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Fundos de investimento na B3 movimentam quase R$ 1 trilhão e retomam espaço na bolsa

por Camila Braga - Repórter de Economia
03/02/2026 às 20h04 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h03
em Ibovespa, Destaque, Economia, Notícias
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Fundos de investimento na B3 sobem 25% em 2025 e movimentam quase R$ 1 trilhão em ações

Os fundos de investimento na B3 retomaram protagonismo no mercado acionário brasileiro em 2025. Após um período marcado por forte migração de recursos para a renda fixa, o segmento voltou a ampliar sua participação na bolsa, movimentando R$ 997,4 bilhões em ações ao longo do ano. O volume representa um crescimento de 25% em relação a 2024 e sinaliza uma recuperação gradual do apetite institucional pela renda variável.

Os dados foram divulgados pela plataforma Datawise+ e mostram que, mesmo em um ambiente de juros elevados e concorrência intensa com produtos conservadores, os fundos de investimento na B3 passaram a recompor posições, impulsionados pela valorização do mercado acionário e pela entrada consistente de capital estrangeiro.

Mercado à vista da B3 ultrapassa R$ 1,7 trilhão em negociações

O avanço dos fundos de investimento na B3 ocorreu em um cenário de crescimento mais amplo do mercado à vista. Em 2025, o volume total negociado em ações, BDRs, ETFs e FIIs superou R$ 1,7 trilhão, uma alta de 15% na comparação anual.

Esse desempenho chama atenção porque se deu em um contexto adverso para a renda variável. A taxa Selic alcançou 15% ao ano, o maior patamar desde 2006, reforçando a atratividade da renda fixa e mantendo parcela relevante do capital alocada em títulos públicos e privados.

Ainda assim, o mercado acionário surpreendeu. O Ibovespa acumulou valorização superior a 30% no período, criando um ambiente mais favorável para que os fundos de investimento na B3 retomassem gradualmente sua exposição a ações.

Investidores estrangeiros seguem dominando o fluxo

Apesar do crescimento expressivo dos investidores institucionais locais, o protagonismo no mercado acionário brasileiro continuou nas mãos dos estrangeiros. Em 2025, os não residentes movimentaram R$ 2,8 trilhões em ações, avanço de 15% em relação ao ano anterior.

Esse volume fez com que os estrangeiros respondessem por aproximadamente 62% de todo o fluxo negociado na bolsa brasileira. Na prática, o movimento externo foi decisivo tanto para a valorização do Ibovespa quanto para a melhora do ambiente de liquidez, criando condições para que os fundos de investimento na B3 aumentassem suas operações.

Analistas avaliam que a presença estrangeira funcionou como âncora de confiança em um momento de incerteza fiscal e política doméstica.

Base de comparação favoreceu a recuperação dos fundos

O desempenho robusto dos fundos de investimento na B3 também deve ser analisado à luz da base de comparação. O ano de 2024 foi marcado por frustração no mercado acionário, com desempenho fraco da bolsa e forte saída de recursos da renda variável.

Segundo economistas do setor, a recuperação observada em 2025 reflete não apenas melhora estrutural, mas também um efeito estatístico após um período particularmente negativo. Ainda assim, o retorno do fluxo institucional indica mudança gradual de percepção sobre risco e retorno no mercado brasileiro.

A volatilidade internacional e o redirecionamento de capitais globais também contribuíram para esse movimento, beneficiando mercados emergentes com juros elevados e ativos descontados.

Desafios persistem na indústria de fundos

Apesar do avanço dos fundos de investimento na B3 em ações, a indústria de fundos como um todo ainda enfrenta obstáculos relevantes. Os fundos multimercados, por exemplo, acumularam perdas expressivas de patrimônio desde 2024, com saída estimada de cerca de R$ 400 bilhões em ativos sob gestão.

Esse esvaziamento reflete tanto o desempenho aquém do esperado quanto a concorrência direta com produtos de renda fixa, que passaram a oferecer retornos elevados com menor volatilidade.

Nesse contexto, a recuperação plena da indústria de fundos tende a ser gradual e dependente de mudanças estruturais no cenário macroeconômico.

Corte de juros e cenário político como gatilhos

Especialistas apontam que a retomada mais consistente dos fundos de investimento na B3 dependerá de dois fatores principais: o início de um ciclo de corte de juros e a definição do cenário político nos próximos anos.

Com juros mais baixos, a atratividade relativa da renda variável aumenta, favorecendo a realocação de recursos. Além disso, maior previsibilidade política tende a reduzir prêmios de risco, estimulando tanto investidores locais quanto estrangeiros.

A busca por ativos capazes de superar a inflação e cumprir metas atuariais de médio e longo prazo também reforça o papel estratégico da bolsa nas carteiras institucionais.

Dezembro concentra maior volume mensal do ano

O comportamento mensal das negociações reforça a leitura de retomada gradual. Dezembro liderou o ranking, com R$ 100,7 bilhões movimentados pelos fundos de investimento na B3, o maior volume mensal de 2025.

Na sequência, destacaram-se maio, com R$ 89,8 bilhões, e novembro, com R$ 88,6 bilhões. O padrão sugere tanto movimentos sazonais típicos de fim de ano quanto ajustes estratégicos antecipando mudanças no cenário macroeconômico.

Analistas ponderam, contudo, que o ambiente ainda exige cautela, especialmente diante das incertezas fiscais e externas.

Blue chips concentram a preferência dos fundos

A análise das ações mais negociadas pelos fundos de investimento na B3 revela uma estratégia clara de priorização da segurança e da liquidez. O ranking é liderado por empresas de grande capitalização e histórico consolidado no mercado.

A Vale aparece no topo, com R$ 86 bilhões negociados. Em seguida, figuram Petrobras (R$ 67,9 bilhões), Itaú (R$ 45 bilhões), Banco do Brasil (R$ 37,8 bilhões) e Bradesco (R$ 31,7 bilhões).

Também aparecem entre os destaques ações da B3, Prio, Localiza, Axia Energia e Equatorial Energia, reforçando a preferência por companhias com modelos de negócio resilientes.

Estratégia conservadora marca atuação institucional

A composição das carteiras confirma que os fundos de investimento na B3 adotaram postura defensiva ao longo de 2025. Em vez de apostar em narrativas especulativas ou empresas de menor liquidez, os gestores priorizaram ativos capazes de atravessar diferentes ciclos econômicos.

Essa estratégia reflete a preocupação em preservar capital, garantir liquidez e manter exposição a empresas com geração de caixa consistente, em um ambiente ainda marcado por incertezas.

Capital estrangeiro impulsiona desempenho do Ibovespa

O forte desempenho do Ibovespa em 2025 esteve diretamente ligado à atuação dos investidores estrangeiros. Três fatores principais sustentaram esse movimento: o enfraquecimento do dólar, o questionamento do excepcionalismo da economia americana e o início do ciclo de corte de juros nos Estados Unidos.

Com isso, operações de carry trade ganharam força, redirecionando recursos de países com juros baixos para mercados mais atrativos. O Brasil, com juros elevados e ativos descontados, tornou-se destino relevante desses fluxos, beneficiando diretamente os fundos de investimento na B3.

Fluxo institucional indica retomada cautelosa da renda variável

O avanço de 25% no volume negociado pelos fundos de investimento na B3 sinaliza uma retomada gradual, ainda marcada pela prudência. O movimento sugere reequilíbrio das carteiras, sustentado pela melhora do desempenho da bolsa, pela atuação estrangeira e pela expectativa de mudanças no cenário macroeconômico.

Tags: Economiafundos de investimento na B3fundos na bolsa brasileiraIbovespaIbovespa fundosinvestidores institucionais B3mercado acionário brasileirovolume negociado B3

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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