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Itaú lidera ranking das marcas mais valiosas do Brasil; bancos concentram mais de US$ 90 bilhões em valor de marca

Relatório da Brand Finance mostra crescimento de 14% nas 100 maiores marcas brasileiras, com destaque para Itaú, Petrobras, Nubank e Sadia.

por João Souza
12/06/2026 às 17h11
em Empresas
Itaú

As marcas mais valiosas do Brasil ganharam ainda mais força em 2026. Segundo o relatório Brazil 100 2026, divulgado pela consultoria Brand Finance, as 100 maiores marcas brasileiras atingiram valor combinado de US$ 90,2 bilhões, avanço de 14% em relação ao levantamento anterior. O crescimento supera com ampla margem a expansão da economia brasileira registrada em 2025, estimada em cerca de 2%, e reforça a importância crescente dos ativos intangíveis na geração de valor corporativo.

O estudo mostra que as maiores empresas do país continuam fortalecendo sua presença junto aos consumidores, investidores e mercados, mesmo em um cenário econômico marcado por juros elevados, desafios fiscais, transformação digital e aumento da concorrência em diversos segmentos.

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A liderança permaneceu com o Itaú Unibanco (ITUB4), que aparece pela décima vez consecutiva como a marca mais valiosa do Brasil. O banco alcançou valor estimado de US$ 9,9 bilhões, crescimento de 15% na comparação anual.

Segundo a Brand Finance, o desempenho reflete a combinação entre resultados financeiros consistentes, capacidade de inovação, presença nacional e elevado grau de confiança por parte de clientes e investidores.

Leia também: Marcas mais mencionadas por influenciadores no Brasil: veja o ranking completo.

A análise reforça uma tendência observada pela Gazeta Mercantil nos últimos anos: marcas capazes de manter relevância, reputação e capacidade de adaptação em ambientes econômicos desafiadores tendem a ampliar seu valor de forma consistente, independentemente dos ciclos de mercado.

Bancos dominam o topo das marcas mais valiosas do Brasil

O levantamento evidencia a força do sistema financeiro nacional na construção de marcas de grande valor econômico.

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As cinco primeiras posições do ranking são ocupadas por instituições financeiras, consolidando o protagonismo do setor bancário no cenário corporativo brasileiro.

Depois do Itaú (ITUB4), aparecem o Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4), Nubank (ROXO34) e Caixa Econômica Federal.

A concentração do setor financeiro nas primeiras posições não é um fenômeno recente. Bancos brasileiros figuram há anos entre as marcas mais valiosas do país devido à combinação entre ampla base de clientes, forte presença digital, recorrência de receitas e elevada capilaridade nacional.

De acordo com a Brand Finance, o setor bancário responde sozinho por mais de um terço do valor total das marcas brasileiras avaliadas.

O dado evidencia a relevância das instituições financeiras não apenas para o sistema econômico nacional, mas também para a percepção de valor construída junto ao público.

Nos últimos anos, o avanço das plataformas digitais, a expansão dos serviços financeiros e a competição promovida pelas fintechs contribuíram para fortalecer ainda mais a importância da marca como diferencial competitivo.

Itaú amplia liderança entre as maiores marcas brasileiras

A manutenção do Itaú (ITUB4) no topo do ranking pelo décimo ano consecutivo reforça sua posição como uma das marcas mais sólidas da América Latina.

A instituição tem investido continuamente em digitalização, experiência do cliente, inovação tecnológica e expansão de serviços financeiros, fatores que ajudam a explicar o crescimento de 15% no valor da marca.

Além do desempenho operacional, a consultoria destaca que a reputação corporativa e a confiança do mercado continuam sendo pilares importantes para sustentar a liderança do banco.

Em um setor marcado por intensa competição, especialmente após a ascensão das fintechs, manter relevância por uma década consecutiva representa um diferencial significativo.

Para investidores, o resultado demonstra como ativos intangíveis podem complementar a geração de valor financeiro tradicional.

Petrobras segue como principal marca da indústria brasileira

A primeira empresa fora do setor financeiro aparece apenas na sexta colocação.

A Petrobras (PETR4) permanece como a marca mais valiosa da indústria de petróleo e gás do país e continua entre os principais ativos corporativos brasileiros.

A presença da estatal entre as líderes do ranking reflete sua dimensão operacional, relevância econômica e forte reconhecimento nacional e internacional.

Mesmo diante das oscilações dos preços internacionais do petróleo e dos debates recorrentes sobre governança, investimentos e política de preços, a Petrobras mantém elevado grau de reconhecimento de marca.

Para o mercado, a permanência da companhia entre as maiores marcas brasileiras demonstra a força histórica construída ao longo de décadas de atuação no setor energético.

Sadia é destaque entre as marcas que mais cresceram

Entre os principais movimentos observados na edição de 2026, a Sadia foi uma das empresas que mais chamaram atenção.

A marca avançou três posições e alcançou o sétimo lugar no ranking geral.

Segundo a Brand Finance, o valor da marca chegou a US$ 2,9 bilhões, registrando crescimento anual de 35%.

O resultado reflete a força da companhia no mercado de alimentos, especialmente em categorias ligadas ao consumo cotidiano dos brasileiros.

A evolução também evidencia a importância crescente do setor alimentício dentro do universo das marcas mais valiosas do país.

Em períodos de maior volatilidade econômica, empresas ligadas ao consumo básico costumam apresentar maior resiliência, favorecendo a manutenção da confiança dos consumidores.

A Sadia tornou-se um dos exemplos mais claros desse movimento em 2026.

Vale, Localiza e Vivo completam o grupo das líderes

Além de bancos, Petrobras e Sadia, o ranking também destaca empresas de outros segmentos estratégicos da economia brasileira.

A Localiza (RENT3) aparece na oitava posição, refletindo a consolidação de sua liderança no mercado de locação de veículos e mobilidade.

Na sequência surge a Vale (VALE3), uma das maiores mineradoras do mundo e peça central para as exportações brasileiras.

Fechando o grupo das dez marcas mais valiosas do país está a Vivo, principal marca do setor de telecomunicações no levantamento.

A diversidade de setores presentes no Top 10 demonstra que a construção de valor de marca depende não apenas do tamanho da empresa, mas também da capacidade de gerar confiança, reconhecimento e diferenciação competitiva.

O que explica o crescimento das marcas brasileiras

O avanço de 14% no valor agregado das marcas brasileiras ocorreu em um contexto econômico relativamente moderado.

Por isso, especialistas consideram o resultado particularmente relevante.

A valorização das marcas costuma estar associada a fatores como crescimento de receitas, fortalecimento da reputação corporativa, inovação, fidelização de clientes e posicionamento estratégico.

Nos últimos anos, empresas brasileiras ampliaram investimentos em transformação digital, inteligência artificial, experiência do consumidor e integração de canais físicos e digitais.

Esses movimentos ajudaram a fortalecer a percepção de valor das marcas perante consumidores e investidores.

A capacidade de construir relacionamentos duradouros com o público tornou-se um dos principais ativos competitivos das grandes corporações.

Força de marca mostra confiança do consumidor

Além do valor econômico das marcas, a Brand Finance também avalia um indicador conhecido como força de marca.

A métrica mede fatores como familiaridade, reputação, influência e confiança dos consumidores.

Em 2026, a liderança ficou com a Porto.

O segundo lugar foi ocupado pelo Nubank, enquanto a Sadia apareceu na terceira posição.

A diferença entre valor de marca e força de marca é relevante.

Enquanto o valor mede o potencial econômico associado ao uso comercial da marca, a força avalia a qualidade do relacionamento construído com consumidores e demais públicos.

Na prática, marcas fortes tendem a criar vantagens competitivas mais sustentáveis ao longo do tempo.

Ativos intangíveis ganham protagonismo no mercado corporativo

O relatório da Brand Finance reforça uma tendência global observada nas últimas décadas: a crescente relevância dos ativos intangíveis.

Em diversos setores, fatores como reputação, confiança, inovação, experiência do cliente e reconhecimento de marca passaram a representar parcela significativa do valor das empresas.

Para investidores, esse movimento é cada vez mais importante.

Empresas que possuem marcas consolidadas frequentemente apresentam maior capacidade de precificação, fidelização de clientes e resistência a períodos de instabilidade econômica.

Por essa razão, rankings como o Brazil 100 tornaram-se referências para executivos, gestores, investidores e analistas de mercado.

Ranking reforça força das grandes corporações brasileiras

O desempenho das marcas mais valiosas do Brasil em 2026 mostra que as principais empresas do país continuam ampliando sua capacidade de geração de valor em um ambiente econômico cada vez mais competitivo.

A liderança do Itaú (ITUB4), a presença dominante dos bancos, a relevância de Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) e a ascensão de marcas como Sadia revelam um mercado em que reputação, confiança e relacionamento com o consumidor se tornaram ativos estratégicos.

Na avaliação da Gazeta Mercantil, o levantamento evidencia que o valor de marca deixou de ser apenas um indicador de marketing para se consolidar como um dos principais termômetros da competitividade corporativa. Em um cenário marcado pela digitalização dos negócios e pela disputa crescente pela atenção dos consumidores, as empresas que conseguem transformar credibilidade em valor econômico seguem ampliando sua vantagem competitiva no mercado brasileiro.

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