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Minas Trend 35 abre temporada Primavera/Verão 2027 com foco em negócios e projeção de R$ 33 milhões

por Ana Luiza Farias - Repórter de Negócios e Empreendedorismo
13/04/2026 às 13h47 - Atualizado em 14/05/2026 às 12h20
em Negócios, Destaque, Notícias
Minas Trend 35 - Gazeta Mercantil

Minas Trend 35 abre temporada Primavera/Verão 2027 com foco em negócios, moda mineira e projeção de R$ 33 milhões

O Minas Trend 35 chega a Belo Horizonte em um momento de afirmação da moda mineira como força econômica, criativa e industrial. Entre os dias 14 e 16 de abril de 2026, o evento será realizado no BH Shopping, com o conceito “Ecos” e expectativa de movimentar R$ 33 milhões em negócios ao longo de três dias. A proposta desta edição é clara: transformar o salão em um território de expansão, onde criação, relacionamento comercial e reposicionamento de marcas se conectam de forma direta com o mercado.

Mais do que uma feira de moda, o Minas Trend 35 se consolida como plataforma estratégica para uma cadeia produtiva que tem peso relevante em Minas Gerais e no Brasil. O evento apresenta a coleção Primavera/Verão 2027, reúne mais de 100 marcas e reforça o papel do estado na indústria de vestuário, calçados, acessórios e moda infantojuvenil. Ao mesmo tempo, amplia a visibilidade de pequenos negócios, atrai compradores, organiza vitrines comerciais e cria um ambiente em que a moda deixa de ser apenas expressão estética para operar como motor de negócios, emprego e renda.

Nesta temporada, o Minas Trend 35 aposta em uma narrativa que tenta traduzir o próprio efeito do evento sobre o setor. O conceito “Ecos” parte da ideia de que tendências, conexões e propostas criativas nascidas dentro do salão reverberam depois em vitrines, campanhas, comportamento de compra e decisões comerciais. Em outras palavras, o que acontece no evento não termina no evento. Essa lógica ajuda a explicar por que o encontro se tornou um dos mais observados do calendário nacional da moda de negócios.

A edição atual também ganha importância por combinar volume econômico, presença setorial e sinalização institucional. O Minas Trend 35 é realizado pelo Sistema FIEMG, por iniciativa da Câmara da Indústria de Insumos e Transformação do Vestuário, Calçados e Acessórios, com apoio máster do Sebrae Minas. Essa estrutura reforça o caráter produtivo do evento e mostra que ele é pensado não apenas como passarela de tendências, mas como ambiente de integração entre indústria, comércio, serviços criativos e desenvolvimento regional.

Minas Trend 35 transforma a moda em plataforma de negócios

A força do Minas Trend 35 está na combinação entre vitrine comercial e articulação de mercado. Em vez de se limitar a um desfile ou exposição institucional, o evento foi desenhado para conectar marcas, compradores, lojistas, fornecedores, criadores de conteúdo e agentes da cadeia produtiva. Esse formato explica por que a projeção de movimentação financeira de R$ 33 milhões ganhou destaque já na abertura da cobertura oficial.

A expectativa de negócios, por si só, dá dimensão do papel do evento. Em um momento em que o varejo de moda opera sob pressão de custo, transformação digital, disputa por atenção do consumidor e necessidade de diferenciação, um salão com mais de 100 marcas e compradores especializados se torna uma ferramenta real de geração de receita. O Minas Trend 35 atua justamente nesse ponto: ele encurta a distância entre criação e faturamento.

Esse movimento também ajuda a sustentar a imagem de Minas Gerais como polo produtivo da moda. O evento não se apresenta apenas como manifestação cultural ou encontro de tendências. Ele se coloca como ambiente de conversão comercial, no qual coleções são apresentadas com foco em venda, relacionamento e expansão de mercado. É essa vocação que mantém o Minas Trend 35 relevante para marcas já consolidadas e, ao mesmo tempo, atraente para negócios em fase de crescimento.

Conceito “Ecos” orienta narrativa de expansão desta edição

A escolha do conceito “Ecos” não é decorativa. Ela organiza a leitura estratégica do Minas Trend 35. A ideia central é mostrar que a moda não se esgota no desenho de uma peça ou na estética de uma coleção. O que nasce no salão reverbera em múltiplas camadas: comportamento, vitrine, comunicação, posicionamento e relação com o consumidor final.

Ao adotar esse eixo, o evento reforça uma mensagem importante para o mercado: a moda é um sistema de propagação. Um bom estande não gera apenas visita. Gera contato, pedido, lembrança de marca, circulação de imagem, visibilidade em redes e possibilidade de recompra. Um bom desfile não entrega só impacto visual. Entrega interpretação de tendência, repertório comercial e atualização de linguagem para quem vende e para quem compra.

Nesse sentido, o Minas Trend 35 procura se posicionar como origem de reverberações. A leitura é especialmente poderosa em um mercado onde a velocidade de circulação de referências se tornou decisiva. Quanto mais um evento consegue irradiar narrativas, mais valor ele agrega às marcas participantes.

Sebrae Minas amplia presença de pequenos negócios no Minas Trend 35

Um dos traços mais relevantes do Minas Trend 35 é o esforço para não restringir o evento apenas a nomes já consolidados. O Sebrae Minas, apoio máster da edição, levará 40 empresas atendidas pelo programa Integra Moda para um estande coletivo, ampliando a presença de pequenos negócios no ambiente de negociação.

Esse dado tem peso econômico e político. Econômico, porque pequenos negócios dependem de acesso a canais de visibilidade e venda para ganhar escala. Político, porque mostra uma tentativa de democratizar a presença no salão, permitindo que empresas de menor porte disputem atenção com mais estrutura e apoio técnico.

Além da exposição das marcas, o Sebrae Minas também oferecerá duas consultorias gratuitas voltadas a vendas durante o evento. Uma delas será focada em estratégias e ferramentas digitais; a outra, em vendas de alto desempenho, competências comerciais e estratégia. O recado é direto: não basta expor. É preciso converter atenção em venda e relacionamento em resultado.

Ao incluir esse componente de capacitação, o Minas Trend 35 reforça seu papel como plataforma de desenvolvimento do setor. A lógica não é apenas reunir marcas em um mesmo espaço, mas oferecer instrumentos para que elas amadureçam comercialmente.

Mais de 100 marcas reforçam peso econômico da edição

A projeção de R$ 33 milhões está ancorada em uma base ampla de participantes. O Minas Trend 35 reúne mais de 100 marcas dos segmentos de vestuário, acessórios, calçados e moda infantojuvenil. Isso amplia a diversidade da oferta e ajuda a atrair um público comprador mais qualificado, com maior interesse em composição de mix, curadoria e visão de temporada.

Em termos de negócios, a pluralidade de segmentos importa porque amplia o potencial de fechamento de pedidos e fortalece a experiência do comprador. Um lojista que visita o salão em busca de vestuário pode também observar calçados, acessórios e coleções infantis, construindo uma leitura mais integrada da temporada Primavera/Verão 2027.

Esse formato faz do Minas Trend 35 uma espécie de termômetro comercial da moda mineira e regional. Não se trata apenas de ver tendências, mas de entender o que as marcas estão propondo, como pretendem ocupar espaço no mercado e quais apostas comerciais sustentam suas coleções.

Moda infantojuvenil ganha protagonismo na programação

O Minas Trend 35 mantém a moda infantojuvenil como uma de suas áreas de maior destaque. O segmento aparece com mais de 30 marcas confirmadas no salão de negócios, em um movimento que reforça sua força crescente dentro do evento e dentro do mercado.

A importância dessa presença vai além do volume. A moda infantojuvenil passou a ocupar um espaço estratégico por responder a um consumidor mais atento à qualidade, à funcionalidade, ao conforto e ao propósito das marcas. Ao mesmo tempo, acompanha tendências da moda adulta, traduzindo linguagens de cor, estampa e modelagem para um universo próprio.

Nos desfiles e coleções, a expectativa é de destaque para peças leves, versáteis e conectadas ao verão, com ênfase em cores vibrantes, estampas criativas e soluções associadas à sustentabilidade. Esse repertório ajuda a explicar por que o segmento deixou de ser uma extensão secundária do evento e passou a operar como núcleo de interesse comercial em si.

BH Shopping recebe evento em formato pensado para circulação de negócios

A escolha do BH Shopping como sede do Minas Trend 35 também faz parte da estratégia da edição. O evento será realizado no Piso Ouro Preto, entre 14 e 16 de abril, das 10h às 20h, em um espaço que combina circulação qualificada, logística urbana e familiaridade com o público de consumo de moda em Belo Horizonte.

Em vez de um centro de convenções isolado, o formato em shopping ajuda a dar ao evento uma atmosfera mais conectada ao varejo real. Isso aproxima a experiência do salão da lógica de vitrine e comportamento de compra, reforçando a ideia de que o Minas Trend 35 é um território onde criação e mercado coexistem.

Também é um formato funcional para imprensa, influenciadores, compradores e fotógrafos, que circulam em um ambiente com infraestrutura pronta e mais integrada à dinâmica urbana. A cobertura oficial do evento informou que o credenciamento de imprensa teve processo seletivo e deveria ser feito antecipadamente, o que reforça o caráter profissional da operação.

Minas Trend 35 reafirma o protagonismo da moda mineira

O peso do Minas Trend 35 também precisa ser lido à luz da dimensão da indústria da moda em Minas Gerais. A comunicação oficial do evento destaca que o setor reúne 8.497 empresas e mais de 117 mil empregos diretos no estado, com participação relevante no cenário nacional.

Esses números ajudam a compreender por que o evento tem alcance que vai muito além da vitrine. Quando o salão avança, ele impacta uma cadeia que envolve confecção, insumos, transformação, design, calçados, acessórios, logística, atacado, varejo e serviços criativos. O Minas Trend 35, portanto, não deve ser lido como encontro isolado. Ele é uma peça de articulação econômica de um setor com forte presença territorial.

Em um ambiente de disputa acirrada por mercado e diferenciação, a capacidade de Minas Gerais de reunir empresas, marcas e compradores sob uma narrativa própria se torna vantagem competitiva. O evento ajuda a transformar essa capacidade em imagem, negócios e visibilidade nacional.

Desfiles, marcas que retornam e repertório comercial ampliam relevância

Além do salão de negócios, o Minas Trend 35 chega cercado por expectativa em torno dos desfiles, da volta de marcas já conhecidas e da presença de empresas que retomam participação após pausas em edições anteriores. A cobertura oficial do Sistema FIEMG destacou justamente esse movimento de marcas que vão, marcas que voltam e de desfiles e palestras como parte da experiência para os participantes.

Esse tipo de renovação é importante porque mantém o evento vivo. Um salão de negócios precisa combinar permanência e novidade. Marcas tradicionais ajudam a dar lastro e confiança ao comprador. Novas presenças e retornos estratégicos ajudam a renovar o repertório e manter o interesse do mercado.

Nesse ponto, o Minas Trend 35 procura operar como espaço de continuidade e reinvenção. O evento preserva a memória e o peso da moda mineira, mas tenta também atualizar sua narrativa diante de um setor em mutação constante.

Primavera/Verão 2027 entra em cena com foco em conexão entre criação e mercado

Ao apresentar a coleção Primavera/Verão 2027, o Minas Trend 35 assume também a função de antecipar leituras de comportamento e direcionamento comercial para a próxima temporada. Essa antecipação é crucial no calendário da moda de negócios, porque ajuda compradores, lojistas e marcas a alinhar planejamento, seleção de mix e posicionamento de venda.

A temporada ganha contornos ainda mais interessantes quando vista sob o conceito “Ecos”. A coleção não é apresentada como catálogo fechado de tendências, mas como ponto de partida para reverberações futuras. Isso reforça a ideia de que o Minas Trend 35 quer ocupar o espaço de origem das narrativas que depois circularão no varejo e na comunicação de moda.

Em um mercado cada vez mais atravessado por conteúdo, identidade e velocidade, essa tentativa de se posicionar como fonte de reverberação é também uma estratégia competitiva. O evento não quer apenas mostrar produtos. Quer moldar leitura de temporada.

Minas Trend 35 chega como síntese entre moda, indústria e resultado

A 35ª edição do Minas Trend 35 chega a Belo Horizonte como uma síntese madura entre moda, indústria, desenvolvimento regional e ambição comercial. Com mais de 100 marcas, apoio institucional robusto, presença ampliada de pequenos negócios, conceito bem definido e projeção de R$ 33 milhões em movimentação financeira, o evento reforça sua posição como uma das principais plataformas de negócios da moda brasileira.

Mais do que celebrar a criatividade da moda mineira, esta edição parece orientada a traduzir essa criatividade em mercado. E é justamente essa capacidade de ligar repertório estético, densidade produtiva e resultado econômico que sustenta a força do Minas Trend em 2026.

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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