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Day trade hoje: Petrobras (PETR4) lidera compras e C&A (CEAB3) tem alvo de queda

Carteira para esta quinta-feira reúne seis ações da B3, com potenciais brutos entre 1,36% e 1,46%; operações dependem do preço de entrada e exigem execução rigorosa dos stops.

por Camila Braga
23/07/2026 às 11h50
em Ibovespa
Day Trade - Gazeta Mercantil

A Petrobras (PETR4) aparece entre as principais indicações de compra da Ágora Investimentos para operações de day trade nesta quinta-feira, 23 de julho. Na ponta vendedora, a corretora selecionou C&A Modas (CEAB3), Lavvi (LAVV3) e Lojas Renner (LREN3), em uma estratégia baseada em movimentos gráficos esperados para uma única sessão da Bolsa brasileira.

A carteira de day trade reúne seis ações negociadas na B3. Além da Petrobras (PETR4), a lista de compras inclui Prio (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3). Os potenciais brutos projetados variam entre 1,36% e 1,46%, desde que os ativos atinjam primeiro os preços de entrada e, posteriormente, os objetivos estabelecidos pelos analistas.

Leia também: Day trade hoje: Ágora indica Minerva para compra e BB Seguridade para venda

Leia também: Dívida da Petrobras atinge US$ 60,9 bilhões no terceiro trimestre de 2023.

A maior projeção percentual está na venda de C&A Modas (CEAB3). A operação prevê entrada a R$ 9,62 e recompra a R$ 9,48, o que representaria retorno bruto de 1,46%. O stop foi definido em R$ 9,70, nível no qual a posição deve ser encerrada caso o movimento ocorra na direção contrária à esperada.

Entre as compras, a Petrobras (PETR4) tem entrada indicada a R$ 42,68 e objetivo de R$ 43,29. A diferença corresponde a um potencial bruto de 1,43%. O stop sugerido pela Ágora está em R$ 42,36.

Leia também: Day trade nos EUA: SEC derruba regra dos US$ 25 mil e abre mercado para investidores.

As recomendações são válidas exclusivamente para o pregão desta quinta-feira e não representam garantia de retorno. Como as operações são abertas e encerradas no mesmo dia, variações rápidas de preço, baixa liquidez momentânea, gaps de abertura e atrasos na execução podem alterar o resultado efetivo.

Petrobras (PETR4) tem alvo de R$ 43,29

A ação da Petrobras (PETR4) encerrou a sessão anterior cotada a R$ 42,58. Para que a operação de compra seja acionada, entretanto, o papel precisa alcançar o ponto de entrada estabelecido em R$ 42,68.

Depois da entrada, o objetivo passa a ser R$ 43,29. Caso o papel recue para R$ 42,36, o stop deve ser executado para limitar a perda da estratégia.

A diferença entre o preço de entrada e o stop é de R$ 0,32 por ação. Já a distância até o objetivo é de R$ 0,61. A configuração busca uma relação entre ganho potencial e risco compatível com operações de curtíssimo prazo, embora o comportamento real do ativo possa ser afetado pela volatilidade intradiária.

O investidor precisa observar que a cotação de fechamento da sessão anterior não corresponde ao preço de entrada da recomendação. A operação somente passa a existir quando o ativo negocia no valor definido pela análise técnica.

Caso a Petrobras (PETR4) abra acima do objetivo de R$ 43,29, sem passar pelo preço de entrada, a orientação metodológica é cancelar a estratégia. O mesmo princípio vale para os demais ativos da carteira.

Prio (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3) completam as compras

A Prio (PRIO3) é a segunda companhia do setor de petróleo incluída na carteira de compra. A entrada foi estabelecida em R$ 59,91, com objetivo de R$ 60,76 e stop em R$ 59,47.

O potencial bruto indicado para a operação é de 1,42%. A distância entre a entrada e o alvo corresponde a R$ 0,85 por ação, enquanto o intervalo até o stop é de R$ 0,44.

A PetroReconcavo (RECV3) completa a lista compradora. A recomendação considera entrada a R$ 10,83 e objetivo de R$ 10,98, com potencial bruto de 1,39%. O stop está em R$ 10,75.

Nesse caso, a variação esperada até o objetivo é de R$ 0,15 por ação. A margem até o stop é de R$ 0,08, o que exige atenção especial à execução, principalmente em períodos de maior oscilação das cotações.

A concentração das três compras em empresas do setor de petróleo não significa que os papéis apresentarão necessariamente o mesmo comportamento. Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3) possuem estruturas operacionais, níveis de produção, custos e exposições diferentes.

Para o day trade, entretanto, a recomendação tem como fundamento principal a leitura do comportamento dos preços e dos volumes negociados, e não uma avaliação de longo prazo sobre os fundamentos das companhias.

Ações indicadas para compra

Empresa Ticker Entrada Objetivo Potencial bruto Stop
Petrobras PETR4 R$ 42,68 R$ 43,29 1,43% R$ 42,36
Prio PRIO3 R$ 59,91 R$ 60,76 1,42% R$ 59,47
PetroReconcavo RECV3 R$ 10,83 R$ 10,98 1,39% R$ 10,75

C&A Modas (CEAB3) lidera estratégia de venda

Na carteira vendedora, a maior projeção de retorno está em C&A Modas (CEAB3). A entrada deve ocorrer a R$ 9,62, com objetivo em R$ 9,48 e stop em R$ 9,70.

Uma operação vendida procura obter resultado com a queda do preço do ativo. O investidor vende as ações e encerra a posição por meio de uma recompra. Quando a recompra ocorre abaixo do preço de venda, a diferença representa o ganho bruto da operação.

No caso de C&A Modas (CEAB3), a estratégia prevê uma queda de R$ 0,14 entre a entrada e o objetivo, equivalente a 1,46%. Se o papel subir para R$ 9,70 após a entrada, o stop deve ser acionado.

A distância reduzida entre entrada, alvo e stop ilustra uma característica típica do day trade: movimentos aparentemente pequenos podem gerar ganhos ou perdas relevantes, sobretudo quando o operador utiliza grande quantidade de ações ou algum nível de alavancagem.

A alavancagem aumenta a exposição financeira sem exigir que todo o valor da posição esteja disponível na conta. O mecanismo, no entanto, amplia tanto os resultados positivos quanto as perdas e pode levar à liquidação automática da operação pela corretora quando as garantias se tornam insuficientes.

Lavvi (LAVV3) e Lojas Renner (LREN3) também são indicadas para venda

A Lavvi (LAVV3) aparece com entrada vendedora a R$ 10,31. O objetivo está em R$ 10,17, enquanto o stop foi fixado em R$ 10,38.

O potencial bruto calculado pela Ágora é de 1,36%, o menor entre as seis operações apresentadas para a sessão. A diferença entre a entrada e o objetivo é de R$ 0,14 por ação. Até o stop, o intervalo é de R$ 0,07.

A terceira indicação de venda é Lojas Renner (LREN3). A estratégia prevê entrada a R$ 13,51 e objetivo de R$ 13,32, com potencial bruto de 1,41%.

O stop de Lojas Renner (LREN3) foi estabelecido em R$ 13,61. Dessa forma, a operação busca uma queda de R$ 0,19 por ação, com limite de perda definido R$ 0,10 acima do preço de entrada.

Embora C&A Modas (CEAB3) e Lojas Renner (LREN3) pertençam ao varejo de moda, a inclusão simultânea das duas companhias não deve ser interpretada como uma avaliação estrutural negativa do setor. As recomendações se limitam à expectativa gráfica para o pregão desta quinta-feira.

A Lavvi (LAVV3), por sua vez, atua no setor de incorporação imobiliária. Sua presença na mesma carteira decorre da configuração técnica identificada pelos analistas, e não de uma relação operacional com as varejistas.

Ações indicadas para venda

Empresa Ticker Entrada Objetivo Potencial bruto Stop
C&A Modas CEAB3 R$ 9,62 R$ 9,48 1,46% R$ 9,70
Lavvi LAVV3 R$ 10,31 R$ 10,17 1,36% R$ 10,38
Lojas Renner LREN3 R$ 13,51 R$ 13,32 1,41% R$ 13,61

Entrada precisa ocorrer antes de objetivo e stop

As estratégias apresentadas pela Ágora permanecem apenas em observação até que o preço de entrada seja atingido. Antes desse momento, não existe posição aberta nem resultado financeiro associado à recomendação.

A ordem dos movimentos é determinante. Se uma ação atingir o objetivo antes de passar pelo preço de entrada, a operação deve ser cancelada. O investidor não deve considerar que o retorno projetado foi obtido, uma vez que a posição nunca chegou a ser iniciada.

A mesma cautela se aplica aos gaps de abertura, que ocorrem quando uma ação começa o pregão em preço significativamente diferente do fechamento anterior. Notícias corporativas, mudanças no cenário internacional e ordens acumuladas fora do horário regular podem provocar esses saltos.

Quando o ativo abre além do objetivo, a relação original entre risco e retorno deixa de existir. Entrar atrasado na operação significa aceitar parâmetros diferentes daqueles avaliados pelos analistas.

Os níveis de stop também passam a valer apenas depois da execução da entrada. A recomendação não considera como perda um movimento ocorrido antes de a posição ser acionada.

Retornos divulgados não descontam custos operacionais

Os percentuais apresentados correspondem a retornos brutos. O cálculo não desconta corretagem, emolumentos, taxas de liquidação, custos de aluguel de ações em operações vendidas ou eventuais despesas relacionadas à plataforma utilizada.

Mesmo corretoras que oferecem corretagem zero podem cobrar outros custos. Por essa razão, o resultado líquido tende a ser inferior ao percentual indicado na carteira.

A tributação também precisa ser considerada. No Brasil, os ganhos líquidos obtidos em operações de day trade estão sujeitos a regras tributárias específicas, diferentes das aplicadas às operações comuns realizadas em mais de um pregão.

O volume financeiro empregado influencia diretamente o resultado. Um potencial de 1,43% sobre uma posição pequena gera efeito limitado em reais. Em uma posição maior ou alavancada, a mesma oscilação produz impacto proporcionalmente mais elevado, tanto no lucro quanto no prejuízo.

Outra diferença pode ocorrer entre o preço indicado e o valor efetivamente executado. Em mercados rápidos, a ordem pode ser concluída em cotação menos favorável, fenômeno conhecido como slippage.

Stop limita perdas, mas não elimina o risco

O stop loss é o ponto previamente definido para encerramento de uma posição que se movimentou contra a estratégia. Sua função é impedir que uma perda inicialmente pequena se transforme em exposição financeira maior.

Na prática, porém, o stop não garante que a execução ocorrerá exatamente no preço indicado. Em momentos de baixa liquidez ou movimentos abruptos, a ordem pode ser executada em nível diferente.

O risco é particularmente relevante em operações de day trade porque as posições costumam ser maiores em relação ao capital disponível. Uma sequência de decisões fora do planejamento pode consumir rapidamente as garantias do investidor.

Modificar o stop depois da entrada para evitar o reconhecimento da perda também altera a lógica da estratégia original. A recomendação deixa de corresponder aos parâmetros avaliados pelos analistas e passa a ter risco diferente.

O mesmo ocorre quando o operador mantém a posição depois do encerramento do pregão. Uma estratégia de day trade transformada em operação de prazo mais longo fica exposta a notícias divulgadas durante a noite, variações no exterior e gaps na abertura seguinte.

Carteira depende de disciplina em sessão volátil

As indicações da Ágora para esta quinta-feira combinam compras em Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3) com vendas em C&A Modas (CEAB3), Lavvi (LAVV3) e Lojas Renner (LREN3).

O maior potencial bruto está na venda de C&A Modas (CEAB3), com 1,46%. A Petrobras (PETR4) lidera a lista de compras em visibilidade e apresenta retorno projetado de 1,43%, desde que o papel alcance a entrada de R$ 42,68 antes do objetivo de R$ 43,29.

Os percentuais, entretanto, são projeções condicionadas ao comportamento dos preços. Não existe garantia de que os ativos alcançarão os objetivos ou de que as ordens serão executadas nos níveis indicados.

A carteira perde validade ao fim do pregão de 23 de julho. Investidores que decidirem acompanhar as operações precisam observar os pontos de entrada, respeitar os stops e calcular previamente o impacto de custos, tributação e eventual alavancagem.

Mais do que acertar a direção de cada ação, o resultado do day trade dependerá da execução. Em uma estratégia na qual poucos centavos separam entrada, objetivo e limite de perda, atrasos e mudanças improvisadas podem alterar completamente a relação entre risco e retorno.

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