | R$ 11,22 | R$ 11,38 | 1,43% | R$ 11,13 | 0,80% |
| B3 | B3SA3 | R$ 15,69 | R$ 15,91 | 1,40% | R$ 15,57 | 0,76% |
| Caixa Seguridade | CXSE3 | R$ 22,49 | R$ 22,80 | 1,38% | R$ 22,33 | 0,71% |
Allos lidera estratégia para ganhar com queda
Entre as operações vendidas, Allos (ALOS3) apresenta o maior retorno potencial. A estratégia de day trade será acionada se o papel alcançar R$ 26,58, ponto a partir do qual a corretora projeta um recuo até R$ 26,20.
Em uma venda de ações, o operador abre a posição apostando na desvalorização do ativo. O resultado positivo ocorre se conseguir recomprar os papéis por um valor inferior ao preço da venda inicial.
A diferença projetada para Allos (ALOS3) é de R$ 0,38 por ação. Em uma posição de mil papéis, isso representaria ganho bruto de R$ 380 caso a entrada e o objetivo fossem executados exatamente nos valores definidos.
Se o movimento for contrário e a ação subir até R$ 26,78, o stop busca encerrar a posição. A perda teórica, nesse caso, seria de R$ 0,20 por ação ou R$ 200 em uma operação com mil papéis.
A Allos (ALOS3) administra um portfólio nacional de shopping centers. Por estar exposta ao consumo, ao varejo e à atividade imobiliária, a companhia pode reagir a indicadores de vendas, fluxo de visitantes, juros e expectativas para a renda das famílias.
Esses fundamentos são relevantes para uma análise de médio e longo prazo, mas não constituem o motivo central da indicação. A venda recomendada pela Ágora está vinculada ao comportamento gráfico esperado durante o pregão.
Cyrela e Petrobras também entram na ponta vendida
A Cyrela (CYRE3) é a segunda indicação de venda. O gatilho foi estabelecido em R$ 20,61, com objetivo de recompra em R$ 20,32 e stop em R$ 20,76.
O retorno bruto potencial é de 1,41%. Se a ação avançar depois da entrada e alcançar o limite de perda, o prejuízo projetado será de 0,73%.
A Cyrela (CYRE3) atua no mercado de incorporação imobiliária, com presença especialmente relevante nos segmentos residencial de médio e alto padrão. As ações do setor costumam reagir às expectativas para juros, crédito habitacional, custos de construção e velocidade das vendas de imóveis.
Petrobras (PETR4) completa a carteira vendida. A Ágora indica entrada em R$ 42,85 e objetivo em R$ 42,25, diferença de R$ 0,60 por ação e retorno potencial de 1,40%.
O stop está em R$ 43,17. Se a operação for aberta e a ação subir até esse nível, a perda calculada será de 0,75%.
Por sua elevada liquidez e participação relevante no Ibovespa, Petrobras (PETR4) costuma concentrar parte expressiva do volume financeiro da Bolsa. O papel pode reagir rapidamente às oscilações do petróleo, do câmbio e às decisões relacionadas à produção, investimentos, preços de combustíveis e remuneração dos acionistas.
A sensibilidade a diferentes fatores amplia as oportunidades intradiárias, mas também aumenta a possibilidade de movimentos bruscos. Uma notícia corporativa ou uma alteração acentuada no preço internacional do petróleo pode mudar a direção da ação em poucos minutos.
Recomendações de venda no day trade
| Empresa | Ticker | Entrada | Objetivo | Ganho potencial | Stop | Perda no stop |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Allos | ALOS3 | R$ 26,58 | R$ 26,20 | 1,43% | R$ 26,78 | 0,75% |
| Cyrela | CYRE3 | R$ 20,61 | R$ 20,32 | 1,41% | R$ 20,76 | 0,73% |
| Petrobras | PETR4 | R$ 42,85 | R$ 42,25 | 1,40% | R$ 43,17 | 0,75% |
Pontos de entrada condicionam todas as operações
A presença de uma ação na carteira não significa que a operação de day trade deva ser aberta a qualquer preço. Os seis ativos precisam primeiro alcançar os respectivos pontos de entrada.
Se Cemig (CMIG4), por exemplo, permanecer abaixo de R$ 11,22 durante toda a sessão, a compra não será acionada. A mesma lógica se aplica aos demais papéis.
O stop loss somente passa a valer depois da entrada. Antes disso, os níveis funcionam apenas como referências para uma operação que ainda não começou.
A regra é importante porque evita que o investidor persiga um movimento já iniciado ou compre e venda em preços diferentes daqueles usados na construção da estratégia. Alterações no ponto de entrada mudam automaticamente a relação entre risco e retorno.
Os objetivos também não representam garantia de execução. O mercado pode avançar parcialmente e inverter a direção antes do alvo, ou passar rapidamente por um nível sem que todas as ordens sejam atendidas.
Gap de abertura pode invalidar recomendação
As estratégias também podem ser canceladas quando o ativo abre com um gap que ultrapassa o objetivo antes de passar pelo ponto de entrada. Um gap ocorre quando a ação inicia o pregão distante do fechamento anterior, sem negociar nos preços intermediários.
Se Cemig (CMIG4) abrir diretamente acima de R$ 11,38, por exemplo, o movimento esperado já terá ocorrido sem que o gatilho de R$ 11,22 tenha sido executado nas condições previstas. A operação deixa de preservar o retorno potencial originalmente calculado.
O mesmo vale para as posições vendidas. Caso Allos (ALOS3) abra abaixo do alvo de R$ 26,20 sem passar pela entrada em R$ 26,58, a queda projetada terá acontecido antes da abertura da posição.
Entrar depois de um movimento dessa natureza significa assumir um risco diferente daquele analisado inicialmente. Por isso, a carteira determina o cancelamento quando o objetivo é alcançado antes do preço de entrada.
Ganhos projetados são brutos e não eliminam risco
Os retornos de até 1,43% são brutos. O resultado efetivamente recebido pelo investidor pode ser reduzido por emolumentos, taxas operacionais, tributação e eventuais custos relacionados ao aluguel de ações nas posições vendidas.
A liquidez também interfere no preço final. Mesmo em ações com volume elevado, uma ordem grande pode ser executada em diferentes níveis, especialmente quando existe forte desequilíbrio entre compradores e vendedores.
Outro fator é a alavancagem. Corretoras podem permitir que o investidor movimente uma exposição superior ao dinheiro mantido como garantia. O recurso amplia o ganho potencial, mas produz o mesmo efeito sobre as perdas.
Os stops ajudam a delimitar o risco, porém não asseguram uma saída exatamente no preço indicado. Em movimentos rápidos, o ativo pode ultrapassar o nível e a ordem ser executada em uma cotação menos favorável.
A própria B3 exige alertas de que operações de day trade envolvem riscos significativos, não são adequadas a todos os perfis e podem provocar a perda integral dos recursos destinados à estratégia.
Carteira perde validade após o fechamento da Bolsa
A carteira reúne três operações compradas e três vendidas, distribuindo as estratégias entre energia, infraestrutura de mercado, seguros, shopping centers, incorporação imobiliária e petróleo.
Cemig (CMIG4) e Allos (ALOS3) apresentam os maiores ganhos projetados, de 1,43%. B3 (B3SA3), Cyrela (CYRE3) e Petrobras (PETR4) aparecem logo depois, com retornos potenciais entre 1,40% e 1,41%. Caixa Seguridade (CXSE3) tem objetivo de 1,38%.
A amplitude dos stops permanece abaixo de 0,80% em todas as recomendações. A diferença entre a perda admitida e o ganho buscado forma a base matemática das operações, mas o resultado dependerá da execução, da volatilidade e da disciplina do operador.
As posições precisam ser encerradas até o fim da sessão. Manter qualquer um dos ativos para o pregão seguinte transforma a natureza da operação e expõe o investidor a fatos ocorridos depois do fechamento, quando não é possível negociar normalmente na Bolsa.
Com o encerramento do pregão de 24 de julho, os seis conjuntos de entrada, alvo e stop deixam de ser válidos. Uma nova sessão exige outra leitura dos gráficos e das condições de mercado.









