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Número de jovens que não estudam, não trabalham nem buscam emprego chega a 5,4 milhões no Brasil

por Gabriel Monteiro
29/05/2024 às 11h17 - Atualizado em 28/01/2026 às 00h34
em Economia,Brasil,Destaque,Notícias
Jovens Que Não Trabalham Nem Estudam- Gazeta Mercantil

São Paulo, 29 de maio de 2024 – O número de jovens brasileiros entre 14 e 24 anos que não trabalham, não estudam nem procuram emprego, conhecidos como “nem-nem”, aumentou de 4 milhões para 5,4 milhões no último ano. O levantamento, realizado pela Subsecretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, foi divulgado durante o evento Empregabilidade Jovem, promovido pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) na última segunda-feira (27).

Fatores Contribuintes

Segundo Paula Montagner, subsecretária de Estatísticas e Estudos do Ministério do Trabalho e Emprego, vários fatores explicam esse aumento, afetando principalmente as mulheres, que representam 60% desse grupo. Há muita dificuldade de as mulheres entrarem no mercado de trabalho, especialmente as jovens. Além disso, há uma pressão para que elas tenham filhos mais cedo e um conservadorismo que faz com que muitas acreditem que apenas o marido trabalhando seria suficiente”, afirmou Montagner.

Desafios na Inserção no Mercado de Trabalho

A subsecretária destacou que essas dificuldades resultam em uma entrada tardia das mulheres jovens no mercado de trabalho, o que, aliado a uma menor qualificação, dificulta a obtenção de empregos com melhor remuneração.

Programas Governamentais

Para enfrentar esse problema, o governo federal lançou recentemente o programa Pé-de-Meia, que oferece incentivos financeiros para que jovens de baixa renda permaneçam no ensino médio. O programa prevê o pagamento de até R$ 9,2 mil ao longo dos três anos do ensino médio, com um adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No entanto, os efeitos deste programa ainda deverão ser sentidos nos próximos anos, conforme explicou Montagner.

Estatísticas de Ocupação

Os jovens entre 14 e 24 anos representam cerca de 17% da população brasileira, somando 34 milhões de pessoas. No primeiro trimestre deste ano, 14 milhões de jovens tinham uma ocupação, mas 45% deles estavam na informalidade, o que corresponde a 6,3 milhões de indivíduos. Essa porcentagem é maior do que a média nacional, atualmente em 40%.

Informalidade e Primeiro Emprego

A alta taxa de informalidade entre os jovens está associada ao emprego em micro e pequenas empresas, onde muitos começam a trabalhar sem uma contratação formal. Os empregadores frequentemente hesitam em formalizar o contrato de trabalho devido a incertezas sobre o desempenho dos jovens e sua permanência no emprego”, explicou Montagner.

Crescimento de Aprendizes e Estagiários

Apesar dos desafios, houve um crescimento significativo no número de aprendizes e estagiários. Entre 2022 e 2024, o número de aprendizes aumentou em 100 mil, chegando a 602 mil em abril deste ano, o dobro do que havia em 2011. O número de estagiários também cresceu 37% entre 2023 e 2024, passando de 642 mil para 877 mil.

Desafios para a Empregabilidade Jovem

Rodrigo Dib, da superintendência institucional do CIEE, enfatizou que a empregabilidade jovem é um desafio urgente para o Brasil. Precisamos incluir essa faixa etária no mundo do trabalho de maneira segura e focada no desenvolvimento a médio e longo prazo. O fato de termos mais de cinco milhões de jovens ‘nem-nem’ é alarmante e indica uma falta de oportunidades que gera desesperança entre os jovens”, afirmou.

Soluções Propostas

Para aumentar a inserção dos jovens no mercado de trabalho, Montagner destacou a necessidade de elevar a escolaridade e a formação técnica e tecnológica desse público. “É essencial reforçar as oportunidades de estágio e aprendizado conectado ao ensino técnico e cursos profissionalizantes, permitindo que os jovens acumulem conhecimento e desenvolvam uma carreira”, acrescentou a subsecretária.

O aumento no número de jovens “nem-nem” no Brasil é um problema multifacetado que requer soluções integradas e políticas eficazes. a combinação de programas de incentivo à educação, maior acesso a oportunidades de estágio e aprendizado, e a promoção de uma cultura de valorização da qualificação profissional são passos fundamentais para reverter esse cenário e garantir um futuro mais promissor para a juventude brasileira.

Tags: cresceestudamjovensmilhõesNãonemnúmeroparatrabalham

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Geração Z Prioriza Crescimento Na Carreira Ao Escolher Emprego, Mostra Pesquisa Do Ciee Levantamento Com Jovens De 14 A 24 Anos Indica Que Oportunidade De Desenvolvimento Pesa Mais Do Que Remuneração E Flexibilidade Na Decisão Sobre Onde Trabalhar A Oportunidade De Crescimento Profissional É O Principal Fator Levado Em Conta Por Jovens De 14 A 24 Anos Na Hora De Aceitar Ou Recusar Um Emprego, Segundo Pesquisa Realizada Pelo Instituto Locomotiva A Pedido Do Centro De Integração Empresa-Escola (Ciee), Divulgada Nesta Quarta-Feira (3). O Estudo Mostra Que, Embora Remuneração E Benefícios Sejam Considerados Importantes Por 79% Dos Entrevistados, O Fator Mais Decisivo Para A Escolha De Uma Empresa É A Possibilidade De Desenvolvimento Na Carreira, Contrariando A Percepção De Que A Geração Z Prioriza Sobretudo Home Office Ou Modelos De Trabalho Mais Flexíveis. O Levantamento Ouviu Jovens Em Todo O Brasil, Em Uma Faixa Etária Que Reúne Principalmente Integrantes Da Geração Z, Formada Por Nascidos Entre 1997 E 2009, E Parte Da Geração Alpha, Composta Por Nascidos A Partir De 2010. O Público Pesquisado Está Em Fase De Entrada No Mercado De Trabalho, Muitas Vezes Conciliando Emprego, Estágio Ou Aprendizagem Com Ensino Médio, Curso Técnico Ou Faculdade. Os Dados Indicam Que 98% Dos Jovens Sonham Em Trabalhar Em Empresas Que Valorizam O Desenvolvimento Profissional. A Pesquisa Também Mostra Que 54% Apontam A Oportunidade De Crescimento Como O Principal Critério Para Escolher Uma Vaga. A Boa Remuneração Aparece Em Segundo Lugar, Com 43% Das Respostas, Enquanto Um Ambiente De Trabalho Agradável Ocupa A Terceira Posição, Mencionado Por 31% Dos Participantes. A Flexibilidade De Trabalho, Frequentemente Associada Às Novas Gerações No Debate Corporativo, Aparece Apenas Em Quinto Lugar, Citada Por 20% Dos Jovens Como Fator Decisivo. Para O Ciee, O Resultado Relativiza A Ideia De Que Os Profissionais Mais Jovens Rejeitam Modelos Presenciais Ou Condicionam Sua Escolha Profissional Prioritariamente Ao Trabalho Remoto. Crescimento Profissional Supera Remuneração Na Decisão A Pesquisa Reforça Que A Entrada No Mercado De Trabalho Continua Sendo Vista Pelos Jovens Como Um Caminho De Construção De Carreira. Embora Salário E Benefícios Tenham Peso Relevante, A Possibilidade De Aprender, Evoluir E Ocupar Novas Posições Aparece Como Elemento Mais Determinante Na Escolha De Uma Empresa. Esse Dado Tem Impacto Direto Sobre Empregadores Que Disputam Talentos Em Início De Carreira. Empresas Que Oferecem Programas Estruturados De Estágio, Aprendizagem, Trilhas De Capacitação, Mentoria E Perspectiva Real De Progressão Tendem A Se Tornar Mais Competitivas Na Atração E Retenção Desse Público. A Remuneração Permanece Relevante. O Fato De 79% Dos Entrevistados Considerarem Salário E Benefícios Importantes Mostra Que A Geração Z Não Ignora Aspectos Financeiros. O Que O Levantamento Indica É Que A Compensação Econômica, Sozinha, Não Basta Para Definir A Empresa Ideal. Para Jovens Em Fase Inicial De Trajetória Profissional, O Primeiro Emprego, O Estágio Ou O Programa De Aprendizagem Costumam Ter Peso Estratégico Na Formação De Competências. A Escolha Da Empresa Pode Influenciar O Acesso A Novas Oportunidades, O Aprendizado Técnico, A Construção De Rede De Contatos E A Definição De Caminhos Profissionais. O Resultado Também Sugere Que Companhias Com Baixa Capacidade De Desenvolvimento Interno Podem Enfrentar Dificuldades Para Manter Jovens Talentos, Mesmo Oferecendo Remuneração Compatível Com O Mercado. Home Office Não Lidera Prioridades Dos Jovens Um Dos Pontos Centrais Do Levantamento É A Posição Da Flexibilidade Na Lista De Prioridades. 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Saúde Mental Passa A Ser Critério De Escolha A Saúde Mental Aparece Como Um Tema Central Na Pesquisa. Segundo O Levantamento, 98% Dos Jovens Concordam Que É Muito Importante Trabalhar Em Uma Empresa Que Valoriza Esse Aspecto. O Dado Mostra Que O Bem-Estar Psicológico Deixou De Ser Assunto Periférico No Mercado De Trabalho. A Preocupação Acompanha Um Movimento Institucional Mais Amplo. A Atualização Da Norma Regulamentadora Nº 1 Passou A Incluir Riscos Psicossociais Entre As Avaliações De Saúde Trabalhista, Ampliando A Responsabilidade Das Empresas Sobre Fatores Que Podem Afetar A Saúde Dos Trabalhadores. Entre Jovens Profissionais, A Atenção À Saúde Mental Pode Ter Relação Com A Fase De Transição Para A Vida Adulta, A Pressão Por Qualificação, A Instabilidade Econômica, A Busca Pelo Primeiro Emprego E A Necessidade De Conciliar Estudo E Trabalho. Esse Conjunto Torna O Início Da Carreira Um Período Particularmente Sensível. Para As Empresas, O Dado Representa Um Alerta. Políticas De Saúde Mental Não Podem Se Limitar A Campanhas Internas Ou Ações Pontuais. A Percepção Dos Jovens Tende A Ser Moldada Por Práticas Concretas, Como Carga De Trabalho, Qualidade Da Liderança, Canais De Apoio, Prevenção Ao Assédio, Respeito À Diversidade E Equilíbrio Entre Cobrança E Desenvolvimento. Dib Afirma Que As Companhias Que Quiserem Desenvolver E Reter Bons Talentos Desde Cedo Precisam Se Afastar De Estereótipos. Segundo Ele, É Necessário Olhar Para Cada Colaborador Como Único, Entender Motivações Individuais E Combinar Esse Cuidado Com Remuneração Justa. Renome Da Empresa Ainda Influencia Escolha A Pesquisa Também Aponta Que 24% Dos Jovens Citam O Renome E A Tradição Da Empresa Como Fator Relevante Na Escolha De Um Emprego. O Dado Aparece Em Quarto Lugar Na Lista De Prioridades, À Frente Da Flexibilidade De Trabalho. Esse Resultado Contraria A Percepção De Que Os Jovens Teriam Abandonado O Interesse Por Empresas Tradicionais. Apesar Do Avanço De Novas Formas De Renda, Profissões Digitais E Atividades Informais Ligadas À Internet, Companhias Reconhecidas Continuam Exercendo Atração Sobre Quem Está Começando A Carreira. Para Muitos Jovens, Trabalhar Em Uma Empresa De Nome Conhecido Pode Representar Acesso A Melhor Formação Profissional, Reputação No Currículo, Rede De Contatos E Maior Segurança. A Marca Empregadora Continua Sendo Um Ativo Importante Na Disputa Por Talentos. O Ciee Avalia Que As Novas Possibilidades De Renda Na Internet Não Significam Rejeição Ao Trabalho Formal. Elas Ampliam O Repertório De Alternativas, Mas Não Substituem Necessariamente O Desejo De Ingressar Em Empresas Estruturadas. A Informalidade, Segundo Essa Leitura, Não É Um Fenômeno Novo Na Economia. O Que Mudou Foi A Visibilidade De Algumas Atividades Digitais, Que Passaram A Ganhar Mais Repercussão Pública E A Alimentar A Percepção De Que Jovens Preferem Caminhos Totalmente Independentes. Empresas Precisam Rever Estereótipos Sobre A Geração Z Os Resultados Da Pesquisa Indicam Que A Geração Z Busca Desenvolvimento, Remuneração Justa, Ambiente Saudável, Empresas Reconhecidas E Algum Grau De Flexibilidade. A Combinação Desses Fatores Mostra Um Perfil Mais Pragmático Do Que A Caricatura Frequentemente Associada Aos Jovens No Mercado De Trabalho. Para Empregadores, O Estudo Sugere Que A Atração E A Retenção Desse Público Dependem Menos De Fórmulas Simplificadas E Mais De Uma Estratégia Consistente De Gestão De Pessoas. Crescimento Profissional, Saúde Mental E Clima Organizacional Aparecem Como Temas Centrais. A Disputa Por Jovens Talentos Tende A Crescer Em Um Mercado Marcado Por Transformação Tecnológica, Novas Competências E Mudanças Nas Relações De Trabalho. Empresas Que Conseguirem Oferecer Trilhas Claras De Desenvolvimento Podem Formar Profissionais Alinhados À Sua Cultura E Reduzir Custos De Rotatividade. Ao Mesmo Tempo, Companhias Que Tratam Os Jovens Como Um Grupo Homogêneo Ou Que Ignoram Suas Expectativas Correm O Risco De Perder Engajamento. A Pesquisa Mostra Que Esse Público Valoriza Pertencimento, Perspectiva E Respeito, Mas Também Considera Remuneração E Reputação Da Empresa. O Desafio Está Em Equilibrar Demandas Econômicas E Humanas. Para A Geração Que Entra Agora No Mercado, A Empresa Ideal Não É Definida Apenas Pelo Salário, Pelo Home Office Ou Pelo Nome Da Marca, Mas Pela Capacidade De Oferecer Um Ambiente Em Que Seja Possível Crescer, Aprender E Permanecer Com Saúde. Pesquisa Amplia Debate Sobre O Futuro Do Trabalho O Levantamento Do Ciee E Do Instituto Locomotiva Adiciona Novos Elementos Ao Debate Sobre A Geração Z No Mercado De Trabalho. Em Vez De Confirmar Estereótipos Sobre Baixa Adesão A Empregos Tradicionais Ou Preferência Absoluta Por Flexibilidade, Os Dados Mostram Jovens Interessados Em Carreira, Desenvolvimento E Ambientes Profissionais Mais Saudáveis. A Prioridade Dada À Oportunidade De Crescimento Indica Que A Entrada No Mercado Formal Ainda Tem Valor Estratégico Para Essa Geração. A Remuneração Continua Relevante, Mas Aparece Acompanhada De Expectativas Relacionadas A Formação, Reconhecimento, Saúde Mental E Clima Organizacional. Para Empresas, O Recado É Direto: Programas Voltados A Jovens Precisam Ir Além Da Contratação. A Permanência Desse Público Depende De Acompanhamento, Aprendizado, Liderança Preparada E Perspectiva Concreta De Evolução. Em Um Mercado De Trabalho Em Transformação, A Geração Z Não Parece Rejeitar Empresas Tradicionais. O Que A Pesquisa Mostra É Uma Exigência Maior Por Coerência Entre Discurso E Prática, Especialmente Quando O Assunto Envolve Desenvolvimento Profissional E Bem-Estar. - Gazeta Mercantil
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