terça-feira, 13 de outubro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Mercados

Estrangeiros retiram R$ 4,7 bilhões da B3 em um dia, maior saída em cinco anos

Fluxo negativo de R$ 4,72 bilhões no pregão de 11 de agosto acompanhou queda de 2,5% do Ibovespa e aprofundou a reversão observada no início do mês.

por Camila Braga
13/08/2026 às 18h47
em Mercados
Ibovespa Hoje - Gazeta Mercantil

Investidores estrangeiros retiraram R$ 4,72 bilhões líquidos da B3 no pregão de terça-feira, 11 de agosto, no maior fluxo negativo diário desse grupo em aproximadamente cinco anos. A saída ocorreu em uma sessão de forte ajuste dos ativos brasileiros: o Ibovespa caiu 2,50%, para 167.875 pontos, retornando ao menor nível desde janeiro e ampliando a perda acumulada no início de agosto.

O movimento representa uma mudança relevante na dinâmica que sustentou parte da Bolsa brasileira durante o primeiro semestre. O investidor não residente havia assumido participação elevada nas negociações da B3 nos primeiros meses de 2026, favorecido pela busca internacional por diversificação, preços relativamente baixos das ações brasileiras e fluxo destinado a mercados emergentes. Em agosto, essa direção começou a se inverter.

Leia também: Morre Roberto Duailibi, fundador da DPZ, aos 89 anos – ícone da publicidade brasileira.

Os dados da B3 são divulgados com defasagem de dois dias para participação e movimentação de investidores. Dessa forma, nesta quinta-feira, 13, o pregão de terça representa a fotografia mais recente disponível para o fluxo estrangeiro. A metodologia considera compras e vendas realizadas nos mercados abrangidos pelas estatísticas da Bolsa e permite calcular o saldo líquido diário desses investidores.

O volume retirado em 11 de agosto foi o maior em uma única sessão desde abril de 2021. A dimensão do resgate ganha importância porque não ocorreu isoladamente: antes do pregão de terça, o capital externo já apresentava saldo negativo nos primeiros dias do mês, indicando que a redução de exposição havia começado antes da sessão de maior estresse.

Ibovespa perdeu 2,5% no pregão de maior retirada

A pressão coincidiu com uma das sessões mais negativas do Ibovespa em 2026. O principal índice da B3 encerrou 11 de agosto aos 167.875 pontos, queda de 2,50%. Um dia depois, houve novo recuo, desta vez de 0,23%, para 167.491 pontos.

Até quarta-feira, 12, o Ibovespa ainda não havia conseguido encerrar uma sessão de agosto no campo positivo. A sequência interrompeu parte da recuperação observada anteriormente e recolocou o índice abaixo dos 170 mil pontos.

Não é possível, porém, estabelecer uma relação mecânica na qual cada real retirado por estrangeiros corresponda diretamente a uma queda determinada do índice. O fluxo informa a diferença entre compras e vendas realizadas pelo grupo, enquanto a formação dos preços depende de liquidez, composição das ordens, comportamento dos investidores locais e condições de cada ação.

Ainda assim, o peso do investidor internacional na renda variável brasileira torna alterações bruscas de posição relevantes. Grandes fundos estrangeiros concentram negociações em empresas de elevada liquidez e participação significativa nos índices, o que aumenta a capacidade de uma redução coordenada de exposição pressionar papéis de maior peso no Ibovespa.

A própria B3 registra historicamente presença expressiva dos não residentes no mercado à vista. Em períodos de maior entrada, esses investidores podem responder por parcela majoritária da movimentação de ações. O mecanismo funciona também na direção inversa: quando gestores globais decidem diminuir o risco brasileiro, a necessidade de executar posições de grande porte pode aumentar a oferta de ações em curto espaço de tempo.

Rebaixamento do JPMorgan coincidiu com ajuste de posições

O pregão de terça também ocorreu após o JPMorgan reduzir sua recomendação para a Bolsa brasileira de overweight, indicação de exposição acima da referência, para neutral. O banco norte-americano diminuiu ainda sua projeção para o Ibovespa ao final de 2026, de 190 mil para 185 mil pontos.

A mudança de recomendação não significa expectativa de queda necessariamente até dezembro. Mesmo o novo objetivo de 185 mil pontos permanece acima dos níveis registrados após a correção desta semana. O ajuste representa, sobretudo, redução da convicção relativa em ações brasileiras dentro da alocação entre diferentes mercados.

Entre os elementos associados à revisão estão a política monetária ainda restritiva, sinais de desaceleração da atividade econômica e o aumento da volatilidade esperado com a aproximação das eleições de outubro. A combinação modifica a relação entre risco e retorno para gestores que podem distribuir recursos entre diferentes emergentes.

O Brasil também compete pelo capital internacional com outras classes de ativos domésticos. Com a taxa básica de juros em 14% ao ano, títulos de renda fixa continuam oferecendo retorno nominal elevado, criando um custo de oportunidade importante para a renda variável.

Para o investidor estrangeiro, a equação inclui ainda a variação cambial. Ganhos obtidos em ações brasileiras podem ser reduzidos ou ampliados pelo comportamento do real quando convertidos para dólar ou outra moeda de referência. Em momentos de aumento da percepção de risco, Bolsa e câmbio podem se mover simultaneamente contra posições denominadas em reais.

Saída começou antes da sessão de terça-feira

A cronologia dos dados enfraquece uma interpretação de que o movimento tenha começado exclusivamente depois da revisão feita pelo JPMorgan. O fluxo estrangeiro já estava negativo na primeira semana de agosto, período em que aproximadamente R$ 5,5 bilhões deixaram o mercado acionário brasileiro.

Isso sugere uma reavaliação mais ampla das posições construídas anteriormente. Após meses de entrada e valorização de diferentes ativos, gestores podem realizar lucros, reduzir exposição antes de eventos de maior incerteza ou redistribuir recursos para outros países sem que haja necessariamente uma deterioração permanente dos fundamentos brasileiros.

O início de 2026 oferece um contraste. Em abril, a participação estrangeira chegou a representar mais de 60% dos negócios no acumulado do ano, evidenciando quanto o movimento internacional havia contribuído para a liquidez da Bolsa.

A reversão de agosto ocorre, portanto, sobre uma base de exposição elevada. Quanto maior a posição construída anteriormente, maior pode ser o volume financeiro envolvido quando fundos globais decidem reduzir parte dessas alocações.

Esse contexto também exige distinguir saída diária de mudança estrutural. Um resgate de R$ 4,72 bilhões é relevante pela magnitude histórica, mas uma tendência persistente depende da continuidade dos saldos negativos ao longo das semanas seguintes. A série acumulada será mais importante para avaliar se agosto representa apenas ajuste de posições ou início de uma redução prolongada da participação internacional.

Preço das ações continua abaixo de médias históricas

A cautela dos investidores ocorre apesar de as ações brasileiras permanecerem relativamente descontadas em métricas de avaliação. O mercado brasileiro negociava, segundo os parâmetros utilizados na avaliação internacional divulgada nesta semana, próximo de 8,1 vezes o lucro esperado, abaixo de uma média histórica em torno de 10,4 vezes.

Preço baixo, isoladamente, não garante valorização. Múltiplos podem permanecer deprimidos por períodos prolongados quando os investidores atribuem maior risco à economia, aos lucros corporativos ou à política econômica.

A diferença entre preço e média histórica, contudo, ajuda a explicar por que a mudança de recomendação para neutro não significou abandono da tese brasileira. O novo objetivo de 185 mil pontos para o Ibovespa ainda pressupõe recuperação em relação à faixa de 167 mil pontos alcançada nesta semana.

O mercado passa, assim, a trabalhar com duas forças opostas. De um lado, avaliações mais baixas podem tornar empresas brasileiras mais atraentes para investidores de longo prazo. De outro, juros elevados e aumento da incerteza podem reduzir a disposição para ampliar posições imediatamente.

No curto prazo, o segundo fator ganhou peso. A sequência de pregões negativos e o fluxo estrangeiro de agosto mostram que parte dos gestores optou por diminuir risco antes de ter maior visibilidade sobre juros, atividade e ambiente eleitoral.

Eleição começa a entrar na precificação dos ativos

Com a campanha presidencial avançando para sua fase formal, o processo eleitoral passou a ocupar espaço crescente na avaliação dos mercados. O efeito não depende apenas de pesquisas de intenção de voto, mas das expectativas sobre política fiscal, dívida pública, composição do próximo governo e capacidade de aprovação de medidas econômicas a partir de 2027.

Para investidores estrangeiros, esses fatores são avaliados em comparação com alternativas disponíveis em outros mercados. Um gestor de emergentes pode aumentar uma posição no Brasil sem necessariamente acreditar em melhora absoluta do cenário doméstico, desde que considere a relação risco-retorno superior à de outros países. O contrário também ocorre.

Essa característica ajuda a explicar mudanças rápidas de fluxo. Recomendações globais trabalham com pesos relativos: reduzir Brasil para neutro pode significar direcionar capital para mercados considerados mais interessantes naquele momento, e não necessariamente projetar uma crise doméstica.

Os juros acrescentam outra camada a essa decisão. Com a Selic em nível ainda elevado, a competição entre Bolsa e renda fixa permanece forte. A redução da taxa básica para 14% não foi acompanhada de sinalização de um ciclo acelerado de cortes, mantendo o custo de capital das companhias e a atratividade dos títulos em patamares relevantes.

Nesse ambiente, ações mais dependentes do crescimento doméstico e do crédito tendem a ser avaliadas com maior sensibilidade à trajetória dos juros. Exportadoras e companhias com receitas em moeda estrangeira possuem dinâmica diferente, o que impede tratar o mercado inteiro como um bloco homogêneo.

Fluxo dos próximos pregões mostrará dimensão da reversão

A retirada de R$ 4,72 bilhões em uma sessão altera a fotografia de agosto, mas ainda não define o comportamento dos estrangeiros no restante do ano. O primeiro semestre mostrou que os fluxos podem mudar rapidamente quando preços, juros internacionais, câmbio e expectativas domésticas se alteram.

A B3 continuará divulgando diariamente, com defasagem de dois pregões, as compras, vendas e o saldo dos investidores não residentes. A série permitirá verificar se a saída excepcional de terça-feira foi acompanhada por novos resgates ou se houve recomposição das posições após a queda das ações.

O fechamento de quarta-feira ofereceu o primeiro sinal de estabilização dos preços, embora ainda negativo. Depois do tombo de 2,50%, o Ibovespa recuou 0,23%, aos 167.491 pontos, com volume financeiro de R$ 31,6 bilhões.

A leitura dos próximos dados será particularmente relevante porque o estrangeiro entrou em agosto com participação elevada no mercado brasileiro. Uma sequência prolongada de saldos negativos teria efeito diferente de uma realização concentrada de lucros depois da valorização acumulada anteriormente.

Com os dados disponíveis nesta quinta-feira, o fato objetivo é que 11 de agosto produziu a maior retirada líquida diária de capital estrangeiro da B3 em cerca de cinco anos. A confirmação de uma mudança estrutural dependerá agora da continuidade — ou da interrupção — desse movimento nos próximos pregões.


Fontes:

  • B3 — Dados de Mercado, participação e movimentação financeira de investidores estrangeiros — atualização diária — https://www.b3.com.br/pt_br/market-data-e-indices/servicos-de-dados/market-data/consultas/mercado-a-vista/dados-de-mercado/
  • B3 — Índice Ibovespa, estatísticas históricas de 2026 — https://www.b3.com.br/pt_br/market-data-e-indices/indices/indices-amplos/indice-ibovespa-ibovespa-estatisticas-historicas.htm
  • B3 — fechamento do Ibovespa em 12 de agosto de 2026 — https://borainvestir.b3.com.br/noticias/mercado/ibovespa-b3-recua-023-de-olho-em-dados-de-servico-e-inflacao-dos-eua-dolar-vai-a-r-517/
  • B3 — informações sobre participação e comportamento dos investidores não residentes no mercado brasileiro — https://borainvestir.b3.com.br/objetivos-financeiros/investir-melhor/como-os-investidores-estrangeiros-operam-na-b3-veja-9-curiosidades/
  • B3 — dados sobre o pregão de 11 de agosto e alteração da recomendação para ações brasileiras — 12 de agosto de 2026 — https://borainvestir.b3.com.br/colunistas/professor-mira/jpmorgan-rebaixa-brasil-para-neutro-veja-o-que-muda-para-o-investidor/

LEIA MAIS

Petróleo Hoje - Gazeta Mercantil
Mercados

Petróleo hoje: Brent cai a US$ 105,69 e WTI sobe com tensão no Oriente Médio

A commodity oscilou no pregão após ter subido nas três sessões anteriores

Leia MaisDetails
Taxa De Juros - Gazeta Mercantil
Mercados

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Nova pesquisa BTG/Nexus mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 48% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Leia MaisDetails
Dolar Hoje - Gazeta Mercantil
Dólar

Dólar hoje (13/10): moeda fecha a R$ 5,02, sobe 0,74% e contraria queda no exterior após pesquisas eleitorais

O dólar encerrou o pregão desta terça-feira (13) em alta de 0,74%, cotado a R$ 5,0227 no mercado à vista, recuperando parte das perdas acumuladas na semana anterior,...

Leia MaisDetails
Mercado Livre
Mercados

Mercado Livre (MELI): Citi corta preço-alvo para US$ 2.100 antes do balanço do 3T26

O Citi elevou a recomendação do Mercado Livre (MELI34) de Neutra/Alto Risco para Neutra e cortou o preço-alvo das ações. Saiba mais.

Leia MaisDetails
Embraer (Embj3) Fecha Acordo Com Latam Para Suporte A 24 Jatos E195-E2 - Gazeta Mercantil - Empresas
Empresas

Embraer (EMBJ3) fecha acordo com Latam para suporte a 24 jatos E195-E2

A Embraer (EMBJ3) e a Latam assinaram um acordo do Programa Pool para dar suporte à introdução de 24 aeronaves Embraer E195-E2 encomendadas pela companhia

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

21:29:15
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Petróleo Hoje - Gazeta Mercantil
Mercados

Petróleo hoje: Brent cai a US$ 105,69 e WTI sobe com tensão no Oriente Médio

Leia MaisDetails
Agronegocio - Gazeta Mercantil
Empresas

Bimbo expande agricultura regenerativa no Brasil e supera 500 mil hectares no mundo

Leia MaisDetails
Taxa De Juros - Gazeta Mercantil
Mercados

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Leia MaisDetails
Nunes Marques - Gazeta Mercantil
Política

Advogados acusam Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro em decisões do TSE

Leia MaisDetails
Lula - Gazeta Mercantil
Política

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Petróleo hoje: Brent cai a US$ 105,69 e WTI sobe com tensão no Oriente Médio

Bimbo expande agricultura regenerativa no Brasil e supera 500 mil hectares no mundo

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Advogados acusam Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro em decisões do TSE

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Dinheiro esquecido em bancos chega a R$ 5,8 bilhões; veja como sacar

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP