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Joesley Batista é recebido por Trump e disputa liderança no setor de gás natural no Brasil

por Gabriel Monteiro
26/09/2025 às 11h30
em Negócios
Joesley Batista É Recebido Por Trump E Disputa Liderança No Setor De Gás Natural No Brasil - Gazeta Mercantil

Joesley Batista se reúne com Trump e amplia influência no setor de gás natural e carnes

O empresário Joesley Batista, um dos nomes mais poderosos do setor agroindustrial brasileiro, voltou a ocupar espaço no cenário político e econômico internacional. O dono da JBS foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em audiência na Casa Branca no início deste mês, antes da Assembleia da ONU. A pauta central foi a discussão sobre tarifas ao setor de carnes e, em paralelo, temas relacionados à celulose por meio da Eldorado, empresa controlada pela holding J&F.

O encontro chama atenção não apenas pelo peso das negociações comerciais, mas também pela forma como Batista se posiciona no tabuleiro econômico global, reforçando sua estratégia de ampliar a presença da JBS e de seus negócios em setores estratégicos como carnes, celulose e gás natural.

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Joesley Batista e o encontro com Donald Trump

Na Casa Branca, Joesley Batista destacou a importância de manter aberto o diálogo entre os dois países em relação ao comércio de carnes. O setor é um dos mais relevantes para a balança comercial brasileira e tem forte presença nos EUA, onde a JBS já emprega mais de 70 mil pessoas.

Além disso, Batista tratou pessoalmente sobre questões envolvendo celulose, já que a holding J&F é proprietária da Eldorado. O empresário buscou apresentar de forma direta a importância do setor e defender a necessidade de equilíbrio nas negociações comerciais, em um momento marcado por tarifas e disputas comerciais.

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Esse encontro reforça a capacidade de articulação de Joesley Batista e mostra sua disposição em liderar as conversas de maneira independente, sem intermediários do governo brasileiro.


A força de Joesley Batista no setor de carnes

Como fundador da JBS, Joesley Batista consolidou a empresa como uma das maiores processadoras de proteína animal do mundo. A companhia tem forte participação no mercado americano, europeu e asiático, tornando-se um dos principais players da indústria global de alimentos.

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O setor de carnes é altamente sensível a medidas protecionistas. A imposição de tarifas pode impactar a competitividade das exportações brasileiras, e é nesse ponto que o encontro com Trump ganha relevância: Joesley se posiciona como defensor de um comércio aberto, buscando preservar os interesses da companhia e do agronegócio brasileiro.


A guerra do gás natural no Amazonas

Paralelamente à sua atuação no setor de carnes, Joesley Batista trava uma disputa acirrada no mercado de energia. A controvérsia envolve a aquisição de térmicas no Amazonas, anteriormente pertencentes à Eletrobras (ELET3) e vendidas para a Âmbar Energia, empresa do grupo dos irmãos Batista.

Essas usinas se tornaram um ativo estratégico no contexto da transição energética, em um momento em que o gás natural é visto como peça-chave para garantir segurança no abastecimento e menor emissão de poluentes.

No entanto, a mudança de contratos das térmicas gerou contestação judicial por parte de Carlos Suarez, outro nome de peso do setor. O embate entre Suarez e Batista reflete a disputa pela liderança em um mercado que pode definir o futuro da matriz energética brasileira.


O papel estratégico das térmicas

As térmicas do Amazonas não são apenas um ativo regional. Elas estão no centro de uma corrida entre empresas privadas para aproveitar o que especialistas consideram uma das últimas grandes janelas de investimento no setor de gás natural.

Com a redução da presença do Estado no setor e a abertura de oportunidades para a iniciativa privada, nomes como Joesley Batista buscam consolidar sua posição como líderes desse processo. A experiência do empresário em grandes negociações e sua capacidade de mobilizar capital tornam sua participação ainda mais decisiva.


Joesley Batista e a transição energética

O mercado de gás natural está no centro da transição energética mundial, e o Brasil busca adaptar sua matriz para reduzir custos e emissões. Nesse contexto, a atuação de Joesley Batista pode se transformar em fator determinante para garantir estabilidade no fornecimento.

Além de gerar energia para regiões estratégicas, as térmicas também são vistas como alternativas para diversificar a matriz em momentos de escassez hídrica. Isso coloca Batista em posição de destaque, tanto no setor privado quanto em negociações que envolvem políticas públicas de energia.


A visão estratégica de Joesley Batista

A trajetória de Joesley Batista mostra como o empresário soube expandir sua influência para além do setor de carnes. Ao se posicionar em áreas como celulose e gás natural, ele amplia o alcance de seus negócios e reforça a capacidade da J&F de atuar em diferentes frentes estratégicas.

O encontro com Donald Trump é um exemplo da projeção internacional que Batista busca manter, não apenas para proteger seus interesses empresariais, mas também para consolidar a imagem de liderança global em setores estratégicos para o Brasil.

A presença de Joesley Batista na Casa Branca e sua atuação no setor de gás natural mostram a capacidade do empresário em transitar por diferentes esferas de poder e negócios. Do agronegócio à energia, sua influência se estende em áreas que impactam diretamente a economia brasileira e internacional.

Seja negociando tarifas de carne com Donald Trump, seja disputando ativos energéticos no Amazonas, Joesley se coloca como figura central em debates que definem o futuro do comércio e da energia no Brasil. Sua habilidade de articulação e visão estratégica confirmam por que ele continua sendo um dos empresários mais relevantes do país.

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