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Safra de laranja 2025/26 cai 3,9% e reduz oferta de suco

por Daniel Wicker - Repórter
10/12/2025 às 20h45
em Agronegócio, Destaque, Economia, Notícias
Safra De Laranja 2025/26 Cai 3,9% E Reduz Oferta De Suco - Gazeta Mercantil

Safra de laranja 2025/26 tem queda de 3,9% e pressiona oferta de suco no Brasil

A nova estimativa da safra de laranja 2025/26 no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro trouxe um alerta para o setor agroindustrial brasileiro. Segundo dados atualizados do Fundecitrus, a produção deve alcançar 294,81 milhões de caixas de 40,8 kg, número 3,9% inferior à projeção inicial. A revisão, anunciada neste 10 de dezembro, reflete os efeitos diretos das condições climáticas adversas e do avanço do greening, doença que segue desafiando produtores e especialistas.

Embora a safra de laranja 2025/26 ainda apresente crescimento significativo na comparação com o ciclo anterior — que registrou uma das menores colheitas em quase quatro décadas —, a redução recente reacende preocupações sobre a capacidade de oferta de suco de laranja, segmento no qual o Brasil segue como líder global.


Clima adverso e greening comprimem o potencial produtivo

O Fundecitrus destacou dois fatores centrais para o corte na estimativa da safra de laranja 2025/26: o menor tamanho dos frutos, consequência da escassez de chuvas em momentos críticos do desenvolvimento das plantas, e o aumento da taxa de queda, agora revisada de 22% para 23%. Esse cenário reforça a vulnerabilidade das lavouras diante da combinação entre estiagem prolongada e avanço do greening, doença que reduz drasticamente a produtividade dos pomares.

A condição preocupa porque, mesmo com um ciclo inicialmente promissor, as oscilações climáticas impediram que a safra atingisse o potencial previsto. A irregularidade das chuvas impactou diretamente o crescimento, a retenção dos frutos e o rendimento industrial, que tende a variar conforme o teor de sólidos solúveis e a qualidade da matéria-prima.

Para a indústria, a reestimativa significa menor disponibilidade de fruta para processamento. Estudos do setor indicam que a redução de quase 4% na safra de laranja 2025/26 representa cerca de 20 milhões de caixas a menos, número suficiente para alterar o volume ofertado e recalibrar previsões de estoques e exportações.


Demanda internacional deve pressionar o mercado

A retração na safra de laranja 2025/26 ocorre num momento em que o mercado internacional se mantém sensível às condições do cinturão citrícola brasileiro. Após anos marcados por oscilações produtivas e cotações recordes no suco de laranja concentrado, a indústria global ainda ajusta seus estoques diante dos choques recentes.

Mesmo assim, os contratos futuros em Nova York operavam em leve baixa no início da tarde desta quarta-feira, refletindo ajustes técnicos e a volatilidade natural de um mercado fortemente influenciado por expectativas de oferta. Ainda que os preços não tenham mostrado reação imediata ao corte da safra, analistas apontam que novas revisões negativas podem gerar impacto mais visível nos próximos meses.

A indústria brasileira exporta para mais de uma centena de países e depende diretamente da estabilidade produtiva. Com menor fruta disponível, a expectativa é de redução no volume processado, o que tende a secar a oferta final de suco. A CitrusBR estima que a quebra registrada pode reduzir entre 65 mil e 70 mil toneladas do produto industrializável, considerando o rendimento atual.


Produção ainda supera safra anterior, mas desafios persistem

Embora a revisão tenha causado preocupação, a safra de laranja 2025/26 ainda apresenta avanço expressivo de 27,7% em relação ao ciclo anterior, que figurou como o segundo pior em 37 anos. A recuperação era esperada, considerando que em 2024/25 o setor sofreu com fenômenos climáticos severos, estiagens intensas e incidência elevada de greening.

A melhora no volume colhido, entretanto, não elimina o alerta estrutural. A cada temporada, produtores reforçam a dificuldade crescente em manejar pomares sob estresse hídrico e ataque de pragas. A doença que não tem cura continua se expandindo, exigindo práticas rigorosas de manejo, controle biológico e renovação de áreas afetadas.

A oscilação anual confere grande incerteza ao setor, tanto para agricultores quanto para indústrias processadoras e exportadores. A dependência climática, somada à expansão do greening, faz com que a previsibilidade produtiva seja cada vez menor.


Colheita avança, mas rendimento preocupa

Até meados de novembro, cerca de 65% da safra de laranja 2025/26 já havia sido colhida. As variedades precoces — hamlin, westin e rubi — apresentaram colheita de 99%, enquanto outras variedades precoces atingiram 95%. A pera, considerada estratégica para o processamento, apresentava 85% da colheita concluída. Já as variedades tardias, como valência e folha murcha, estavam em 40%, e a natal, em 30%.

As diferenças entre as variedades influenciam diretamente o rendimento industrial. Frutos menores tendem a apresentar menor porcentagem de suco, o que aumenta a quantidade necessária para produzir a mesma tonelada equivalente. Caso o rendimento não se recupere nos próximos meses, a indústria pode registrar queda ainda maior na disponibilidade final.


Mercado externo enfrenta desaceleração da demanda

Além da redução na produção brasileira, outro desafio significativo ao longo da safra de laranja 2025/26 é a retração nas exportações. De julho a novembro, as vendas externas foram 12,29% menores do que no mesmo período do ciclo anterior, totalizando 367 mil toneladas. O recuo é atribuído principalmente à queda da demanda europeia, historicamente o maior destino do suco brasileiro.

A Europa ainda reage ao forte encarecimento ocorrido no último ano, quando o suco de laranja registrou cotações recordes que ultrapassaram US$ 5 por libra-peso. Com o consumo retraído, os estoques puderam se recompor, reduzindo a urgência das compras no mercado internacional.

Os Estados Unidos assumiram recentemente a liderança como principal destino das exportações brasileiras. Contudo, analistas apontam que esse movimento não é suficiente para compensar integralmente a perda europeia.

Em termos de receita, a queda é ainda mais acentuada: 25%, alcançando US$ 1,2 bilhão no acumulado da temporada.


Elasticidade do consumo limita reação imediata dos mercados

A volatilidade das cotações e a retração da demanda europeia refletem a elevada elasticidade do consumo de suco de laranja. Quando o preço sobe rapidamente, como ocorreu no final do ano passado, o consumidor tende a reduzir as compras ou substituí-las por alternativas mais baratas.

Mesmo com o recuo recente das cotações, o setor ainda debate a velocidade de reação do consumo. A expectativa é que a queda dos preços estimule uma normalização gradual ao longo de 2026, mas o ritmo dessa recuperação permanece incerto.


Impacto da safra reduzida sobre indústrias e produtores

A revisão da safra de laranja 2025/26 implica ajustes em toda a cadeia produtiva. Para indústrias processadoras, menor oferta de fruta representa menor volume de suco e necessidade de reequilíbrio nas operações de esmagamento e logística.

Produtores também são afetados pela volatilidade do clima e pelas doenças. A necessidade de investimentos em irrigação, controle sanitário e tecnologias de manejo tem crescido ano após ano, pressionando custos de produção.

O setor debate, ainda, a urgência de políticas públicas mais robustas para combate ao greening e incentivo à renovação de pomares, estratégia considerada essencial para garantir sustentabilidade a longo prazo.


Perspectivas para o setor citrícola

A combinação entre os desafios climáticos, o avanço do greening e a volatilidade da demanda internacional indica que o setor citrícola brasileiro pode enfrentar mais um ciclo complexo. A safra de laranja 2025/26 confirma, mais uma vez, que a previsibilidade é cada vez menor no campo.

Especialistas do setor afirmam que melhorias tecnológicas no manejo, ampliação das áreas irrigadas e reforço às práticas de controle fitossanitário são caminhos fundamentais para estabilizar a produtividade nos próximos anos.

Apesar das adversidades, o Brasil mantém posição de destaque no mercado global de suco de laranja e segue como principal responsável pelo abastecimento internacional. A capacidade de adaptação de produtores e indústrias tende a ser determinante para definir os rumos da atual e das próximas safras.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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