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Reag Investimentos CPI: fundador confirma Banco Master como cliente e nega ligação com PCC

por Júlia Campos
11/03/2026 às 13h56
em Política
Reag Investimentos Cpi: Fundador Confirma Banco Master Como Cliente E Nega Ligação Com Pcc - Gazeta Mercantil

Reag Investimentos CPI: fundador confirma Banco Master como cliente e nega ligação com PCC em depoimento no Senado

O depoimento do fundador da Reag Investimentos no Senado colocou a gestora novamente no centro de uma das investigações financeiras mais sensíveis em curso no país. Durante audiência da Reag Investimentos CPI, realizada nesta quarta-feira (11), o empresário João Carlos Mansur confirmou que o Banco Master era cliente da empresa e negou qualquer relação da gestora com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A declaração ocorreu durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga possíveis conexões entre o sistema financeiro e organizações criminosas. Mansur compareceu ao colegiado acompanhado de defesa jurídica e amparado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que lhe garantiu o direito ao silêncio em perguntas que pudessem resultar em autoincriminação.

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O depoimento na Reag Investimentos CPI ocorre em meio a investigações conduzidas pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal e por autoridades regulatórias do sistema financeiro. As apurações envolvem operações financeiras suspeitas e possíveis irregularidades em transações envolvendo instituições bancárias.

A audiência foi acompanhada com atenção por parlamentares e pelo mercado financeiro, já que o caso envolve operações que podem ter impacto relevante na credibilidade do sistema bancário.

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Fundador da gestora confirma Banco Master como cliente

Durante a sessão da Reag Investimentos CPI, João Carlos Mansur confirmou que o Banco Master fazia parte da carteira de clientes atendidos pela gestora.

A resposta foi dada após questionamento do presidente da comissão, senador Fabiano Contarato. Ao explicar a relação comercial, Mansur afirmou que o Banco Master era apenas um entre diversos clientes atendidos pela empresa.

Segundo ele, o modelo de negócios da gestora inclui prestação de serviços a diferentes instituições financeiras e empresas do mercado.

O empresário afirmou aos senadores que a relação comercial com o Banco Master seguia práticas consideradas comuns no setor financeiro, nas quais gestores independentes estruturam operações, administram ativos ou prestam serviços financeiros para bancos e empresas.

A confirmação na Reag Investimentos CPI foi considerada um dos pontos centrais do depoimento, já que a relação entre as duas instituições faz parte das investigações em andamento.

Depoimento marcado por direito ao silêncio

Grande parte da audiência da Reag Investimentos CPI foi marcada pela postura cautelosa adotada pelo empresário.

Mansur compareceu ao Senado protegido por um habeas corpus concedido pelo ministro do STF Flávio Dino. A decisão judicial assegurou ao empresário o direito de permanecer em silêncio sempre que entendesse que uma resposta poderia resultar em autoincriminação.

Na prática, o depoente respondeu apenas a perguntas consideradas mais gerais sobre o funcionamento da gestora e sobre seu modelo de negócios.

Questionamentos diretamente relacionados às investigações em andamento foram, em muitos casos, respondidos com a invocação do direito constitucional ao silêncio.

A estratégia jurídica utilizada durante a Reag Investimentos CPI é considerada comum em depoimentos de executivos investigados em comissões parlamentares, especialmente quando existem procedimentos criminais paralelos.

Mansur nega ligação da gestora com o PCC

Apesar de optar pelo silêncio em várias perguntas, o fundador da empresa respondeu diretamente a um dos temas mais sensíveis da Reag Investimentos CPI: a suspeita de ligação da gestora com o PCC.

Mansur afirmou de forma categórica que a empresa não possui qualquer relação com a organização criminosa.

Durante a audiência, ele declarou que a gestora sempre atuou com rigor em suas operações e dentro das regras do mercado financeiro.

O empresário também afirmou que a documentação reunida durante as investigações não apresentaria qualquer evidência de associação entre a empresa e o crime organizado.

Ao mencionar a investigação conhecida como Carbono Oculto, Mansur afirmou que o processo reúne milhares de páginas de documentos e que, segundo ele, não existe referência à participação da empresa em atividades relacionadas ao PCC.

A declaração feita na Reag Investimentos CPI buscou afastar as suspeitas que recaem sobre a gestora desde o início das apurações.

Gestora afirma ter sido penalizada por atuar de forma independente

Outro argumento apresentado pelo empresário durante a Reag Investimentos CPI foi que empresas independentes podem enfrentar maior pressão no mercado financeiro.

Segundo Mansur, a Reag Investimentos construiu sua trajetória sem estar vinculada a grandes conglomerados bancários, o que, na visão dele, poderia ter contribuído para a intensificação das suspeitas.

O fundador da empresa afirmou que o mercado financeiro tende a penalizar instituições que atuam fora dos grandes grupos tradicionais.

Para ele, o crescimento da gestora e sua atuação em operações financeiras estruturadas teriam despertado maior atenção de concorrentes e autoridades.

Essa narrativa foi utilizada durante a Reag Investimentos CPI como forma de defender a reputação da empresa diante das acusações que surgiram nos últimos meses.

Operação Compliance Zero investiga suposto esquema financeiro

Entre as investigações que envolvem a gestora discutida na Reag Investimentos CPI, uma das principais é a operação conhecida como Compliance Zero.

Essa investigação conduzida pela Polícia Federal analisa suspeitas de irregularidades na venda de carteiras de crédito que poderiam não existir.

De acordo com as apurações, essas operações teriam envolvido negociações entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

As autoridades investigam se houve utilização de ativos inexistentes em transações financeiras e se a gestora teria atuado como intermediária em operações de triangulação de recursos.

Segundo informações analisadas por investigadores, o esquema poderia envolver valores bilionários.

Esses elementos transformaram o caso discutido na Reag Investimentos CPI em um dos mais relevantes no debate sobre integridade do sistema financeiro brasileiro.

Operação Carbono Oculto investigou lavagem de dinheiro

Outra frente de investigação citada durante a Reag Investimentos CPI é a operação Carbono Oculto.

Essa operação foi deflagrada anteriormente para investigar um possível esquema de lavagem de dinheiro que poderia envolver recursos ligados ao crime organizado.

A investigação reuniu extensa documentação financeira e registros de operações realizadas por empresas e instituições bancárias.

Durante o depoimento no Senado, Mansur afirmou que a análise desses documentos não indicaria ligação da empresa com o PCC.

Mesmo assim, as autoridades continuam avaliando as informações coletadas.

A operação Carbono Oculto permanece como uma das principais referências nas discussões da Reag Investimentos CPI.

Banco Central decretou liquidação extrajudicial da gestora

O caso ganhou ainda mais repercussão após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos em janeiro de 2026.

A medida é considerada uma das intervenções mais severas aplicadas a instituições supervisionadas pelo órgão regulador.

A liquidação extrajudicial ocorre quando autoridades identificam riscos relevantes para a estabilidade financeira ou irregularidades na gestão da instituição.

A decisão do Banco Central ampliou o interesse político e institucional nas investigações analisadas pela Reag Investimentos CPI.

A medida também provocou repercussões no mercado financeiro, que passou a acompanhar com atenção os desdobramentos do caso.

Senado intensifica investigação sobre sistema financeiro

A Reag Investimentos CPI integra um conjunto de iniciativas do Congresso voltadas a investigar possíveis conexões entre estruturas financeiras e organizações criminosas.

Nos últimos anos, autoridades brasileiras ampliaram mecanismos de controle para impedir que instituições financeiras sejam utilizadas para ocultar recursos de origem ilícita.

Nesse contexto, comissões parlamentares de inquérito desempenham papel importante ao reunir depoimentos, documentos e informações que podem auxiliar investigações conduzidas por órgãos policiais e reguladores.

A audiência com o fundador da gestora representa apenas uma das etapas dessa investigação mais ampla.

Depoimento amplia atenção do mercado sobre governança financeira

O depoimento na Reag Investimentos CPI também gerou repercussão entre analistas e especialistas do mercado financeiro.

Casos que envolvem suspeitas de irregularidades em operações bancárias costumam gerar preocupação sobre mecanismos de controle e governança do sistema financeiro.

Quando investigações envolvem instituições relevantes e operações de grande volume, o impacto pode se estender para além das empresas diretamente citadas.

Por esse motivo, o avanço da Reag Investimentos CPI continua sendo acompanhado com atenção tanto por autoridades quanto por agentes do mercado.

A evolução das investigações poderá trazer novos esclarecimentos sobre as operações financeiras analisadas e sobre a atuação das instituições envolvidas.

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