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Iguatemi (IGTI11) fecha 2025 com lucro de R$ 610 milhões, mas FFO sofre pressão

XP mantém recomendação de compra, enquanto mercado avalia desafios do setor de shoppings premium

por Alice Nascimento - Repórter de Negócios
25/02/2026
em Business, Destaque, News
Iguatemi (Igti11) Lucra Quase R$ 121 Milhões No 3T25

Iguatemi/reprodução

Iguatemi (IGTI11) fecha 2025 com lucro de R$ 610 milhões, mas FFO sofre impacto de juros altos

A Iguatemi (IGTI11) encerrou 2025 com lucro líquido ajustado de R$ 610 milhões, alta de 22,7% em relação a 2024, segundo balanço divulgado na noite de terça-feira (24). No quarto trimestre (4T25), o lucro ajustado somou R$ 159 milhões, representando recuo de 3,2% na comparação anual, reflexo de margens pressionadas e custos financeiros mais elevados.

Após a divulgação, a XP reiterou recomendação de compra para os papéis, destacando a consistência operacional da companhia, mas também alertou para o impacto de despesas financeiras e a pressão do cenário macroeconômico sobre o setor de shoppings premium.

Nesta quarta-feira (25), as ações IGTI11 operavam em leve alta. Por volta das 12h30, os papéis avançavam 0,65%, cotados a R$ 29,62, em reação moderada aos resultados divulgados.

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Vendas crescem, mas ritmo desacelera no último trimestre

No 4T25, as vendas totais nos empreendimentos da Iguatemi alcançaram R$ 7,9 bilhões, crescimento de 12,8% frente ao mesmo período de 2024. No acumulado do ano, as vendas somaram R$ 25,2 bilhões, avanço de 19,3% em relação a 2024.

Embora os números indiquem crescimento, especialistas ressaltam que o avanço dos indicadores operacionais apresenta sinais de desaceleração. As vendas por metro quadrado subiram 7% no trimestre, enquanto o SSS (Same Store Sales) avançou 5,9% e o SAS (Same Area Sales) 8,4%. O crescimento, embora positivo, sugere ganhos limitados de produtividade diante de custos operacionais ainda pressionados.

Analistas apontam que a companhia continua dependendo do desempenho de ativos premium localizados em regiões de maior renda, o que mantém tíquete médio mais elevado, mas limita a diversificação do portfólio frente a consumidores mais sensíveis a preço.


Receita supera estimativas, mas FFO é pressionado

A receita líquida da Iguatemi no 4T25 atingiu R$ 416 milhões, alta de 11% na comparação anual e 4% acima das projeções da XP. Apesar do crescimento, o FFO por ação — indicador central para empresas do setor de propriedades de renda — caiu 8%, para R$ 0,67, refletindo aumento de despesas financeiras devido à manutenção de juros elevados ao longo de 2025.

O impacto no FFO evidencia que, embora a companhia apresente vendas robustas, a geração de caixa operacional está condicionada a fatores externos, como custo da dívida e variação de aluguéis atrelados a performance dos lojistas. Especialistas alertam que a rentabilidade por metro quadrado pode sofrer pressão caso o ambiente de crédito e consumo se mantenha desafiador.


XP mantém recomendação de compra, mas riscos são destacados

Em relatório, os analistas Ygor Altero e Joao Rodrigues da XP reiteraram recomendação de compra para IGTI11, considerando a companhia como principal opção no segmento de propriedades de renda. No entanto, eles reforçam que a performance futura depende de fatores macroeconômicos, incluindo a trajetória da taxa de juros e o comportamento do consumo em regiões de maior renda.

O relatório destaca que a Iguatemi enfrenta desafios comuns ao setor: custos financeiros elevados, competição do comércio eletrônico e sensibilidade do consumidor a preços. A companhia mantém crescimento orgânico, mas indicadores sugerem que margens e FFO podem permanecer pressionados em 2026.


Setor de shoppings premium encara pressões externas

O desempenho de 2025 confirma que ativos premium ainda geram receita consistente, mas o ritmo de crescimento tem sido moderado. A concorrência com o e-commerce, aumento de custos operacionais e pressões sobre aluguéis variáveis representam desafios que limitam expansão de margem.

Especialistas apontam que a estratégia de diferenciação por experiência e localização continua sendo relevante, mas não garante resultados expressivos em todos os cenários econômicos. O crescimento sustentável dependerá de ajustes na gestão de custos e disciplina financeira frente à elevação de juros.


Indicadores operacionais mostram crescimento moderado

O avanço de 5,9% no SSS e 8,4% no SAS indica ganho de produtividade, mas a evolução sugere que os shoppings da Iguatemi enfrentam limites de expansão nas lojas existentes. O crescimento de 7% nas vendas por metro quadrado mostra rentabilidade moderada frente ao aumento de despesas financeiras e custos operacionais.

O desempenho evidencia que, apesar da resiliência relativa dos ativos premium, a empresa não está imune a pressões macroeconômicas e desafios do varejo físico, especialmente em segmentos dependentes de consumo de maior renda.


Perspectivas para 2026

Para 2026, a Iguatemi seguirá monitorando de perto o impacto das taxas de juros sobre custos financeiros e FFO. A companhia aposta em crescimento orgânico, experiência de consumo e portfólio premium, mas qualquer aumento inesperado nos custos de dívida ou desaceleração do consumo pode afetar resultados.

Especialistas alertam que, embora a Iguatemi mantenha posição de destaque no setor, a rentabilidade pode ser volátil, refletindo fatores externos como políticas de crédito e mudanças no comportamento do consumidor.


Lucro e vendas em alta não eliminam riscos

O lucro de R$ 610 milhões e as vendas robustas demonstram capacidade de geração de receita, mas indicadores financeiros sugerem que a companhia ainda enfrenta desafios relevantes, principalmente relacionados a custos financeiros e concorrência digital. A Iguatemi permanece sob atenção de investidores institucionais, com foco em disciplina financeira e eficiência operacional para 2026.

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