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PRIO3: a petrolífera brasileira mais beneficiada pela alta do petróleo, diz BTG

por João Souza - Repórter de Negócios
02/03/2026 às 16h54 - Atualizado em 17/07/2026 às 02h13
em Negócios,Destaque,Notícias
Prio Prio3 - Gazeta Mercantil

PRIO (PRIO3) se destaca como principal aposta do BTG diante da alta do petróleo

As ações da PRIO3 aparecem como a principal aposta do BTG Pactual no setor de Óleo & Gás, especialmente em um cenário de alta do petróleo no mercado internacional. A escalada do conflito no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, trouxe ao mercado global um cenário de tensão que impacta diretamente a logística do petróleo e os preços da commodity.

O BTG destaca que a diferença em relação a episódios anteriores está na logística e não apenas na oferta de barris. Segundo a instituição financeira, o foco central do mercado atualmente é a restrição à mobilidade do petróleo no Estreito de Ormuz, que representa cerca de 20% do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito.

Cenário geopolítico eleva prêmio sobre o petróleo

Com os ataques recentes e as retaliações iranianas, a movimentação de embarcações na região sofreu redução significativa. A expectativa do BTG é que o Brent negocie entre US$ 75 e US$ 80 por barril, podendo superar esses valores caso haja nova escalada militar. “Esperamos o Brent negociando na faixa de US$ 75–80/bbl diante do conflito, já que um prêmio geopolítico relevante já foi incorporado aos preços”, apontam os analistas.

Para os investidores, isso significa um ambiente propício para companhias brasileiras com maior exposição ao petróleo, sendo a PRIO3 a principal beneficiada.

Por que a PRIO3 lidera a cobertura do BTG

O BTG Pactual ressalta que a PRIO3 é a empresa mais alavancada a um cenário de alta do petróleo. A companhia concentra 100% de sua produção em petróleo, sem exposição relevante a gás natural ou refinarias, e possui a menor cobertura (hedge) entre as empresas da carteira da instituição.

Ser menos hedgeada implica maior volatilidade em momentos de queda da commodity, mas permite capturar integralmente os ganhos quando o Brent sobe. Isso coloca a PRIO3 à frente de concorrentes como Brava (BRAV3) e Petrobras (PETR4), que possuem operações diversificadas ou mais protegidas contra a volatilidade dos preços.

“Apesar das discussões recentes envolvendo fretes e descontos ao Brent, a PRIO3 é nossa exposição preferida aos preços do petróleo, dado que é a companhia mais exposta à commodity, com 100% da produção em petróleo”, reforça o relatório do BTG.

Impacto no fluxo de caixa e retorno ao acionista

O BTG projeta que, sem considerar os hedges, um cenário de Brent a US$ 80 por barril poderia gerar um yield de fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) de 27% em 2026 para a PRIO3. Em comparação, a Brava (BRAV3) teria 23% e a Petrobras (PETR4) apenas 13% no mesmo cenário.

Essa diferença evidencia o potencial da PRIO3 de se beneficiar da alta do petróleo em um contexto de tensão prolongada no Oriente Médio, tornando-a a empresa brasileira mais sensível e, ao mesmo tempo, mais favorecida pelas variações da commodity.

Estratégia de investimento e exposição à commodity

Investidores interessados na PRIO3 devem compreender que a exposição integral ao petróleo torna os resultados da companhia mais voláteis. Entretanto, em um momento de alta dos preços, a empresa consegue repassar integralmente os ganhos, diferentemente de concorrentes que possuem parte da produção protegida por contratos de hedge.

Além disso, o foco exclusivo em petróleo, sem a diversificação para gás natural ou derivados, permite que os acionistas da PRIO3 capturem ganhos mais expressivos diretamente relacionados à variação do Brent. Essa estratégia reforça a visão do BTG sobre a companhia como o principal nome do setor de Óleo & Gás em cenários de aumento do preço da commodity.

Considerações sobre o mercado internacional

O Estreito de Ormuz permanece como ponto crítico para o comércio global de petróleo. Com cerca de 20% do fluxo mundial da commodity passando pelo local, qualquer restrição logística impacta diretamente preços e prêmios geopolíticos.

O BTG aponta que, embora não haja perda direta de barris, a limitação de mobilidade aumenta o risco percebido no mercado, elevando os preços do Brent e beneficiando empresas como a PRIO3 que não possuem barreiras de proteção de preço.

PRIO3 e o investidor brasileiro

Para o investidor brasileiro, a PRIO3 representa uma oportunidade única de exposição ao petróleo em alta, com potencial de retorno superior aos pares. A estratégia de menor hedge da companhia oferece uma relação risco-retorno mais agressiva, ideal para aqueles que buscam aproveitar movimentos do mercado internacional de óleo e gás.

Além disso, o cenário geopolítico reforça o prêmio de risco sobre o Brent, o que pode prolongar o período de ganhos elevados para a companhia, tornando a PRIO3 uma escolha estratégica para investidores atentos ao contexto global.

Perspectiva de longo prazo para PRIO3

A companhia se posiciona como referência no setor de Óleo & Gás no Brasil, especialmente diante de crises internacionais que afetam a logística de transporte de petróleo. A combinação de foco exclusivo em petróleo, menor proteção de preço e sensibilidade aomercado global coloca a PRIO3 em destaque para analistas e investidores que buscam capitalizar com a volatilidade da commodity.

O BTG mantém sua recomendação positiva para a ação, reforçando que a PRIO3 deve se beneficiar mais intensamente da alta do Brent em 2026, consolidando-se como a petrolífera mais vantajosa para exposição direta ao petróleo.

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